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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Banana expresso - BC Comer Bem Para Viver Melhor

Banana assada no microondas com canela, melaço e amendoim
Até me sinto um pouco envergonhada de publicar a sugestão(nem chega a ser uma receita) de hoje, ainda mais com uma foto tão pouco atraente. Mas é uma sugestão tão fácil, rápida e deliciosa que são apenas estes os motivos que me levaram a compartilha-la convosco. É uma maneira saudável de acalmar aqueles momentos em que a ansiedade pede desesperadamente algo doce e antes de atacar o pote das bolachas, bastam alguns minutos para ficar pronta. 

A base é simples:
Uma banana. Cortar as pontas. Picar a casca com a ponta da faca. Colocar num prato. Levar ao microondas por um minuto na potência máxima(ou mais, se gostar bem macia). Retirar a casca com cuidado.

Acompanhamentos:
- Simplesmente polvilhada com canela
- Com chocolate granulado, quando a gula é maior...
- Com sementes(de sésamo, de papoila, de chia...)
- Com amêndoas ou castanhas do pará ou cajus triturados
- Com canela e uma bola de gelado, para sobremesa
- Com coco ralado tostado
- Com cacau em pó puro
e com mais ingredientes que a inspiração do momento sugerir

A minha versão hoje foi:
- Com canela, uns salpicos de melaço de cana e amendoins triturados

Com esta sugestão participo na BC - Comer Bem para Viver Melhor.
Mais participações aqui no blog da Josy
Veja como participar aqui.


Outras sugestões com banana já confeccionadas na minha cozinha:

Bolo de banana e mirtilos

Sobremesa tropical para bebé
Bolo de banana sem açúcar e sem farinha

E ainda tenho mais algumas receitas mas não consigo colocar os links. Podem ver mais na etiqueta Banana ao lado.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Um mimo fresco, para a Blogagem das Cores

No momento em que esta mensagem estiver no ar espero estar estendida numa das nossas maravilhosas praias a apanhar sol observando o mar. Não me levem a mal, gosto muito da vossa companhia mas preciso desta pausa para recuperar energias e dar mais atenção a este cantinho que está muito abandonado. 
Mas não podia deixar de participar no quinto dia da Blogagem das Cores, promovida pela querida amiga Margarida, do Tachos Versus Panelas.
A mensagem foi programada, assim que tiver oportunidade vou ver as restantes participações.
Desta vez o cor de rosa foi escolhida pela Cris, do blogue Salpicos Doces.
Esta cor tem um significado especial para mim. Durante anos desde que me lembro foi uma cor que não gostava, achava piegas e demasiado delicada para mim. Após o nascimento da minha filha e depois que ela começou a preferir o rosa, como quase todas as meninas, fiz as pazes com esta cor. A maternidade adoçou a minha personalidade e agora até tenho peças de roupa com esta cor! 
O cor de rosa, para mim significa mudança, doçura, meninas pequeninas e delicadas, o mundo mágico e encantado das princesas.
Para este dia escolhi este sorbet delicioso que a Sandra, do Papacapim  fez. É uma sobremesa fresca, natural e deliciosa, apropriada para esta altura do verão. Foi ótimo descobrir uma forma de usar melancia, uma vez que aqui em casa só eu gosto desta fruta, portanto este ano não me senti bloqueada ao comprar uma melancia inteira, já que congelei grande parte para fazer esta fantástica sobremesa. A receita está aqui. Fiz algumas alterações nas proporções, descrevo a maneira como fiz:

Sorbet de melancia e banana
2 porções
Ingredientes:
1 chávena(chá) de melancia em cubos congelada(sem sementes)
1 chávena(chá) de banana em rodelas congelada
1 banana
sumo de 1 limão pequeno(mais ou menos 2 colheres de sopa)
Preparação:
Bater no liquidificador até que se forme um creme homogéneo.Consumir imediatamente.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A lenda encantada do Monte da Corujeira


Século XI
"Antigamente o Monte das Corujeiras eram encostas com giestas, urze, esteva, alecrim, um ou outro castanheiro, carvalho, choupo, salgueiro e, nas encostas mais altas o pinheiro. O povo usava os pinhões, a bolota e a castanha na sua alimentação diária, onde faziam o pão. Do Monte via-se o castelo, onde vivia um alcaide mouro, que ouviu falar de uma donzela cristã muito linda, que vivia num castelo inimigo, em Gaia. Ela era muito bondosa e tudo quanto tinha dava aos pobres, dizia-se em todas estas terras, maravilhas da formosura e bondade daquela donzela, chamada Lia.
O Emir que era o alcaide da Feira, o mouro Ben Iussef, quis conhecer a donzela. Então, disfarçado com uns trajes de pobrezinho tirou as fardas de mouro e foi até Gaia pedir esmola à donzela. Acho-a tão bonita, tão bonita que ele logo ali resolveu raptá-la. E, pela calada da noite, subornou uns criados do castelo que a apanharam, fingindo um rapto. O mouro, armado em homem bom e defensor da donzela, fingiu que lutou para a libertar dos seus raptores, parecendo, aos olhos desta, como um anjo libertador. Com o intuito de “fugir” aos malfeitores, convenceu-a a entrar num barco, onde hoje fica hoje a Afurada, e trouxe-a para o Castelo da Feira. 
Toda esta lenda lembra um romance de cavalaria… e lá viveram os dois muito felizes. Ele era um mouro apaixonado e ela era uma cristã devota, que ia ensinando àquelas pessoas o Cristianismo. O casal amava-se. 
Tudo corria bem, só que o alcaide tinha um irmão invejoso e rancoroso. Começou a inquirir secretamente os seus próximos à revolta contra o alcaide, pois achava mal que o mano vivesse com aquela cristã, que estava aqui a narrar as histórias e as leis de Cristo, o que era sacrilégio para o Corão, então assalta o castelo, mata o alcaide e, quando ia matar a donzela, sentiu-se a fraquejar, porque além de ser mulher, havia, secretamente uma paixão pela cunhada, logo, não conseguiu matá-la. 
Resolveu entregá-la aos soldados, e disse-lhes “Olhem, levem-na daqui, para esses montes e matem-na lá, matem-na e que eu não a torne a ver!”. Os soldados que sabiam o quanto ela era bondosa, não tiveram, também, coragem para a matar e abandonaram-na no Monte da Corujeira, lugar medonho e cheio de animais selvagens, onde ela seria de certeza devorada. A donzela foi-se alimentando de frutos silvestres e das árvores, mas para não saberem quem ela era, com uma pedra afiada, retalhou a cara toda. Toda aquela beleza desapareceu, ficou uma coisa pavorosa. Vestiu-se de negro, e andava por ali à noite, como alma penada. 
Durante o dia, sempre bondosa, recebia numa barraca de cascas e folhas das árvores e arbustos, as pessoas com maleitas. A todos tratava bem. Curava feridas dos viandantes, e dizia coisas proféticas. Começou a ser conhecida como a bruxa do Monte da Corujeira e tudo o que dizia batia certo. Então o mau alcaide, o tal que tinha morto o irmão, que julgava que ela já estava morta, ouviu falar da Bruxa do Monte e também lá foi ouvi-la numa altura de crise, perguntando: “E então a mim o que é que me vai acontecer?” E ela diz-lhe: “Olha! Ainda bem que cá vieste, ainda bem que aqui vieste! Eu tinha uma coisa para te dizer e não sabia como te havia de prevenir, é que esta noite o teu Castelo da Feira vai ser atacado por um exército tão grande, tão grande que tu não tens gente para o defender! E vão-te matar! Os teus inimigos serão imensos... e não escapas da morte esta noite!”. O alcaide pensou “Ah, conversas de bruxa, quem é que vai nisso?!”. E vai para o castelo, mas ele ao ir para o Castelo, a antiga donzela, que agora parecia bruxa, manda juntar todos os amigos, toda a gente conhecida que gostava dela e a quem ela fez bem, pedindo-lhes para a acompanhar nessa noite, juntamente com todas as manadas de bois possíveis e dirigirem-se para o Castelo da Feira. Assim foi...Juntou-os no monte, eram milhares de bois, onde ela mandou colocar archotes nos chifres de cada boi, acesos, e à medida que a noite avançava, dirigiam-se para o castelo. O alcaide ao ver esses montes iluminados, parecem-lhe serem milhares de guerreiros, todos com aqueles fachos. O alcaide diz “a bruxa tinha razão! ora a bruxa disse que eles me iam matar, portanto nada de combates, isto a bruxa tinha razão!” e fugiu, nunca mais ninguém o viu.
A bruxa tranquilamente entra no castelo, deixou de ser bruxa, continuou a ser a doce donzela que ensinou aquela gente a praticar o bem, através da religião cristã e foi dessa maneira, conta a lenda, que a gente da Feira esqueceu o Corão e passou a rezar a Sanctae Maria." Uma das lendas de Santa Maria da Feira. Texto daqui

Século XX - finais da década de 80
Em Terras de Santa Maria, numa tarde outonal de domingo, finalizava mais uma matiné na pequena discoteca de São Vicente, que tinha o pretensioso nome de Rendez Vouz. A nostalgia invadia o meu ser, como sempre acontecia no final do domingo e ainda mais neste, que coroava um fim de semana cheio: tinha acabado de fazer 20 anos, ainda trazia na cabeça o penteado da festa, uma trança embutida que a cabeleireira, em vão, tentou me convencer a gostar. Havia passado a tarde inteira a dançar os ritmos frenéticos, a beber sumo "verde" de laranja com licor e a procurar decifrar a letra dos Xutos, mas só conseguira perceber: “que saudades que eu já tive da minh’alegre casinha tão modesta quanto eu” e desisti.
As últimas músicas tocavam na pista quase vazia, e eu e as amigas estávamos a sair, quando um grupo de rapazes entra, desajustados àquele lugar, com ar meio irónico, quase a zombar da pequenez do espaço, da inocência da matiné domingueira, fazendo de conta que entravam ali por acaso, como por engano... mas era tudo um estratagema, uma encenação de uma das minhas amigas e de um deles para "casualmente" se encontrarem. Eu, só mais tarde me dei conta desta combinação…andava sempre na lua! Mas aterrei rapidamente quando um dos rapazes passou-me a mão pelos cabelos e disse: Que penteado tão bonito! Fiquei furiosa! Primeiro pelo ar zombateiro, segundo porque dava-lhe razão pelo ar zombateiro e terceiro pela audácia em mexer-me no cabelo! Fuzilei-o com o olhar! E muito empertigada, recolhi o cabelo para trás, humpf! Mas…era tarde de mais, no meio da “ira” o meu “radar” feminino já lhe tinha avaliado o perfil alto, as vestes escuras, os lindos olhos... e a sensação de indignação cedeu naturalmente um pouco. Trocamos algumas provocações e ficou tudo por aí. 
Nesse dia, ao viajar no autocarro para o Porto, onde estudava, algo de pouco habitual já havia se instalado em mim, talvez uma seta encantada pelo Cupido já tivesse acertado o meu coração e eu não sabia... Uma parte de mim queria que a semana passasse a correr, que o domingo chegasse depressa, a outra parte tentava convencer a primeira a não dar importância ao sucedido, dentro da minha cabeça ocorria um diálogo, como naqueles desenhos animados em que há a consciência bipartida em duas miniaturas: anjo e diabo, que lutam entre si, tentando convencer a pessoa a agir segundo a sua vontade e passei a semana toda assim, neste duelo interior.
Novo domingo chegou, mais capricho na indumentária, menos no penteado e rumo à disco do costume. E “ele” apareceu, torturantemente quase ao fim da matiné(também tinha duas miniaturas a digladiar-se dentro da cabeça…) e assim foi por muitos domingos, o encantamento crescendo cada vez mais…crescia alimentado por muita conversa, e não só ;), nós não nos calávamos, encostados ao balcão, descobrindo o que cada um pensava, animados pela música. É claro que lhe fiz um pedido muito especial: Por favor decifra-me a música dos Xutos, não percebo uma palavra!!! (aventuras de uma brasuca recém chegada em terras lusas)
Foram tempos lindos, o início de uma história que espero seja eterna como a lenda que vos trouxe, a minha lenda encantada.

Estes tempos são inesquecíveis, esta sensação de encantamento é única, sentimo-nos tão felizes que vemos o mundo com outras cores e as pessoas com outros olhos. O encantamento é uma droga tão inebriante, que não é a toa que muita gente quer viver sempre nesta situação amorosa...
É um estado que gosto de sentir permanentemente em minha vida nos seus  vários setores, o eterno descobrir de novas sensações, o clic que nos faz vibrar: o acordar com um sol brilhante, ir ao Castelo e descobrir um novo ângulo, ganhar um beijo sem esperar, descobrir uma nova padaria com pão delicioso, ir à praça e verificar que os morangos já chegaram, encontrar um novo blogue maravilhoso, acertar na receita e ouvir os "huums" dos outros... São estes pequenos encantamentos que preenchem os meus dias com a alegria da novidade e que tornam tudo mais colorido e vibrante. 

Por isso, um simples, mas grande conselho: nunca feche o seu coração e a sua mente, aprenda a enxergar o lado bom da vida, mesmo nas pequenas coisas, que juntas e somadas, tornam-se grandes. Viva encantado!

A minha mais nova paixão culinária, é a realização de bolos e doces sem a utilização de açúcar refinado ou adoçante artificial. Esta receita é a segunda que sai da minha cozinha, mas outras já andam em preparação…É um novo mundo a descobrir, pleno de sabores sutis e delicados …que me está a encantar!


Bolo de banana e maçã encantado
1 banana madura
6 colheres(sopa) de cenoura ralada
2 ovos biológicos
½ chávena(chá) de óleo
1 colher(sopa) de farinha de alfarroba
½ chávena de frutos secos sem caroço(passas, tâmaras e ameixa)
4 colheres(sopa) de sumo de laranja natural
Bater tudo no liquidificador
Juntar:
1 chávena(chá) de farinha integral
½ chávena(chá) de farinha refinada
1 maçã(com casca) cortada aos cubinhos
1 colher(sopa) de canela em pó
Raspas de 1 laranja
1 colher (sopa) de fermento em pó
A massa não deve ser muito batida, apenas misturar os ingredientes.
Colocar em forma untada e enfarinhada e levar a cozer em forno 170º por cerca de 30 minutos. Fazer o teste do palito para verificar a cozedura.

Nota: Não fica um bolo muito doce, se quiser aumentar a doçura use mais frutos secos ou mais uma banana. E no dia posterior o sabor ainda é melhor! 


Esta publicação faz parte da minha participação na Blogagem Coletiva Amor aos Pedaços.
Confira aqui outras participações.


quarta-feira, 7 de março de 2012

A moda na Teia Ambiental

Fashion, coleção primavera-verão, acessórios, pret-a-porter, haute-couture, hippie chic, sandálias plataforma...são termos comuns no seu vocabulário?
Você tem mais de 20 pares de sapatos?
Você compra peças de roupa, acessórios ou malas, todas as semanas?
Você sabe tudo sobre as últimas tendências mesmo antes das lojas exporem as coleções?
Você compra revistas de moda com muita frequência?
As suas conversas giram em torno do que se usa em roupas, cabelos, maquilhagem?
Os seus passeios preferidos são uma ida ao shopping?
Se você respondeu sim à todas as perguntas, e não trabalha na área da moda, então é porque provavelmente é uma fashion victim(vítima da moda).
"O termo “fashion victim” foi originalmente cunhado pelo estilista Oscar de la Renta para definir pessoas que são incapazes de identificar limites da moda comumente reconhecidos. São aqueles indivíduos maravilhados com o materialismo proporcionado pelas coleções que não param de se renovar nas araras das lojas e acabam usando tudo o que vêem pela frente, muitas vezes, ao mesmo tempo."(fonte daqui)
Acho que a maioria das leitoras respondeu não às perguntas porque acho pouco provável que uma fashion victim esteja a ler um blogue de culinária, mas nunca se sabe...
Imagem daqui
Penso que quase todos nós passamos por períodos em que a moda poderá ter tido alguma importância, principalmente na adolescência, que é uma fase em que idolatramos tudo que seja fora do círculo comum e principalmente familiar. Mas algumas pessoas continuam pela vida fora em busca  do ilusório mundo perfeito, usando a moda como uma afirmação ou máscara.
É verdade que cada um faz o que quer da sua vida, mas tudo tem as suas consequências... e pensando no lado ambiental e ecológico é fácil perceber que ser hiper fashion traz consequências negativas ao meio ambiente.
Imaginem a quantidade de sapatos, roupa, acessórios comprados por uma pessoa ultra fashion que provavelmente na estação seguinte já está a descartá-los, onde é que esta tralha vai parar? Mais dia, menos dia no lixo.
E a proliferação de lojas de roupa de qualidade inferior e preços baixos, muitas vezes à custa de mão de obra explorada, simplesmente para satisfazer o modismo de uma estação e parar no lixo mais dia menos dia.
A quantidade de animais mortos para confecção de sapatos, bolsas, casacos, cintos, que muitas vezes são descartados quase novos, porque já "não se usam"...sem esquecer ainda quando são utilizados animais em perigo de extinção...
E o sofrimento dos animais para testar mais uma sombra de olhos ou rímel novo, ou qualquer parafernália perfeitamente inútil!
Estes são alguns dos prejuízos diretos que qualquer um de nós com o mínimo juízo equaciona rapidamente, mas e o que está camuflado.
Já imaginou que uma mulher com sapatos de saltos altíssimos provavelmente não anda de transportes públicos e muito menos a pé, nem que sejam distâncias curtas...olha as emissões de CO2 e gasto de energia fóssil desnecessária.
E muito menos pensar em reciclar lixo, que não sobra tempo na agenda atafulhada de cuidados de beleza.
Que princípios estas pessoas passam aos seus filhos, o materialismo em primeiro lugar?

Mas, embora seja este o lado negro da moda, felizmente já existem muitas pessoas que se preocupam em ter atitudes que respeitem o ambiente e que usam a imaginação para estarem eco fashion.
Exemplos disso:
Ecobags, bolsas em tecido para evitar o uso indiscriminado de sacos plásticos.
Imagem do Google


Customização de roupas, malas e acessórios.
As minhas pregadeiras realizadas com gravatas e botões antigos
Criação de roupa e acessórios com material reciclado.
Criação de João Sabino
Utilização de fibras naturais e mais ecologicas no vestuário(algodão naturalmente colorido, bambu, milho, coco, couro vegetal feito de latex natural são algumas opções)

Muitas marcas de cosméticos já não testam em animais! Confira aqui!

A nossa atitude em relação à moda(e em outros aspectos da vida) também tem de mudar! A moderação nas compras, a opção por peças de melhor qualidade, com preço justo, que duram mais. O uso de roupa adequada à profissão de cada um, ao estilo de vida, à ocasião, ao formato do corpo é o que nos faz sentir bem. A criatividade é que faz o estilo único de cada um e não a moda pela moda.

Lembrando sempre que a beleza interior reflete-se no nosso exterior, sem ser necessário adornos exagerados. E cuidar da beleza interior com boa alimentação, atitudes positivas e saudáveis, com certeza vai nos fazer sentir felizes e belos!

A receita que vos trago hoje não podia ser mais apropriada, um bolo sem açúcar e rico em fibras naturais.

BOLO DE BANANA SEM AÇÚCAR E SEM FARINHA.
Receita daqui
Ingredientes:
4 bananas bem maduras
1/2 chávena de uvas passas sem caroço 3 ovos 
menos que 1/2 chávena de óleo 
2 chávenas de aveia ( pode ser em grãos finos ou grossos) 
2 colheres (sopa) de fermento em pó
Preparação:
Bater no liquidificador as bananas, a uva passa, os ovos e o óleo. Numa taça colocar essa mistura e acrescentar a aveia e o fermento mexendo bem devagar. Untar e enfarinhar uma forma e levar ao forno por 20 minutos.

Esta publicação faz parte da Blogagem Coletiva Teia Ambiental, que acontece em todo dia 7 de cada mês. Veja aqui no blogue Flora da Serra outras participações.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

As melhores papas de aveia do mundo

Até há dois dias atrás vivia na ignorância gustativa de nunca ter saboreado “a papa de aveia”. 
Eu já comi papas de aveia inúmeras vezes, mas de todas estas vezes, o que na realidade me impelia a nutrir-me delas era saber que estava a comer algo saudável, e sendo assim como não juntava açúcar (saudável e açúcar não combinam!) parecia-me sempre que estava a comer jornal molhado ou algo parecido, sem falar do tempo que levava a cozinha-las, e isso é algo que de manhã é um pouco escasso,  portanto só de longe a longe dava-me vontade de repetir a dose. Mas isto foi até descobrir as maravilhosas receitas de papas de aveia da Sandra, autora do excelente blogue Papacapim e então agora a minha vida dividiu-se em A.P.(antes da “papa”) e D.P.(depois da “papa”). 
Já fiz dois pequenos-almoços e o almoço de ontem com elas e só tenho vontade de repetir mais e mais, acho que vou ficar viciada! Estas papinhas sabem maravilhosamente, são muito nutritivas e saciantes, milagrosamente fiquei sem fome até a hora do almoço e sempre com boa disposição e além do mais os ingredientes são tão interessantes que nos sentimos esplendorosas logo pela manhã e já me ia esquecendo, são rápidas de fazer!
Este post parece publicidade, e é! Para mim tudo o que é ótimo deve ser compartilhado, divulgado, passado adiante, então eu não via a hora de escrever isto aqui.

Eu fiz estas duas versões(a caminho da terceira), as fotos não fazem justiça às receitas! Não tenho jeito para fotografar e então de manhã, piorou! As fotos da Sandra são fantásticas!

clic no título para aceder à receita no blogue Papacapim
Uma autêntica sobremesa cremosa cheia de saúde logo ao pequeno-almoço!

clic no título para aceder à receita no blogue Papacapim
Senti-me num paraíso exótico logo de manhã!
Ontem ao almoço tornei a fazer a versão com chia, mas em vez de passas juntei 2 ameixas secas picadas e ficou também muito bom!


Sandra, daqui de Portugal envio-te muitos beijinhos em peregrinação direta para a Terra Santa, em agradecimento às tuas maravilhosas criações, que decerto contribuirão muito para que a minha nova condição de vegetariana seja ainda mais feliz!

terça-feira, 15 de março de 2011

Menu para o bebé

Quando tomei conhecimento desta iniciativa, do 1º tema sobre o nascimento, foi inevitável, e as primeiras lembranças que surgiram em minha mente foram as do nascimento da minha filha, vieram-me rapidamente as imagens do bebé fofinho que ela foi, e de como os dias passavam lenta e intensamente em torno dos rituais de cuidados daquele ser pequenino que encheu minha vida. Eu chegava a chorar de saudades antecipadas deste tempo que iria acabar um dia (pura deprê pós parto, que passou num instantinho).
Foi muito bom reviver esses doces momentos, ao desenvolver o tema para esta blogagem colectiva.

E como este é um blogue sobre culinária, trago hoje um menu especial para os bebés, uma receita tradicional e antiga, boa para variar e alternar com a sopinha e uma sobremesa utilizando uma fruta pouco usual nestas idades, a manga.

Farinha de pau de frango(a partir dos 9 meses)
Ingredientes - para 1 refeição
75 grs de peito de frango 
2 colheres(sopa) de farinha de mandioca
1/2 dente de alho
1 raminho de salsa
Um fio de azeite
Alho francês e cebola q.b.
1/2 cenoura raspada
1 pedaço de courgete(abobrinha) ou nabo raspado
Água q.b.
Preparação:
Cozer o frango em água junto com o alho e a salsa. Reservar o líquido da cozedura.Desfiar o frango.
Fazer um refogado leve com o azeite, a cebola, o alho francês e os legumes, tudo picado miudamente. Acrescente o  líquido da cozedura do frango. Desfazer a farinha de mandioca num pouco de água e juntar ao tacho, mexendo sempre e em lume brando, cozer por 2 minutos. Nesta fase pode-se juntar um bocadinho de salsa bem picada. Deverá formar-se um creme não muito espesso, ir juntando água se necessário. Acrescente o frango desfiado e se o bebé tiver mais de 12 meses, poderá temperar com uma pitada de sal.
Esta receita pode ser feita também com peixe magro ou ovo batido(a partir dos 12 meses).
As crianças e os adultos também costumam gostar deste prato, por isso porque não confecciona-lo para toda a família?

Sobremesa tropical (a partir dos 6 meses)
Ingredientes - para 1sobremesa
1/2 banana
1/2 manga
Preparação:
Misturar as duas frutas e reduzir a puré.

Leite materno: o meu testemunho
Antes de terminar esta mensagem não poderia deixar de referir a importância do primeiro alimento que todos os bebés, dentro do possível, deveriam usufruir: o leite materno. Eu alimentei a minha filha até aos 4 meses, exclusivamente com leite materno e mantive a amamentação ao peito até perto dos 18 meses, ela nunca soube o que era um biberão até ter 12 meses, altura em que o meu leite já não era suficiente para as suas necessidades. Esta fase foi muito importante para o seu crescimento, pois os anticorpos que lhe forneci através do leite mantiveram-na livre de doenças e o seu crescimento foi óptimo, nem gordinha de mais ou de menos. Abaixo transcrevo um texto que achei muito bom e sintetiza todo o valor deste alimento:

Do livro de receitas para bebés até os 3 anos: 1,2,3 uma colher de cada vez, de João Breda e Maria Antónia Peças,
"Os benefícios do leite materno
Os seios são constituídos por secções ou lóbulos que contem glândulas produtoras de leite. A presença de certas hormonas pode estimular a produção de leite que é transportado até os mamilos por canais minúsculos chamados canais galactíferos. Quando o bebé mama, agarra o mamilo e a aureola com a boca e, enquanto chupa , o leite corre através dos canais e sai pelos mamilos. O leite produzido sensivelmente durante os primeiros três dias chama-se colostro. Muito aquoso e parecendo pouco nutritivo, é altamente importante, pois é rico em proteínas e substâncias protectoras - anticorpos. O colostro é depois substituído  por leite maduro. Este leite tem um aspecto aguado e vai-se tornando mais forte.
A alimentação do peito é claramente a mais indicada para o bebé, pois o leite materno é o alimento mais completo para a espécie humana. Nele existem todos os componentes capazes de satisfazer as necessidades do bebé durante, pelo menos, os primeiros seis meses de vida. Além de conter anticorpos(defesas) que ajudam a proteger o bebé contra infecções e doenças, nomeadamente diarreias e constipações, é fácil de digerir, proporcionando ao bebé maior bem-estar.
Os estudos científicos dizem ainda que o leite materno protege de certas doenças do tipo alérgico, como a asma e o eczema. A temperatura a que o leite materno é disponibilizado ao bebé é a ideal, e pode-se mesmo dizer que tem uma "embalagem" protegida dos micróbios patogénicos. Ainda por cima é absolutamente gratuito, além de não precisar ser preparado. A amamentação ao peito contribui para uma melhor relação afectiva entre a mãe e o filho, além de ajudar o útero da mãe a contrair-se e a regressar ao seu tamanho normal em menos tempo. A produção de leite materno conduz ainda à mobilidade de gorduras da mãe que foram acumuladas para esse fim durante a gravidez e que se situam em áreas do corpo(coxas, ancas, seios) de onde será mais difícil remove-las caso não exista aleitamento materno."

Um abraço carinhoso a todos e vamos imaginar qual será o próximo tema...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bolo de banana e mirtilos

Hoje choveu muito por cá, apetecia mesmo uma fatia de bolo com uma grande chávena de café quentinho e olhar pela janela o meu lindo castelo molhado pela chuva. Tinha umas bananas a ficar muito madurinhas, iogurte de coco no frigorífico, mirtilos congelados e  mãos à obra. O resultado: um bolo fofinho e muito gostoso.
Fiz esta receita de bolo de iogurte, que tem a particularidade de não levar óleo:
4 ovos
2 chávenas (chá) de açúcar (usei 1 e 1/2)
2 chavenas(cha) de farinha de trigo
2 iogurtes de aroma de coco
1 colher(sobremesa)de fermento em pó

Cobertura: 2 bananas maduras, um punhado de mirtilos congelados(opcional), canela e açúcar
Bater os ovos, juntar o açúcar, a farinha alternada com o iogurte e por fim o fermento. Untar e polvilhar com farinha uma forma redonda, na qual se coloca a massa. Colocar por cima da massa as bananas cortadas em fatias finas, salpicar os mirtilos, afundando-os um bocadinho. Polvilhar com canela. Cozer em forno médio(160º) por mais ou menos 30 minutos(testar com o palito). Desenformar e polvilhar com mais canela e açúcar.

Nota importante:
Untei e polvilhei com farinha somente o fundo da forma. Esta dica, que  vi  aqui no óptimo blogue do Beto, Receitas passo a passo, é eficaz para que o bolo cresça de forma mais uniforme, sem aquela barriga no meio. Funciona mesmo, só temos que passar uma faca a volta para descolar o bolo e desenformar normalmente. Aliás dicas para um bolo perfeito é o que não falta no Receitas passo a passo.Vale a pena passar por lá!