Mostrar mensagens com a etiqueta Algas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Algas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Nem peixe?

Não, nem peixe! Esta deve ser a pergunta mais clássica feita a um vegetariano.
Por isso resolvi dedicar o texto de hoje que é Dia Mundial do animal ao peixe. Quando olho para um aquário e observo um peixe a nadar de um lado para o outro com o seu olhar vítreo, a primeira sensação que me invade é de profunda calma e acho que isso é geral. Aliás a maior parte dos aquários, principalmente os presentes nas casas, fazem parte da decoração, como um quadro, um quadro para aliviar o stress, dos humanos, claro, porque já o peixe... O peixe não interage connosco como um cão ou um gato mas reage a estímulos quando lhe deitamos comida ou batemos no vidro, ou seja luta pela sobrevivência como qualquer animal, então podemos concluir que também sente dor. A primeira razão para ter me tornado vegetariana é porque não quero causar sofrimento e morte a mais nenhum animal para que eu me alimente e isso inclui também o peixe.
Confesso que eu também não pensava muito sobre o sofrimento dos peixes até ter lido o livro Como Comemos, de que já falei aqui. Depois que li como muitos peixes, sobretudo os de grandes dimensões vivem em produção industrial e a maneira como morrem, vi como estes animais são tão desprezados e prejudicados por nós seres humanos.

A aquacultura tem vindo a aumentar devido à grande procura do peixe na alimentação e tal como toda e qualquer superprodução, tem malefícios ao meio ambiente:
- O peixe também produz excrementos e ainda mais numa criação industrial, alimentados com ração para que seja obtida a máxima produção. Os efluentes gerados, se lançados sem tratamento prejudicam gravemente os ecossistemas, poluem os rios e mares.
- Muitas vezes são feitas culturas de espécies não nativas da região. Alguns exemplares escapam-se e causam desequilíbrios nos ecossistemas próximos pois são mais fortes que a espécie local e ainda podem disseminar pragas e parasitas.
A pesca de arrasto, que consiste no arrastamento de grandes redes ao longo do fundo do mar, esmagam tudo por onde passam, destroem a floresta que existe no fundo do mar e matam muitos animais marinhos que não servirão para alimento, como tartarugas, golfinhos, cavalos marinhos, estrelas do mar...
Aqui no site da Greenpeace Portugal podemos ler mais sobre o assunto.

O paladar é algo que se educa, tanto sabemos isso que quando algum alimento nos é proibido por questões de saúde temos que aprender a fazer as substituições necessárias. Ser vegetariana foi uma escolha, saber que os meus alimentos não são obtidos por qualquer forma de sofrimento deixa-me muito tranquila, mas não é por isso que a comida tem de ser sem graça, até pelo contrário... O mar ainda está presente na minha alimentação através das algas, da flor de sal, do agar-agar transmitindo um sabor sutil e delicado a muitos pratos e enriquecendo de sais minerais a alimentação.

Salada de tofu, feijão frade e algas, receita aqui

Massa do mar, receita aqui
 
Inspirada nesta receita de Legumes do Mar, da Sandra do delicioso blogue vegano Papacapim, fiz há tempos uma versão de caldeirada de algas em substituição da caldeirada de peixe, que como já expliquei aí em cima, não como mais.
Ficou uma delícia e é um prato ótimo para saborear nos dias mais frios que aí se aproximam.

Caldeirada de algas
(2 pessoas)
2 batatas médias descascadas e cortadas às rodelas de 1cm de espessura
3/4 chávena(chá) de grão de bico cozido
2 dentes de alho picados
1 cebola média em rodelas
1/2 pimento vermelho
1 ou 2 tomates bem maduros cortados às rodelas(depende do tamanho)
Cerca de 10 grs de algas Wakame (expande bastante)
1 raminho de salsa
1 punhado de hortelã
Azeite, vinho branco, sal(ou melhor flor de sal) e pimenta preta
Preparação
Coloque as algas para demolharem em água, numa pequena taça, por cerca de 10 minutos.
Num tacho pequeno, coloque os ingredientes por camadas, da seguinte forma: tomate, batatas, grão, pimento, algas, cebola, alho. Vá temperando as camadas com um pouquinho de sal(ou flor de sal), pimenta, azeite, salsa e hortelã. Regue tudo com um borrifo de vinho branco. Tape e deixe cozer em lume brando agitando o tacho de vez em quando. Se necessário(o que é raro) borrife com um pouco de água.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Salada de feijão frade, tofu e algas

A salada de feijão frade com atum é um clássico da cozinha prática portuguesa, que já não faz parte da minha ementa, mas não deixa de ser uma combinação que sempre funcionou bem e resolvi transpor "a ideia" para esta salada. Na verdade quem deu o "clic" para que isto acontecesse foi a minha filha, ao deparar-se com o tofu preparado para esta receita: Mamã, isto é atum? Então desde aí, esta combinação ficou mentalmente guardada até que a reproduzi. Utilizei alga marinha wakame que transmitiu um sutil sabor marinho ao tofu. Não é uma salada de atum, mas na minha opinião ficou ainda melhor, quanto mais não seja porque o atum continua a nadar no mar...

Esta receita serve bem 2 pessoas.
Comece preparando o "tofum":
1 mão cheia pequena de alga wakame
1 chávena de chá de água
125 grs de tofu natural
1 pitada de cominhos
1 colher de sobremesa de levedura de cerveja em pó
1 colher de café de alho em pó
pimenta preta e sal fino
azeite extravirgem
Retire o veio duro das folhas de wakame e coloque-as de molho na água por alguns minutos. Entretanto esmigalhe o tofu com um garfo, junte os restantes ingredientes(exceto o azeite) e 2 colheres de sopa da água em que demolhou a alga. Misture bem e reserve. Escorra e esprema as folhas de wakame e pique-as as pedaços. Junte ao tofu e misture. Coloque uma frigideira anti aderente ao lume e regue com um fio de azeite. Junte o preparado de tofu e algas e salteie por 5 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer.

Entretanto coloque numa taça:
2 chávenas de chá de feijão frade cozido e frio
1/2 cebola picada em pedaços pequeninos
1 ramo de salsa picado
sal, pimenta preta, vinagre e azeite extravirgem 

Junte a mistura de tofu fria, retifique os temperos e sirva.

Acompanhei com uma salada de alface, rúcula, azeda, tomate e azeitonas pretas.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

# 10 Segunda sem carne

Dez segundas sem carne é um óptimo motivo para comemorar! E foi o que fiz, ao jantar, saboreando uma deliciosa Massa do Mar. Foi bom lembrar os saudosos dias de praia, nas férias, e até o calor que se tem sentido ultimamente, ajudou a compor o cenário. Esta combinação de ingredientes ficou maravilhosa, o tofú de algas, que vi pela primeira vez aqui no blogue da Rute, recorda vagamente o gosto do atum, mas sem ser oleoso, também fiquei super fã! Para potenciar o sabor juntei algas marinhas, Wakame. Um verdadeiro manjar rico em minerais, totalmente vegetal, fácil de fazer, de comer e de digerir!

Ingredientes(para 1 pessoa):
Uma porção de talharim biológico(ou outra massa a gosto).conchinhas também ficava lindo!
Cerca de 10 grs de alga Wakame (incha bastante ao ser demolhada)
125 grs de tofú com algas
1/2 cenoura em fios
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 colher(sobremesa) de sementes de sésamo
Azeite, sal, molho de soja, pimenta preta
Preparação:
Coloque a alga para demolhar em água temperada com molho de soja por 20 minutos. Leve a massa à cozer em água abundante, temperada com sal e azeite, até fical al dente. Entretanto coloque uma frigideira anti aderente ao lume com um fio de azeite. Acrescente a cebola cortada em meias luas finas e o dente de alho bem picado. Deixe murchar. Junte a cenoura e as algas escorridas, cortadas aos pedaços tendo o cuidado de dispensar o veio duro que algumas contém.  Juntar o tofú aos pedaços. Temperar com molho de soja e pimenta preta. Juntar a massa e misturar bem. Na hora de servir polvilhar com as sementes de sésamo. Eu acompanhei com grelos de nabo cozidos.