terça-feira, 15 de novembro de 2011

# 14 Segunda sem carne

Sei que hoje é 3ª feira, mas ontem foi um dia muito atarefado e não consegui publicar a receita que fiz.
Para finalizar o dia preenchido, o jantar foi muito prático. Receita mais simples e rápida não pode haver. Misturar os ingredientes e levar ao microondas por 3 minutos. Acompanhamento: salada, sopa e fruta, uma refeição saudável e sem complicações.

Bolo salgado de caneca
Ingredientes:
1 ovo pequeno
4 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) óleo (usei azeite)
4 colheres (sopa) de farinha de trigo(rasas)
1 colher (café) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 fatia de queijo mozzarella
1/2 salsicha de soja picada
1/2 tomate picado sem semente
1 colher(sopa) cebola picada
orégãos secos
Preparação:
Coloque todos os ingredientes numa caneca de 300 ml, misture bem e leve no microondas em potência alta por 3 minutos.
Rendimento: 1 caneca

domingo, 13 de novembro de 2011

Bolo de chuchu

Recordo-me que quando vim do Brasil, há 23 anos, alguns legumes que eu conhecia não eram muito utilizados pela maioria das pessoas por aqui e só os encontrava em grandes superfícies, que não eram muito abundantes nessa altura, com um preço nada convidativo Como exemplo, a courgette e o chuchu. Hoje em dia, é muito fácil encontra-los em qualquer horta ou supermercado, a um preço acessível, o que é excelente!
Desta mistura de (agri)culturas surgiram muitas maneiras novas de confeccionar estes ingredientes, e naquele tempo jamais imaginava que iria comer bolos feitos com legumes normalmente utilizados em comida E hoje chegou a vez do chuchu. Não encontrei nenhuma receita original, então adaptei uma de bolo de courgette.

O resultado surpreendeu-me: ficou um bolo super fofo, aromático e pouco doce.
A repetir, enquanto vierem chuchus da horta dos meus pais.

Ingredientes:
170 grs de chuchu biológico ralado
3 ovos biológicos
230 grs de açúcar mascavado escuro
90 grs de óleo(usei Becel)
80 grs de amêndoa ralada
20 grs de coco ralado
1 colher de (café) de sal
2 colheres (chá) de canela em pó
2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher(chá) de fermento em pó
250 grs de farinha de trigo
raspa de 1 limão
Preparação:
Coloque o chuchu, o óleo e os ovos num recipiente e misture com a varinha mágica, ou bata-os no liquidificador. Junte o açúcar e bata novamente com a varinha ou liquidificado.
Misture todos os ingredientes secos e acrescente-os aos poucos à mistura do chuchu, utilizando uma vara de arames. Junte a raspa de limão.
Unte uma forma de chaminé, ou outra a gosto, polvilhe com farinha e verta a massa. Coza em forno pré aquecido por cerca de 30 a 40 minutos. Faça o teste do palito.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Queijadinhas para a festa do 6º aniversário do Pecado da Gula


Eu não sou de faltar à uma festa, nem que esta seja virtual. E como em quase todas as festas que compareço, gosto de levar um agrado comestível. Algumas pessoas que me conhecem já esperam por isso. Estas queijadinhas são sucesso garantido em qualquer ocasião, são muito fáceis de fazer, com ingredientes simples existentes em qualquer dispensa e dão sempre certo, mesmo que a experiência culinária não seja muita. Escolhi este docinho para comparecer na festinha virtual que a Akemi nos convidou para comemorar o 6º aniversário do seu blogue, Pecado da Gula

Aproveito, também, Akemi, para te dar os parabéns pelo maravilhoso blogue, pelos anos de dedicação e deliciosas receitas com que nos tem brindado!
Beijinhos

Queijadinhas
Ingredientes:
200grs de açúcar
100grs de farinha de trigo
1/2 litro de leite
50grs de manteiga derretida
2 ovos inteiros
Preparação:
Misturar o açúcar com a farinha peneirada, juntar a manteiga, os ovos e misturar bem com colher de pau. Juntar o leite, fica uma mistura líquida tipo massa de panquecas, se ficarem grumos, usar a varinha mágica. Dividir a massa por forminhas de alumínio untadas e enfarinhadas ou de silicone. Colocar as forminhas no tabuleiro do forno, no qual se coloca um bocadinho de água a ferver.Cozer no forno, 180º C, por cerca de 30 minutos, até ficarem ligeiramente douradas. Para verificar a cozedura, espetar um palito, que deverá sair húmido, mas limpo. Deixar esfriar um pouco, desenformar, colocar em forminhas de papel frisado e polvilhar as queijadinhas com açúcar e canela.
Nota: pode-se juntar aroma de baunilha à massa

Mil folhas de bilharacos e leite creme

Esta receita foi criada especialmente para participar no passatempo "Ajudem a Carla", do blog O meu Tempero, a elaborar um mil folhas especial. Penso que o dela está perfeito, mas achei genial a ideia do desafio e logo de início imaginei várias versões, doces e salgadas, mas decidi-me por esta. Lindíssima, não está, que eu não tenho jeito para decoração, mas estava uma delícia. Aliás, a partir de hoje esta vai ser a versão oficial dos bilharacos, cá de casa.

Como o Natal está a porta, ouve-se muitas vezes esta frase: " O Natal já não é o que era" aliás esta expressão aplica-se a tudo, até: "A amizade já não é o que era ". 
Pois eu também acho. 
O Natal não tem de ser, no que se transformou ultimamente, um motivo para consumirmos desenfreadamente, deixando de desfrutar os momentos simples de união dessa noite mágica: uma conversa barulhenta de família a relembrar os velhos tempos, em que cada um acrescenta um ponto e uma vírgula, um brinde animado, o barulho das crianças, uma refeição feita com carinho por várias mãos, uma prenda singela feita por nós...
Os amigos também não são apenas, aqueles que cresceram connosco, mas aqueles que nos fazem crescer, que encontramos ao longo do caminho e que decidem nos acompanhar, que nos instigam a viver aventuras, que desafiam a nossa criatividade, fazendo de nós seres melhores.

Para um Natal diferente e uma amiga com muita imaginação!

Espero que gostes, Carla, desta sobremesa para o teu mil folhas.

Esta receita dá para 2 gulosos, ou 3 com juízo.
Comece pelo recheio, para que esfrie.
Leite creme vegetal
2,5 dl(250 ml) de leite de soja simples(sem aroma)
1 colher (sopa) cheia de farinha custard
1 colher (sopa) de açúcar amarelo
1 casca de limão
25 grs de margarina de soja
1 pau de canela
Preparação:
Num pequeno tacho dissolva a farinha custard em cerca de 1 dl(100ml) de leite de soja. Adicione os restantes ingredientes e leve a lume brando, mexendo sempre até obter um creme. Colocar em uma taça e cobrir com película aderente, encostada ao creme(para que não crie "casca")
Bilharacos planos
3/4 de chávena(chá) de polpa cozida e escorrida de abóbora manteiga
1 ovo pequeno
1 colher(sopa) cheia de açúcar amarelo
1 colher(sopa) cheia de amido de milho(Maizena)
1 colher(sopa) de amêndoa moída
1 colher(café) de sementes de papoila
raspa de 1 laranja
óleo de amendoim ou milho para untar
Preparação:
Misture bem todos os ingredientes. Leve a aquecer uma frigideira anti aderente untada com óleo. Com a ajuda de um molde metálico, molde pequenos crepes com cerca de 1/2 centímetro de espessura. Frite dos dois lados. Reserve.  

Montagem:
Coloque um bilharaco espalmado no prato, polvilhe canela em pó, espalhe uma camada de creme, polvilhe canela em pó. Sobreponha um bilharaco e recheio, assim sucessivamente. A última camada de creme é espalhada com o saco de confeitar. Polvilhe canela e decore com um raminho fresco de mangericão.
Nota:
O bilharaco é um doce português típico de Aveiro. É uma espécie de pastel doce feito de massa de abóbora, característico da época do Natal. Na região de Coimbra são conhecidos como belhoses.
A massa, além da abóbora, é composta por farinha de trigo, ovos, fermento e uma pitada de sal. Depois de misturados os ingredientes, são feitas pequenas bolinhas que são fritadas em óleo bem quente e, finalmente, polvilhadas com açúcar e canela.
Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bolo arco-íris natural para uma festa infantil ecológica Teia Ambiental

Não resisti ao impulso da vaidade e comecei esta publicação pela foto do bolo que fiz para a festa de aniversário de 8 anos da minha filha, que aconteceu no dia 22 de Outubro. Afinal, não é todos os dias que sai uma coisa tão bonita como essa da minha cozinha!
Conforme escrevi na minha participação no 2ª tema da BCFV - a Infância, as festas de aniversário são muito importantes e ansiadas pelas crianças. A minha filha não é diferente.Costuma pensar nas festas de aniversário, com um ano de antecedência, isto é, mal acaba uma, já está a pensar na próxima! Como toda a mãe, tento proporcionar a maior felicidade à minha filha, mas gosto de aproveitar especialmente estes momentos para ensinar algo, pois sei que ligado a um momento feliz a aprendizagem é mais fácil e produzirá frutos. 
Foi uma festa normal para uma criança de 8 anos: 15 crianças, muita brincadeira, espaço, uma tarde de sol, bolo, doces, salgadinhos, velas e alguns arranhões!

Na elaboração da festa e no seu decorrer, tentei ao máximo ter uma postura mais amiga do ambiente e apesar de não ter cumprido na íntegra todos os objectivos a que me propus, penso que o saldo foi positivo e esta foi de facto a festa mais ecológica que fiz até hoje e com a prática o resultado será ainda melhor.

Passemos então à realidade dos factos que vou compartilhar convosco, como um exemplo a ser seguido, e espero melhorado: 

A decoração
Embora tivesse algumas ideias para trabalhos com material reciclado, a falta de tempo impediu-me de concretiza-las. Utilizei decorações de papel, grande parte foram-me oferecidas por uma amiga (obrigada, T.!), que as utilizou nas festas dos filhos, que agora são jovens. As decorações serão portanto utilizadas mais vezes, um princípio ecológico: Reutilizar

Tomando como tema as Fases da Vida, a decoração central da festa foi um estendal(varal)/mural realizado com fotos da aniversariante presas com molas de madeira, desde bebé até hoje. As fotos das festas de aniversário foram assinaladas com o número correspondente agregado à mola. Foi um sucesso entre miúdos e graúdos! 
Depois da festa, foi tudo desmontado e guardado, voltando às suas utilizações normais.
Não comprei balões, à última hora, o meu marido encheu alguns, daqueles que são oferecidos como brinde em certas ocasiões(festas, consultas médicas, etc). Embora o meu princípio fosse não utilizar este tipo de material, que não é biodegradável, restringindo o número já foi bom e guardei-os para pensar numa futura utilização.

A louça
Neste ponto fui irredutível, não houve louça descartável. Utilizei a louça branca que tinha, garfos metálicos e a louça de plástico dos tempos de bebé para os meninos mais agitados. Para os copos utilizei os de vidro e reciclei copos de iogurte, que as crianças adoraram, pela novidade. Para as bebidas utilizei canecas com o conteúdo. Os guardanapos tiveram de ser de papel, mas utilizei os de papel reciclado, menos mau!


A comida
A maior parte da comida foi elaborada por mim e embora houvesse algumas guloseimas mais calóricas, que não consegui evitar, os pontos positivos:
- Restringi o uso de ovos, e foram todos biológicos
- Restringi o uso de forminhas de papel
- Reutilizei frascos de iogurte, onde servi gelatina(vegetal) e brigadeiro. As colheres foram de café.
- As crianças gostaram muito dos cake pops
-Para as bebidas utilizei sumo sem gás, Ice Tea e limonada cor de rosa, caseira, que foi a bebida mais apreciada. Coloquei-a num grande frasco e era servida com uma concha de sopa, era vê-los todos contentes a encher os copinhos.
As prendinhas para os convidados
No final da festa os convidados pequeninos levaram para casa um mini mealheiro, em cerâmica. Uma prenda singela, mas que foi também um sucesso. A mensagem que estava acoplada a esta prendinha era a mais óbvia, poupança, de dinheiro, de recursos e do Planeta.
Conclusões e reflexões
O melhor
Ao realizar uma festa desta forma poupa-se, além do nosso Planeta, na redução drástica do lixo, também o nosso bolso, porque as decorações, a louça descartável tudo isso custa dinheiro que vai literalmente para o lixo.
As crianças gostam de conviver umas com as outras, brincar da forma mais simples e sentia-se que estavam muito contentes. Bicicleta, bolas, bonecas, corda de saltar, quadro negro e giz ainda são dos seus brinquedos favoritos. Portanto não adianta investir em enfeites muito elaborados e dispendiosos, o importante é ter algum espaço e brinquedos para que possam expandir a energia e criatividade. 
As crianças apreciam e comentam de forma positiva atitudes diferentes, como não por exemplo não usar copos de plástico. Entram rapidamente na onda, adoram participar e com certeza passaram a mensagem lá em casa.

O pior
Os embrulhos das prendas: os brinquedos vem demasiado embalados, com caixas enormes cheias de material plástico. Tudo vem demasiado embrulhado, e no fim da festa juntou-se um monte considerável que foi quase todo para a reciclagem. Isto serviu-me de alerta para começar a pensar numa forma mais ecológica para embrulhar as prendas do Natal que já se aproxima.
A quantidade de comida: verifiquei que as crianças pouco comem e sobrou muita comida. 
Nada se estragou, o que sobrou foi distribuído pelos familiares e amigos e alguma comida congelada, mas este facto serviu para tirar algumas conclusões. Na minha infância, quando havia uma festa, era uma alegria uma mesa cheias de doces, comíamos com gosto, porque as oportunidades não eram muitas. Hoje em dia as crianças tem um acesso quase diário e fácil a guloseimas, por isso não dão importância a este aspecto nas ocasiões especiais. Por um lado é mau, demonstra que a alimentação poderá não ser a mais saudável, pelos malefícios, que sabemos, o açúcar e produtos refinados causam, por outro, verifiquei que a comida não é o centro de tudo para essas crianças. O facto de proibirmos demasiado certos alimentos faz com que anseiem mais por eles e poderá tornar-se uma obsessão.  Nunca me esquecerei de uma cena que presenciei numa das festas de aniversário de minha filha: uma criança, cuja mãe é radical na proibição de guloseimas, estava a empanturrar-se de brigadeiros, escondida na cozinha. Quando apareci, olhou-me com culpa e medo. Fiz de conta que não percebi e fiz-lhe um mimo, sentindo imensa pena desse sofrimento infantil. 
É complicado gerir a fartura de alimentos e não só, altamente aliciantes com que são bombardeadas as nossas crianças e até nós adultos. Tudo traz um brinde ou tem uma embalagem tentadora, portanto compreende-se a dificuldade que há na sua rejeição. Não sou radical, embora tenha certos limites. Acho que a melhor maneira de educarmos as crianças é com os nossos exemplos, com muita persistência, calma e paciência, porque com o tempo, com o crescimento, eles assimilarão o que é melhor e antes disso, nós, pais e educadores temos que saber o que é melhor para nós, para que possamos lhes passar a mensagem.

Encerro esta participação na Teia Ambiental de hoje, com a receita do bolo de aniversário, um bolo colorido e saudável, com as cores naturais das dádivas que a nossa mãe Natureza generosamente nos oferece.
Bolo arco íris natural (rende imenso, para 20 pessoas, à vontade)
O bolo verde, é de espinafres, já publicado aqui.
Ingredientes: 
2 ovos
1 1/2 chávena (chá) de açúcar (usei apenas 1 chávena)
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento
1 colher de sobremesa de açúcar baunilhado(usei 1 colher(sobremesa)essência de baunilha)
1/4 chávena(chá) de óleo de girassol(usei óleo de amendoim)
200 g de espinafres (cerca de 3/4 chávena(chá) de espinafres ralados)
Preparação:
Lave os espinafres e corte os talos mais grossos. Pique-os na picadora e reserve. Misture os ovos com o açúcar. Adicione o óleo, o açúcar baunilhado e os espinafres. Por fim, junte a farinha e o fermento e envolva bem. Coloque a massa numa forma untada e polvilhada (apenas no fundo da forma)e cozinhe em forno pré-aquecido a 170º durante cerca de 50 minutos.
Bolo cor de rosa(de beterraba)
A receita e procedimentos são os mesmos do bolo verde, apenas substituindo-se os espinafres cerca de 3/4 chávena(chá) de beterraba ralada e passada pelo liquidificador ou varinha mágica.
Bolo cor de laranja(de abóbora)
A receita e procedimentos são os mesmos do bolo verde, apenas substituindo-se os espinafres por cerca de 3/4 chávena(chá) de abóbora menina ralada e passada pelo liquidificador ou varinha mágica.

Recheio e cobertura:
200 grs de margarina de soja para cozinha
1 embalagem(2,5dl) de natas de soja
1 chávena(chá) de açúcar em pó
1 chávena(chá) de cacau em pó
Bata a margarina com o açúcar e cacau até que se forme um creme homogéneo. Junte as natas, misturando delicadamente.

Montagem:
Coloque o bolo de beterraba no prato de servir, barre com uma camada de creme. Coloque o bolo de espinafres e barre-o também com uma camada de creme. Coloque o bolo de abóbora. Cubra com o creme restante. Decore a gosto. Leve ao frigorífico até servir.

Hoje é segunda feira, e como habitual será sem carne, a publicação será feita amanhã.
Beijinhos festivos e verdes a todos!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bolo de abóbora

Parece que o Outono se instalou definitivamente e estamos a aproximar-mo-nos rapidamente do Inverno. A hora já mudou, os dias estão a ficar cada vez mais pequenos e as noites a crescer. Parece um cenário triste, mas procuro ver sempre o lado positivo de tudo, é o meu feitio...Nestes dias gosto de dedicar um pouco mais de atenção à minha casa, à decoração, mudar uns objectos de lugar, pois com os dias frenéticos do Verão tudo fica um pouco abandonado. Ler um bom livro ou ver um bom filme na televisão enrolada numa mantinha (com companhia, ainda melhor!), desenhar e brincar com a minha filha, fazer malha ou crochet, e é claro, cozinhar são actividades que gosto ainda mais de fazer nesta época. Como vêem nem tudo é aborrecido...
E para levantar mais os ânimos trago-vos este bolo de abóbora, que já fiz há algum tempo, com a abóbora que restou desta receita. Ficou tão bom e fofinho, que merece ser repetido, ainda mais que estamos em tempo de abóboras, outra coisa boa do Outono! 
Ingredientes:
1 chávena(chá) de abóbora ralada
4 ovos biológicos
1/2 chávena(chá) de óleo de amendoim (ou outro à escolha)
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 chávena(chá) de açúcar
1 colher(sopa) de fermento em pó
Preparação:
Junte a abobóra, os ovos e o óleo e bata no liquidificador ou com a varinha mágica, que foi o que usei. Deite essa mistura numa vasilha e misture o açúcar, a farinha e o fermento. Leve a cozer em forno 170ºC por mais ou menos 30 minutos. Teste com o palito.
Eu reguei o bolo, ainda quente, com uma calda de chocolate, feita rapidamente com: 2 colheres de sopa de cacau em pó, 1 colher de sopa de leite, 1/2 colher sopa de manteiga que misturei e levei ao microondas por 1 minuto.
A abóbora vai reinar este fim de semana cá na cozinha, porque quero realizar a minha participação para este passatempo original que a Carla criou no blog o Meu Tempero e ainda quero fazer este antepasto da Neide, do blog Come-se. Será que vou conseguir? Ondas de pensamentos positivos aceitam-se!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia do Bolinho

Estes são os bolinhos tradicionais oferecidos às crianças que os pedem de porta em porta em algumas regiões do nosso país no dia de hoje, em que se comemora o Dia de Todos os Santos. Na terra de origem da minha mãe, localizada no Distrito de Leiria, para as crianças é o Dia do Bolinho. Estes bolinhos também são consumidos durante o ano e oferecidos pelos noivos nas festas de casamento.
Já há algum tempo que os queria reproduzir na minha cozinha porque aprecio-os muito! Sabia quais eram os ingredientes, mas como não tenho a receita exacta, fiz algumas pesquisas e escolhi esta versão, do óptimo site Doces Regionais. E foi uma escolha acertada porque ficaram deliciosos e foram aprovados mais pelos graúdos do que pela criança cá de casa(as malditas gomas estragam tudo!).
Cada vez surpreendo-me mais, com a experiência que tenho adquirido na cozinha, principalmente na confecção deste tipo de massa levedada, em que já tive umas tentativas bastante desastrosas. É verdade que a tradição já não é o que era, o ideal era ter aprendido a receita com alguém da família e passa-la adiante, mas como tal não foi possível, quem não tem cão, actualmente caça com a Internet mesmo. 

A receita rende bastante, cerca de 25 bolinhos de bom tamanho. As anotações em letra pequena são as alterações ou pequenos relatos da minha experiência que poderão ser úteis para alguém.

Ingredientes:
1 kg de farinha de trigo
1 pitada de sal
15 grs de fermento de padeiro(fresco, adquirido numa padaria)
5 ovos, de preferência biológicos(usei 4 grandes)
500 grs de açúcar(usei amarelo)
600 grs de batata branca cozida
água morna q.b.
canela e erva doce em pó q.b. (usei 1 colher de sopa de cada)
frutos secos a gosto(passas, nozes, pinhões, etc) usei avelãs em pedaços, sultanas e bagas goji
leite(se necessário)
raspa de 3 limões

Preparação:
Misture a farinha, o açúcar, a raspa dos limões, a canela e a erva doce.
Faça uma cavidade no centro e deite aí o fermento, previamente desfeito em água morna(usei 1/2 chávena) com 1 pitada de sal.
Junte a batata bem passada(sem grumos) e adicione os ovos(um a um), amassando bem.
Acrescente depois os frutos secos(previamente envolvidos em farinha). No caso de a massa ficar muito seca, junte um pouco de leite, se ficar mole, junte farinha.
A massa ficou uniforme, mas um pouco pegajosa. Como não sabia o ponto preferi não arriscar a colocar muita farinha e obter uns bolos pesados.
Deixe a massa repousar num local ameno até estar lêveda(aumentar de volume).
Liguei o forno à temperatura de 50º C. depois de aquecido, desliguei-o, coloquei o recipiente da massa envolvido e bem coberto com uma toalha e deixei-o lá estar toda a noite.
Passe as mãos por farinha e tenda bolinhas( aproximadamente 7cm de diâmetro) para um tabuleiro polvilhado(untei também, pois a primeira fornada pegou-se ao tabuleiro), deixando espaço entre cada bolinho, para que cresçam. Leve a cozer em forno quente (cerca de 200ºC). Cada fornada leva cerca de 10 minutos.

Deixo-vos um pequeno texto para conheceram um pouco da origem desta tradição:

Em Portugal, especialmente na zona centro e estremadura, no 1º de novembro ou dia de Todos-os-Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus (ou o bolinho) de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confeccionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São vários os versos para pedir o pão por deus:

Ó tia, dá Pão-por-Deus?
Se o não tem Dê-lho Deus!

Ó tia, dá bolinho?

Ou então:
Bolinhos e bolinhós 
Para mim e para vós 
Para dar aos finados 
Qu'estão mortos, enterrados 
À porta daquela cruz
ou
Pão, pão por deus à mangarola,
encham-me o saco, 
e vou-me embora.

Tenho um saco à gringola,
se mo encherem vou-me embora!

Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.

Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar
Para vir dar um tostãozinho.

Quando os donos da casa dão alguma coisa:

Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho.

Como não é muito aceitável rejeitar o bolinho às crianças, as desculpas eram criativas:
Olha foram-me os ratos ao pote e não me deixaram farelo nem farelote

A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:

O gorgulho gorgulhote,
lhe dê no pote,
e lhe não deixe,
farelo nem farelote.
ou
Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto.

ou deixa-se uma ameaça enquanto se fugia em grupo e entre risos

senão leva com a caneca no focinho
O termo caneca podia ser substituído por tranca ou cavaca (um pedaço de lenha)
Com o passar do Tempo, o Pão-por-Deus sofreu algumas alterações, os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta actividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sofrido danos.
Fonte -  Wikipédia