segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Abóbora recheada

Quando vi estas courgettes recheadas no blogue da Josy, tive uma ideia, ou melhor uma Amizadeia, porque foi uma inspiração provocada pela amizade. Actualmente tenho amigos espalhados pelo mundo(que chique!), mas que me ensinam tanto como se estivessem perto de mim, a tomar um café na mesa da cozinha. Gosto de todos os pratos que a Josy faz, porque sente-se que cozinha por prazer para sua família e tudo o que é feito com amor espelha isso, mesmo no espaço virtual, além de ser uma pessoa muito afável e querida, que me visita sempre e nunca vai embora sem deixar um comentário especial. 
Gostei particularmente desta receita porque foi uma maneira engenhosa que a Josy teve de reaproveitar as cascas das courgetes que tinha utilizado em outra receita. E foi aproveitamento em todos os sentidos: de sabor, de vitaminas, de fibras, de menor produção de lixo e de menor gasto, afinal compramos o legume com casca!

Tinha por cá umas abóboras pequeninas que ia utilizar em sopa, mas tiveram um destino mais criativo, hoje ao almoço preparei uma delas, recheada para mim. Além da apresentação bonita ficou um prato delicioso! Depois de pronta parte da casca ficou comestível!

Alguém tem mais ideias?

Ingredientes (para 1 pessoa):
1 abóbora moranga pequenina
1/2 chávena de trigo para quibe(bulgur)
1 cebola pequena picada
1/2 chuchu
1 colher (sopa) de folhas de hortelã picadas
2 fatias de queijo flamengo
1 tomate pequeno e 1 azeitona para enfeitar
Sal, pimenta preta, azeite e orégãos
Preparação:
Ponha o trigo de molho em água por cerca de 1 hora(o nível da água deve ultrapassar 1cm acima da superfície do trigo)
Corte uma tampa à abóbora, tire as sementes e leve ao microondas por alguns minutos para que seja mais fácil a operação de retirar a polpa. Deixe arrefecer um pouco e escave com cuidado a polpa, conservando a casca.
Rale o chuchu e desfaça um pouco de polpa da abóbora, cerca de 1/2 chávena, misture com a cebola picada, a hortelã e o trigo bem escorrido (esprema num pano).Tempere com sal e pimenta e encha a casca da abóbora reservada, pressionando bem.
Disponha por cima as fatias de queijo, o tomate e a azeitona, polvilhe com orégãos e regue com um fio de azeite. Ponha numa assadeira, cubra com papel de alumínio e leve ao forno  160º C por cerca de 40 minutos. Retire o papel e deixe dourar levemente. Servir com salada verde.

Com o que sobrou da polpa da abóbora fiz um bolo, que depois publicarei.

sábado, 8 de outubro de 2011

De onde vem a nossa comida?

Dias preenchidos...Cidades superlotadas...Caos! Final de uma sexta feira: fazer compras numa grande superfície, onde tudo vem embalado, a salada já lavada e ensacada, a fruta brilhante de parafina ou triturada acondicionada em caixinhas, o leite pasteurizado, o peixe congelado embalado, a carne em cuvetes plastificadas. Chegar em casa com montes de sacos plásticos, colocar qualquer comida pronta no microondas e comer em frente à uma televisão aos berros.  Este é um cenário vivido por milhares de pessoas em várias partes do mundo. Se eu me materializasse em frente à uma família que tivesse vivido um fim de sexta feira desses e perguntasse: De onde vem a vossa comida? Acho que pelo menos me olhariam com estranheza,  talvez me atirassem com uma lata de refrigerante(espero que vazia!). 
É triste pensar que a maior parte das pessoas, ao se alimentar, nem faz a mínima ideia da origem do que está a comer, de onde veio ou como foi feito. Quanto mais processado o alimento, mais fácil de ingerir, menos trabalho a manipular e menos tempo para pensar nos milhares de calorias aportados. Esta forma de se alimentar é uma espécie de escravidão hipnotizadora, pois a indústria de alimentação tem os seus pozinhos de pirlimpimpim para que as pessoas se tornem cativas do seu sabor e enriquecer largamente o bolso dos seus donos.
Por outro lado, em outras partes do mundo, outras  pessoas morrem à fome, numa brutalidade atroz,  hipnotizados também,  e atrofiados pela carência, incapazes de agir da melhor forma para combater o seu fim. 
Ambos os extremos são perigosos, levam à morte  aos milhares, mais dia menos dia! 
E mesmo quem está a meio da escala,  pode facilmente descambar para um dos extremos, hoje em dia tudo é possível, com a rapidez com que as situações se modificam.

No meio disto tudo, sinto-me uma pessoa privilegiada. Da maior parte dos alimentos que consumimos cá em casa é possível saber a sua origem. Mas sei que as minhas escolhas também fazem a diferença! E nem sempre é fácil ou cómodo, é preciso perder tempo, andar bem informada e até deixar de comer o que apetece, simplesmente porque não é época ou é potencialmente danoso para o ambiente e para a saúde.

Vou então falar um pouco das minhas opções:
Os produtos hortículas e frutas - É a maior fatia da nossa alimentação. Consumo normalmente produtos da época ou que foram congelados em tempos de fartura e quase todos são de produção familiar, da horta dos meus pais ou sogros(tenho muita sorte por isso felizmente!) O restante compro da Dna.Manuela que é uma produtora local certificada de produtos biológicos e pouquíssimo resta para comprar além disso. Se algo faltar, procuro quase sempre os mercados onde há produtos locais. Com as frutas é um pouco mais complicado, tento que sejam da época ou nacionais ou o extremo inverso compro fruta importada de locais mais pobres, que precisam daqueles poucos cêntimos que ganham para garantir, não uma vida melhor, mas a própria sobrevivência. Comecei a utilizar seriamente esse critério, depois do que li neste livro(obrigada, Rute!). Mesmo que cometa alguma extravagância neste campo, comprando uma fruta tropical rara ou algum legume fora de época sei que pelo menos, com toda a certeza, é um produto saudável.

Peixe e carne - ultimamente não tenho ingerido, mas o resto da minha família sim, aqui é a parte mais difícil e trabalhosa das compras. Peixe, só pescado no mar ou rio, de aquacultura, só se for por engano, prefiro levar menos quantidade do que comprar mais barato, a aquacultura normalmente é uma forma muito poluente e gravosa para o ambiente e bem estar dos animais marinhos. Verifico os peixes que não estejam na lista vermelha. E os melhores peixes, por incrível que pareça, são os mais baratos: a sardinha, o carapau, e não pertencem à lista vermelha! Com a carne, ainda é mais complicado. Carne vermelha, tento que o consumo seja o menor possível. Frangos e perus, evito sempre que posso, comprar os de criação intensiva, o que nem sempre é fácil, principalmente no caso dos perus. Alguns animais simplesmente estão riscados da lista: como vitela, leitão, cabrito, coelho, codorniz, perdiz e caracóis.
Ovos - tento consumir apenas os das galinhas criadas pelos meus pais e sogros , que vivem de forma melhor à solta e alimentadas com produtos naturais, e quando não há(no Inverno), compro ovos biológicos à venda nos hipermercados.
Alimentos processados - não compro pão de forma, aqui em casa o pão consumido ou é integral ou de mistura, pão totalmente branco simplesmente não entra! Bolachas, depois da criança nascer foi difícil evitar, mas tento que sejam das mais simples, Maria, tostadas ou integrais ou biscoitos caseiros. 
Café - Cá em casa uso café de filtro desde sempre, sem querer optei pelo método mais ecológico de consumir esta bebida. Uso café de comércio justo, de uma marca nacional.

Restrinjo o uso de enlatados. O atum, que antes gastava imenso, depois de ver que estava na lista vermelha, restrinjo-o.

Alguns pecados que ainda não consegui evitar - Nectar de pacote, leite pasteurizado, coca-cola, chocolate e açúcar refinado.

É claro que esta forma de nos alimentarmos dá um pouco de trabalho, perde-se algum tempo nas compras e no manuseio dos alimentos. Escolher verduras, armazenar , confeccionar dá mais trabalho do que servir-me de algo pronto. 
Mas sei que no fim, ganho a parada e isso reflecte-se na minha vida. Gasto pouco em farmácia, será reflexo da alimentação? Em grande parte creio que sim! 

Esta forma de alimentação também é mais amiga do ambiente:
- Menor produção de lixo, pelo restrito uso de embalagens.
- Menor emissão de gases, pelo menor gasto de combustível utilizado no transporte dos alimentos e pelo menor consumo de carne (a criação intensiva de animais é uma das maiores responsáveis pela produção de gases efeito estufa).
- Consumir produtos biológicos contribui para a melhoria da fertilidade do solo.  

Poderia ficar aqui o resto da noite a escrever, mas gostaria de publicar isto ainda hoje, no âmbito da Teia Ambiental.

A receita de hoje, já foi publicada anteriormente aqui


Vou só descrever a forma como os ingredientes foram adquiridos:
Batatas, da horta dos meus pais, que fica a cerca de 15 Km de distância de minha casa.  
Beldroegas, erva daninha comestível colhida por mim, de um terreno, quando vinha  para casa, à pé, depois do trabalho.
Cebolas,  mais uma produção da horta paterna
Azeitonas pretas, de produção portuguesa, compradas à granel, na feira local.
Azeite extra-virgem, puríssimo, quase um néctar dos deuses, comprado a um pequeno produtor local.
Sal, marinho, de produção artesanal portuguesa.
Vinagre de arroz, de um produtor português(este, tive que ir olhar o rótulo)
Outra receita do género:

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Palhada colorida com salsichas

Não era esta receita que estava programada para hoje. Aliás quando cheguei à casa, depois do trabalho, não me apetecia nada cozinhar. Mas tenho uma família para alimentar, portanto fui buscar ânimo às minhas reservas de emergência e saiu este prato bem simples, mas que ficou surpreendentemente bom! Está anotado mentalmente para quando a vontade de cozinhar for bem pouca, como hoje. 

Ingredientes(para 2 pessoas)
4 batatas médias
1 cenoura em fios
1/2 beterraba em fios 
1 cebola  pequena cortada em meias luas finas
folhas de couve sabóia(ou repolho) cortadas em juliana fina
folhas de alface cortada em juliana
Azeite, sal, vinagre de arroz e pimenta preta
1 salsicha de soja por pessoa
folhas de rúcula e azeitonas pretas para decorar
Preparação:
Cozer as batatas em água com sal. Entretanto juntar a cenoura, beterraba, couve sabóia,  alface e cebola numa taça, temperar com azeite, vinagre sal e pimenta. Misturar bem para que todos os legumes e verduras fiquem impregnados pelos temperos. Reservar. Descascar as batatas e esmaga-las, se necessário juntar um pouco de leite de soja para conseguir um puré homogéneo. Juntar a salada reservada e mexer até que tudo fique bem ligado. Rectifique temperos. Sirva com as salsichas de soja grelhadas e enfeite com a rúcula e azeitonas.
A foto não está muito apelativa, mas dá para ver a cor bonita que ficou esta palhada. Espero que no fim de semana possa redimir-me com fotos e pratos mais elaborados.


Veja a versão original da Palhada que já fiz aqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Couves de bruxelas gratinadas

A rapidez com que se confecciona um prato vegetariano é outra das vantagens que aprecio neste tipo de alimentação. E rapidez quer dizer economia: de combustível, de energia e de tempo. O nosso corpo também utiliza menos energia para digerir a refeição.
E como poupar deve ser um dos verbos mais presentes no nosso dia a dia, este é mais um motivo para optarmos mais(ou sempre) por refeições vegetarianas. E opções não faltam, cá vos trago mais uma:

Couve de Bruxelas Gratinadas
(Revista Cozinha Semanal Vegetariana n.º 127)

Ingredientes(8 pessoas):
0,5kg de couves de bruxelas
Sal
Azeite para untar
200g de cogumelos
2 colheres(sopa) de sementes de girassol
1 colher(sopa) de gengibre em pó
100 g de  queijo da ilha (usei mozzarella)
2 colheres(sopa) de azeite
2 colheres(sopa) sumo de limão
1 colher (sopa) de molho de soja
Preparação:
Escalde as couves em água a ferver temperada com sal por 5 minutos. Escorra bem e transfira para um recipiente refractário, previamente untado com azeite.
Junte os cogumelos cortados às lâminas finas, as sementes de girassol, o gengibre e o queijo ralado.
Verta por cima a mistura do azeite com o sumo de limão e o molho de sija e leve ao forno a 190ºC, até gratinar. Sirva quente.

Acompanhei com batatas cozidas.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia Mundial do Animal

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Animal. Penso que o comemorei da melhor forma: não comendo nenhum! Brincadeiras à parte, cada vez me convenço mais que o vegetarianismo e tudo o que este estilo de vida representa é o melhor que podemos fazer pelos animais, por nós e pelo Planeta. Vejam os factos:


. A indústria de carne é responsável por 18% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa, ao passo que todos os transportes somados geram 13%.(1).
. A pecuária gera directamente 80% do desmatamento no bioma amazónico (2) e 14% em todo o mundo.
. Somos quase 7 biliões de pessoas na Terra e criamos, para produzir carne, mais de 30 biliões de animais (3) que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, despejam detritos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica.
. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 10 kg de proteína vegetal (milho, soja etc.) (4).
_________
(1) FAO (2009)
(2) Ministério da Agricultura
(3) Incluindo aves, peixes, camarões e moluscos
(4) FAO (2005)

Deixo-vos, então, mais uma opção simples, para uma refeição sem carne.

Pataniscas de legumes
Ingredientes: (para 2 pessoas)
300grs de legumes cortados em juliana (usei feijão verde, cenoura, beterraba, pimento verde e cogumelos)
1/2 cebola picada
1 ramo de salsa
2 ovos biológicos
4 colheres(sopa) de farinha integral
Sal, pimenta preta, alho em pó, orégãos secos
Óleo de amendoim para fritar
Preparação:
Coza os legumes em água fervente temperada com sal por dois minutos. Arrefeça em água fria. Misture os ovos, a farinha e junte os legumes escorridos. Adicione a cebola e a salsa picadas. Tempere com sal e demais temperos. Aqueça o óleo e frite colheradas do preparado. Escorra sobre papel absorvente. Ficam muito boas servidas com arroz de tomate ou de feijão. Acompanhei com salada e sopa.


Outra sugestão:
Pastéis de courgette da Ameixa Seca

O que já escrevi sobre os animais na Teia Ambiental:
Esta noite quero sonhar com morcegos
Os amigos animais

# 9 Segunda feira sem carne

Quando eu era adolescente comecei várias vezes a escrever um diário, mas como nunca fui pessoa metódica, em pouco tempo o diário transformava-se em semanário, em mensário, perdia o caderno, enfim tudo frutos da minha natureza inquieta que quer fazer várias coisas ao mesmo tempo. De certa forma sinto-me redimida ao escrever aqui de uma forma mais disciplinada. Reflecti sobre isto hoje, ao sentir o calor abrasador que nos tem assolado nestes últimos dias e pus-me a pensar como terá sido no ano passado. Se nesta altura já tivesse começado com o blogue era só consultar as publicações, pois o que comemos dá-nos sempre uma pista, além de que o estado do tempo é um tema recorrente e que influencia muito o nosso estado de espírito. Claro que sempre posso consultar o Google, que tem resposta para tudo, o sabichão!

Apesar de não ser metódica e disciplinada, de não fazer ementas semanais, nem ter a dispensa super organizada, com listas e frascos(tenho profunda "inveja" de quem é assim!) procuro alimentar-me de forma equilibrada, embora hoje em dia seja tentador descambar para a comida de plástico ou semi-pronta pois a oferta é muita e o tempo escasso.
Já ouvi, inclusive, algumas pessoas dizerem que não se alimentavam de forma saudável por não terem tempo. Será mesmo verdade? Mas eu penso: se eu que não sou muito ordenada até consigo, porque outros não conseguirão? Vou então descrever um pouco dos meus hábitos:
- Faço sempre uma panela de sopa de legumes variados todos os dias, mesmo que tenha muita preguiça. Às vezes é a primeira coisa que faço pela manhã e enquanto me arranjo fica pronta. Ao almoço se não tiver mais nada, um prato de sopa e mais qualquer coisa já não ficamos mal. 
- Faço sempre salada em todas as refeições, mesmo que o prato principal seja massa ou estufado, tenho de ter sempre algo verde no prato. Às vezes com a pressa são apenas umas folhas de alface, mas tem de ser algo verde.
- Tenho sempre fruta em casa que comemos normalmente ao lanche, em casa/trabalho/escola. 
- Eu não bebo leite, mas levo todos os dias um iogurte para o lanche, que de uns meses para cá tem sido dos de soja.
- Tomamos o pequeno almoço em casa. Além de mais económico é muito mais saudável, pois podemos variar. Não dispenso o pão integral, que tenho em versão tostas para os dias em que não há fresco.

Mas não pensem que fui sempre assim, comer de forma saudável é um hábito como outro qualquer, de início estranha-se mas depois entranha-se. 
Também posso dizer que conto com a ajuda preciosa de meu marido, aliás foi por ele que hoje tenho o hábito de comer sopa todos os dias, ele faz umas sopas óptimas!

E como já vem sendo hábito, hoje foi uma segunda feira sem carne, numa semana vegetariana. Posso dizer que este hábito já está totalmente enraizado.

Almoço:


Salada fresca de arroz integral e legumes
Lembram-se do arroz que acompanhou esta dobrada? Fiz propositadamente mais quantidade, depois foi só juntar outros ingredientes de manhã, conservar no frigorífico e ao almoço foi só servir-me.

Ingredientes(para 2 pessoas):
1 chávena almoçadeira de arroz integral cozido
1 cebola picada
1 cenoura em fios
1/2 beterraba vermelha em fios
1/2 beterraba amarela em fios
3 colheres(sopa) de milho em lata
1 punhado de sementes de abóbora tostadas
1 punhado de sementes de girassol
1 punhado de passas de sultanas
Salsa e cebolinho picados 
Temperos:Azeite, vinagre de arroz, pimenta preta e pitada de sal.
Preparação:
Colocar todos os ingredientes numa taça, temperar e misturar bem. Esta tarefa fica facilitada com duas colheres. Guardar no frigorífico até servir.

Jantar
Apeteceu-me algo mais reconfortante, então fiz umas tradicionais 
Papas de milho 

Ingredientes(para 1 pessoa)
3 folhas de couve galega cortadas como para caldo verde
1 chávena(chá) de água
Farinha de milho amarelo q.b.
2 colheres(sopa) de feijão cozido
Azeite, sal e pimenta.
Preparação:
Num tacho coloque a água a ferver, sal, azeite e pimenta. Junte as couves, deixando ferver 1 minuto. Junte farinha de milho em chuva, aos poucos, até atingir a consistência desejada. Cozinhe por uns minutos, sem deixar de mexer. Junte o feijão, rectifique os temperos e sirva bem quente. 

Outros blogues amigos aderentes às Segundas sem carne:


Estou a participar na Semana Vegetariana.

domingo, 2 de outubro de 2011

Dobrada vegetariana

Mais uma Amizadeia, isto é, uma ideia de amiga, ou ideia amiga que foi concretizada na minha cozinha. Esta série começou com a Rute, e foi nesta publicação e no comentário da Isabel Matos  que eu me inspirei para o almoço de hoje. 
A dobrada ficou magnífica, bem apurada e até o aspecto ficou parecido com a original e aquecida ainda ficou melhor, como é habitual nas feijoadas. Vai ser um prato a repetir com certeza porque até os mais cépticos gostaram do resultado. O acompanhamento, em vez do habitual arroz branco, foi arroz integral e salada verde com tomate.
A sobremesa, foi também vegan, já publicada aqui hoje. Tudo se conjugou para um almoço delicioso e saudável. E rápido de fazer e de digerir, para nos deixar bem dispostos para esta dobrada de Verão.

Mas o melhor de tudo foi saborear este prato sem culpas, sabendo que nenhum animal foi sacrificado para que eu me alimentasse. 

Ingredientes(para 4 pessoas):
2 chávenas(chá) de feijão branco cozido
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
2 colheres(sopa) de azeite
1 cenoura grande cortada em cubos
1/2 pimento verde em tiras
200grs de cogumelos pleorotus cortados em tiras grossas
1 chouriço de soja (opcional)
4 colheres(sopa)de molho de tomate(usei caseiro)ou 1 tomate grande sem pele picado
folhas de couve sabóia ou repolho q.b.cortadas em juliana
Sal, pimenta preta, cominhos em pó, caril e 1 folha de louro.
salsa e cebolinho 
Preparação:
Num tacho verta o azeite, junte a cebola, o alho picado, o chouriço de soja (se utilizar), o pimento, a cenoura e a folha de louro. Leve ao lume e deixe amolecer a cebola. Junte os cogumelos cortados em tiras. Em seguida adicione o molho de tomate (ou o tomate picado). Deixe apurar um pouco e junte o feijão branco. Se necessário, adicione água a ferver. Tempere, tendo o cuidado de usar os cominhos e caril com cuidado, é melhor colocar pouca quantidade de cada vez. Se achar que o caldo está pouco apurado, retire cerca de 2 colheres de sopa de feijão e esmague-o, juntando novamente ao tacho. Quando a dobrada estiver quase pronta, junte a couve e deixe levantar fervura. Rectifique temperos e desligue. Polvilhe com salsa e cebolinho picados.
Sirva com arroz integral solto, e se quiser salada.