terça-feira, 21 de agosto de 2012

Um mimo fresco, para a Blogagem das Cores

No momento em que esta mensagem estiver no ar espero estar estendida numa das nossas maravilhosas praias a apanhar sol observando o mar. Não me levem a mal, gosto muito da vossa companhia mas preciso desta pausa para recuperar energias e dar mais atenção a este cantinho que está muito abandonado. 
Mas não podia deixar de participar no quinto dia da Blogagem das Cores, promovida pela querida amiga Margarida, do Tachos Versus Panelas.
A mensagem foi programada, assim que tiver oportunidade vou ver as restantes participações.
Desta vez o cor de rosa foi escolhida pela Cris, do blogue Salpicos Doces.
Esta cor tem um significado especial para mim. Durante anos desde que me lembro foi uma cor que não gostava, achava piegas e demasiado delicada para mim. Após o nascimento da minha filha e depois que ela começou a preferir o rosa, como quase todas as meninas, fiz as pazes com esta cor. A maternidade adoçou a minha personalidade e agora até tenho peças de roupa com esta cor! 
O cor de rosa, para mim significa mudança, doçura, meninas pequeninas e delicadas, o mundo mágico e encantado das princesas.
Para este dia escolhi este sorbet delicioso que a Sandra, do Papacapim  fez. É uma sobremesa fresca, natural e deliciosa, apropriada para esta altura do verão. Foi ótimo descobrir uma forma de usar melancia, uma vez que aqui em casa só eu gosto desta fruta, portanto este ano não me senti bloqueada ao comprar uma melancia inteira, já que congelei grande parte para fazer esta fantástica sobremesa. A receita está aqui. Fiz algumas alterações nas proporções, descrevo a maneira como fiz:

Sorbet de melancia e banana
2 porções
Ingredientes:
1 chávena(chá) de melancia em cubos congelada(sem sementes)
1 chávena(chá) de banana em rodelas congelada
1 banana
sumo de 1 limão pequeno(mais ou menos 2 colheres de sopa)
Preparação:
Bater no liquidificador até que se forme um creme homogéneo.Consumir imediatamente.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fim de semana produtivo

 
A natureza anda em alta produção e eu também. Nesta altura do ano a safra de legumes e frutas é enorme e variada. Há que aproveitar a oportunidade e armazenar para o inverno, como a formiguinha. 

Para aproveitar umas ameixas bem maduras fiz compota de ameixa e maçã. Já expliquei aqui no início do blogue como fazer. Desta vez retirei também a casca das ameixas, para que a compota não ficasse com um travo muito ácido. 


Feijão verde arranjado e cortado, pronto a ser congelado. Para ser usado em sopas e estufados no inverno.


Um misto de legumes assados foi o meu almoço de ontem. O que sobrou irá ser consumido durante a semana em sandes ou como complemento de massa.
Cortei aos pedaços para uma assadeira os legumes que estavam sobrando no frigorífico: Abóbora, beterraba, cenoura, cebola, feijão verde, pimento, funcho, tomate e 1 couve coração aos quartos. Tudo regado com azeite e vinho branco e temperado com sal, pimenta malagueta e orégãos. Foi ao forno por cerca de 45min. Simples? Mas muito saboroso...


E para alimentar as formiguinhas trabalhadoras nada como um doce. E um bolo, que é o que mais gosto de fazer. Este foi de courgette, que agora também há de sobra, bem como os ovos caseiros. Baseei-me nesta receita do blogue da querida Rute, o Publicar para Partilhar. A receita é muito aromática, mas tive que a alterar para os gostos das outras formigas esquisitas cá de casa. Um toque de cacau e tudo resolvido. Ficou delicioso com uma "textura fofinha, mas ao mesmo tempo húmida” como bem definiu este bolo, a Rute.

Bolo de courgette e cacau
Ingredientes
320grs de courgette aos pedaços
4 ovos biológicos
¾ chávena de óleo(usei becel)
1 chávena(chá) de açúcar amarelo
1 colher(sopa) de cacau em pó (100% cacau sem açúcar)
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
½ chávena(chá) de amido de milho(maizena)
1 colher(sopa) de fermento em pó
Preparação
Unte uma forma de chaminé com óleo e polvilhe com farinha. Ligue o forno a 180ºC. No copo do liquidificador coloque a courgette e o óleo. Triture até ficar um creme liso. Adicione o açúcar, os ovos e o cacau e ligue o liquidificador até misturar. Transfira a mistura para uma taça e junte a farinha e a maizena aos poucos e finalmente o fermento, com delicadeza. Verta a massa para a forma e leve ao forno por cerca de 30 minutos. Verifique a cozedura com o teste do palito. Retire do forno. Aguarde 5 minutos e desenforme. 

Depois desta trabalheira toda bem mereci uma fatia!

sábado, 21 de julho de 2012

Uma sobremesa azul, para a Blogagem das cores

Azul foi a cor escolhida pela Romy, para o quarto dia da Blogagem das Cores, promovida pela Margarida, do Tachos Versus Panelas.
Confesso que esta cor era para mim a mais temida no que toca a esta coletiva. Embora goste muito do azul, principalmente no vestuário(quem não gosta de calças de ganga?), de olhar o céu e o mar, de flores azuis(hortências, amor perfeito...), na comida é um pouco complicado cozinhar algo azul sem apelar ao uso de corantes, e era o que queria evitar, pois se eu comprar um frasco de corante, era para depois estragar pois não uso este tipo de ingrediente. 

Depois de uma pesquisa verifiquei que são raros os alimentos de cor natural azul, mas  eles existem:
- blueberry - Originária da América do Norte, essa frutinha, conhecida como mirtilo, talvez seja o alimento natural cuja cor mais se aproxime do azul. Quem dá sua peculiar tonalidade arroxeada são as antocianinas, substâncias antioxidantes que combatem o envelhecimento.
Imagem daqui
- milho azul: No México, existe uma variedade de milho cujas espigas estão mais para o azul do que para o tradicional amarelo. A farinha feita desse milho é usada na fabricação de tortillas, as famosas panquecas mexicanas.
Imagem daqui

Tentei então encontrar o milho azul. Falei com a D. Manuela, que me fornece os produtos biológicos e ela disse-me que cá em Portugal só conhecia este milho para decoração, no entanto informou-me que em França existe uma espécie de batata azul (pomme de terre vitelotte)e até se ofereceu para arranjar-me, mas seria depois do dia 21 de Julho. 

Imagem daqui
Gostei muito de fazer esta pesquisa e aprender um pouco mais sobre estes alimentos. Decidi-me por fazer uma sobremesa fresca com mirtilos. Atualmente é muito fácil encontrar esta fruta por aqui, de produção nacional. Em Sever do Vouga realiza-se anualmente a Feira do Mirtilo.

Creme de amêndoa e coco com mirtilos
Ingredientes
(4 doses)
1/2 litro de leite de amêndoas
3 colheres(sopa) de amido de milho(maizena)
1 colher(chá) de agar-agar(opcional)
2 colheres(sopa) de amêndoa moída
2 colheres(sopa) de coco ralado
3 colheres(sopa) de açúcar amarelo
1 colher(chá) de aroma de baunilha
150grs de mirtilos frescos
Preparação
Num tacho junte o açúcar, o amido de milho, a amêndoa moída, o coco ralado e misture. Junte uma pequena quantidade para dissolver e misturar os ingredientes. Junte o restante leite, o aroma de baunilha e o agar-agar. Leve ao lume brando e mexa até engrossar. Deite para uma taça e assim que arrefecer conserve no frigorífico. Antes de servir, guarneça com os mirtilos.


terça-feira, 17 de julho de 2012

"Cheesecake" vegetariano para comemorar um aniversário

O blogue Mãos de Manteiga completou 1 ano de existência no dia 11 de Julho. Uma ocasião especial merece uma sobremesa caprichada. A Anouska convidou-nos a puxar pela imaginação e realizar uma sobremesa com ingredientes que ela aprecia. Eu, como formiguinha que sou, não demorei muito a aceitar o desafio e da lista que ela publicou, escolhi 3. 

Amendoins
Bolacha Maria de chocolate
Chocolate preto(usei cacau em pó puro)


Cheesecake é uma sobremesa que aprecio muito, mas que só fiz uma vez porque aquela quantidade astronómica de queijo intimida-me! Então(não sei como não pensei nisto antes!)porque não usar o queijo vegetal num cheesecake vegetariano, e não é que deu certo! Fiz uma sobremesa mini, numa forma de 15cm, ideal para 4 porções. Assim não tenho uma tentação no frigorífico a semana inteira!


Anouska, espero que gostes desta sobremesa que fiz especialmente para a tua festa! Parabéns pelo blogue delicioso e espero que continues por muitos anos a espalhar doçuras pela blogosfera!

Cheesecake vegetariano de chocolate

Ingredientes :
(para 4 doses, se quiser uma sobremesa maior dobre as quantidades)
1/2 chávena(chá) de amendoins torrados descascados
4 bolachas Maria chocolate
1 colher(sopa) não muito cheia de manteiga de soja
1 1/2 chávena(chá) de água
2 colheres(chá) de agar-agar
1 colher(sopa) de amido de milho(maizena)
1 colher(sopa) de cacau puro em pó ou chocolate preto ralado
2 colheres(sopa) de açúcar amarelo(fica pouco doce, use mais açúcar se desejar)
1/2 chávena de chá de tremoços escorridos(com casca)
1 colher(sopa) de óleo vegetal(de milho, amendoim ou girassol)
1 colher(chá) de levedura de cerveja em pó
algumas gotas de sumo de limão
Preparação:
Comece por fazer a base, triturando no liquidificador as bolachas e os amendoins. Reserve 2 colheres de sopa desta mistura. O restante misture com a manteiga de soja até que se forme uma massa homogénea. Forre o fundo de uma forma de aro removível(15cm de diâmetro) com a massa, calcando com as costas de uma colher. Reserve. Num tachinho misture o amido de milho, o cacau em pó, o açúcar e o agar-agar e verta a água aos poucos mexendo com uma colher de pau. Leve ao lume brando e ferva por alguns minutos até que o agar-agar se dissolva. No copo de liquidificador coloque os tremoços escorridos(convém que não sejam muito salgados), a levedura, o óleo e algumas gotas de sumo de limão e triture. Junte o preparado do tacho, ainda quente(trabalhe depressa, o agar-agar solidifica rapidamente). Bata a mistura até que não se notem grumos. Despeje a mistura em cima da base. Deixe arrefecer e leve ao frigorífico por algumas horas. Antes de servir, retire o aro e polvilhe com as migalhas de bolacha e amendoim que reservou ou com compota de sua preferência. Decore a gosto(eu utilizei folhas de hortelã e cerejas cristalizadas). 
Um conselho: não diga aos comensais que a sobremesa leva tremoços, só depois de provarem, o sabor não se nota!


domingo, 15 de julho de 2012

A transformação para a reintegração


Reintegração...sair da prisão do preconceito, juntar os fragmentos do coração partido pelo sofrimento, pela desilusão, pelas partidas e esperanças não resolvidas e viver o amor verdadeiro, integrar-se no mundo de mãos dadas com alguém, ou aparentemente sozinho, porque nunca estamos sós... 

Descobrir o amor por outro ser e o amor-próprio. O amor por si mesmo é o mais difícil de alcançar. Aprender a aceitar os nossos defeitos e limitações, olhar para nós com benevolência e compaixão, sem no entanto nos tornarmos egoístas não é fácil. Mas só assim podemos amar verdadeiramente e encontrar quem nos completa.

A personagem Santiago, do livro Alquimista, de Paulo Coelho nos mostra a longa jornada por que passou para conseguir descobrir a sua Lenda Pessoal. Ao sonhar com um tesouro escondido, o jovem pastor de ovelhas partiu em busca dele, saiu de seu país em direção ao desconhecido, enveredou-se em muitas aventuras até descobrir que o tesouro se encontrava enterrado no local onde aconteceu o sonho...No caminho, passou por desilusões e também por encantamentos que o poderiam ter embriagado e afastado do objetivo. Mas ele não fraquejou, a força da sua busca foi mais forte, e valeu a pena conseguir se encontrar.
Este livro de Paulo Coelho, que já li e reli muitas vezes, é uma espécie de lembrete, principalmente quando sinto que preciso de uma dose de coragem, mas também de doçura e de intuição para retomar o caminho em busca do auto-conhecimento.

Há momentos da vida, em que não estamos em nenhuma fase específica, daquelas que causam grandes convulsões e acontecimentos, mas também esses vazios podem nos trazer algo, se deixarmos que a intuição nos guie... e para isso é necessário libertar-se da tralha emocional, dos sentimentos fúteis, daquilo que nos desvia a atenção da busca. 

Transmutados desta busca, transformados pelos acontecimentos da vida(ou não acontecimentos), amadurecidos, estamos prontos para seguir amando, reintegrados em busca da evolução.

O doce de casca de melancia é um exemplo de que coisas(momentos) aparentemente sem importância, considerados lixo(vazio), podem ter resultados surpreendentes e ser reintegrados na nossa alimentação(vida), transformados.
A receita já foi publicada aqui.


sábado, 7 de julho de 2012

Reunir, o 4º R

Um caso invulgar tem sido notícia nos jornais e lidera o assunto destes dias nas conversas aqui na minha cidade. Um homem, com cerca de 38 anos e que vive com a mãe no centro da cidade, não é visto há 18 anos por ninguém, ou seja, não sai de casa há 18 anos! Um familiar fez a denúncia às autoridades porque deseja saber como ele se encontra, e agora as televisões têm vindo ao local na tentativa de captarem uma imagem do homem. O ministério público já averiguou o caso e diz que ele está vivo, aparenta boa saúde e apresenta um discurso coerente e atualizado. Eu ouvi muitas opiniões sobre o caso e também tenho a minha. A maior parte das pessoas que ouvi condenaram o seu isolamento e a atitude da mãe em não tomar providências para que o filho se tratasse. Engraçado pensar como as pessoas que condenam este isolamento total, que quanto a mim, o maior prejudicado é a própria pessoa, mas não pensam que os seus "isolamentos" parciais são muito mais prejudiciais à comunidade. Conheço muita gente que mora na cidade e não caminha para ir ao trabalho, não passeia pela cidade, não compra no comércio local para não conviver com as pessoas da terra, ou apenas para conviver com quem lhe convém. 
Também conheço pessoas que quando falo que vou ao Porto de autocarro ou comboio reagem como se eu utilizasse esses meios porque tenho medo de conduzir numa cidade...Como se conduzir numa autoestrada fosse um qualquer ato heróico! Eu cá para mim prefiro ir de comboio ou autocarro a apreciar a paisagem e se for acompanhada a conversar, além de que todos sabemos(menos os áses do volante) que a utilização de transportes públicos é melhor para o planeta, menos CO2 são libertados para a atmosfera. Infelizmente essa maneira de pensar acaba por comandar os destinos de um país inteiro. Quantas estradas foram construídas, sulcando as paisagens, causando desequilíbrios ambientais, destruição de terrenos férteis e cursos de água, a grande utilização de combustíveis fosseis na pavimentação gerando poluição, destruição de aldeias e modos de vida para que apenas "meiaduzia" de automóveis lá circulem! Será que não seria melhor incentivar o uso dos transportes públicos e melhorar as linhas existentes? Logicamente seria menos gravoso para o ambiente e mais leve para os cofres do Estado e consequentemente o nosso bolso.
A maneira de pensar de um povo é que faz uma Nação. E cada pessoa que cá está faz parte do povo. Eu, tu, nós e eles. Muitas vezes temos a mania de dizer que a culpa é deles, de quem governa...Mas todos nós somos responsáveis pela linha de pensamento e atitude do coletivo, quanto mais não seja pelo exemplo, para os mais jovens!

Eu cá continuarei a ir a pé para o trabalho, utilizar as escadas em vez do elevador, comprar no comércio local e utilizar os transportes públicos sempre que possível. Eu faço a minha parte e você?

Para mim os 3 r's passaram a 4. Reduzir, reutilizar, reciclar e reunir.

Reunir pessoas no transporte público, reunir pessoas para fazer uma horta comunitária, reunir pessoas num mercado local, reunir pessoas nos passeios públicos, reunir pessoas para publicarem na Teia Ambiental...reunir para sermos melhores. 

A união faz a força!

A receita que vos trago hoje já não é novidade aqui no blogue, já foi mostrada aqui. Cedi ao pedido da minha filha e reunidas na cozinha chegamos ao resultado que é sempre surpreendente. Desta vez troquei os espinafres(que não tinha) por couves e o bolo ficou delicioso na mesma, por isso acredito que poderá ser feito com qualquer verdura (agriões, alface, acelga...). 

Aproveito a oportunidade do verde aparecer outra vez por aqui para passar o testemunho de escolher a próxima cor para o dia 21/07/2012 para a amiga Romy, do blogue Receitas da Romy. Tenho a certeza de que ela fará uma ótima escolha dentro do arco-iris para que a nossa aventura colorida continue com a coletiva Blogagem das Cores!

Bolo de couves
Ingredientes:
2 ovos
1 ½ chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de chá de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sobremesa) de aroma de baunilha
¼ chávena de chá de óleo de girassol
1 mão cheia de folhas de couve galega
Preparação:
Comece por untar uma forma com cerca de 20cm de diâmetro com óleo e polvilhe com farinha. Ligue o forno a 170ºC. Coloque no copo do liquidificador(ou use a varinha) as couves, o óleo, o açúcar e os ovos. Bata até homogeneizar. Coloque esta mistura numa taça, junte a farinha, o aroma de baunilha e o fermento com movimentos delicados. Transfira a massa para a forma e coza no forno por cerca de 30 minutos. Desenforme, espere arrefecer e sirva. Fica ótimo com cobertura de chocolate!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Salada rústica de batatas e beringela


Mais uma receita para fazer quando nos apetece algo substancial, simples e saudável, mas não temos muito pachorra tempo para cozinhar. Em quinze minutos esta salada fica pronta! As batatas por si só já são deliciosas e servem como acompanhamento de qualquer prato. A junção da beringela, com um toque ácido contrasta com a maciez da batata tornando esta salada rústica numa refeição apetitosa. Esta versão de batatas à murro pode ser feita no forno tradicional, mas depois que descobri a forma rápida de as cozinhar no microondas, têm sido desde então a minha opção, a não ser que seja inverno e queira aquecer a cozinha…
Outra vantagem é não ser necessário juntar muito sal, pois a cozedura mais rápida não adultera os sabores dos alimentos.
Convido-os a experimentarem!


Ingredientes para 2 porções:
1 beringela média ou metade de uma grande
8 batatinhas (de preferência novas e biológicas)
Sal, azeite, pimenta preta, sumo de limão e orégãos secos.

Preparação:
Arranje a beringela, mas não descasque-a. Fure a casca com a ponta da faca em vários sítios (para impedir que expluda), embrulhe-a em papel de cozinha e leve ao microondas por cerca de 3 minutos potência 600W, mudando a posição na metade do tempo. Deixe repousar por 5 minutos. Corte em fatias de 1cm e depois aos pedaços. Coloque numa saladeira e reserve.
Entretanto lave as batatinhas com uma escova para retirar qualquer resíduo de terra e mantenha a casca. Fure a casca com um garfo ou ponta da faca(para impedir que expludam). Disponha-as num prato e salpique-as com algumas gotas de água. Leve ao microondas por cerca de 5 minutos, potência 800W, mudando a posição na metade do tempo. Deixe repousar por alguns minutos e verifique se já estão cozidas pressionando-as, se cederem à pressão estão cozidas, se não, leve-as por mais um minuto ou dois ao microondas. Coloque um pano por cima e dê-lhes um pequeno murro em cada uma achatando-as. Junte-as à beringela que reservou. Prepare o molho misturando cerca de ½ colher de café de sal fino com 1 colher de sumo de limão, acrescente cerca de 2 colheres de azeite. Regue a salada, misture delicadamente e deixe repousar por 5 minutos para unificar sabores. Leve ao microondas por 30 segundos, potência 800W para aquecer. Polvilhe com pimenta preta moída na hora e orégãos secos e sirva. 
Acompanha bem com uma boa salada verde e azeitonas pretas.