sábado, 21 de abril de 2012

Salada Branca para a Blogagem das Cores


Hoje é o primeiro dia da Blogagem das Cores, promovida pela Margarida do Tachos versus Panelas. A primeira cor é o BRANCO. Não foi nada difícil idealizar pratos com esta cor e a minha fértil imaginação gulosa ficou rapidamente povoada de ricos docinhos brancos. Vi-me transportada para uma ilha flutuante, cercada por um mar de creme macio de maizena, areia de açúcar, preenchida por árvores de suspiros e casinhas de pudim de coco. Acho que estes pensamentos hipercalóricos fizeram-me engordar uns 10kg! Resolvi, então, sugerir algo mais leve para contrabalançar, pelo menos, a minha consciência. 
Esta salada que vos trago ficou muito saborosa, e imagino-me a degustá-la novamente num almoço de verão pois ficou incrivelmente fresca devido aos ingredientes e à cor. É também muito simples de realizar, o que convenhamos, é ótimo, para quando está um calor infernal e não queremos enfrentar o fogão.

Salada Branca
Ingredientes (para 2 pessoas)
1 cabeça de nabo média
4 hastes de espargos brancos em conserva
200grs de couve flor
Palmito em conserva a gosto
Cebola crua cortada em meias luas finas
Sal, azeite e vinagre de arroz

Preparação:
Separe a couve flor em pequenos galhinhos e leve-os a cozer por 5 minutos em água a ferver temperada de sal e algumas gotas de vinagre. Escorra, passe por água fria e deixe acabar de arrefecer. Entretanto, retire a casca do nabo e rale-o em fios. Coloque-o dentro de um escorredor, conservando-o aí por cerca de 15 minutos, para que largue algum líquido. Transfira para uma saladeira, misture os espargos e palmito cortados em pedaços, a couve flor e a cebola. Misture tudo com cuidado. Prepare o molho vinagrete juntando sal e vinagre e depois o azeite. Junte o molho à salada e deixe repousar por 15 minutos no mínimo para apurar o sabor. Acompanhei com salada verde e feijão branco temperado com salsa, cebolinho, azeite e vinagre. 



Agora ficamos na expectativa, à espera da sugestão da Josy para a segunda cor da blogagem a decorrer no próximo 21 de maio.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Uma coletiva colorida


A comida tem aromas, formas e sobretudo cores. E são as cores que nos atraem(ou retraem) para saborear(ou afastar)um prato. Quem não gosta de observar e comer uma salada de frutas colorida ou uma salada artisticamente decorada com tudo o que a natureza nos oferece. 
A Margarida, do blogue Tachos versus Panelas, lançou uma coletiva que eu não poderia deixar de participar e acho que você aí também não! A Blogagem das Cores. A cada dia 21 publica-se um prato culinário baseado numa cor. No próximo dia 21de abril vamos começar com o BRANCO. Sei que está um pouco em cima da hora, mas sei que a inspiração vai chegar. 

Olhem só quantos alimentos brancos existem: couve flor, nabos, cebolas, alho francês, espargos brancos, palmito, pastinaca, feijão branco, farinha de trigo, leite, iogurte, coco ralado, maizena, natas, queijo fresco...não vai ser difícil fazer algo com eles! Vamos lá participar, vai ser muito divertido!

Vejam aqui mais detalhes.

domingo, 15 de abril de 2012

Tinha tudo para dar certo...


Estava com 5 claras no frigorífico à espera de serem gastas. Resolvi aproveitar para fazer um bolo, mas não um qualquer, um inventado por mim!(Havia uma jovem à espera do amor…para sair das garras de um pai austero há que aproveitar a existência do grupo de jovens da Igreja para expandir amizades e poder sair com gente de sua idade). Retirei as claras do frigorífico e deixa-as repousar por 30 minutos para que ficassem à temperatura ambiente. Coloquei-as na taça da batedeira junto com uma pitada de sal.(O ambiente do grupo era saudável, alegre e leve. E estava sempre a entrar gente nova…numa das reuniões apareceu um rapaz moreno, magro e de olhos escuros que se fixaram com insistência naquela jovem desde o primeiro instante…). Liguei a batedeira e as claras começaram primeiro a espumar. Quando ficaram firmes e brancas como a neve, resolvi juntar-lhes 5 colheres de sopa de açúcar amarelo, tive receio, será que irão permanecer firmes? Não seria melhor juntar açúcar refinado? Mas eu queria algo mais natural… Juntei, então, com calma, 1 colher de cada vez e a mistura continuou homogénea, firme, de cor bege claro.(Ao longo do tempo os olhares foram sendo correspondidos, começaram as conversas…os amigos dele notaram o interesse…e as amigas dela também…e naturalmente o namoro começou. Para a jovem, até aquele momento os amores tinham sido platónicos, não correspondidos, ora pelo objeto de sua afeição, ora era ela o objeto que não correspondia à afeição de outro. Foi a primeira vez que houve encontro de interesses, e isto era uma grande novidade!). Até agora estava a correr tudo bem, mas o bolo precisava de substância, então acrescentei, também aos poucos, sem pressa, 5 colheres de sopa de amêndoa moída, uma de cada vez e a massa continuou uniforme, com uma textura maravilhosa. Desliguei a batedeira e adicionei 1 colher de sobremesa de fermento em pó, misturando levemente com uma vara de arames.(Era um namoro doce, alimentado pelo romantismo da juventude, por ramos de flores, por prendas no dia dos namorados, pelo grupo de amigos e festas de garagem, tudo muito sereno, que a liberdade não era muita…). Untei uma forma de chaminé com óleo em spray e polvilhei-a de farinha de trigo. Verti com cuidado a massa e coloquei o bolo no forno pré aquecido a 170ºC. Nesta hora hesitei, deixo o forno quente ou diminuo a temperatura? Ia observando, ansiosa, pela janela do forno, a evolução do bolo e vi, com alegria que ele estava a crescer! (Muitos dos encontros aconteciam no autocarro, ele ia para o trabalho e ela para a faculdade, havia entrado para o 1º ano, outra novidade que surgiu em sua vida e tudo corria muito bem!) O bolo ia crescendo, mas algumas dúvidas surgiram, tenho que verificar se já está cozido, será que ao abrir a porta do forno, murchará? Se eu deixar tempo demais não ficará seco? Então, abri, de-va-ga-ri-nho o forno e espetei rapidamente um palito e ainda saiu massa agarrada, fechei a porta e aparentemente o bolo continuou lindamente a crescer. Distraí-me uns momentos, e quando olhei pelo vidro, vi o desastre! O bolo murchou! (Aparentemente tudo corria bem, mas era só aparência…A vida dela era um corrupio e começaram os exames, os fins de semana de estudo, não havia tanto tempo para os encontros românticos. Para ele a vida era a mesma rotina de sempre e o pequeno monstro dos ciúmes foi crescendo em seu coração, foi tomando forma. A doçura transformando-se em amargura. Até que ele lhe fez um ultimato: Ela tinha que escolher - ou ele, ou os estudos, senão estava tudo acabado! O coração dela ficou pequeno, o DESENCANTO tomou conta do seu ser, pensou no pai austero e no que a sua vida iria futuramente se transformar, outra pessoa a tolher-lhe a liberdade seria impossível tolerar! E tudo acabou! Refletiu que amor é aquilo que constrói, é a mistura de dois seres que crescem juntos, embora as contrariedades, não aquilo que está dentro de uma gaiola, alimentado com mimo, mas preso! Jurou, que nunca mais procuraria o amor, que se a sua alma gémea existisse, algum dia o acaso as juntaria, nem que para isso tivesse que VOAR PARA LONGE!) 


Fiquei chateada! Tanto tempo a vigiar, tanto cuidado na confecção e o raio do bolo murcha! Então ri-me e pensei: não tenho mesmo jeito para receitas muito temperamentais, demoradas, detalhadas, que prendam demais a minha atenção. O que eu gosto mesmo é de uma boa receita sem frescuras, daquelas que resultam numa massa consistente, que mesmo que haja um pequeno engano, que eu abra a porta do forno antes da hora, o bolo cresce na mesma! 

E o mesmo acontece com o amor verdadeiro, cresce, mesmo com as contrariedades da vida!

Se alguém quiser experimentar esta receita, agradeço que me contem o resultado ou se acham que faltou alguma coisa para que desse certo. Para quem ficou meio desiludido e quiser tentar uma receita sem frescuras, aqui no blogue, na etiqueta Bolos tem várias!

E com este meu DESENCANTO culinário participo na Blogagem Coletiva Amor aos Pedaços.
Confira aqui outras participações.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Acordar as sementes

As sementes estavam guardadas, frias e aparentemente sem vida. Eram lindas bolinhas verdes, que fizeram os meus pensamentos voltarem à infância, quando aprendi as operações matemáticas a contar feijões. As minhas mãos remexeram aqueles grãos e o barulho das sementes no vidro transmitiram-me a sensação de conforto da fartura e fizeram-me recordar tempos em outra terra onde sempre havia em cima da banca uma grande vasilha de vidro com feijões a demolharem. 
A água, fonte da vida, acordou o potencial da semente, revolucionou a sua quietude, transformou a morte em planta. Mais uma vez fui transportada aos meus tempos de escola, onde os feijões transformaram-se em plantas em cima de algodão, alimentados pela água, pelo sol que entrava pela janela da sala de aula e pela ansiedade das crianças.
A quantidade de lembranças que estas sementes trouxeram! 
O Homem foi à Lua mas não é capaz de criar este milagre singelo, o simples germinar de uma semente!
Podemos não criar a semente, mas proporcionar o seu desenvolvimento sim! Transmitir conhecimentos é plantar sementes, estar presentes e participar é regar para que a planta não morra, mas cresça e dê frutos. 

É assim que sinto este blogue, como sementes que lancei, caíram em terreno fértil e floresceram na vossa amizade. Quero alimentá-lo com os conhecimentos que puder e estar presente para colher estes maravilhosos frutos.

Salteado de rebentos de feijão mung caseiros

Para fazer este maravilhosa porção explosiva de energia da criação, temos primeiramente de propiciar a germinação dos feijões, que é algo muito simples, mas são necessários cerca de 3 ou 4 dias. Vale a pena a espera, pois os rebentos enlatados não têm o sabor e a textura dos frescos. E comprar rebentos frescos prontos dá um pouco de medo depois das mortes ocorridas aqui na Europa por ingestão de rebentos contaminados pela bactéria E.Coli. Além do mais ao fazer os nossos próprios germinados calculamos a quantidade certa a utilizar evitando desperdícios, sem falar no prazer que dá ver as sementinhas desenvolverem-se. Sei que existem utensílios próprios para o efeito, mas com materiais baratos que temos em casa é possível fazer a operação. São necessários:
1 frasco de vidro
1 pedaço de tule(aquele tecido dos véus de noiva) que cubra a boca do frasco, com alguma folga
1 elástico(daqueles de escritório)
1 escorredor (pode ser daqueles de escorrer legumes)
1 pano de louça
1 prato(para apoiar o escorredor)
A origem dos grãos é importante, convém que sejam biológicos (orgânicos) e em bom estado, rejeitando-se os grãos partidos e danificados. O tempo que demora a germinação depende de cada espécie.
Então faz-se assim:
Escolher uma pequena quantidade de feijão mung ou outro pequenino à escolha (de 1 a  3 colheres de sopa). Eu utilizei 3 colheres.
Lave os grãos, escorra-os e coloque-os dentro do frasco. Cubra com água limpa e deixe de molho por 8 a 12 horas(durante a noite, por exemplo).
Cubra o frasco com o tule e prenda com o elástico. Verta o vidro e despeje a água. Enxagúe bem sob a torneira.
Coloque o vidro inclinado e emborcado dentro do escorredor, sobre um prato, em lugar sombreado e fresco. Eu deixei num canto da bancada coberto com um pano.
Enxaguar pela manhã e à noite. Em dias quentes repetir esta operação mais vezes.
No último dia deixar o frasco à luz natural durante a tarde para que os rebentos se desenvolvam mais.
Ao 3º dia
Enxaguar e utilizar.

Poderia ter deixado mais alguns dias para que os rebentos ficassem maiores mas é necessário muito cuidado no manuseamento para evitar a proliferação de fungos e bactérias, e como foi a primeira vez que fiz resolvi não arriscar...

Agora(e finalmente!) a receita, que é muito simples:
Ingredientes - para 2 pessoas
3 colheres(sopa) de feijão mung germinados
1 cenoura cortada em palitos finos
1 cebola pequena cortada em meias luas finas
3 folhas de acelga(ou couve) cortada em juliana
1 punhado de castanha do maranhão(ou amêndoa) em pedacinhos
1 punhado de sultanas ou passas
Azeite, sal e pimenta q.b.
Preparação:
Colocar ao lume uma frigideira anti aderente e regar com um fio de azeite. Juntar a cebola e a cenoura. Deixe murchar. Junte o feijão mung e a acelga. Tempere de sal e pimenta. Salteie por 2 a 3 minutos. Transfira para o prato de servir e salpique as castanhas e as passas. Acompanhar com arroz ou massa integral.

Mais alguma informação adicional:
"Ao germinar, alguns nutrientes daquela semente, seja de um cereal (trigo, cevada ou aveia), das leguminosas (feijões) ou oleaginosa (linhaça, girassol, etc.) multiplicam-se. É o caso da vitamina C, que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor.
O processo de germinação torna os nutrientes mais digeríveis, causando menos gases do que os grãos que lhe deram origem.
Os germinados são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro, além de muitas enzimas e proteínas.
Podem ser germinadas sementes de linhaça, gergelim, girassol, alfafa, trigo, feijão de soja, lentilhas, entre muitos outros cereais, leguminosas e sementes.
As sementes de cereais germinam em 2 - 3 dias, os feijões e as lentilhas demoram 5 - 6 dias. Nessa altura podem ser consumidos.
Depois das etapas de germinação, há que se considerar as condições para o crescimento dos germinados até 5 – 10 cm, de altura, quando então podem ser colhidos os brotos.
Para tal produção, as condições de higiene e manuseio precisam ser muito rigorosas para evitar a proliferação de fungos e bactérias.
Os germinados e brotos servem para as mais diversas preparações culinárias. Podem ser consumidos crus, em sucos, saladas e sanduíches, misturados com outros legumes, amornados “al dente”, adicionados a molhos e de outras formas que a criatividade te levar." Fonte Doce Limão

sábado, 7 de abril de 2012

Casamento ecológico na Teia Ambiental

Este ano faço 10 anos de casada e como a minha lenda encantada ainda anda no ar, resolvi nesta participação da Teia Ambiental falar um pouco acerca da festa de casamento no âmbito do seu impacto causado no meio ambiente.
Na altura em que anunciamos à família que queríamos dar este passo e que pretendíamos uma cerimónia simples, casamento civil com uma pequena festa íntima, em casa, meu pai quase ia tendo um ataque! A sua única filha não iria casar como manda o figurino, com um véu quilométrico e uma igreja cheia de gente?!? Ficou triste como a noite...Para o contentar passei de uma reunião simples para uma festa de 200 convidados! Se eu tivesse feito o casamento que queria, reunindo cerca de 50 pessoas teria poupado cerca de 4000kg de emissões de CO2 para a atmosfera naquele dia! É claro que naquela altura eu não tive noção disso, embora intuitivamente algumas das minhas ações contribuíssem para que minha festa de casamento fosse um pouco menos danosa ao ambiente:
- A cerimónia religiosa do casamento e a festa foram realizadas no mesmo local, na Quinta da Costeira, poupando assim, as deslocações, normalmente de automóvel, entre a Igreja e o local da festa(e consequentemente a diminuição das emissões de CO2 para a atmosfera, bem como a eliminação da poluição sonora causada pelas businadelas da praxe).
- O horário da festa foi maioritariamente diurno, evitando-se assim, maior gasto com energia elétrica na iluminação e como o local é lindo, encantador e tem muita vegetação as pessoas acabaram por passear e ter bastante contato com a natureza.
- O tema da festa eram árvores e suas folhas, cada mesa de convidados tinha o nome de uma árvore(pinheiro, cedro, choupo, etc), o cartaz com os grupos de convidados foi elaborado por mim, totalmente decorado com folhas secas naturais.
- Também fui eu, com ajuda de minha mãe e do "noivo" que fizemos os convites(levavam papel reciclado e papel vegetal trabalhado à mão), as ementas(decoradas com flores secas), os marcadores de mesa(eram molhinhos de paus de canela atados e decorados com uma folha de papel com o nome do convidado), as prendinhas para os convidados(caixinhas de papel decoradas recheadas com sabonetes de glicerina feitos por nós), o livro de presenças(também em papel reciclado). A almofada das alianças(foto acima), com as nossas iniciais também foi bordada por mim.
- O vestido de noiva foi confeccionado pela minha sogra que é modista especialista neste tipo de vestidos(que sorte!). O fato do noivo foi comprado aqui perto. A roupa do menino das alianças(meu afilhado querido) foi feita por uma amiga minha, modista, que mora também perto de casa dos meus pais.
- O florista também foi um comerciante das redondezas e a capela foi enfeitada à meias com a noiva do dia anterior. O grupo coral foi o da freguesia, que canta habitualmente na Igreja local.
Embora estas medidas tenham gerado algum trabalho para nós, sei que foram mais suaves para o ambiente do que se eu tivesse me deslocado para longe para comprar tudo pronto, assim usei todos os meios locais ao meu alcance além da maior parte dos materiais serem de origem natural, como sempre gostei. No entanto se fosse hoje mais algumas medidas poderiam ser tomadas para que o casamento fosse ainda mais ecológico, vejam essas que encontrei aqui:

Convites
Optar por convites em papel reciclável, ou em materiais alternativos que não sejam prejudiciais ao meio ambiente, como o bambu. Existe papéis reciclados muito bonitos, que farão toda a diferença. Optar por fazer convites em cartões de associações como a UNICEF.
Na maioria dos casos é necessário colocar bastante informação adicional nos convites, como mapas ou informações locais. Uma opção viável será optar por um site de casamento na internet, onde se providencia toda a informação extra aos  convidados, sem ter de gastar papel. Imprimir o endereço do site de casamento nos convites colocando “Não se esqueçam de visitar o nosso cantinho em: www.josemaria.pt”

Catering
Ao seleccionar o  serviço de catering, optar por um que seja especializado em ingredientes orgânicos.

Bolo de casamento
Optar por um pasteleiro que faça um bolo orgânico, natural e com ingredientes oriundos do comércio livre(ou faça ou peça a um familiar que confeccione o bolo!). Não se esquecer de servir café também de comércio livre!

Lembranças de casamento
Oferecer “coisas que crescem”, como bolbos de flores envasados como os jacintos, ou tulipas; sementes de flores, ou de ervas aromáticas. Presentear os convidados com saquinhos de chá orgânico, acompanhados de alguns biscoitos de canela feitos pela padaria local(ou pela própria noiva ou familiar), personalizando os invólucros de papel reciclado, com o nome dos noivos. Pode também oferecer-se pequenos frascos de compota ou mel biológico oriundos de fornecedores locais. Fazer donativos a uma instituição de caridade, a um museu, ou até a um parque natural em nome dos convidados, pedindo à instituição que em troca assine cartões pessoais de donativos, também é uma ótima opção. 

Maquilhagem
Utilizar produtos cosméticos com ingredientes naturais e não testados em animais.

Celebrar a natureza
Plantar uma árvore! No dia do casamento, ou quando voltarem da lua-de-mel o casal poderá plantar uma árvore no quintal, no do vizinho, ou até na casa de campo. Com esta atitude, não só estarão a ajudar o meio ambiente, como terão a natureza a celebrar com eles todos os anos o aniversário. Quem sabe um dia não aproveitam essa árvore para fazerem um baloiço para os filhos?Acho que ainda vou a tempo, quando fizer aniversário de casamento vou plantar uma árvore para celebrar!

Jóias 
Ao escolher anéis de noivado ou alianças de casamento, certificar-se que não são usados na sua composição “diamantes de sangue” (diamantes cujo comércio gera lucros para guerras). Optar por diamantes sintéticos é uma boa maneira de evitar adquirir “diamantes de sangue”. Optar por joalharia reciclada, significa que o ouro já foi derretido e aproveitado para fazer uma nova peça, este ouro tem a mesma qualidade do ouro que nunca foi derretido. Muitas minas de ouro são devastadoras para o meio ambiente, ou responsáveis por grandes conflitos económicos e sociais. Saibam que são necessárias 30 toneladas de pedra para fazer uma aliança de casamento. Incrível não é?

Fontes
Livro: A Fórmula do Ambiente, de Alex Shimo-Barry

E para relembrar a sobremesa da festa, que foi gelado de baunilha com frutos vermelhos, até hoje gabada por muitos convidados gulosos, deixo-vos com esta Delícia de frutos vermelhos já publicada aqui.

Este texto é a minha participação na Teia Ambiental de Abril de 2012. Esta blogagem coletiva organizada pela Flora e Gilberto, acontece todos os dias 7 de cada mês desde 2010. Participe você também, o ambiente agradece!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Queijo de macadâmias, da Rute

Com oregãos secos
Assim que vi esta receita no blogue da Rute, fiquei com vontade de fazê-la rapidamente, mas não foi fácil encontrar as nozes de macadâmia, pois a grande superfície comercial mais próxima estava fechada para obras. No último sábado enfrentei uma multidão no primeiro fim de semana de abertura da superfície renovada( e logo eu que detesto confusão!) e consegui comprar um pacotinho das ditas nozes! Valeu a pena o sacrifício para fazer esta delícia de sabor delicado que se aproxima ao queijo tradicional mais suave. A execução é muito simples, análoga ao "queijo" de tremoço, já publicado aqui.

Como qualquer alimento de origem vegetal, a noz de macadâmia é isenta de colesterol. Contêm antioxidantes, os quais possuem propriedade rejuvenescedora. Por ser rica em gorduras monoinsaturadas, quando consumidas com frequência (duas ou mais vezes por semana), reduz o risco de doenças cardíacas, diminui o colesterol total e o ruim (LDL) e ainda, o triglicérideos. 

Saboroso, saudável e isento de qualquer forma de sofrimento e exploração animal! 
Querem melhores motivos para consumirem, sem culpas, este queijinho?

Vamos lá fazer! Então corre clica aqui no Publicar para Partilhar, da Rute, que a receita está muito bem explicada. Eu segui-a à risca e resultaram dois lindos queijos que tiveram a honra de irem parar à minha queijeira, que estava abandonada num canto do armário da cozinha.
Com pimenta preta moída na hora

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Arroz Alternativo da Vovó


Assim como para a Mané, o arroz é um ingrediente que tem um significado festivo para mim. Os meus domingos de infância, em São Paulo, Brasil, eram sempre uma festa:
Acordávamos cedo, não tão cedo como durante a semana, mas ainda assim cedo. Vestia-mo-nos e íamos à missa da Igreja do Sagrado Coração. Eu, meus pais e meus dois irmãos. Ficávamos ao fundo da igreja, porque dizia o meu pai que não queria passar vergonha, já que éramos 3 crianças com idades muito próximas. Os adultos ficavam em pé e nós, quando podíamos, sentávamos no genuflexório do altar da Nossa Senhora de Aparecida. Bem, talvez o meu pai tivesse um pouco de razão, dado que algumas vezes aconteciam coisas estranhas, tipo: o meu irmão mais novo levar um balão(bexiga), enche-lo e esvazia-lo com aquele barulho característico no meio da homilia...
Acabada a missa, era chegada a ansiada hora do pacotinho de pipocas, um para cada criança, que eram religiosamente comprados pelo meu pai ao mesmo senhor pipoqueiro e vinham com o mesmo aviso de sempre: Não sujem o carro!
Após isso lá íamos à feira do bairro, que acontecia sempre aos domingos, comprar legumes, verduras e frutas para a semana toda. Após chegarmos em casa e minha mãe guardar tudo púnhamo-nos a andar com destino à da casa de minha avó, que ficava em outra cidade(São Bernardo do Campo).
Era um percurso demorado, cerca de 1 hora, que para nós era uma eternidade. Pelo caminho, nós crianças, íamos atrás brigando brincando uns com os outros. Quando finalmente chegávamos, era uma festa! A casa da minha avó tinha tudo o que uma criança poderia desejar, um cão(cadela, a Suzy, que me detestava!), passarinhos, um cágado(a Huguinha, que ainda existe!), rebuçados, montes de gente(ainda tinha 1 tio e 2 tias solteiros ), vários livros de banda desenhada(o meu tio era e ainda é viciado), vizinhança boa, sossego na rua para poder brincar, e o mais importante: a minha querida avozinha, que era um doce de pessoa, tinha sempre uma surpresa para mim(um vestido para a boneca, um pequeno peluche...). Mas sobretudo o que eu mais gostava era de andar atrás dela, sentir o quanto gostávamos uma da outra(era por isso que a cadela me detestava, tinha ciúmes...).
Nestes dias, os almoços eram alegres e barulhentos, com no mínimo 10 pessoas à mesa. A minha avó fazia sempre uma grande travessa de arroz de forno, que para mim ainda é o melhor de sempre. A receita foi alguma vizinha que lhe passou, e ainda me lembro do pedaço de papel com a letra dela escrito... O nome do prato era arroz brasileiro, vá se lá saber porque, afinal os ingredientes existem em muitas partes do mundo!
É uma receita muito fácil e económica, e mesmo quem não tem muito jeito para cozinha(não era o caso de minha avó!)é capaz de confeccionar este arroz e fazer um figurão num almoço de família! Já fiz as mais variadas versões. A primeira que publiquei, é a versão original, não vegetariana. A segunda versão, vegana, publiquei-a aqui no seguimento da participação da 6ª fase da BCFV, a Melhor Idade, onde falo um pouco sobre a história da minha avó, que é uma das pessoas mais importantes de minha vida. O título desta publicação define bem o que ela era, um anjo, uma doce mulher, mas com coragem de leoa.

Esta versão de hoje, uma das muitas que já fiz, batizei-a de Arroz Alternativo da Vovó, porque levou dois ingredientes especiais, feijão Mung e sementes de chia. Sinta-se à vontade para fazer a sua própria versão, garanto que não se arrependerá!

E será com esta receita de arroz, para mim, muito especial, que junto-me à festa de comemoração do 1º aniversário do blogue da Mané, o Bolo da tia Rosa. Uma delícia de cozinha, onde dá vontade mesmo de entrar, sentar e tomar uma chávena de chá, prosear um pouco, e saborear uma fatia do fantástico bolo da tia Rosa e não só... porque coisas deliciosas lá não faltam!

Ingredientes (para 2 pessoas)
1/2 chávena(chá) de arroz lavado
1/2 chávena(chá) de feijão Mung (ou ervilhas congeladas)
1 colher(sopa) de sementes de chia
4 azeitonas descaroçadas e picadas
1 tomate pequeno sem casca e cortado aos pedaços
1/2 cenoura cortada aos cubinhos
2 colheres (sopa) de queijo parmesão vegan(receita aqui)
salsa, oregãos e cebolinho, tudo fresco e picado
sal e pimenta a gosto
1 colher(sopa) de azeite extra virgem
2 chávenas(chá) de água a ferver
Preparação:
Misturar todos os ingredientes numa travessa de ir ao forno(deixar alguma folga porque o arroz e feijão crescem ao cozer). Levar ao forno médio(cerca de 170ºC) por cerca de 40 minutos a 1 hora. Nesta versão, no início da cozedura convém mexer, pois alguns grãos de feijão Mung poderão ficar à superfície e não cozerem devidamente. Acompanhado com salada ou verdura cozida, no meu caso hoje foram grelos de nabo, é uma refeição completa. 
O arroz fica com uma camada crocante de legumes por cima e soltinho por dentro, uma delícia!