terça-feira, 29 de maio de 2012

Amor vegetal

Extinto o fogo da paixão, acabada a cegueira dos sentidos e o arrebatamento da novidade, se o amor não foi consumido pelas labaredas vermelhas da paixão e sobreviveu, chegou o momento da acalmia, da temperança, o conforto do hábito, a certeza de que apenas um olhar basta para tanto dizer! Todas as fases são importantes para a sobrevivência do amor e na verdade um pouco de tudo é a chave do sucesso e equilíbrio de uma relação. Momentos de êxtase em meio à rotina do dia-a-dia, amizade, carinho e porque não, discussões, fazem de uma relação amorosa, de um romance que não tem fim, um livro que dá gosto ler e nunca terminar.
A relação com a comida deveria ser como um caso de amor que deu certo. A mistura de ingredientes buscando o equilíbrio do paladar, a saúde do corpo e o prazer. Um toque de picante, uma sobremesa diferente, em meio aos pratos costumeiros, faz com que estes momentos sejam únicos. Se comêssemos todos os dias morangos com chantilly e bebêssemos champanhe, já não os consideraríamos manjares especiais, assim como se recebêssemos um ramo de flores todos os dias…
Algumas gotas de amargo vinagre equilibram o tempero de uma salada, mas se passar de um toque fica tudo estragado…Uma pequena discussão poderá servir para esclarecer e marcar um ponto de vista, mas se for uma luta…
O segredo de tudo na vida está no equilíbrio e embora não seja muito fácil de alcançar deveria ser sempre a nossa meta.
A mistura e a variação de cores na alimentação promovem o equilíbrio da saúde, não sou eu que digo, já li isso em vários estudos e parece lógico, porque as cores representam os nutrientes que os alimentos tem e quanto mais variadas as cores, mais teremos a hipótese de ingerir todos os elementos que o nosso corpo necessita. Por isso a frase: Os olhos também comem, tem a sua lógica. Que olhos não gostam de admirar um belo prato colorido, daí a importância de ter calma na hora de ingerir uma refeição para que todos os sentidos funcionem…da visão ao tato.
Toda esta divagação foi para explicar a escolha da próxima cor, para o desafio que a Margarida, do Tachos versus Panelas nos lançou com a Blogagem Colectiva das Cores. A primeira cor, o BRANCO, foi escolhido por ela, é uma cor neutra, até classificada como “não cor” pois é o resultado da reflexão total da luz, a Josy, do Cozinhando com Josy foi a eleita para seleccionar a segunda cor e escolheu o VERMELHO, uma cor quente e vibrante. Ela passou-me o testemunho e eu resolvi escolher a cor VERDE, para equilibrar e também porque atualmente esta cor tem um sentido especial para mim: significa a escolha feliz e livre pela alimentação vegetariana, a calma que gostaria de alcançar, a ligação com a natureza que procuro fortalecer. 

dente-de-leão, que a Mãe Natureza ofertou-me num passeio aí em cima...
...e que vieram fazer companhia à chicória desta salada
 Fonte de inspiração: aqui no magnífico blogue Menu Verde.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Salada vermelha e uma sobremesa, para a Blogagem das Cores

Vermelho foi a cor escolhida pela Josy, para a segundo dia da Blogagem das Cores, promovida pela Margarida, do Tachos Versus Panelas. Esta é a minha cor preferida desde sempre. Mesmo que o vermelho não esteja na moda, tenho, em qualquer estação roupas ou acessórios desta cor. Ao pensar nisto, lembrei-me de que nos meus tempos de estudante tinha uma superstição: em todos os exames tinha que levar uma peça vermelha vestida, senão achava que não me ia correr bem! Já não me lembro, se corria mal se eu não cumprisse este ritual, de qualquer forma procurava sempre levar algo vermelho vestido! 
Para mim o vermelho representa a vibração, alegria, paixão e a vida.
Em termos culinários o vermelho está bem presente por aqui, não sei se já haviam reparado, mas em muitas fotos das receitas esta cor está presente nos acessório(pratos, toalhas) e nos próprios alimentos. Cá em casa nunca falta o tomate e o pimento vermelho, e no tempo deles, os morangos, as cerejas e a melancia.
Os alimentos vermelhos são ricos em licopeno, uma substância antioxidante que confere a cor avermelhada aos alimentos e quando absorvido por nosso organismo auxilia no combate do envelhecimento e do cancro. Segundo pesquisas, o licopeno contido no tomate(especialmente depois de cozido e temperado com azeite) funciona na prevenção do cancro da próstata. Eu sei que este é um assunto sério, mas não consigo evitar de pensar trocadilhos de duplo sentido para tomates/próstata e muito provavelmente mais pessoas também... O que é certo é que muito se fala nisso, do benefício do licopeno contido no tomate, e se esses pensamentos mais pícaros contribuíram para que este assunto não caísse no esquecimento, ótimo! Os meios justificam os fins, neste caso.

Continuo na onda das saladas, não sei se conseguirei isto com todas as cores do arco-íris, mas com o vermelho ainda foi muito fácil. Como gosto tanto desta cor resolvi fazer também uma sobremesa, que não saiu com um vermelho vibrante como eu queria, mas sim mais para o cor de rosa. Ao contrário do vermelho puro, o cor de rosa era uma cor que eu antipatizava, a tal ponto que quando fiz o enxoval de minha filha não lhe comprei uma única peça desta cor. Quando ela foi crescendo, como quase todas as meninas, o cor de rosa das princesas e fadas começou a ser sua cor preferida. Agora gosto de todos os matizes de vermelho, dos mais vivos e energéticos até ao doce cor de rosa. A paixão em todos os seus tons!

Salada vermelha
Ingredientes para 2 pessoas
2 pimentos (pimentões, no Brasil) vermelhos grandes
2 tomates médios (hã?)
2 colheres(sopa) de sumo de limão
2 colheres(sopa) de azeite
1 dente de alho
sal e pimenta preta
raspas de limão

Preparação:
Lave os pimentos e faça alguns furos na casca. Coloque-os num tabuleiro untado com azeite e leve a cozer no forno, virando-os de vez em quando, até que fiquem bem assados. Deixe arrefecerem ligeiramente e coloque-os dentro de um saco plástico e feche. Deixe-os lá até que arrefeçam. Esta operação é para facilitar a retirada da casca. 
Depois da casca retirada, corte os pimentos em tiras e coloque-os na taça de serviço juntamente com os tomates partidos em fatias finas. 
Faça o molho, misturando o sumo de limão com sal, o dente de alho bem picadinho e o azeite. Regue a salada e mexa. Polvilhe com pimenta preta moída na hora e raspas de limão. 

Com o que sobrou, ao jantar fiz bruschettas. Simplesmente espalhei a salada sobre fatias de broa e levei ao microondas para aquecer ligeiramente. Servi com rúcula e cerejas.

Gelatina de morango verdadeiro
Uma das coisas que aboli, depois de descobrir o agar-agar, foram as gelatinas de origem animal, feitas com corantes artificiais.
Esta gelatina foi feita com morangos congelados, mas poderá ser feita com qualquer fruta fresca ou congelada e adoçada a gosto, com a vantagem de ficar pronta em pouquíssimo tempo!

Ingredientes
600grs(mais ou menos) de morangos congelados
1 maçã descascada e partida em fatias finas
3 chávenas(chá) de água
Açúcar a gosto
1colher(sopa) de agar-agar

Preparação
Descongele os morangos e transfira-os para o copo do liquidificador. Junte 2 chávenas de água e açúcar a gosto e bata, até ficar em sumo. Entretanto, leve ao lume, num tachinho, a maçã e a água e deixe cozer por alguns minutos. Misture o agar -agar e deixe ferver até que se dissolva. Deite esta mistura para o liquidificador e bata até ficar homogéneo.
Transfira para forminhas ou para uma única forma. Deixe arrefecer e leve ao frigorífico para refrescar, pois já estará solidificado quando terminar de arrefecer.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Em recuperação...

Quando pensei em escrever sobre a Esperança, vieram-me logo à cabeça algumas frases típicas: A esperança é a última a morrer, Enquanto há vida, há esperança, Tenha esperança, porque que tudo vai melhorar...e por aí adiante! Assim, a mulher tem a esperança que o crápula do marido mude, o homem tem a esperança de que a sua linda mulher nunca envelheça, a mãe vive com a esperança de que o seu filho seja "alguém na vida", o povo tem a esperança que o próximo governante seja melhor e assim vamos vivendo, sempre esperançados...
Já deve ter dado para perceber, nestas poucas linhas, que me sinto um pouco desconfortável com esse sentimento. Na verdade sou esperanço-dependente, vulgo sonhadora. Sempre que me apercebo que passei um certo(bastante) tempo a esperar que alguém ou uma situação se transforme naquele quadro-absolutamente-lindo montado na minha cabeça e quando "caio na real" sinto-me enganada(na verdade sinto-me mesmo é p..da vida!). Este tempo que passei com a "esperança de..." sinto-o como um hiato, um desperdício, e depois fico com aquele sensação de vazio, de pura perda... É um sentimento parecido(para pior) com o que quase todos nós vivemos na antecipação de uma festa na adolescência, vibramos com os preparativos, com a roupa, pensamos se "ele" estará lá... e depois chega na hora, tudo fica banal, a realidade nunca chega aos pés da imaginação, pura decepção!
A minha definição:
A esperança é a droga vendida pelo traficante chamado Ilusão e o preço que pagamos é o Tempo, a nossa moeda mais preciosa! Começamos a ver os factos distorcidos, à espera do que já não vem, e quando falta a dose, embrulhadinha em papel de prata, a realidade é uma ressaca terrível de enfrentar!

Peguei pesado, OK! É fofinho ser sonhadora, é lindinho ver florzinhas e estrelinhas brilhantes em tudo, e depois? Será que não existe beleza na realidade? Claro que sim! 
E uma certa dose de droga também é necessária, o que mata, também pode curar!
Cheguei à conclusão, que é preciso ser também minimalista até com a Esperança! Destralhar expectativas, ser poupada nos limites, aceitar a realidade, valorizar o que já temos, deixar de querer fazer tudo e mudar o Mundo, ou seja consumir Esperança com parcimónia, apenas em casos necessários, em pequenas doses homeopáticas, guarda-la para as ocasiões especiais, quando tudo está mesmo perdido e quando só nos resta a luz ao fundo do túnel. É para isso que quero a Esperança, hei-de de aprender a viver assim...afinal não quero acabar com uma overdose!

E desculpem pelas amargas palavras, mas encontro-me num desses momentos de ressaca esperançal :\

Também hei de aprender a comer apenas um quadradinho de chocolate negro de cada vez, uma dose diária, e enquanto esse tempo não chega...e porque não dá para melhorar tudo de uma só vez, deixo-vos com uma receita para levantar o moral, sempre na esperança que não deixem de cá vir, apesar do mau humor da anfitriã...

Bolo de chocolate
para fazer num instante e comer sofregamente
Ingredientes:
4 ovos biológicos
2 colheres(sopa) de manteiga(usei de soja)
1 chávena(chá) de açúcar amarelo(não fica muito doce)
1 chávena(chá) de cacau em pó(do bom!)
1 banana em pedaços
1 chávena(chá) de aveia em flocos
1 chávena(chá) de leite de amêndoa(ou outro leite vegetal)
3 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 colher(sopa) de fermento em pó
Manteiga e farinha de trigo para untar
Preparação:
Bater no liquidificador ou com uma varinha mágica: ovos, manteiga, açúcar, cacau, banana, aveia e leite. Retirar do liquidificador, acrescentar a farinha e mexer até obter um creme homogéneo. Adcionar o fermento e mexer delicadamente. Transferir para uma forma de chaminé untada e enfarinhada. Cozer em forno pré-aquecido a 170ºC por cerca de 30 a 40 minutos( usar o palito para verificar).

E com esta visão meio estranha da Esperança, participo, na Blogagem Colectiva Amor aos Pedaços.
Confira aqui outras participações.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise...de juízo!


Mais um dia 7 chegou e com ele a Teia Ambiental, que é preciso tecer com palavras para que os fios não se quebrem e se espalhem pelos 4 cantos do nosso lindo(por enquanto!) Planeta. Hoje não me apetece especialmente escrever, mas a Teia não merece o meu desânimo, mas sim a minha participação ativa e o dia está quase a terminar...

Por mais que eu tente que os comportamentos negativos não me afetem diretamente, às vezes é muito difícil que isso não aconteça, atualmente sinto-me envolvida numa nuvem de gás venenoso e às vezes sinto que a reserva de ar da máscara de oxigénio encontra-se quase no final…Sei que isto é uma metáfora exagerada, e a minha reserva de bons fluidos muita vez se renova, em parte devido à vossa preciosa amizade…mas é preciso muito jogo de cintura para viver no meio do caos.
Há tempos atrás fiz uma formação acerca do Novo Acordo Ortográfico e a formadora focou a mudança da língua ao longo dos tempos e como a estabilidade ou a crise económica a afetavam. Em momentos de crise económica a linguagem também poderá sofrer um retrocesso… Na altura fiquei surpreendida com esta informação e não deixei de refletir e observar, infelizmente, a verdade dessa afirmação...E não é só a linguagem que sofre com a crise, esta é mais uma consequência do comportamento das pessoas. Sinto que valores como a responsabilidade, o civismo, a solidariedade, as boas maneiras, a diginidade estão a ser postos na prateleira ou escondidos em alguma gaveta. Eu entenderia isto, se estivéssemos diante de uma falta extrema de alimentos ou água, e que a própria vida humana estivesse em risco, nestas alturas o desespero poderá fazer com que a maioria haja por instinto. Mas não é o caso! É certo que há pessoas em sérias dificuldades, mas estas, muito provavelmente, nem conseguem se exprimir, se é a agressividade e o egoísmo latente que imperam, e os mais fracos, física e psicologicamente não tem vez neste jogo! 

Factos como os que aconteceram no passado 01 de Maio, no que parecia ser uma simples promoção de um hipermercado(ao consumir mais de 100€, a pessoa tinha um desconto imediato de 50%), que foi pouco publicitada, mas que se transformou num verdadeiro ataque às prateleiras, qual fosse haver uma guerra nuclear! O consumismo levado ao extremo! Fiquei perplexa! É claro que ao expor minha opinião, muita gente a contrariou dizendo que a necessidade faz desses comportamentos e achavam muito bem! No meio desta confusão, acredito que algumas pessoas talvez tivessem aproveitado a ocasião para ajuizadamente compor a sua despensa, mas acredito que deve ter sido pouca gente! Ouvi pessoas comentarem(aliás não se falou outra coisa por dias seguidos, até no Parlamento...) que gastaram 800€, pagando no final 400€, para um casal apenas... Eu concluí, esta quantidade de compras, para mim, uma enormidade e feita num dia como esse só pode resultar num impulso, e com certeza essas pessoas trouxeram coisas de que não precisavam e muitos ficaram sem nada! Observo os velhinhos que moram aqui perto e que se deslocam a pé para as compras, nas pequenas mercearias existentes aqui perto e posso quase garantir que nenhum deles lá foi e se calhar as suas reformas(aposentadorias) são bem pequenas e até seria bom para eles... 
Factos desses, que em primeira impressão fazem-me pensar na falta de educação e solidariedade, levam-me a pensar também nos danos causados ao meio ambiente. O consumo desenfreado e embalado dos hipermercados leva a uma produção de lixo enorme. As grandes superfícies escravizam os produtores, que têm de produzir em larga escala, produtos calibrados e a baixo custo, mas que preços altos são pagos pelos solos e cursos d'água poluídos e desequilíbrios ambientais. Os pequenos comerciantes não tem a mínima chance nesta selvagem concorrência e mais pobreza é gerada! As pessoas, pensam que estão ricas e poderosas ao encherem um carrinho de compras, quando na verdade estão a ficar mais pobres de saúde ao consumirem produtos processados, enlatados e embalados, ao passarem por situações de stress e raiva em vez de aproveitarem um dia de feriado para conviverem com a família... Mas na sociedade atual o imediatismo, o "de caras" é que impera, não há tempo para pensar! Pensar?!Qual o que!Isso é para os tolos!Há que aproveitar!!

Fiquei deprimida, ao saber destes comportamentos, ao ouvir dias a fio as mesmas conversas em torno do mesmo e pior ainda fiquei quando soube que numa freguesia aqui perto houve uma tourada! Este concelho nunca teve destas tradições e porque agora, deu na cabeça de alguns, realizar um espetáculo de natureza tão degradante e torturante para os animais e que incita à violência e maus comportamentos? 
As pessoas estarão a ficar malucas? Será a crise económica culpada de tudo? Ou será a crise de valores, essa que fica encoberta quando há dinheiro à fartazana para disfarçar?

Peço desculpas, a quem teve a santa paciência de ler estas palavras, pelo tom irónico e enérgico das mesmas. Mas eu tive que desabafar senão estes sentimentos acabavam por me envenenar!
Sei que as pessoas que habitualmente vem por aqui são do bem e devem ter ficado tão chocadas quanto eu! Mas senti o dever, não o prazer, de escrever sobre isto, porque há que falar e não calar, não deixar que a violência e a prepotência se instalem, porque assim, corremos o sério risco de perder a liberdade!

Felizmente, nem tudo é horrível, no meio das areias movediças pode nascer uma flor! Já escrevi antes por aqui a minha forma de consumir e continuo a achar que vale a pena. Este fim de semana queria tirar algumas fotos para mostrar o mercado semanal onde compro as frutas, alguns legumes e grãos, mas o tempo não permitiu, mas não faltarão oportunidades! No entanto descrevo, uma dessas idas, para vocês terem uma ideia:
Sábado de manhã, enquanto a filhota está ocupada numa das atividades, aproveito o tempo para tomar um café breve e dirijo-me a pé, sapatos confortáveis e bolsa ao tiracolo para a praça próxima. Faça chuva ou sol, o movimento é sempre o mesmo, não há desistentes! Não há cara feia para a chuva, coloca-se um impermeável, saca-se do guarda-chuva que é para isso que eles servem! Na banca da fruta acolhe-me a mesma sra de sempre, com um sorriso e um bom dia genuínos a chamar de meu amor a todas nós. Há um tratamento especial para uma velhinha mais frágil...De vez em quando há confusão nos sacos, traz-se um pimento a mais, um saco de peras enganado, mas só nos trazem motivos para rir! Depois é passar no sr que vende azeitonas e tremoços, mais tímido, mas com um sorriso discreto no rosto. Tudo é colorido, há vagar para conversas, para saber das vidas...Não se ouvem gritos nem desaforos. Uma hora, que chega e sobra, para encher dois sacos de saúde, respirar ar puro e fazer uma boa caminhada...
Será que é preciso muito mais para ser rica? É que acho que já sou...

Até as ervas daninhas me fazem feliz e são grátis, querem maior promoção do que esta?



 


domingo, 6 de maio de 2012

A minha mãe é bonita como o sol...

A frase do título faz parte do presente mais bonito que recebi até hoje. Um poema feito especialmente para mim pela minha filha para comemorar o dia da Mãe. Saber que aquela cabecinha e mãozinhas que ainda se mantém fofinhas como as de um bebé, estiveram a pensar em mim para fazer estas rimas tão sinceras, fizeram o meu coração bater de alegria. Alegria e gratidão por ter momentos assim, por ter uma filha doce e boa! É uma criança igual a muitas outras que gosta de brincar, fazer travessuras, às vezes algumas birras, mas que também é sensível e solidária, gosta de fazer amigos, gosta da escola e de aprender, e é muito bem disposta! Que mais uma mãe pode desejar?

Para a recompensar resolvi fazer uma coisa que ela adora, irmos para a cozinha fazer bolachas. Aproveitei para estrear uns moldes com carinha de gata que comprei na Toca do Bolo. A receita, fui busca-la aqui ao blogue A culpa é das bolachas. Como o próprio nome indica(e é a mais pura verdade!) lá não faltam receitas de bolachas e outras doçuras especiais, para comer num dia como hoje, que se quer muito doce e ternurento! As bolachas ficaram lindas e deliciosas! Obrigada, Diogo!

Um beijinho para todas as mães do mundo, para os pais que fazem de mãe e para as mães não humanas, também!

E agora a receita com as adaptações(em letra pequena) que fiz para o que tinha na despensa. Aconselho a passarem no blogue do Diogo pois os seus passo-a-passo são fantásticos!

Ingredientes (para 50 bolachas)
125 grs Manteiga(usei margarina de soja)
150 gramas de Açúcar em pó(usei 100grs)
1 ovo
400 gramas farinha
125 gramas de amêndoas moídas(usei 70grs, era o que tinha!)
Uma pitada de sal
Preparação:
Juntei todos os ingredientes e bati na batedeira com as varas para massa. Quando se formou uma espécie de farofa, misturei com as mãos, formei uma bola e levei ao frigorífico por uma hora embrulhada em película aderente. Dada a fragilidade da bolachinha formada pelo molde, optei por estender pequenas porções de massa diretamente no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal. Após moldar as bolachas levei o tabuleiro ao forno pré-aquecido a 170ºC por cerca de 10 minutos. Deixei arrefecer ligeiramente e retirei-as para um pano para arrefecerem completamente.
A plantinha também foi prenda!
A mãozinha da ajudante

Uma fornada de gatinhas!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Salada de feijão frade, tofu e algas

A salada de feijão frade com atum é um clássico da cozinha prática portuguesa, que já não faz parte da minha ementa, mas não deixa de ser uma combinação que sempre funcionou bem e resolvi transpor "a ideia" para esta salada. Na verdade quem deu o "clic" para que isto acontecesse foi a minha filha, ao deparar-se com o tofu preparado para esta receita: Mamã, isto é atum? Então desde aí, esta combinação ficou mentalmente guardada até que a reproduzi. Utilizei alga marinha wakame que transmitiu um sutil sabor marinho ao tofu. Não é uma salada de atum, mas na minha opinião ficou ainda melhor, quanto mais não seja porque o atum continua a nadar no mar...

Esta receita serve bem 2 pessoas.
Comece preparando o "tofum":
1 mão cheia pequena de alga wakame
1 chávena de chá de água
125 grs de tofu natural
1 pitada de cominhos
1 colher de sobremesa de levedura de cerveja em pó
1 colher de café de alho em pó
pimenta preta e sal fino
azeite extravirgem
Retire o veio duro das folhas de wakame e coloque-as de molho na água por alguns minutos. Entretanto esmigalhe o tofu com um garfo, junte os restantes ingredientes(exceto o azeite) e 2 colheres de sopa da água em que demolhou a alga. Misture bem e reserve. Escorra e esprema as folhas de wakame e pique-as as pedaços. Junte ao tofu e misture. Coloque uma frigideira anti aderente ao lume e regue com um fio de azeite. Junte o preparado de tofu e algas e salteie por 5 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer.

Entretanto coloque numa taça:
2 chávenas de chá de feijão frade cozido e frio
1/2 cebola picada em pedaços pequeninos
1 ramo de salsa picado
sal, pimenta preta, vinagre e azeite extravirgem 

Junte a mistura de tofu fria, retifique os temperos e sirva.

Acompanhei com uma salada de alface, rúcula, azeda, tomate e azeitonas pretas.



terça-feira, 1 de maio de 2012

Brincando às hortinhas

Quando eu era pequena adorava brincar às casinhas. Tanto que, como naquela época não tinha irmãs(agora tenho!), eu, como primogénita, obrigava convencia os meus irmãos a brincarem comigo. É claro que depois também brincava às bases militares com eles. Eu gostava especialmente de recriar situações, enredos e dramas com as bonecas, fazer desfiles de modas e decorar as casas, usando os objetos mais comuns do lar: napperons, enfeites, caixas, utensílios de cozinha... Era um verdadeiro faz de conta, passava horas nisto! Hoje em dia as crianças tem mais fartura de brinquedos(e não brincam tanto!), ainda fico maravilhada, especialmente com as miniaturas de bonecas e todos os acessórios que atualmente existem e quando a minha filha pede-me brinquedos, e às vezes cedo, fico a pensar se também não compro a pensar em mim...especialmente os cromos(figurinhas), acho que sou um pouco viciada!
Já publiquei aqui no blogue brincadeiras(receitas) que fiz com a minha filha:


Há já algum tempo que pensava fazer uma mini horta na minha varanda, especialmente de ervas aromáticas, porque acho prático termos à mão a quantidade certa para utilizar. Depois de algumas tentativas que não deram certo(eu nunca brinquei aos agricultores em pequena...), pois alguns vasos foram atacados por pulgões(afídeos), finalmente consegui que algumas plantinhas sobrevivessem, então resolvi mostrar para vocês a nova brincadeira do momento aqui em casa, a minha hortinha verdinha! É delicioso ver as plantas se desenvolverem, algumas folhas crescem em apenas algumas horas! Vamos ver no que isto dá, de vez em quando trarei notícias.

pimentos vermelhos, cebolinho, salva e oregãos
tomate cereja
courgette em rápido crescimento!
alecrim
hortelã

sábado, 21 de abril de 2012

Salada Branca para a Blogagem das Cores


Hoje é o primeiro dia da Blogagem das Cores, promovida pela Margarida do Tachos versus Panelas. A primeira cor é o BRANCO. Não foi nada difícil idealizar pratos com esta cor e a minha fértil imaginação gulosa ficou rapidamente povoada de ricos docinhos brancos. Vi-me transportada para uma ilha flutuante, cercada por um mar de creme macio de maizena, areia de açúcar, preenchida por árvores de suspiros e casinhas de pudim de coco. Acho que estes pensamentos hipercalóricos fizeram-me engordar uns 10kg! Resolvi, então, sugerir algo mais leve para contrabalançar, pelo menos, a minha consciência. 
Esta salada que vos trago ficou muito saborosa, e imagino-me a degustá-la novamente num almoço de verão pois ficou incrivelmente fresca devido aos ingredientes e à cor. É também muito simples de realizar, o que convenhamos, é ótimo, para quando está um calor infernal e não queremos enfrentar o fogão.

Salada Branca
Ingredientes (para 2 pessoas)
1 cabeça de nabo média
4 hastes de espargos brancos em conserva
200grs de couve flor
Palmito em conserva a gosto
Cebola crua cortada em meias luas finas
Sal, azeite e vinagre de arroz

Preparação:
Separe a couve flor em pequenos galhinhos e leve-os a cozer por 5 minutos em água a ferver temperada de sal e algumas gotas de vinagre. Escorra, passe por água fria e deixe acabar de arrefecer. Entretanto, retire a casca do nabo e rale-o em fios. Coloque-o dentro de um escorredor, conservando-o aí por cerca de 15 minutos, para que largue algum líquido. Transfira para uma saladeira, misture os espargos e palmito cortados em pedaços, a couve flor e a cebola. Misture tudo com cuidado. Prepare o molho vinagrete juntando sal e vinagre e depois o azeite. Junte o molho à salada e deixe repousar por 15 minutos no mínimo para apurar o sabor. Acompanhei com salada verde e feijão branco temperado com salsa, cebolinho, azeite e vinagre. 



Agora ficamos na expectativa, à espera da sugestão da Josy para a segunda cor da blogagem a decorrer no próximo 21 de maio.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Uma coletiva colorida


A comida tem aromas, formas e sobretudo cores. E são as cores que nos atraem(ou retraem) para saborear(ou afastar)um prato. Quem não gosta de observar e comer uma salada de frutas colorida ou uma salada artisticamente decorada com tudo o que a natureza nos oferece. 
A Margarida, do blogue Tachos versus Panelas, lançou uma coletiva que eu não poderia deixar de participar e acho que você aí também não! A Blogagem das Cores. A cada dia 21 publica-se um prato culinário baseado numa cor. No próximo dia 21de abril vamos começar com o BRANCO. Sei que está um pouco em cima da hora, mas sei que a inspiração vai chegar. 

Olhem só quantos alimentos brancos existem: couve flor, nabos, cebolas, alho francês, espargos brancos, palmito, pastinaca, feijão branco, farinha de trigo, leite, iogurte, coco ralado, maizena, natas, queijo fresco...não vai ser difícil fazer algo com eles! Vamos lá participar, vai ser muito divertido!

Vejam aqui mais detalhes.

domingo, 15 de abril de 2012

Tinha tudo para dar certo...


Estava com 5 claras no frigorífico à espera de serem gastas. Resolvi aproveitar para fazer um bolo, mas não um qualquer, um inventado por mim!(Havia uma jovem à espera do amor…para sair das garras de um pai austero há que aproveitar a existência do grupo de jovens da Igreja para expandir amizades e poder sair com gente de sua idade). Retirei as claras do frigorífico e deixa-as repousar por 30 minutos para que ficassem à temperatura ambiente. Coloquei-as na taça da batedeira junto com uma pitada de sal.(O ambiente do grupo era saudável, alegre e leve. E estava sempre a entrar gente nova…numa das reuniões apareceu um rapaz moreno, magro e de olhos escuros que se fixaram com insistência naquela jovem desde o primeiro instante…). Liguei a batedeira e as claras começaram primeiro a espumar. Quando ficaram firmes e brancas como a neve, resolvi juntar-lhes 5 colheres de sopa de açúcar amarelo, tive receio, será que irão permanecer firmes? Não seria melhor juntar açúcar refinado? Mas eu queria algo mais natural… Juntei, então, com calma, 1 colher de cada vez e a mistura continuou homogénea, firme, de cor bege claro.(Ao longo do tempo os olhares foram sendo correspondidos, começaram as conversas…os amigos dele notaram o interesse…e as amigas dela também…e naturalmente o namoro começou. Para a jovem, até aquele momento os amores tinham sido platónicos, não correspondidos, ora pelo objeto de sua afeição, ora era ela o objeto que não correspondia à afeição de outro. Foi a primeira vez que houve encontro de interesses, e isto era uma grande novidade!). Até agora estava a correr tudo bem, mas o bolo precisava de substância, então acrescentei, também aos poucos, sem pressa, 5 colheres de sopa de amêndoa moída, uma de cada vez e a massa continuou uniforme, com uma textura maravilhosa. Desliguei a batedeira e adicionei 1 colher de sobremesa de fermento em pó, misturando levemente com uma vara de arames.(Era um namoro doce, alimentado pelo romantismo da juventude, por ramos de flores, por prendas no dia dos namorados, pelo grupo de amigos e festas de garagem, tudo muito sereno, que a liberdade não era muita…). Untei uma forma de chaminé com óleo em spray e polvilhei-a de farinha de trigo. Verti com cuidado a massa e coloquei o bolo no forno pré aquecido a 170ºC. Nesta hora hesitei, deixo o forno quente ou diminuo a temperatura? Ia observando, ansiosa, pela janela do forno, a evolução do bolo e vi, com alegria que ele estava a crescer! (Muitos dos encontros aconteciam no autocarro, ele ia para o trabalho e ela para a faculdade, havia entrado para o 1º ano, outra novidade que surgiu em sua vida e tudo corria muito bem!) O bolo ia crescendo, mas algumas dúvidas surgiram, tenho que verificar se já está cozido, será que ao abrir a porta do forno, murchará? Se eu deixar tempo demais não ficará seco? Então, abri, de-va-ga-ri-nho o forno e espetei rapidamente um palito e ainda saiu massa agarrada, fechei a porta e aparentemente o bolo continuou lindamente a crescer. Distraí-me uns momentos, e quando olhei pelo vidro, vi o desastre! O bolo murchou! (Aparentemente tudo corria bem, mas era só aparência…A vida dela era um corrupio e começaram os exames, os fins de semana de estudo, não havia tanto tempo para os encontros românticos. Para ele a vida era a mesma rotina de sempre e o pequeno monstro dos ciúmes foi crescendo em seu coração, foi tomando forma. A doçura transformando-se em amargura. Até que ele lhe fez um ultimato: Ela tinha que escolher - ou ele, ou os estudos, senão estava tudo acabado! O coração dela ficou pequeno, o DESENCANTO tomou conta do seu ser, pensou no pai austero e no que a sua vida iria futuramente se transformar, outra pessoa a tolher-lhe a liberdade seria impossível tolerar! E tudo acabou! Refletiu que amor é aquilo que constrói, é a mistura de dois seres que crescem juntos, embora as contrariedades, não aquilo que está dentro de uma gaiola, alimentado com mimo, mas preso! Jurou, que nunca mais procuraria o amor, que se a sua alma gémea existisse, algum dia o acaso as juntaria, nem que para isso tivesse que VOAR PARA LONGE!) 


Fiquei chateada! Tanto tempo a vigiar, tanto cuidado na confecção e o raio do bolo murcha! Então ri-me e pensei: não tenho mesmo jeito para receitas muito temperamentais, demoradas, detalhadas, que prendam demais a minha atenção. O que eu gosto mesmo é de uma boa receita sem frescuras, daquelas que resultam numa massa consistente, que mesmo que haja um pequeno engano, que eu abra a porta do forno antes da hora, o bolo cresce na mesma! 

E o mesmo acontece com o amor verdadeiro, cresce, mesmo com as contrariedades da vida!

Se alguém quiser experimentar esta receita, agradeço que me contem o resultado ou se acham que faltou alguma coisa para que desse certo. Para quem ficou meio desiludido e quiser tentar uma receita sem frescuras, aqui no blogue, na etiqueta Bolos tem várias!

E com este meu DESENCANTO culinário participo na Blogagem Coletiva Amor aos Pedaços.
Confira aqui outras participações.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Acordar as sementes

As sementes estavam guardadas, frias e aparentemente sem vida. Eram lindas bolinhas verdes, que fizeram os meus pensamentos voltarem à infância, quando aprendi as operações matemáticas a contar feijões. As minhas mãos remexeram aqueles grãos e o barulho das sementes no vidro transmitiram-me a sensação de conforto da fartura e fizeram-me recordar tempos em outra terra onde sempre havia em cima da banca uma grande vasilha de vidro com feijões a demolharem. 
A água, fonte da vida, acordou o potencial da semente, revolucionou a sua quietude, transformou a morte em planta. Mais uma vez fui transportada aos meus tempos de escola, onde os feijões transformaram-se em plantas em cima de algodão, alimentados pela água, pelo sol que entrava pela janela da sala de aula e pela ansiedade das crianças.
A quantidade de lembranças que estas sementes trouxeram! 
O Homem foi à Lua mas não é capaz de criar este milagre singelo, o simples germinar de uma semente!
Podemos não criar a semente, mas proporcionar o seu desenvolvimento sim! Transmitir conhecimentos é plantar sementes, estar presentes e participar é regar para que a planta não morra, mas cresça e dê frutos. 

É assim que sinto este blogue, como sementes que lancei, caíram em terreno fértil e floresceram na vossa amizade. Quero alimentá-lo com os conhecimentos que puder e estar presente para colher estes maravilhosos frutos.

Salteado de rebentos de feijão mung caseiros

Para fazer este maravilhosa porção explosiva de energia da criação, temos primeiramente de propiciar a germinação dos feijões, que é algo muito simples, mas são necessários cerca de 3 ou 4 dias. Vale a pena a espera, pois os rebentos enlatados não têm o sabor e a textura dos frescos. E comprar rebentos frescos prontos dá um pouco de medo depois das mortes ocorridas aqui na Europa por ingestão de rebentos contaminados pela bactéria E.Coli. Além do mais ao fazer os nossos próprios germinados calculamos a quantidade certa a utilizar evitando desperdícios, sem falar no prazer que dá ver as sementinhas desenvolverem-se. Sei que existem utensílios próprios para o efeito, mas com materiais baratos que temos em casa é possível fazer a operação. São necessários:
1 frasco de vidro
1 pedaço de tule(aquele tecido dos véus de noiva) que cubra a boca do frasco, com alguma folga
1 elástico(daqueles de escritório)
1 escorredor (pode ser daqueles de escorrer legumes)
1 pano de louça
1 prato(para apoiar o escorredor)
A origem dos grãos é importante, convém que sejam biológicos (orgânicos) e em bom estado, rejeitando-se os grãos partidos e danificados. O tempo que demora a germinação depende de cada espécie.
Então faz-se assim:
Escolher uma pequena quantidade de feijão mung ou outro pequenino à escolha (de 1 a  3 colheres de sopa). Eu utilizei 3 colheres.
Lave os grãos, escorra-os e coloque-os dentro do frasco. Cubra com água limpa e deixe de molho por 8 a 12 horas(durante a noite, por exemplo).
Cubra o frasco com o tule e prenda com o elástico. Verta o vidro e despeje a água. Enxagúe bem sob a torneira.
Coloque o vidro inclinado e emborcado dentro do escorredor, sobre um prato, em lugar sombreado e fresco. Eu deixei num canto da bancada coberto com um pano.
Enxaguar pela manhã e à noite. Em dias quentes repetir esta operação mais vezes.
No último dia deixar o frasco à luz natural durante a tarde para que os rebentos se desenvolvam mais.
Ao 3º dia
Enxaguar e utilizar.

Poderia ter deixado mais alguns dias para que os rebentos ficassem maiores mas é necessário muito cuidado no manuseamento para evitar a proliferação de fungos e bactérias, e como foi a primeira vez que fiz resolvi não arriscar...

Agora(e finalmente!) a receita, que é muito simples:
Ingredientes - para 2 pessoas
3 colheres(sopa) de feijão mung germinados
1 cenoura cortada em palitos finos
1 cebola pequena cortada em meias luas finas
3 folhas de acelga(ou couve) cortada em juliana
1 punhado de castanha do maranhão(ou amêndoa) em pedacinhos
1 punhado de sultanas ou passas
Azeite, sal e pimenta q.b.
Preparação:
Colocar ao lume uma frigideira anti aderente e regar com um fio de azeite. Juntar a cebola e a cenoura. Deixe murchar. Junte o feijão mung e a acelga. Tempere de sal e pimenta. Salteie por 2 a 3 minutos. Transfira para o prato de servir e salpique as castanhas e as passas. Acompanhar com arroz ou massa integral.

Mais alguma informação adicional:
"Ao germinar, alguns nutrientes daquela semente, seja de um cereal (trigo, cevada ou aveia), das leguminosas (feijões) ou oleaginosa (linhaça, girassol, etc.) multiplicam-se. É o caso da vitamina C, que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor.
O processo de germinação torna os nutrientes mais digeríveis, causando menos gases do que os grãos que lhe deram origem.
Os germinados são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro, além de muitas enzimas e proteínas.
Podem ser germinadas sementes de linhaça, gergelim, girassol, alfafa, trigo, feijão de soja, lentilhas, entre muitos outros cereais, leguminosas e sementes.
As sementes de cereais germinam em 2 - 3 dias, os feijões e as lentilhas demoram 5 - 6 dias. Nessa altura podem ser consumidos.
Depois das etapas de germinação, há que se considerar as condições para o crescimento dos germinados até 5 – 10 cm, de altura, quando então podem ser colhidos os brotos.
Para tal produção, as condições de higiene e manuseio precisam ser muito rigorosas para evitar a proliferação de fungos e bactérias.
Os germinados e brotos servem para as mais diversas preparações culinárias. Podem ser consumidos crus, em sucos, saladas e sanduíches, misturados com outros legumes, amornados “al dente”, adicionados a molhos e de outras formas que a criatividade te levar." Fonte Doce Limão

sábado, 7 de abril de 2012

Casamento ecológico na Teia Ambiental

Este ano faço 10 anos de casada e como a minha lenda encantada ainda anda no ar, resolvi nesta participação da Teia Ambiental falar um pouco acerca da festa de casamento no âmbito do seu impacto causado no meio ambiente.
Na altura em que anunciamos à família que queríamos dar este passo e que pretendíamos uma cerimónia simples, casamento civil com uma pequena festa íntima, em casa, meu pai quase ia tendo um ataque! A sua única filha não iria casar como manda o figurino, com um véu quilométrico e uma igreja cheia de gente?!? Ficou triste como a noite...Para o contentar passei de uma reunião simples para uma festa de 200 convidados! Se eu tivesse feito o casamento que queria, reunindo cerca de 50 pessoas teria poupado cerca de 4000kg de emissões de CO2 para a atmosfera naquele dia! É claro que naquela altura eu não tive noção disso, embora intuitivamente algumas das minhas ações contribuíssem para que minha festa de casamento fosse um pouco menos danosa ao ambiente:
- A cerimónia religiosa do casamento e a festa foram realizadas no mesmo local, na Quinta da Costeira, poupando assim, as deslocações, normalmente de automóvel, entre a Igreja e o local da festa(e consequentemente a diminuição das emissões de CO2 para a atmosfera, bem como a eliminação da poluição sonora causada pelas businadelas da praxe).
- O horário da festa foi maioritariamente diurno, evitando-se assim, maior gasto com energia elétrica na iluminação e como o local é lindo, encantador e tem muita vegetação as pessoas acabaram por passear e ter bastante contato com a natureza.
- O tema da festa eram árvores e suas folhas, cada mesa de convidados tinha o nome de uma árvore(pinheiro, cedro, choupo, etc), o cartaz com os grupos de convidados foi elaborado por mim, totalmente decorado com folhas secas naturais.
- Também fui eu, com ajuda de minha mãe e do "noivo" que fizemos os convites(levavam papel reciclado e papel vegetal trabalhado à mão), as ementas(decoradas com flores secas), os marcadores de mesa(eram molhinhos de paus de canela atados e decorados com uma folha de papel com o nome do convidado), as prendinhas para os convidados(caixinhas de papel decoradas recheadas com sabonetes de glicerina feitos por nós), o livro de presenças(também em papel reciclado). A almofada das alianças(foto acima), com as nossas iniciais também foi bordada por mim.
- O vestido de noiva foi confeccionado pela minha sogra que é modista especialista neste tipo de vestidos(que sorte!). O fato do noivo foi comprado aqui perto. A roupa do menino das alianças(meu afilhado querido) foi feita por uma amiga minha, modista, que mora também perto de casa dos meus pais.
- O florista também foi um comerciante das redondezas e a capela foi enfeitada à meias com a noiva do dia anterior. O grupo coral foi o da freguesia, que canta habitualmente na Igreja local.
Embora estas medidas tenham gerado algum trabalho para nós, sei que foram mais suaves para o ambiente do que se eu tivesse me deslocado para longe para comprar tudo pronto, assim usei todos os meios locais ao meu alcance além da maior parte dos materiais serem de origem natural, como sempre gostei. No entanto se fosse hoje mais algumas medidas poderiam ser tomadas para que o casamento fosse ainda mais ecológico, vejam essas que encontrei aqui:

Convites
Optar por convites em papel reciclável, ou em materiais alternativos que não sejam prejudiciais ao meio ambiente, como o bambu. Existe papéis reciclados muito bonitos, que farão toda a diferença. Optar por fazer convites em cartões de associações como a UNICEF.
Na maioria dos casos é necessário colocar bastante informação adicional nos convites, como mapas ou informações locais. Uma opção viável será optar por um site de casamento na internet, onde se providencia toda a informação extra aos  convidados, sem ter de gastar papel. Imprimir o endereço do site de casamento nos convites colocando “Não se esqueçam de visitar o nosso cantinho em: www.josemaria.pt”

Catering
Ao seleccionar o  serviço de catering, optar por um que seja especializado em ingredientes orgânicos.

Bolo de casamento
Optar por um pasteleiro que faça um bolo orgânico, natural e com ingredientes oriundos do comércio livre(ou faça ou peça a um familiar que confeccione o bolo!). Não se esquecer de servir café também de comércio livre!

Lembranças de casamento
Oferecer “coisas que crescem”, como bolbos de flores envasados como os jacintos, ou tulipas; sementes de flores, ou de ervas aromáticas. Presentear os convidados com saquinhos de chá orgânico, acompanhados de alguns biscoitos de canela feitos pela padaria local(ou pela própria noiva ou familiar), personalizando os invólucros de papel reciclado, com o nome dos noivos. Pode também oferecer-se pequenos frascos de compota ou mel biológico oriundos de fornecedores locais. Fazer donativos a uma instituição de caridade, a um museu, ou até a um parque natural em nome dos convidados, pedindo à instituição que em troca assine cartões pessoais de donativos, também é uma ótima opção. 

Maquilhagem
Utilizar produtos cosméticos com ingredientes naturais e não testados em animais.

Celebrar a natureza
Plantar uma árvore! No dia do casamento, ou quando voltarem da lua-de-mel o casal poderá plantar uma árvore no quintal, no do vizinho, ou até na casa de campo. Com esta atitude, não só estarão a ajudar o meio ambiente, como terão a natureza a celebrar com eles todos os anos o aniversário. Quem sabe um dia não aproveitam essa árvore para fazerem um baloiço para os filhos?Acho que ainda vou a tempo, quando fizer aniversário de casamento vou plantar uma árvore para celebrar!

Jóias 
Ao escolher anéis de noivado ou alianças de casamento, certificar-se que não são usados na sua composição “diamantes de sangue” (diamantes cujo comércio gera lucros para guerras). Optar por diamantes sintéticos é uma boa maneira de evitar adquirir “diamantes de sangue”. Optar por joalharia reciclada, significa que o ouro já foi derretido e aproveitado para fazer uma nova peça, este ouro tem a mesma qualidade do ouro que nunca foi derretido. Muitas minas de ouro são devastadoras para o meio ambiente, ou responsáveis por grandes conflitos económicos e sociais. Saibam que são necessárias 30 toneladas de pedra para fazer uma aliança de casamento. Incrível não é?

Fontes
Livro: A Fórmula do Ambiente, de Alex Shimo-Barry

E para relembrar a sobremesa da festa, que foi gelado de baunilha com frutos vermelhos, até hoje gabada por muitos convidados gulosos, deixo-vos com esta Delícia de frutos vermelhos já publicada aqui.

Este texto é a minha participação na Teia Ambiental de Abril de 2012. Esta blogagem coletiva organizada pela Flora e Gilberto, acontece todos os dias 7 de cada mês desde 2010. Participe você também, o ambiente agradece!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Queijo de macadâmias, da Rute

Com oregãos secos
Assim que vi esta receita no blogue da Rute, fiquei com vontade de fazê-la rapidamente, mas não foi fácil encontrar as nozes de macadâmia, pois a grande superfície comercial mais próxima estava fechada para obras. No último sábado enfrentei uma multidão no primeiro fim de semana de abertura da superfície renovada( e logo eu que detesto confusão!) e consegui comprar um pacotinho das ditas nozes! Valeu a pena o sacrifício para fazer esta delícia de sabor delicado que se aproxima ao queijo tradicional mais suave. A execução é muito simples, análoga ao "queijo" de tremoço, já publicado aqui.

Como qualquer alimento de origem vegetal, a noz de macadâmia é isenta de colesterol. Contêm antioxidantes, os quais possuem propriedade rejuvenescedora. Por ser rica em gorduras monoinsaturadas, quando consumidas com frequência (duas ou mais vezes por semana), reduz o risco de doenças cardíacas, diminui o colesterol total e o ruim (LDL) e ainda, o triglicérideos. 

Saboroso, saudável e isento de qualquer forma de sofrimento e exploração animal! 
Querem melhores motivos para consumirem, sem culpas, este queijinho?

Vamos lá fazer! Então corre clica aqui no Publicar para Partilhar, da Rute, que a receita está muito bem explicada. Eu segui-a à risca e resultaram dois lindos queijos que tiveram a honra de irem parar à minha queijeira, que estava abandonada num canto do armário da cozinha.
Com pimenta preta moída na hora

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Arroz Alternativo da Vovó


Assim como para a Mané, o arroz é um ingrediente que tem um significado festivo para mim. Os meus domingos de infância, em São Paulo, Brasil, eram sempre uma festa:
Acordávamos cedo, não tão cedo como durante a semana, mas ainda assim cedo. Vestia-mo-nos e íamos à missa da Igreja do Sagrado Coração. Eu, meus pais e meus dois irmãos. Ficávamos ao fundo da igreja, porque dizia o meu pai que não queria passar vergonha, já que éramos 3 crianças com idades muito próximas. Os adultos ficavam em pé e nós, quando podíamos, sentávamos no genuflexório do altar da Nossa Senhora de Aparecida. Bem, talvez o meu pai tivesse um pouco de razão, dado que algumas vezes aconteciam coisas estranhas, tipo: o meu irmão mais novo levar um balão(bexiga), enche-lo e esvazia-lo com aquele barulho característico no meio da homilia...
Acabada a missa, era chegada a ansiada hora do pacotinho de pipocas, um para cada criança, que eram religiosamente comprados pelo meu pai ao mesmo senhor pipoqueiro e vinham com o mesmo aviso de sempre: Não sujem o carro!
Após isso lá íamos à feira do bairro, que acontecia sempre aos domingos, comprar legumes, verduras e frutas para a semana toda. Após chegarmos em casa e minha mãe guardar tudo púnhamo-nos a andar com destino à da casa de minha avó, que ficava em outra cidade(São Bernardo do Campo).
Era um percurso demorado, cerca de 1 hora, que para nós era uma eternidade. Pelo caminho, nós crianças, íamos atrás brigando brincando uns com os outros. Quando finalmente chegávamos, era uma festa! A casa da minha avó tinha tudo o que uma criança poderia desejar, um cão(cadela, a Suzy, que me detestava!), passarinhos, um cágado(a Huguinha, que ainda existe!), rebuçados, montes de gente(ainda tinha 1 tio e 2 tias solteiros ), vários livros de banda desenhada(o meu tio era e ainda é viciado), vizinhança boa, sossego na rua para poder brincar, e o mais importante: a minha querida avozinha, que era um doce de pessoa, tinha sempre uma surpresa para mim(um vestido para a boneca, um pequeno peluche...). Mas sobretudo o que eu mais gostava era de andar atrás dela, sentir o quanto gostávamos uma da outra(era por isso que a cadela me detestava, tinha ciúmes...).
Nestes dias, os almoços eram alegres e barulhentos, com no mínimo 10 pessoas à mesa. A minha avó fazia sempre uma grande travessa de arroz de forno, que para mim ainda é o melhor de sempre. A receita foi alguma vizinha que lhe passou, e ainda me lembro do pedaço de papel com a letra dela escrito... O nome do prato era arroz brasileiro, vá se lá saber porque, afinal os ingredientes existem em muitas partes do mundo!
É uma receita muito fácil e económica, e mesmo quem não tem muito jeito para cozinha(não era o caso de minha avó!)é capaz de confeccionar este arroz e fazer um figurão num almoço de família! Já fiz as mais variadas versões. A primeira que publiquei, é a versão original, não vegetariana. A segunda versão, vegana, publiquei-a aqui no seguimento da participação da 6ª fase da BCFV, a Melhor Idade, onde falo um pouco sobre a história da minha avó, que é uma das pessoas mais importantes de minha vida. O título desta publicação define bem o que ela era, um anjo, uma doce mulher, mas com coragem de leoa.

Esta versão de hoje, uma das muitas que já fiz, batizei-a de Arroz Alternativo da Vovó, porque levou dois ingredientes especiais, feijão Mung e sementes de chia. Sinta-se à vontade para fazer a sua própria versão, garanto que não se arrependerá!

E será com esta receita de arroz, para mim, muito especial, que junto-me à festa de comemoração do 1º aniversário do blogue da Mané, o Bolo da tia Rosa. Uma delícia de cozinha, onde dá vontade mesmo de entrar, sentar e tomar uma chávena de chá, prosear um pouco, e saborear uma fatia do fantástico bolo da tia Rosa e não só... porque coisas deliciosas lá não faltam!

Ingredientes (para 2 pessoas)
1/2 chávena(chá) de arroz lavado
1/2 chávena(chá) de feijão Mung (ou ervilhas congeladas)
1 colher(sopa) de sementes de chia
4 azeitonas descaroçadas e picadas
1 tomate pequeno sem casca e cortado aos pedaços
1/2 cenoura cortada aos cubinhos
2 colheres (sopa) de queijo parmesão vegan(receita aqui)
salsa, oregãos e cebolinho, tudo fresco e picado
sal e pimenta a gosto
1 colher(sopa) de azeite extra virgem
2 chávenas(chá) de água a ferver
Preparação:
Misturar todos os ingredientes numa travessa de ir ao forno(deixar alguma folga porque o arroz e feijão crescem ao cozer). Levar ao forno médio(cerca de 170ºC) por cerca de 40 minutos a 1 hora. Nesta versão, no início da cozedura convém mexer, pois alguns grãos de feijão Mung poderão ficar à superfície e não cozerem devidamente. Acompanhado com salada ou verdura cozida, no meu caso hoje foram grelos de nabo, é uma refeição completa. 
O arroz fica com uma camada crocante de legumes por cima e soltinho por dentro, uma delícia!

terça-feira, 27 de março de 2012

Regueifa doce da Páscoa, receita da Bela


A regueifa doce é uma das iguarias típicas desta região presentes na mesa de Páscoa. Tem a simplicidade dos sabores tradicionais, dos tempos em que o açúcar só estava presente na mesa em dias de festa. Cada família tinha a sua receita exclusiva, que passava de mãe para filha. Depois de quase duas décadas a olhar para o Castelo, da minha janela, acho que já me posso considerar feirense… então este doce não poderia faltar em minha mesa. 

A vista da minha janela. Linda, não acham?
Já contei aqui as peripécias da primeira vez que tentei fazer regueifa, ou melhor pedreifa, pois ficou dura como uma pedra! A cozinha também tem os seus desencantos...No entanto estas desilusões são águas passadas e com esta receita o resultado final é garantido! É de uma amiga especial, a Bela, minha primeira seguidora, autora de um blogue fantástico, o Pratos da Bela, recheado de delícias e que foi uma das fontes de inspiração para começar este meu cantinho que tantas alegrias me tem trazido. Já conheci a Bela e o seu principezinho Lucas pessoalmente e pude comprovar, que além de talentosa na cozinha e mãe carinhosa, é daquelas pessoas únicas e sinceras, que queremos ter como amigas. 
Fiz umas pequenas alterações à receita original, para retirar os lacticínios, e misturei outra receita que também me foi dada pela esposa de um colega de trabalho, a São, também ela novata nestas andanças da regueifa, mas que pude comprovar que já vai em bom caminho! Agradeço muito, Sr. Joaquim e São a receita de família, tradicional que me enviaram (e a regueifa deliciosa!). 

Já verifiquei também que a Lurdes, do blogue Sabores Autênticos, outra feirense mestra na cozinha, também publicou ontem a receita da Bela, portanto, vamos encher a blogosfera de regueifas, quem sabe até alguém além-mar se aventure?

Eu quis fazer um pequeno passo a passo, porque esta receita merece e também para ajudar quem é novato nas lides das massas levedadas, que não sendo difíceis de fazer tem os seus segredos. Eu contei com a minha ajudante, a máquina de fazer pão, mas quem não tiver essa máquina não se acanhe em fazer esta delícia, pois abaixo segue a explicação do modo tradicional.

Agora,  a receita com as alterações que fiz em letra pequena.

Ingredientes: 
140 ml de leite morno(substituí por água)
1 pau de canela
3 ovos batidos + 2 gemas(usei ovos biológicos)
70 grs de margarina amolecida(usei de margarina de soja para cozinha)
1/2 colher (café) de sal
raspa de 1 limão
1 colher(sopa) de sumo de limão
200 grs de açúcar(usei amarelo/demerara)
770 grs de farinha de trigo T55
50 grs de fermento fresco de padeiro(adquirido em padaria)
Use ingredientes frescos e de qualidade
Preparação(Máquina de fazer pão):
1)Ferva por alguns minutos a água com o pau de canela. Meça o conteúdo e acrescente mais água se necessário. Deixe esfriar até o líquido ficar morno. Rejeite o pau de canela e use no lugar do leite.
2)Colocar na cuba da máquina de fazer pão os ingredientes pela ordem acima referida, e programar no AMASSAR- massas levedadas ( Na minha máquina é o nº 6), que demora cerca de 2 horas. Cerca de 10 minutos antes de terminar o programa, ligue o forno em temperatura mínima por uns minutos, até que fique levemente quente, mas não demasiado e desligue. 

3)Findo o programa colocar a massa sobre uma mesa cheia de farinha e fazer 2 rolos (ou 4), depois entrelace-os e faça uma rosca(ou 2). Coloque-as no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal, cubra com um pano e coloque no forno, sem ligar, mas que está levemente quente pelo pré aquecimento realizado.
A massa pronta, lisa e homogénea (não cola nas mãos)

Transferir para uma mesa enfarinhada
Dividir em 2 partes, para 1 regueifa grande ou em 4 partes, para 2 regueifas pequenas
Fazer os rolos, esticando a massa
Formar 1 ou 2 roscas
4)Deixa-se levedar pelo menos por 1 hora ou mais, até que a massa dobre de tamanho.
O resultado, depois de aproximadamente 2 horas a levedar
Pincelar com leite(no meu caso leite de arroz)
Pincela-se com um pouco de leite (usei leite de arroz) e vai ao forno pré-aquecido a 200ºC, por 10 minutos(ou menos), passado esses 10 minutos coloca-se sobre a regueifa um bocado de papel alumínio e volta a assar mais alguns minutos até cozer na totalidade (teste do palito). Esta etapa depende do forno de cada pessoa, o ideal é vigiar atentamente pois a temperatura é alta e mais um instante poderá ser fatal! Já fiz por duas vezes e ficaram levemente tostadas, embora por dentro estivessem boas.
Quentinhas, a sair do forno!
Regueifa grande

E este pedaço, com manteiga, o que acham?
Preparação(Tradicional):
1) Idem à preparação anterior.
2) Desfaça o fermento no líquido morno obtido do ponto 1 e misture com 100grs de farinha. Tape e deixe levedar 30 minutos(escolha um local sem correntes de ar, pode ser o forno). Peneire a restante farinha para dentro de uma tigela. Abra uma estanca e junte a massa fermentada e os restantes ingredientes. Amasse bem, utilizando as mãos. Faça uma bola e marque uma cruz com a mão. Tape com um pano e deixe levedar em local quente. Pré aqueça o forno como no ponto 2) da preparação anterior. A massa deve duplicar de tamanho.
3) e 4) Idem à preparação anterior
Nota: Se o tempo estiver quente, não é necessário fazer a levedação da massa no forno.


E então, pronta(o)s para se aventurarem? E se a 1ª tentativa gerar em desencanto, não se incomode continue a tentar. A vida é mesmo assim, feita de sucessos e falhanços, encantos e desencantos, como a colectiva Amor aos Pedaços

A 2ª fase vai rolar no dia 15 de abril, com o tema Desencanto, veja aqui como participar.