quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quanto

Salada de "patisson"grelhada, grão de bico e feijão verde
Quando as pessoas que conheço souberam da minha escolha pelo vegetarianismo houve várias reações, desde um leve espanto até o apoio e normalmente a aceitação, pelo menos aparente. Mas o que mais me espantou, foi que alguns acham que a dieta vegetariana é mais cara do que a dieta omnívora. Como nunca me passou pela cabeça uma coisa destas, pus-me a pensar o porque desta opinião e cheguei à conclusão de que há algumas razões para as pessoas acharem isso.
Muita gente pensa que os vegetarianos comem alimentos confeccionados com ingredientes estranhos, com nomes impronunciáveis e difíceis de encontrar e por essa razão serão mais caros do que aqueles que se compram num vulgar supermercado. É verdade que muitos ingredientes eu só conheci depois de ser vegetariana e alguns são comprados em lojas de produtos naturais, mas isso não quer dizer que sejam caros.
Outro fator, que penso levarem as pessoas a acharem o custo mais elevado da comida vegetariana é o rácio saciedade/custo. Para que entendam, esta ideia também existe para a comparação peixe/carne. Normalmente as pessoas acham o peixe mais caro do que a carne e diz o ditado popular " peixe não puxa carroça", ou seja pelo meu raciocínio, a comida é tanto considerada mais cara quanto menos saciedade transmitir, e a comida vegetariana é considerada "leve". A verdade é que um prato vegetariano é normalmente de fácil digestão, o que para mim só tem vantagens, mas não quer com isso dizer que seja menos saciante.
Salada de arroz integral, lentilhas e cenoura
É claro que existem no mercado produtos pré-preparados que podem atingir preços consideráveis, mas com ingredientes simples e baratos podem-se fazer burgers, croquetes e bolinhos muito mais saborosos e saudáveis.
"Cheesecake" vegetariano, com ingredientes mais baratos e saudáveis do que o original. Receita aqui no blogue
Eu noto que a despesa com alimentação baixou desde que me tornei vegetariana, sobretudo depois que aboli praticamente a compra de ingredientes pré-confeccionados e passei a fazer o meu próprio tofú, os burgers, o queijo e o leite vegetais. É certo que compro alguns ingredientes que nem sonhava existirem há um ano atrás, como trigo sarraceno, espelta, nigari(para fazer tofu), agar-agar, levedura de cerveja, entre outros, mas os preços destes ingredientes não são muito dispendiosos e eles rendem bastante, apenas não estão vulgarizados.
Legumes de verão grelhados
Há ingredientes chave, bastante económicos, que são muito fáceis de encontrar em supermercados, mercearias e feiras e que não faltam na minha dispensa:
Leguminosas:feijão(preto, branco, vermelho, catarino, frade, azuki, mung), grão de bico, lentilhas, ervilhas, favas, soja em grão e tremoços
Cereais: arroz integral, cevada em grão e flocos, quinoa em grão e flocos, aveia em grão e flocos, trigo para quibe, trigo sarraceno, etc.
Massas: integrais, refinadas e couscous
Farinhas: de trigo, de milho e de mandioca
Oleaginosas: nozes, castanhas, cajús, amendoins, amêndoas, pistácios, avelãs, etc. O preço destes pode alcançar valores um pouco elevados mas a quantidade diária a consumir é pequena e sempre podemos comprar os frutos com casca, muito mais baratos.
Sementes: linhaça, sésamo, chia, papoila, alfafa, girassol, abóbora.
Frutos secos: figos, alperces, passas, tâmaras, bagas goji
Especiarias e ervas aromáticas secas
Chá e café
Algas
Produtos frescos: legumes, verduras e frutas que comprados na época são muito mais baratos e com melhor sabor.

Abóbora patisson, a branca ainda não tive coragem de cortar...
Uma sugestão diferente, simples, saciante e nada dispendiosa para aproveitar os últimos dias de sol.

Salada de "patisson" grelhada, grão de bico e feijão verde
Ingredientes:
1 chávena(chá) de grão de bico cozido
1 chávena(chá) de feijão verde cortado em pedaços e cozido "al dente"
2 colheres(sopa) de tomate seco demolhado em água por cerca 30 minutos
2 colheres(sopa) de sementes de abóbora levemente tostadas
1/2 pimento vermelho cortado em tiras e algumas fatias finas de abóbora patisson(ou courgette) grelhados em frigideira anti -aderente com um fio de azeite
1 cebola pequena picada
Azeite extra virgem, sal, pimenta preta

Misture todos os ingredientes, tempere e sirva

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Como

Salada de soja em grão, quinoa, cenoura e passas
Tomada a decisão de enveredar pela dieta vegetariana, chegou a altura de pensar em como me alimentar nesta nova fase. Mesmo antes do vegetarianismo entrar na minha vida, já tentava ter opções mais saudáveis evitando o excesso de carnes vermelhas, sobretudo porco, enchidos e queijo até porque tive um problema no estômago com a bactéria H. Pilory que só ficou resolvido com uma mudança radical na alimentação após a consulta com um naturopata. Por isso acredito realmente na máxima “Somos aquilo que comemos”. Podemos ter uma ótima ou má saúde conforme os alimentos que consumimos e a forma como os ingerimos. Não bebo leite desde os 11 anos, após vários anos de enjoo pela manhã a minha mãe libertou-me finalmente deste fardo. Portanto, para mim não foi nada difícil abdicar da carne e praticamente abolir todos os derivados do leite. 

Inicialmente procurei literatura e livros de receita vegetarianos. A maior parte dos livros não me satisfizeram pois nas receitas utilizavam demasiados lacticínios e ovos e desconfio que se seguisse essas receitas acabava por ter o colesterol nos píncaros… O que me valeu foram os blogues amigos, os conselhos das minhas manas do coração, a Rute e a Isabel, um pouco de bom senso e muita pesquisa que continuo sempre a fazer. Cheguei à conclusão que agora penso muito mais naquilo que como e de que ser vegetariano não é sinal de desequilíbrio alimentar, o risco de se ficar carente nutricionalmente pode acontecer em qualquer tipo de dieta se não se variar os alimentos e ingerir demasiados alimentos perigosos.
Não descarto a possibilidade de procurar a ajuda profissional de um nutricionista, até porque pretendo realizar algumas análises para ver se está tudo em ordem com a minha saúde, só não o fiz até agora porque sinto-me bem, inclusive alguns incómodos que habitualmente tinha desapareceram, não sei se por coincidência ou não. Durante este ano não senti nenhuma vez dores no estômago, não tive qualquer crise de fígado ou vesícula (tenho cálculos biliares), não tive as habituais alergias ao pólen não tendo sido necessário recorrer a nenhum anti-histamínico. Aliás as poucas vezes que recorri a um comum analgésico (daquela marca de venda livre que até os bebés e as grávidas tomam) foi para curar umas dores de cabeça ocasionadas pelo stress, que disso infelizmente ainda não consegui livrar-me.

Verifiquei que a chave é a combinação de alimentos para nos fornecer os nutrientes necessários e por incrível que pareça o corpo “pede” estas combinações. Por exemplo, hoje em dia sinto frequentemente vontade de comer laranjas, tangerinas ou quivis depois das refeições que normalmente incluem leguminosas (ricas em ferro), e descobri que uma fonte de vitamina C na mesma refeição com alimentos ricos em ferro ajuda na sua síntese. Uma combinação perfeita: cereal + leguminosa + fruta

No início utilizava alguns produtos pré-confeccionados que existem nas grandes superfícies como salsichas e enchidos de soja, alheiras vegetarianas, burgers, iogurtes de soja, tofu, proteína texturizada de soja (carne de soja), seitan, etc. Já quase não consumo este tipo de produtos. Prefiro fazer os meus próprios burgers com ingredientes que facilmente encontro, que congelo e assim tenho uma refeição pronta num instante. Confecciono o meu tofu e queijo vegetal. Procuro os alimentos na forma mais simples, sem processamento e tento que sejam biológicos, tenho a sorte de ter muitos produtores locais e dos meus pais cultivarem uma horta para consumo da família.

Concretamente a minha alimentação resume-se ao seguinte:
Pequeno-almoço
Pão integral com manteiga de soja ou compota caseira. Estou a tentar substituir esta manteiga (um dos últimos produtos processados que consumo) por pastas de oleaginosas (como a manteiga de amendoim, de amêndoa…). Também costumo consumir com regularidade papas de cereais, como aveia, cevada, quinoa, trigo sarraceno, principalmente depois de ter descoberto esta receita de papas de aveia, da Sandra, do Papacapim e esta, de trigo sarraceno da Rute, do Publicar para Partilhar às vezes faço uma mistura de cereais. Estas papas sustentam bastante, tiram a fome até o almoço.
Papas de aveia e chia
 Os lanches entre as refeições são constituídos por frutas, frutos secos (amêndoas, castanha do Brasil, nozes, avelãs, figos secos..) e bolachas simples(uma tentação que quero abolir…).
O almoço, como tenho pouco tempo, pode ser constituído por uma fast food saudável, uma sanduíche de legumes assados, sopa e fruta, um burger no pão com alface e tomate, uma salada de leguminosas da véspera…

Este foi o meu almoço de hoje: Pão com burger de feijão vermelho e quinoa, nesta deliciosa receita da Márcia, do Compassionate and Passionate Cuisine
Burger de feijão vermelho e quinoa
Para o jantar posso preparar algo mais reconfortante como um estudado de legumes, um salteado de couves, tofu mexido, massa com legumes… 

Ensopado de batata, grão e algas
Para as ocasiões especiais, como os almoços de domingo, posso optar por um assado, um arroz de forno ou algo mais elaborado.

Assado de avelãs, receita aqui no blogue
Abóbora recheada, receita aqui no blogue
Bolinhos de feijão preto e aveia, salsa de manga e tabule de quinoa, desta receita da Sandra do Papacapim

Salada de feijão preto e manga, desta receita da Sandra do Papacapim
Fusili com favas e alho francês, receita daqui do blogue
Dobrada vegetariana, receita d'A Isabel Matos da Escola é Bela, receita aqui no blogue

Alguns sítios inspiradores em português.
Nota: Alguns destes blogues que indico não são veganos ou mesmo vegetarianos, mas publicam receitas vegetarianas regularmente.
- A Escola é Bela(não é de culinária, mas ensina…)
- Cozinhando com Josy (colega das segundas sem carne)
- Simples assim (colega das segundas sem carne)

Tudo aquilo que escrevi hoje sobre alimentação vegetariana partiu da minha experiência, de informações dadas por amigos e pesquisa em literatura e sites da especialidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Porque


Há pouco mais de um ano a minha alimentação era muito diferente do que é hoje. A carne e outros produtos de origem animal eram presença habitual nas minhas refeições e isso pode ser visto em várias receitas que publiquei aqui(a última receita com carne foi publicada em 30/06/2011).
Quando iniciei este blogue, confesso que estava longe de imaginar que um dia iria me tornar vegetariana. No entanto, desde criança, em algumas vezes custava-me comer carne, sobretudo de animais que eu convivia, como coelhos e galinhas, e penso que quase todas as pessoas sentem isso pelo menos uma vez. Com o passar do tempo, e o distanciamento que se ganha ao comprar a carne nos supermercados, esses momentos de desconforto ficaram em segundo plano, porque não associava a comida no prato ao ser vivo que um dia vivia e respirava, e o paladar, depois de anos a consumir, até era bom. Mas esse mau estar continuava existindo só que estava camuflado, ou escondido pela rotina apressada do dia-a-dia, que nos impede de parar e refletir mais profundamente sobre nossos atos, até um dia... Dia feliz que conheci virtualmente (por enquanto!) a Rute, minha irmã do coração, do blogue Publicar para Partilhar e ela gentilmente emprestou-me o livro Como Comemos, de Jim Mason e Peter Singer. Bastou lê-lo para que a minha consciência acordasse e a opção pela dieta vegetariana foi imediata. Neste ótimo livro há informação detalhada do quanto os animais, o nosso Planeta e consequentemente todos nós sofremos com o consumo abusivo de carne e produtos de origem animal.
Não foi difícil tomar esta opção e não sinto "saudades" do tempo que era omnívora, o que muita gente acha estranho, pois a maior parte das pessoas acham que tomei esta decisão por questões de saúde, o que no fundo acaba por ser, uma opção saudável para mim e para o Planeta. Quando falo assim, do passado, que ainda é recente, dá a impressão que está muito longínquo o dia em que um bife estava presente no meu prato, e realmente o tempo não é muito, mas a sensação que tenho é que já nasci vegetariana! Além de gostar muito de cozinhar, daí a existência deste blogue, comer tem sido realmente um prazer. Descobrir novos sabores, outras formas de cozinhar, ingredientes diferentes tem sido divertido e interessante, mas o mais importante de tudo isso é porque optar por este caminho e as respostas são o que mantém-me perseverante, serena e feliz pela minha escolha.

Porque?
Porque me alimentar de outro ser vivo consciente, mas indefeso perante a dominância do ser humano, se existem outras opções alimentares sem prejudicar a minha saúde.
Porque a criação intensiva de animais que vivem uma vida curta e de atroz sofrimento, unicamente para serem abatidos e fornecerem o máximo de produtos(carne, couro, leite, ovos, penas, lã...) causa imensos danos ao nosso Planeta: poluição ambiental, destruição de florestas para realização de pastos ou para plantio de alimento para ração, gasto abusivo de água, entre outros.
Porque a aquacultura polui os mares e a pesca intensiva provoca a morte, além dos peixes para consumo, de muitos outros animais marinhos como golfinhos, tartarugas, tubarões, além de causar danos ao fundo dos oceanos, destruindo corais e outros ecossistemas.
Porque tenho pena das pessoas que são obrigadas a matar os animais e conviverem diariamente com esse sofrimento em seus empregos nos matadouros. Ao contrário, semear, ver as plantas nascerem e desenvolverem-se produzindo frutos é tão melhor, é criar vida!
Porque quero dar um exemplo para a minha filha e espero que um dia ela partilhe das razões por esta opção, pelo amor profundo que lhe tenho e por esperar deixar um lugar melhor para ela viver, faço a minha pequena parte.
Estas são apenas algumas das muitas razões porque me tornei vegetariana.

Para iniciar a participação na 5ª Semana Vegetariana apresento a receita de uma entrada ou refeição leve, que não sendo difícil de fazer têm um resultado surpreendente. Adaptei a receita deste site, e tornei-a totalmente vegana. Aconselho a visualizarem a receita no site pois tem um passo a passo muito bom. Para acompanhamento destes apetitosos palitos, usei a receita deste fantástico molho que a Sandra, do blogue Papacapim fez e triturei-o, transformando-o numa pasta.


Palitos de courgette e pasta de beringela e tomate
(para 2 pessoas)
Rejeite as extremidades de 1 courgette média, corte-a ao meio e depois divida estes pedaços em seis tiras cada um. Coloque-os num escorredor e polvilhe com sal grosso. Deixe-os repousar por 1 hora ou mais, para que larguem algum líquido.
Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal.
Prepare a mistura para envolver os palitos juntando 3 colheres(sopa) de amêndoa moída, 1 1/2 colheres(sopa) de levedura de cerveja em pó, 3 colheres(sopa) de pão ralado, 1/2 colher(sopa) de alho em pó, 1/2 colher(sopa) de cebola desidratada moída, 1 colher(sobremesa) de óregãos secos, 1 colher(chá) de salsa seca, pimenta preta e 1(colher) café de sal fino.
Prepare o substituto do ovo juntando 2 colheres (sopa) de sementes de linhaça trituradas
e 3/4 chávena(água) quente. Deixe repousar até que se forme uma substância com a consistência de clara de ovo.
Seque os palitos de courgette, passe um por um na mistura de água e linhaça e a seguir envolva no pó que preparou.
Coloque os palitos no tabuleiro forrado e leve ao forno 170º C até ficarem douradinhos.

Para fazer a pasta segui à risca esta receita da Sandra e triturei uma parte para fazer a pasta, guardando o restante para outra utilização.

Você poderá usar outras ervas secas e especiarias para fazer o pó para panar as tiras de courgette, mas aconselho a manter a amêndoa(ou outra oleaginosa), o pão ralado, a levedura de cerveja e o alho em pó.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Um convite, um café e um bolinho

Convido a todos a participarem da 5ª Semana Vegetariana promovida pelo Centro Vegetariano, que ocorrerá de 1 a 7 de Outubro. Mesmo que você não seja vegetariano, aproveite esta semana que também inclui o Dia Mundial do Animal,  para refletir sobre os seus hábitos alimentares e o quanto poderá fazer pela sua saúde, pelos animais e por um ambiente melhor ao adotar uma dieta vegetariana, mesmo que seja um dia por semana. Lembram-se da Segunda sem carne
Penso que todos vocês têm uma receita vegetariana em seu repertório culinário e se não for o caso que tal experimentar? Durante a próxima semana gostaria de ver em vossos blogues muita alegria vegetal!

A receita que vos trago nasceu da necessidade de usar parte de uma lata de polpa de manga que utilizei nesta receita. Não sei como é com vocês, mas eu gosto muito de comprar ingredientes diferentes para cozinhar e experimentar novidades, só que chega uma altura em que há muitas coisas não utilizadas e até esquecidas. Durante as férias, tirei um tempo para organizar a despensa e prometi a mim mesma duas coisas: gastar todos os ingredientes extra da lista habitual de compras e até isso acontecer não comprar mais nada. Muitos destes ingredientes foram adquiridos por impulso e alguns talvez não voltarei a comprar. Esta lata de polpa de manga foi o caso. Gostei muito das receitas que fiz com ela, mas para a próxima vez que as fizer utilizarei a fruta natural.


Queijadinhas de manga
rende cerca de 15
Ingredientes:
400grs de polpa de manga
200grs de açúcar
100grs de manteiga de soja
2 dl de água
300grs de farinha de trigo
4 ovos biológicos
Preparação:
Juntar a polpa de manga com o açúcar e misturar. Adicionar a manteiga derretida(e fria), a água e a farinha. Adicionar os ovos um a um e bater bem até ficar um creme homogéneo. Verta para forminhas de silicone ou de alumínio(neste caso unte-as com manteiga e polvilhe-as com farinha) e leve a cozer em forno pré-aquecido a 180ºC até ficarem douradinhas. Faça o teste do palito para verificar a cozedura, que deverá sair húmido, mas limpo.
Delicie-as com um café ou chávena de chá.
Aqui por casa todos gostaram.

Fonte(receita ligeiramente adaptada): Cat Caffe.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Coalhada de limão, para a Blogagem das Cores

O dia 21 de Setembro chegou depressa com o início do ano letivo. A chegada do outono traz um pouco de calma aos dias, que este ano especialmente, vem carregado de melancolia e saudade por alguém que partiu para a derradeira viagem. O sol, no entanto faz o seu papel curador, relembrando todos os dias que os bons momentos existiram e jamais serão esquecidos.
E é assim com o limão, que tornou-se doce nesta coalhada amarela a trazer de volta os luminosos dias de verão carregados de recordações que aquecem a alma quando as saudades fazem doer.
Com esta receita já publicada aqui realizo a minha participação no sexto dia da Blogagem das Cores, promovida pela querida amiga Margarida, do Tachos Versus Panelas. Amarelo foi a linda cor escolhida pela Ana Cláudia.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bom motivo para um brinde


Estava a aguardar a oportunidade e uma ocasião especial para experimentar esta receita de Ice Tea de pêssego do blogue Compassionate and Passionate Cuisine. Tudo se conjugou para que pudesse realizá-la: fui à Spice House comprar a mistura de chá "Mil e uma Noites"e aproveitei para conhecer esta loja de especiarias e produtos indianos em Espinho, os meus pais ofereceram-me pêssegos do quintal madurinhos e biológicos e os dias tem estado quentes. 
Segui à risca a receita, a única diferença é que usei os pêssegos congelados aos pedaços para não acrescentar o gelo depois. Foi uma agradável surpresa, o melhor chá gelado que já bebi, e realmente, o toque das pétalas de rosa e jasmim fazem toda a diferença. Mas não deixem de fazer esta deliciosa bebida se não conseguirem encontrar a mistura de chás indicada, composta por chá preto, chá verde, pétalas de rosa, de jasmim e de girassol, a Márcia aconselha a fazer a infusão com chá preto e pétalas de rosa. Pensando nisso e até em criar outras misturas já colhi algumas rosas no jardim de minha mãe e coloquei-as a secar.
A receita está AQUI. Não vou transcreve-la, assim vocês terão a oportunidade de conhecer o blogue da Márcia, que é fantástico!


E o motivo para brindar? Estou muito contente: o Aroma de Café foi citado na Revista Notícias Magazine do passado domingo, no artigo de Ana Pago acerca dos 65 anos de existência do micro-ondas. O artigo está muito bom, com informações muito úteis sobre este eletrodoméstico que revolucionou a cozinha moderna. Quem não teve a oportunidade de o ler na revista poderá fazê-lo online aqui.


Agradeço a oportunidade que a Ana Pago me proporcionou e a todos vocês que passam por aqui e me incentivam a alimentar este espaço.
Muitos beijinhos a todos!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma sobremesa para a despedida...

...das férias. Porque daqui da vossa companhia espero não me despedir tão cedo! Perdoem a minha ausência: o primeiro motivo foi o excesso de trabalho que me deixava enjoada só de olhar para o computador quando chegava à casa e depois foi o descanso. Agora as coisas estão mais equilibradas e tudo entrará na rotina habitual. As férias foram ótimas, passadas grande parte à beira mar, que é um dos lugares que mais gosto de estar...o barulho das ondas ajuda-me a entrar num estado de meditação que descongestiona o espírito e liberta energias estagnadas, o sol alegra-me, obrigar-me a estar quieta faz-me bem e só na praia é que consigo, sem livros, sem revistas, sem computador, sem telemóvel só à conversa com a família e ouvir as gaivotas e o mar. Também fiz muitos passeios e conheci lugares novos. Tão bom! Mas tudo o que é bom acaba, até porque se não fosse assim nem valorizávamos estes dias preciosos. Não sou de ter nostalgias, acho que há tempo para tudo!

Praia de Arrifana - Aljezur
No domingo passado fiz uma sobremesa para o almoço que quero compartilhar convosco por vários motivos: é deliciosa, fresca, vegana, fácil e rápida, bem apropriada para os dias em que não há vontade de estar grande tempo na cozinha mas apetece algo bom.

Mousse rápida de manga
(8 doses)
Ingredientes:
1 pacote de natas vegetais próprias para chantilly(usei da marca Alpro)
3 colheres(sopa) de açúcar
450g de polpa de manga (usei enlatada)
1 colher (sopa) rasa de agar-agar
1,5 dl de água
Preparação:
Bata as natas com o açúcar até ficarem na consistência de chantilly, entretanto leve ao lume num pequeno tacho a água juntamente com o agar-agar e deixe ferver até estar dissolvido e ficar com o aspecto de clara de ovo. Junte esta mistura à polpa de manga(trabalhe rapidamente!). Com a batedeira ligada, verta ao chantilly, em fio a polpa de manga misturada ao agar-agar. Coloque a mousse numa taça e leve ao frigorífico apenas para refrescar porque após a preparação já deve ter ficado com a consistência apropriada.
Sirva com fruta fresca de sua preferência, eu servi com phisalis colhidas no quintal de minha mãe.
Mais rápido impossível e tão depressa foi saboreada que quase não houve foto!