Mostrar mensagens com a etiqueta compotas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta compotas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Saúdo o Outono

Sei que está a tornar-se um pouco repetitivo, mas não consegui resistir a publicar no dia de hoje mais uma compota, desta vez de abóbora, a minha preferida e perfeita para saudar o Outono, a estação do ano que mais aprecio.

É neste tempo que faço uma retrospectiva do que foi o meu passado ano, em que aproveito para fazer qualquer mudança de vida e de hábitos, nem que sejam pequeninos detalhes. Gosto de contemplar as árvores com a folhagem avermelhada acarinhada pelo vento e iluminada pela luz difusa, passear pelas ruas enquanto não está demasiado frio e saborear o entardecer quando ainda tenho um tempo só para mim. Agrada-me esta estação exactamente por fugir da exaltação do óbvio, por ter cores e luzes mais suaves, temperaturas mais equilibradas que convidam à reflexão e calma.

Deleito-me também com o que a Natureza produz nesta época: abóboras, maçãs, peras, marmelos, castanhas, nozes, avelãs e com sorte, figos.
Para perpetuar estes sabores nada  melhor do que fazer compotas, tal como uma formiga a armazenar comida para o Inverno, armazeno compotas para o Natal que aí vem...
Ingredientes:
1 kg de abóbora descascada e cortada em pedaços
1/2 kg de açúcar
1 pau de canela
2 cravinhos da índia
1 colher(café) de gengibre em pó
Preparação:
Colocar os ingredientes num tacho e cozinhar em lume abrando até atingir o ponto de estrada. Guardar em frascos esterilizados e pasteurizar. Mais detalhes aqui.

A minha filha ajudou-me na decoração, executando a singela etiqueta. Inspirei-me nestes lindos frascos da Ilídia.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Doce de figos

Mais uma compota para a colecção de frascos que já ocupam um lugar considerável na despensa, à espera de migrarem, devidamente decorados, para uma oferta gulosa. Foram os últimos figos deste balde que tiveram este doce destino.

Ingredientes:
3 kg de figos frescos, lavados e com casca, em pedaços
1 kg de açúcar
1 pau de canela
3 cravos da índia 
1 colher(café) de gengibre em pó
Preparação:
Colocar os ingredientes num tacho e levar ao lume brando até atingir o ponto de estrada. Guardar em frascos esterilizados e pasteurizar para guardar, como expliquei aqui.

domingo, 4 de setembro de 2011

Compota de maçã e tomate

Gosto muito de fazer(e de comer!)compotas. Aprecio a  mistura de frutas, mas nesta combinação estava um pouco receosa do resultado, depois de prova-la achei uma das melhores compotas que fiz até hoje. E o estoque vai crescendo, para consumir e oferecer!
Ingredientes:
800 grs de tomate, sem pele, cortado aos pedaços e escorrido.
800 grs de maçã, descascada e cortada em cubos
800 grs de açúcar
1 colher(café) cheia de gengibre em pó
1 pau de canela
Preparação:
Colocar os ingredientes num tacho ao lume, ir mexendo e pisando a maçã, até que esteja no ponto de estrada.Se quiser poderá usar a varinha mágica. Eu gosto de sentir os pedacinhos da fruta. Guarde em frasco esterilizados e se quiser que dure mais, pasteurize-os. Já expliquei o processo aqui.

domingo, 7 de agosto de 2011

Vamos melhorar Portugal...com lixo

No início do mês passado a agência Moody's cortou o rating de Portugal para um nível considerado"lixo", sublinhando o risco de o país precisar de um segundo empréstimo externo e de não conseguir cumprir as metas orçamentais de acordo com a troika.

Após estas notícias o desanimo tomou conta de nós, a auto estima nacional ficou de rastos, mas a irreverência criativa que nos caracteriza, gerou movimentos de portugueses que literalmente enviaram lixo pelo correio à Moody's numa forma de protesto.

Pois eu acho que fizeram...mal! Afinal o lixo pode ser a nossa salvação. Brincadeiras à parte, porque afinal o assunto é sério, abaixo descrevo um texto baseado nesta reportagem da SIC, o mercado do lixo, que podem ver na íntegra aqui.

Até 1996, Portugal não tratava o lixo, que era descarregado directamente em aterros. Em certas lixeiras o fogo era provocado, gerando fumos e cheiros nauseabundos, além da contaminação de solos e outros problemas associados. Com a entrada de Portugal na União Económica Europeia e a exigência de padrões de tratamento do lixo, iniciou-se a separação do lixo, para posterior reciclagem.
Passados 15 anos o panorama mudou, a separação do lixo contribuiu para a criação de empresas de valorização e tratamento de resíduos sólidos que geraram vários postos de trabalho, além da melhoria do ambiente, pois o volume de lixo que actualmente vai parar aos aterros é bem menor e a tendência ainda é para diminuir mais. Só para citar um exemplo, na Valorsul, que valoriza e trata os resíduos da Região da Grande Lisboa e Oeste é realizada a triagem de materiais recicláveis, para serem encaminhados para a indústria da reciclagem, a valorização orgânica, transformando restos de comida em composto orgânico para utilização na agricultura e jardinagem sendo também possível neste processo a captação de biogás para produção de energia. Os resíduos colocados no lixo comum são queimados para a produção de energia eléctrica: 2000 toneladas de lixo diários que transformados em energia poderão abastecer uma cidade de 150.000 habitantes. As escórias resultantes da queima são ainda aproveitadas para inertes na pavimentação de estradas e o material ferroso para a construção de automóveis. Os resíduos não possíveis de serem aproveitados vão para aterros controlados e estanques.
Apesar do panorama ter mudado ainda estamos longe de conseguir obter todo o produto reciclado que a indústria nacional necessita. A Evertis, empresa pioneira na Europa que produz filme plástico para embalagem de alimentos utiliza 40% de plástico reciclado, sendo 60% adquirido no mercado nacional e o resto é importado, assim como a BA Vidros, que tem de importar também vidro reciclado para completar a sua produção.

Por outro lado a produção de lixo comum também é preocupante. Os dados apontam para uma produção de 1,5kg de lixo produzido por dia por cidadão e a conclusão é de que 40% da alimentação que produzimos vai para o lixo. Um exemplo de iniciativa que deveria ser seguido é o Projecto Dose Certa, uma parceria de 3 restaurantes com a Lipor, em que foi estudado durante um período de tempo os restos produzidos nos restaurantes e chegou-se à conclusão de que 60% eram hidratos de carbono(arroz e batatas). Após essa pesquisa foi possível aferir uma dose certa para evitar a produção excessiva de restos e todas as partes ganham: o consumidor paga menos, o comerciante não tem desperdícios e o ambiente agradece a menor quantidade de lixo.

Reduzir importações, aumentar exportações, reduzir o consumo de energia e de recursos naturais, eis como separar o lixo aumenta a saúde económica do  nosso país.

Por isso, se ainda não faz separação do lixo, e é patriota, é mais um motivo para começar.
Existem 37 mil ecopontos espalhados pelo país, o dobro do número de caixas Multibanco, por isso não há desculpas para separar o lixo e contribuir.
E se ainda é daqueles que pensa que é inútil fazer a separação do lixo porque é todo junto na recolha, saiba que isto é um mito urbano, pois os camiões tem separadores para cada tipo de ecoponto.
Por outro lado pense na quantidade de comida que confecciona ou que consome no restaurante, hoje em dia a frase "mais vale sobrar do que faltar" deve ser considerada fora de moda, temos de ajustar as nossas necessidades e comprar e confeccionar apenas o que necessitamos. Poupamos dinheiro, tempo e o ambiente.

A receita de hoje, também foi elaborada a pensar na redução do lixo e na reutilização de frascos de vidro. É possível comprar uma melancia com alguns quilos e deitar fora apenas algumas gramas de casca verde, claro que se tiver um jardim ou horta pode ainda aproveitar as cascas para fazer composto e então a produção de lixo é nula!

Compota de cascas de melancia

- Casca de melancia (só a parte branca)
- Metade do peso da casca, em açúcar
- Pau de canela e cravinhos da índia, a gosto

Comece por ralar a casca de melancia na parte mais grossa do raspador da cenoura e deite-a num tacho. Junte-lhe o açúcar, a canela e os cravinhos e misture muito bem.
De seguida leve ao lume e, quando ferver, mexa de vez em quando até ganhar o ponto de estrada.
Retire do lume, deixe arrefecer, verta em frascos(reutilizados)esterilizados, tape e guarde.


E com esta deliciosa compota termino a minha participação na Teia Ambiental de hoje.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Maternidade na Maturidade; Maturidade com a Maternidade

Maturidade, de acordo com os dicionários:

"s.f. Estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento.
Período de vida compreendido entre a juventude e a velhice."

"s.f. 1 estado dos frutos ou sementes que chegaram ao grau de completo desenvolvimento. 2 idade madura 3 estado de desenvolvimento completo."

Em termos técnicos este é o período da vida em que precisamente me encontro, embora eu ache um pouco drástico classificar-me como tendo "atingido o completo desenvolvimento", se é que em algum dia o alcançarei! Em termos físicos, talvez, porque penso que não crescerei mais e o número do meu calçado há muito que se mantém, já o mesmo não posso dizer do número da roupa, este tem crescido muito, para mau dos meus pecados.

Mas foi em termos psicológicos que esta fase trouxe uma mudança radical e fulminante na minha personalidade: quando fui mãe. Não sei se atingi a maturidade ao ter sido mãe, aos 35 anos, ou se esperei a maturidade para ser mãe, é algo que ainda me pergunto, passados 7 anos do acontecido, e ainda não cheguei a uma conclusão definitiva. 
Não foi e não é uma transformação fácil, embora tenha sido o que melhor me aconteceu! A maior dificuldade que tive de ultrapassar, ou melhor, de me acostumar, foi a perda da liberdade. Passei muitos anos sem condicionalismos, após ter voado para conquistar a autonomia e aquele ser pequenino, com menos de meio metro de altura, prendia-me mais do que se tivesse uma bola de ferro de 1 tonelada amarrada ao tornozelo! Quando falo nisto assim nestes termos, algumas pessoas ficam a olhar para mim como se eu fosse um ser de outro planeta, mas algumas mulheres entendem-me bem...
Aplico a seguinte frase à esta situação: Não estou bem sem ela nem com ela! É claro que grande parte desses sentimentos deveram-se à minha bebé não ter sido propriamente um anjinho: até os 5 anos ninguém dormiu uma noite completa cá em casa, foi um pesadelo que finalmente terminou e agora com quase 8 anos dorme um sono de princesa todas as noites.
Mas nunca senti uma sensação tão boa como quando a carinha dela se ilumina ao ver-me ou quando corre para mim sem qualquer hesitação e me abraça forte, sinto que é um amor genuíno que nos une, que transcende o aspecto físico, uma ligação eterna que nunca mais se quebrará. 
Ser mãe foi a lição melhor que tive:
- aprendi a esperar
- aprendi a ter(mais) paciência
- aprendi a ser menos egocêntrica
- aprendi a reviver a minha infância de outra forma
- aprendi a ser mais tolerante
- aprendi que posso aprender...
...cada vez e ainda mais!
Vou aprender com ela, vendo o mundo outra vez, em cada etapa da sua vida!

Esta fase também me trouxe mais habilidades na cozinha e uma delas foi saber aproveitar a maturidade das frutas e transforma-las em compotas deliciosas. Este doce foi feito com ameixas que eu colhi no outro dia com a minha filha. O modo de fazer eu já mostrei aqui.


Esta foi a minha participação de hoje na Blogagem Colectiva Fases da Vida:Maturidade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Doce de morangos e ruibarbo

Como eu já havia escrito aqui, as compotas não podem faltar cá em casa. Aproveito sempre a fruta da época, para fazer uns frascos e guardar para outros tempos ou para oferecer à alguém especial. 
A combinação de ingredientes, desta vez, foi inspirada nesta tarte que fiz no fim de semana. O doce ficou delicioso e com uma cor linda. Não vou indicar o procedimento, que está aqui descrito e é o que faço sempre para este tipo de doces, no entanto deixo-vos as quantidades e ingredientes que utilizei:
2 kg de morangos limpos e cortados aos pedaços
200 grs de ruibarbo(2 hastes) cortados às rodelas
200grs de açúcar para compotas(com pectina)
600grs de açúcar branco
Sumo de meio limão

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Coalhada de limão (lemon curd)

Andava curiosa para experimentar esta receita. Estamos em tempo de limões e como tinha cá em casa alguns biológicos e muito sumarentos, resolvi atirar-me à tarefa. Eis o resultado: magnifico...nem muito doce, nem muito ácido, um sabor viciante...e um aspecto maravilhoso...e facílimo de fazer. Acompanhado de umas tostas e um chá, foi este o meu lanche divino! Já estou a planear usa-lo num cheese-cake a fazer para o próximo fim de semana, isto é, se o frasco durar ate lá...
A receita, foi daqui, do excelente blogue As minha Receitas
Fiz meia receita que resultou em cerca de chávena e meia de coalhada.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Compotas e doces

Eu adoro compotas, principalmente ao pequeno almoço e tenho de ter sempre um frasquinho em casa. Fazer compotas não era comigo, não por falta de vontade, geralmente não me calhavam bem: ou era pouco açúcar e ao fim de pouco tempo ganhavam bolor, ou era açúcar demais e ficava uma massa tão pegajosa que até o recipiente ia para o lixo, ou passava do ponto ou não ficava no ponto... Mas como eu  sou teimosa, nunca desisti...até que descobri a pasteurização(obrigada, Pasteur!). Agora faço as compotas como gosto,aproveitando as frutas da época e experimentando novas combinações,  nunca mais comprei nenhuma das misturas insípidas do supermercado. 
Vou deixar-vos então aqui a maneira como as faço: normalmente uso 1/2kg de açúcar para 1 kg de fruta  descascada e limpa(para mais ácidas ponho um pouco mais), junto sumo de limão para ajudar a ganhar ponto(1 a 2 colheres de sopa), canela em pau e cravinho da Índia(um dia destes vou experimentar cardamono e gengibre). Esta mistura fica a repousar no tacho(de inox) até ganhar "sumo". Levo ao lume mexendo de vez em quando com colher de pau até dar ponto. Para mim "o ponto" é  sentido um bocado no "ouvido", quando passo a colher e ouço aquele barulhinho que parece que o doce vai pegar ao tacho desligo o lume. Coloco o doce em frascos(normalmente reutilizados) que esterilizei, deixando-os de molho em água a ferver. Quando o doce esfriar completamente, tapo os frascos. Passo à fase da pasteurização: coloco os frascos num tacho, com um pano à volta para não se partirem,  encho o tacho com água a ferver(coloco água quente primeiro, para evitar o choque térmico) até cobrir os frascos por cerca de 2 dedos e leve ao lume para ferver 20 a 25 minutos. Os frascos permanecem no tacho até esfriar ou tiro-os para fora. O resfriamento do conteúdo cria um vácuo que preserva o doce por muito tempo, cerca de um ano, embora aqui em casa nunca duraram tanto tempo...porque foram comidos antes...
Algumas combinações que já experimentei: Abóbora com cravinho e canela(com nozes, ou amêndoas, ou pinhões, ou avelãs), Marmelo com avelãs, maçã com tamarilho, abóbora com ruibarbo, quivi com cravinho e canela(surpreendente), maçã com cravinho e canela.
Normalmente quando uso um fruto que não sei se vai dar ponto, junto com maçã, que tem muita pectina e é um fruto "discreto" que deixa os outros sabores sobressaírem.
Vale a pena fazermos compotas em casa, para nosso consumo e para oferta, até para o Natal, ainda há tempo...

A preparar o Natal, com prendas caseiras

Para o Natal deste ano, inspirada pelo blogue A economia cá de casa, resolvi voltar a um hábito meu, e oferecer aos amigos e familiares prendas feitas por mim. Fugir ao consumo desenfreado e dar algo feito com carinho é o meu objectivo e neste blogue maravilhoso encontrei várias ideias. Então no domingo passado, bastante chuvoso, bom para ficar em casa, estive a colar as etiquetas e decorar os frascos de algumas compotas já prontas há algum tempo...Os sabores são: abóbora, abóbora com ruibarbo, maçã, maçã com tamarilho, quivi e marmelo.