sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!

Nestes últimos instantes apressados de 2011, a nostalgia e um certo receio tomam conta de mim. Ao contrário de outros anos em que a ânsia da novidade me acompanhava nestas alturas, desta vez sinto-me apreensiva pelo que virá pela frente. Mesmo assim, mesmo que timidamente, é inevitável sentir que um novo começo se avizinha e certas resoluções são pensadas, mesmo que depois esquecidas.
Ao reflectir sobre o que este ano representou para mim, apesar de nem tudo ter sido um mar de rosas, não pude deixar de sentir uma grande alegria por todos os amigos que por cá encontrei, pelos momentos bons e pelos ensinamentos que me proporcionaram, muito para além da culinária e daquilo que eu esperava. Pude encontrar em cada palavra vossa, o carinho transmitido pelo pensamento, e isso para mim está a ser muito importante!
Desejo a todos que tenham aspirações para o Novo Ano e que estas se concretizem, porque isto é o melhor que nos pode acontecer: alcançarmos as metas que almejamos! Parece simples, mas será que sabemos realmente o que queremos, ou deixamos que a vida nos conduza como uma folha na corrente? Saber o que se quer é realmente o mais difícil...Mas a busca eterna pelo melhor caminho é o que nos fortalece e ensina.

Que as resoluções que tomemos para o Novo Ano envolvam sempre a fraternidade, a união e o amor. Que tenhamos humildade e paciência para caminhar devagarinho, seja em que direcção ou desejo for. Que não nos esqueçamos daquilo que decidimos, mas que tenhamos a coragem de mudar se preciso for. Que a correcção e a honestidade seja o nosso fio condutor em qualquer situação. E sobretudo que não nos deixemos abater pelas contrariedades, encarando-as como desafios e aprendizagem para crescer. Que tenhamos saúde física e espiritual para desfrutar a vida que Nos foi generosamente ofertada.

A todos, desejo uma feliz passagem e um novo despertar cheio de esperança.

A última receita deste ano é uma pista para uma das resoluções que tomei para 2012: tornar-me definitivamente vegetariana, o que ando a ensaiar há alguns meses.

Aletria vegetal (para 4 pessoas)
Ingredientes:
250grs de abóbora cozida e esmagada
200 ml de leite de coco
3 meadas de aletria(macarrão cabelo de anjo)-mais ou menos 70 grs
sal
4 a 5 colheres(sopa) de açúcar mascavo claro
2 colheres(sopa) de farinha custard ou amido de milho(maizena)
1 colher(chá) de canela em pó mais um pouco para polvilhar
Preparação:
Leve a cozer a aletria(macarrão cabelo de anjo) em um pouco de água com algumas pedrinhas de sal, por mais ou menos 5 minutos. Misture, num tacho, a abóbora cozida(não escorrida) com o leite de coco, o açúcar e a canela e leve a lume brando para aquecer e misturar os sabores, acrescente a aletria cozida e mexa. Dissolva a farinha custard ou maizena em um pouquinho de água(mais ou menos 2 colheres). Retire a mistura do lume e junte a farinha custard dissolvida em fio, mexendo sempre. Leve novamente ao lume para cozer até atingir uma consistência cremosa. Coloque numa travessa e polvilhe canela em pó.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Panetone

O panetone é um pão doce tradicional da época de Natal, de origem italiana, com frutas secas e cristalizadas e um aroma característico a baunilha e laranja. No Brasil é um doce que não falta nas mesas de Natal e por cá também já começa a estar mais divulgado.

"Uma antiga lenda diz que o panetone foi criado no século XVII por um padeiro da região da Lombardia chamado Toni que se apaixonou por uma moça e para impressionar seu sogro criou uma nova receita de pão recheada com frutas cristalizadas. Com o tempo esse pão recebeu o nome de "pao di toni" ou seja o pão do toni que actualmente é chamado de panetone"(Fonte: Wikipédia)
No Natal do ano passado foi a primeira vez que me aventurei a fazer panetone e algumas pessoas receberam de presente um bolinho feito por mim. Este ano resolvi repetir a experiência, depois da Cristina ter publicado um excelente passo a passo para máquina de pão no seu magnifico blogue Kanela y Limón. Segui a receita à risca e devo dizer que os meus panetones ficaram óptimos e com um aroma delicioso! 

É claro que muito contribuiu a essência especial para panetone que comprei na Toca do Bolo, um espaço novo que abriu recentemente aqui na minha cidade com muitos produtos específicos para pastelaria, uma grande variedade de formas e utensílios, o grande sonho de consumo para qualquer doceira!

A receita está aqui, no blogue Kanela y Limón. As únicas alterações que fiz à versão original foi o uso de açúcar mascavado claro/amarelo (180grs) e a substituição das essências de limão e baunilha por uma colher de sobremesa de essência especial para panetone. Os tempos de levedação foram os seguintes:
Massa de fermentação - cerca de 1 hora
Massa - cerca de 4 horas
Panetones moldados dentro da forma, já com as frutas - toda a noite

Renderam-me 3 panetones com cerca de 15cm de diâmetro. Eu tinha apenas 2 formas de papel e para o 3º improvisei com uma pequena panela de sopa, que resultou na perfeição!
Penso que os segredos para que esta receita resulte na perfeição, são a manipulação da massa e o tempo de levedação. A massa deve ficar bem amassada e ligada, mas não deve levar muito maior quantidade de farinha do que a indicada na receita para que fique bem leve. O tempo de levedação é muito importante: no meu caso comecei a fazer a massa no domingo a tarde e apenas na 2ª feira de manhã os bolos foram cozidos! E como está frio, a levedação foi feita no forno, isto é, liguei o forno do fogão em temperatura mínima por alguns minutos, desliguei e coloquei a vasilha com a massa embrulhada numa toalha dentro do forno até que alcançou o volume desejado. Tenho feito este procedimento para qualquer massa levedada e tem corrido muito bem!
É importante usar bons ingredientes à temperatura ambiente e se puder usar ovos caseiros/biológicos, melhor ainda!

E que tal oferecer um panetone à alguém, neste Natal? Ainda dá tempo!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

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amor, uma filha, sonhos, ideais, pensamentos, gostos, trabalho, alegrias, tristezas, prazer, discussões, música, silêncio, vivências, recordações, emoções, a casa, o sofá, a cama e... a cozinha.

Ele fez um leite creme, sobraram 2 claras e eu fiz um bolo de tangerinas

Vou tentar explicar como foi feito o leite creme, uma vez que o meu marido é o fazedor oficial desta sobremesa cá em casa, pois além de lhe calhar muito bem, é um instante enquanto uma travessa de um fumegante e aromático leite creme lhe sai das mãos. 
Leite Creme
Ingredientes:
1 litro de leite 
2 gemas, de ovos caseiros biológicos
2 a 3 colheres(sopa) bem cheias de amido de milho(maizena)
Açúcar a gosto
Casca de limão
Canela em pó
Preparação:
Leve o leite a aquecer com a casca de limão e açúcar a gosto, reservando cerca de 1/2 chávena. Bata as gemas, misture o amido de milho e um pouco de leite para dissolve-lo. Junte esta mistura ao leite e mexa até formar um creme. Retire a casca de limão e transfira o creme para uma travessa, espere um minuto e polvilhe com canela em pó.

Não se esqueça de "rapar" a panela, se for repartido, ainda melhor...

Bolo de tangerinas 
Ingredientes:
4 ovos biológicos(eu usei as 2 claras que sobraram e 2 ovos inteiros)
1/2 chávena (chá) de óleo de amendoim(ou girassol, ou outro a gosto)
4 tangerinas pequeninas biológicas
1 1/2 chávena(chá) de açúcar amarelo
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 colher(sopa) de fermento em pó
3/4 chávena(chá) de sumo de tangerina para regar o bolo
Preparação:
Bata os ovos no liquidificador(eu usei varinha mágica) até ficarem espumosos. Junte o óleo, o açúcar e os gomos de tangerinas sem caroços(as minhas não tinham!) e as cascas das mesmas. Triture bem.
Deite esta mistura para uma taça e misture a farinha e o fermento. Coloque a massa numa forma de chaminé untada e polvilhada com farinha e leve a cozer em forno médio, por aproximadamente 20 a 30 minutos(faça o teste do palito). Retire do forno e regue o bolo com o sumo de tangerina. Deixe absorver e desenforme.

Não se esqueça de saborear o bolo com uma chávena de chá ou café e uma boa companhia...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A sopa especial de todos os dias


A Pammy lançou um desafio muito interessante para comemorar o 2º aniversário do Menu Verde, cujo tema é Comida Local. Para concorrer é necessário elaborar uma receita vegetariana utilizando o maior número possível de ingredientes produzidos no local. 

Longe de ser excepção, pelo contrário, para mim consumir alimentos locais(e biológicos) faz parte da rotina do meu dia a dia. A maior parte dos produtos, principalmente os frescos, são da horta da família(pais e sogros) ou da Manuela, que é uma produtora de agricultura biológica cá do concelho e que entrega os produtos colhidos no dia para mim e para alguns colegas de trabalho. Depois de entrarmos nesta rotina de consumo, jamais queremos sair, as vantagens são mais do que as desvantagens. Os produtos, sendo da época, são mais saborosos, colhidos no ponto de maturação adequado para serem consumidos, potenciando o seu sabor e como não são armazenados a perda de vitaminas e minerais é muito reduzida. Sem falar no transporte que é quase inexistente, poupando a atmosfera de emissões tóxicas.
É claro que não há tomates frescos em Dezembro, tangerinas em Junho ou figos em Março, mas quando consome-se os produtos locais e da estação, dificilmente apreciaremos os desenxabidos das estufas fora de época, longamente transportados e que são colhidos verdes. Os morangos são um exemplo marcante, depois de provar morangos biológicos, da época certa e colhidos na hora, maduros, nunca mais quero outros, nem que para isso os coma apenas algumas vezes por ano.

Na maior parte das receitas que faço utilizo alimentos locais, por isso poderia escolher uma de entre as várias já publicadas,  mas aproveito esta oportunidade para destacar um prato que é consumido diariamente cá em casa e que ainda não tinha tido o lugar merecido aqui no blogue: a sopa. Seja Verão ou Inverno, seja como entrada, como prato principal ou acompanhamento, a sopa está sempre presente, em todas as refeições, e é uma forma simples, rápida, nutritiva, económica e saciante de comer legumes. Fácil de executar, mesmo para quem tiver pouca prática na cozinha e não tenha jeito para descascar os legumes, se estes forem biológicos basta serem bem lavados. Não é preciso vigiar muito o cozimento, nem medir quantidades rígidas, pois na mistura é que está a novidade de cada dia.

E foi numa das centenas de vezes que estava a fazer a panela diária da sopa e ao mesmo tempo a pensar em  que receita escolher, que o clic aconteceu:
Esta é a receita ideal, onde normalmente uso 100% ingredientes locais, desde a água, puríssima e fresca, que vem de uma mina da casa de meus pais, que uso para cozinhar, fazer café e chá, até o azeite, que compro dos pais de uma amiga, de Vila Flor, o sal marinho, que é produzido nas salinas tradicionais de Aveiro, até os legumes e verduras que já mencionei a origem, ou seja, conheço os locais e as pessoas que os produzem. 
Tudo isto torna um prato aparentemente simples e trivial, em algo especial. Todo o cuidado e amor que cada interveniente amigo transmite em cada fase, torna este alimento carregado de boas vibrações, imanado de alegria e amor: pela manipulação cuidada da Terra, a surpresa ao ver germinar e crescer as plantas no seu ritmo natural, pela colheita endereçada, pela confecção familiar do alimento, pelo fervilhar poético e confortável da panela, pela sopa a fumegar no prato, pelas pessoas reunidas na mesa e quando, finalmente nos alimentamos, todas essas boas energias serão transmitidas para o nosso corpo e alma.


Sopa de legumes
para 6 doses
Desta vez escolhi:
2 batatas médias, 1chuchu pequeno, 1 cabeça de nabo, 1 cebola pequena, 3 folhas de couve galega, do quintal dos meus pais
1 cenoura média, 1 fatia de abóbora e 1/2 alho francês(parte branca) da quinta biológica da Manuela, a 3 km daqui
1 colher (sobremesa) rasa de sal marinho, das salinas tradicionais de Aveiro
2 colheres(sopa) de azeite extra virgem, de Vila Flor, produção dos pais de uma amiga
1,5 l de água, proveniente de uma mina existente na casa dos meus pais
Preparação:
Coloco a água para ferver(eu uso uma chaleira eléctrica). Entretanto arranjo os legumes: descasco apenas a batata, chuchu e cebola, lavo todos os legumes,usando uma escova própria se necessário(normalmente para a cenoura). Parto tudo em pedaços, excepto a couve e coloco numa panela alta com a água a ferver e o sal. Deixo cozinhar por aproximadamente 20 a 30 minutos com a tampa e fogo mínimo. Entretanto corto a couve em juliana fina. Verifico se os ingredientes da panela estão cozidos e então trituro-os com a varinha mágica, misturo a couve cortada e o azeite e deixo levantar fervura, com a panela destapada. Desligo o fogo, deixo repousar uns minutos e sirvo.

Pammy, aproveito para enviar-te os meus parabéns pelos 2 anos de receitas maravilhosas e pela divulgação de uma alimentação saudável e amiga do Planeta. Espero que gostes da minha reconfortante sopa, que com certeza seria saboreada com prazer numa noite fria aí na Islandia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

#15 Segunda sem carne

É impressionante como o tempo passa! A última vez que publiquei foi na passada segunda feira. A minha cozinha tem estado em alta produção e tenho muitas fotos e receitas para vos mostrar, o problema é arranjar tempo. Alguém sabe onde é que se compra? 

Hoje trago-vos mais uma sugestão do que propriamente uma receita, mas como a refeição soube-me muito bem, resolvi compartilhar. Podem ser usados os legumes que quiserem.

Legumes estufados com salsicha de soja
(para 1 pessoa)
Pique cebola, alho e alho francês para um tacho, regue com um fio de azeite e leve ao lume, até murchar. Junte uma salsicha de soja e 1 cenoura cortadas às rodelas, 1 chuchu pequeno, 1 fatia de abóbora e 1 cabeça de nabo pequena aos pedaços. Junte 1 colher(sopa) de molho de tomate(usei caseiro) ou 1 tomate pequeno sem pele e tempere(usei sal, pimenta preta e 1 folha de louro). Coloque a tampa e deixe estufar em fogo baixo. Quando estiver quase pronto junte um pouco de verde, no meu caso, usei folhas de acelga em pedaços, apague o lume, deixe repousar 2 minutos e sirva com arroz ou outro acompanhamento. Salpiquei algumas sementes de papoila para dar um charme.

Simples, reconfortante e delicioso


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

# 14 Segunda sem carne

A receita que vos trago hoje é muito especial, para uma segunda feira que é especial porque é sem carne e porque ainda degustei este delicioso prato, que sobrou do almoço de ontem, fora isso o tempo hoje por aqui está péssimo e foi super preenchido, quando só me apetecia estar em casa, a cozinhar, a ler, a preguiçar... 

Foi baseada numa das receitas do livro Cozinha Toscana, gastronomia do mundo. Este foi um dos livros que ganhei ao participar no passatempo que a Carla promoveu no seu blog O meu tempero. O outro livro é sobre Cozinha Latina. Não poderiam ser melhor escolhidos, pois aprecio muito a cozinha destas paragens. E gostei tanto que já fiz duas receitas da Cozinha Toscana, a que reservei para hoje é a receita da capa. Apesar de não estar com o mesmo aspecto e os ingredientes terem sido um pouco diferentes, o resultado foi muito bom.

Obrigada, Carla, pelo carinho e pelo prémio, que como vês já está a ser usado!

Gnocchi de espinafres e requeijão
para 2
1 c. de sopa de azeite
300g de folhas de espinafre
1 requeijão
2 c.sopa de queijo mozzarella ralado(ou parmesão)
1 ovo, ligeiramente batido
2 c. de sopa de farinha de trigo, mais um pouco para polvilhar
noz moscada, ralada
sal e pimenta
Molho
1 c. de sopa de azeite
1 cebola pequena finamente picada
1 dente de alho esmagado
1 chávena de molho de tomate, caseiro ou tomate em pedaços, enlatado
salsa ou manjericão fresco
Preparação:
Aqueça o azeite numa caçarola grande. Junte os espinafres e refogue, tapada durante 1-2 minutos, até murcharem. Escorra-os num passador e deixe arrefecer. A seguir esprema-os com as mãos libertando o máximo de água possível(pode espreme-los com um pano de cozinha limpo para se certificar  que ficam bem secos). Finalmente pique os espinafres e coloque-os numa tigela. Adicione o requeijão bem escorrido, o mozzarella, o ovo, a farinha e misture bem. Tempere a gosto com sal e pimenta e uma boa pitada de noz moscada ralada.Tape e leve ao frigorífico durante pelo menos 1 hora, ou 20 minutos no congelador.
Entretanto faça o molho. Aqueça o azeite numa caçarola, deite a cebola e o alho e refogue em lume médio, mexendo frequentemente durante 3-4 minutos, ou até a cebola ficar macia. Junte o molho de tomate ou tomate picado e deixe ferver. Se utilizar tomate enlatado, reduza o lume e refogue, destapada por 10-15 minutos até o molho reduzir e engossar. Tempere a gosto com sal e pimenta(se for caso disso) e acrescente a salsa(reserve alguma para decorar). Reserve.
Para moldar os gnocchi, enfarinhe um prato e as mãos. Coloque uma colher de chá cheia de mistura de espinafre na palma de uma das mãos, depois enrole com cuidado dando-lhe a forma de um ovo e coloque no prato enfarinhado. Repita a operação com a restante mistura de espinafre.
Leve uma panela grande com água a ferver. Com cuidado junte os gnocchi, em pequenas levas e coza, em lume brando durante 2-3minutos, ou até subirem à superfície. Retire-os com uma escumadeira e coloque-os numa travessa aquecida para os manter quentes, enquanto coze os restantes gnocchi.
Sirva os gnocchi em pratos aquecidos com o molho deitado por cima e salpicados com queijo parmesão, a gosto.

Notas:
Em Portugal, o nome requeijão refere-se exclusivamente ao derivado do leite formado a partir do soro de leite obtido aquando do fabrico do queijo e que é novamente sujeito à acção do calor, equivalente à ricota italiana e brasileira[3].
No Brasil, o termo "requeijão" também se aplica a um tipo de queijo sólido, de cor amarela, feito de leite, muito encontrado na culinária do interior paulista, mineiro e do sul baiano. Entretanto, a palavra alude mormente ao tipo mais comum e mais consumido: o cremoso.
Fonte: Wikipedia

O nhoque ou inhoque (do italiano gnocchi) é um prato amplamente difundido no mundo todo. O nhoque é frequentemente preparado à base de batata ou farinha de trigo.
Fonte: Wikipedia

domingo, 4 de dezembro de 2011

Por aqui já sinto o Natal...

Bem sei que tenho abandonado este cantinho e a visita aos vossos, mas estou entretida  com os preparativos para o Natal que se aproxima rapidamente. Pertenço ao grupo daquelas pessoas que gostam desta época festiva, embora a cada ano que passa o significado desta data, para as pessoas que me rodeiam, cada vez se afasta mais daquele que considero um Natal perfeito: uma reunião de família, alegre, em que esquecemos as diferenças, as contrariedades e uni-mo-nos num espírito fraterno em que comemoramos o Nascimento e a Vida. Mesmo tendo de remar contra a maré da indiferença e até de algum egoísmo, não desisto, e é mais forte do que eu,  mal vejo as primeiras luzes a piscar, deixo que o espírito natalício invada o meu coração, a esperança é sempre a última a morrer...
Os preparativos para o Natal incluem a manufactura dos presentes. Sempre gostei de dar prendas feitas por mim. Nos momentos em que as confecciono os meus pensamentos direccionam-se para a pessoa em questão e mesmo que a oferta seja singela, é sempre especial e exclusiva. Não gosto muito da loucura das compras desta época e até evito as grandes superfícies com o aproximar da data. 
É claro que isto implica muito tempo, e esta é uma das razões porque tenho falhado as publicações.
Todos os anos penso em começar mais cedo, mas, decididamente não tenho vocação de formiga, portanto toca a trabalhar no contra-relógio!
A maior parte das ofertas, como no ano passado serão comestíveis, mas estou a tecer algumas ofertas em lã para as crianças e mulheres. 
Deixo-vos abaixo algumas ideias do que fiz o ano passado, caso alguém queira seguir o exemplo:
Natal 2010:Resumo
Publicarei também o que estou a confeccionar este ano.
A árvore de Natal cá de casa