quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Transformação


A minha inspiração parou um momento. Que sei eu da morte, se nunca a presenciei de perto…

Mas será mesmo que nunca senti a morte? 

O bebé que eu fui, onde está? Morto! Dele só tenho retratos amarelados para recordar. 

E a criança que um dia brincou à roda e aprendeu a ler? Está algures congelada no tempo e não passa de uma mera lembrança. 

A adolescente voadora estacionou no céu como uma estrela imóvel, apenas vive dentro da minha imaginação, está morta para a realidade carnal. 

A jovem esbelta, que sempre se achou imensa, com uma vida enérgica e que gostava de sair à noite, adormeceu para sempre num domingo de manhã e nunca mais acordou. 

A noiva, que no dia 15 de Setembro, de há 9 anos, entrava pela capelinha de braço dado com o seu amor, está aprisionada dentro de um grosso álbum de fotografias guardado numa arrecadação, com o sorriso de felicidade cristalizado para sempre no rosto. 


A mãe recente com o bebé nos braços, ansiosa por saber se o seu choro era de fome ou de dor, não existe mais… e até o bebé que acarinha está morto, incontestavelmente morto. Rapidamente, sem tempo para pensar os anos transmutaram-se em minutos, e viu-se a mãe com uma criança pequenina, que também já se foi embora a correr atrás de uma bola e hoje é uma criança grande, que desenha uma letra muito redondinha, mas que também sucumbirá. 

Quantas mortes já assisti e assistirei, sem pesar, sem luto e sem direito à lápide no túmulo, porque só me apercebo delas quando o esqueleto já virou pó e o arrependimento surge, de não ter convivido melhor com estes outros "eus", de não os ter tratado bem. Resta o amargor por não ter agido de outra forma em diversas situações que agora já não voltam mais. 

Que saudades tenho dessas pessoas que fui e que agora não existem mais! Acredito, como algumas tribos, que a máquina fotográfica rouba-nos a alma e ela permanece aprisionada no papel e na lembrança daquilo que fomos.

Se eu me debruçar sobre o abismo do passado sinto a morte em todos os cantos, vejo todas aquelas que fui a afastarem-se até se tornarem pontos minúsculos...a pessoa de ontem, que fazia compras num supermercado, ainda me agarra pela mão, mas também se afastará e se perderá no esquecimento.

Mas atrás de mim sinto a doce brisa da expectativa, para que o “eu” de hoje exista é preciso que eu tenha algum dia desaparecido naquelas muitas formas. É preciso que o Outono venha, para caírem as velhas folhas, para que adubem o que serei, para que eu floresça e dê frutos! Não tenho medo desta morte, ela é sabedoria, é renovação, é conhecimento!
É o ciclo se renovando, como a natureza, que nunca morre, apenas se transforma, assim somos nós…


Um dia as folhas caíram, a geada cobriu a terra, choveu, o rio engrossou o seu caudal,  apodreceram as folhas, tudo aquietou-se. O sol surgiu, os rebentos espreitaram e cresceram e treparam, as folhas verdes e espinhos cobriram a margem do rio, floresceram, alimentando abelhas e criaram frutos quase negros, que eu carinhosamente colhi, numa tarde de verão e que transformaram-se num delicioso bolo.


CUCA DE AMORAS

Receita daqui

INGREDIENTES DA MASSA :
3 ovos inteiros
1 chávena (chá) de leite
1/2 chávena (chá) de óleo
1 chávena (chá) de açúcar 
2 chávenas (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

COBERTURA :
1 chávena (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga (usei margarina vegetal)
4 a 5 colheres (sopa) de açúcar 
1 colher (sopa) de canela em pó ou a quantidade que gostar
2 chávenas (chá) de amoras bem cheias
 
Preparação:
COMECE COM A FAROFA : Retire os cabinhos das amoras, lave -as e escorra bem. Reserve. Misture todos os outros ingredientes com as pontas dos dedos até obter uma mistura húmida e granulosa. Reserve.

FAÇA A MASSA: Coloque todos os ingredientes no copo do liquidificador, começando pelos líquidos e bata até ficar homogêneo.
Coloque a massa em uma forma rectangular de aproximadamente 32x22cm, untada e enfarinhada.
Por cima da massa distribua as amoras e por cima delas salpique a farofa, se os grumos estiverem grandes esmague-os com os dedos antes de salpicar.
Leve ao forno médio até dourar, teste inserindo um palito que deverá sair seco, a farofa de cima não costuma ficar muito dourada, então preste atenção nas laterais do bolo.

Esta foi a minha participação no 7º tema, a Morte, da Blogagem Colectiva Fases da Vida.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

# 6 Segunda sem carne

As segundas feiras começam a ficar complicadas, assim como o resto dos dias da semana de uma mãe que trabalha fora de casa. As férias escolares estão a acabar e começa a rotina das aulas, actividades, estudos... é uma ocupação sem fim a acrescer ao trabalho e vida doméstica. Até me sinto cansada a pensar nas inúmeras actividades do meu dia a dia. 
Mas não é por isso que a boa alimentação e um pouco de actividade física tem de ser  postos de lado. É muito difícil conciliar para que tudo corra harmoniosamente, mas um pouco de planeamento ajuda bastante, porque ao ingerir bons e variados alimentos tenho energia para aguentar um dia cheio e se ao fim do dia ainda conseguir encaixar um tempo para uma caminhada, sei que estou no caminho certo para ter a saúde sem problemas. Actualmente tenho o privilégio de poder fazer as refeições em casa junto da família, é tudo um pouco corrido, mas já tive a experiência de comer fora, por trabalhar longe e acabei por optar em levar o almoço de casa, pois o meu organismo ressentiu-se às refeições constantes nos restaurantes. 
Faço uma grande panela de sopa todos os dias, com os melhores legumes e verduras, de preferência biológicos e tenho sempre fruta e salada. Opto por fazer comida a mais no jantar para que sobre e há os congelados que ajudam bastante. Conto com a ajuda imprescindível do meu marido. E assim tudo vai correndo bem e por enquanto a farmácia não enriquece connosco!

A pensar no dia de hoje, ontem preparei a panela de sopa habitual e aproveitando que o forno foi ligado para preparar o bolo de figos e um quibe de vegetais (publicarei em breve) para o almoço de ontem, preparei uma caponata, já que agora as beringelas estão em alta por aqui. Este antepasto de origem siciliana pode ser confeccionado de diversas maneiras, e é óptimo para compor uma sanduíche, como acompanhamento de massa ou simplesmente  puro com uma salada verde. Eu faço uma mistura um pouco a olho e ao meu gosto. 
Ontem fiz assim:
Caponata (ao meu jeito)
Cortei uma beringela, que era gigante, equivalente a 2 médias, em pedaços irregulares e deixei-os de molho em água com sal por mais ou menos 30 minutos, para retirar algum amargor. Num tabuleiro de ir ao forno(usei de barro) coloquei uma cebola em meias luas, três dentes de alho picadinhos, azeitonas pretas sem caroço em pedaços, 1pimento verde e 1 vermelho às tiras(usei congelado), 1 grande tomate aos pedaços e sem pele. Acrescentei a beringela, bem escorrida. Temperei com pimenta preta, noz moscada, páprica doce, mais um pouquinho de sal, orégãos secos, salsa, 2 folhas de louro e reguei com azeite. Envolvi tudo muito bem e coloquei o tabuleiro ao meio do forno em temperatura média para cozer lentamente. De vez em quando mexi. Quando a beringela e os pimentos estavam cozidos, retirei a caponata do forno e acrescentei um pouco de vinagre (usei de arroz, pois não gosto muito do sabor intenso à vinagre), 2 colheres de sopa de alcaparras e uma mão cheia de passas(sultanas). Misturei bem e coloquei o resultado num frasco esterilizado. Depois de fria guardei no frigorífico.

Pequeno almoço
Simples, mas delicioso: Pão com doce de figo(em breve por aqui!) e café.

Almoço:
Regalei-me com uma sanduíche de caponata levemente aquecida no microondas acompanhada de alface. Sobremesa: melão fresquinho.

Jantar
 Sopa de legumes, tostas integrais e uma taça de maçã cozida. 

E ainda consegui fazer uma boa caminhada ao fim da tarde!
Estou realizada...e exausta!
 Beijinhos a todos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bolo caramelizado de café e figos

O meu balde de figos está quase a chegar ao fim, mas foi muito bem aproveitado. Hoje fiz um bolo que uniu duas de minhas paixões alimentares: café e figos. Apercebi-me que ainda não tinha publicado nenhuma receita com café, uma falha imperdoável contra o ingrediente que inspirou o nome do blogue e que faz parte da minha vida desde que me conheço por gente, ou seja desde que fui finalmente libertada do sacrifício de beber leite, mais ou menos aos 12 anos, quando os meus pais se convenceram que ir para a escola enjoada todos os dias era menos vantajoso do que o cálcio que eu ingeria daquele copo tomado com repugnância todas as manhãs. Desde essa época os meus pequenos almoços foram sempre acompanhados de café simples, naquela altura com açúcar, hoje aprecio-o puro, no seu sabor pleno.

Do livro Sobremesas saudáveis, de Adriana Ortemberg
Para 6 a 8 fatias
60 grs de açúcar de cana integral
10 figos frescos de cultivo ecológico (usei 8)
4 ovos caseiros, separando as gemas e as claras
2 colheres de sopa de café de cereais solúvel (usei café "verdadeiro" solúvel)
90 grs de farinha de trigo integral
1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Preaquecer o forno a 180ºC.Untar com manteiga ou óleo uma forma com 20 ou 22cm de diâmetro e polvilhar toda a superfície com uma colher de sopa de açúcar (para precaver possíveis desastres, eu utilizei óleo em spray e forrei o fundo da forma com papel vegetal, que também untei).Lavar bem os figos, cortar ao meio na longitudinal e colocar no fundo da forma com a parte plana virada para baixo.
Bater as gemas com o resto do açúcar integral numa taça até obter uma mistura cremos. À parte, misturar a farinha, o bicarbonato e o café solúvel e adicionar tudo gradualmente aos ovos. Por fim, bater as claras em castelo e acrescentar ao preparado anterior, primeiro juntando só algumas colheradas para diminuir a densidade da mistura e depois incorporando o resto com uma espátula de borracha em movimentos envolventes.
Deitar a pasta na forma sobre os figos e levar a cozer durante 25-30 minutos. Verificar se está cozida introduzindo um palito, que deve sair sem restos de massa agarrados.
Retirar do forno e desenformar logo(caso contrário, o caramelizado do fundo ficará pegado à forma). O resultado final é um excelente bolo húmido.
Notas:
- O bolo ficou pouco doce e com um sabor intenso a café, contrastando com o figo doce e macio. Eu gostei, mas os mais "formiguinhas"poderão queixar-se, portanto poderá ser necessário acertar a quantidade de açúcar.
- Na foto do livro, o bolo parece ter mais caramelo, talvez seja melhor polvilhar com mais açúcar ou não usar o papel vegetal (embora eu não arrisque!).

domingo, 11 de setembro de 2011

Que maçada!

O que fazer quando nos trazem um saco cheio de maçãs? Maçãs biológicas, sem tratamento, algumas até vinham com brinde :)
Foi uma grande maçada...ou melhor marmelada, mas só que de maçã, em vez de marmelos...
A receita, fiz esta, bastante prática, da Susana, do blogue Se7e Pecados, que uso também para os marmelos e que dá sempre certo! Para as maças omiti a água e o sumo de limão e acrescentei 1 pau de canela. 
Já ofereci uns recipientes e parece que ninguém ficou "maçado" ao come-la.

Ingredientes:
1,3kg de maçãs
700g açúcar
1 casca de limão e 1 pau de canela
Preparação:
Lave as maçãs e corte-as em 4 e retire a totalidade do pé e caroço, mas não a casca. De seguida coloque-as na panela de pressão juntamente com os restantes ingredientes.
Tape a panela e depois de começar a fazer barulho regule o lume para o mínimo. Deixe cozer durante cerca de 30 minutos. Deixe sair a pressão e abra a panela. Triture tudo muito bem com a varinha mágica.
Distribua por taças não muito grandes e deixe arrefecer. Pincelar com aguardente(ou rum, ou vodka), cobrir com papel vegetal e deixar secar um pouco ao sol.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Salada de figos com tofu

Cheguei ontem à casa e encontrei um balde de figos que o meu marido trouxe de casa da mãe. Para uma "figómana" como eu, foi incrível como consegui resistir e não comecei a devora-los todos. Até agora fiz uma salada, doce de figo, ofereci alguns a uma amiga e ainda tenho uns quantos, que estou a pensar utilizar num bolo. Vou começar com a salada, que ficou uma loucura de boa e é muito fácil de fazer!

Ingredientes(para 1 pessoa):
1 mão cheia de folhas para salada(usei rúcula, alface e chicória)
50 grs de tofu ao natural
2 figos frescos
amêndoas e sementes de sésamo
Molho:
1 colher(chá) de mel
1 colher(sopa) de azeite
1 colher (sopa) de vinagre de arroz
1 colher(café) de mostarda
sal
Preparação:
Comecei pelo molho, misturando todos os ingredientes numa tacinha. Coloquei o tofu numa taça com um pouco de água e levei ao microondas por um minuto, em potência máxima. Deixei esfriar um pouco, cortei aos pedaços e juntei ao molho misturando bem. Reservei por 15 minutos. Entretanto arranjei as folhas(que eram fresquinhas, colhidas no dia e biológicas, uma delícia!) e dispus num prato. Cortei os figos em quartos e juntei-os às folhas. Espalhei o tofu com o molho por cima, polvilhei com as sementes de sésamo e as amêndoas cortadas em pedaços.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os amigos animais

Quem me conhece bem sabe que eu nunca quis ter um animal de estimação. Já vem desde a infância esta tendência, e não foi por falta de tentativa dos meus pais. Sei que isso choca muita gente, já fui taxada de insensível e algumas pessoas pensam que não gosto de animais. Mas é justamente o contrário do que sinto! No meu mundo ideal e perfeito, eu imagino o ser humano num estágio tão avançado que prescindirá de domesticar os animais, deixando que eles vivam no seu habitat natural, co-existindo todas as espécies em equilíbrio, talvez uma continuação do Génesis, do Velho Testamento. Será utopia?
Não suporto ver pássaros engaiolados, peixes em aquários, ratos e porquinhos-da-índia a correr histéricos nas rodinhas, tartaruguinhas solitárias em mini ilhas, gatos e cães trancados em apartamentos, sozinhos o dia inteiro, à espera do fim do dia para um afago do dono. Não suporto ver animais sofrerem pelos seres humanos e por reflectir mais a fundo nisso, estou gradativamente a deixar de comer carne, porque penso que a maioria das pessoas se tivessem de matar os animais por suas próprias mãos, para se alimentar, jamais comeriam carne, basta um despertar de consciência (não é Rute?), um clique, para nos fazer pensar de onde vem o que colocamos no prato. Lembro-me em pequena dos meus pais criarem coelhos para consumo e quando um desaparecia, ficava tão triste e nem pensava sequer em tocar no prato. São as tais incongruências (ou não) da minha personalidade.
Não é porque não tenho um cão ou um gato a viver comigo no apartamento que não gosto de animais. Aliás a própria expressão "gostar de animais" quanto a mim é profundamente contraditória, como se o “amor” fosse a única forma de manter vivos os animais. Será que se deixarmos de “amá-los” eles morrerão? Para mim o amor tem um sentido mais abrangente, de liberdade, e não de posse e domínio…
Quando se tem uma criança a viver connosco tudo se complica ainda mais, pois a minha filha contrariamente ao que eu era, pede-me constantemente para ter um animal de estimação; pede-me constantemente para ir ao circo (lugar que jamais gostei de ir), e por mais que tente lhe transmitir os meus pontos de vista, na maior parte das vezes o peso da sociedade se impõe.

A situação causada pelo homem com a domesticação e uso dos animais (tráfico ilegal de espécies, caça furtiva, uso de peles e partes de animais, consumo exagerado de carne, leite e ovos, etc) e a destruição do meio ambiente levam e levarão à extinção várias espécies e se formos mais além, até de nós próprios.

Há um tempo atrás se me convidassem para ir a um Jardim Zoológico, não era um programa que gostasse de fazer, achava sempre deprimente. Hoje em dia a minha opinião está a mudar, frequento várias vezes por ano o Zoo de Lourosa, o único Parque ornitológico do país, que se dedica inteiramente às aves. Lá vivem várias espécies, dos 5 Continentes, algumas ameaçadas, em que dentro do exequível tenta-se recriar o seu habitat natural, para que seja possível a sua continuidade. Realizam-se várias acções educativas por ano, todos os alunos do concelho visitam este espaço, conhecendo as várias espécies, seus hábitos, a alimentação, os perigos que enfrentam, tudo isso dentro de um amplo espaço natural, onde não falta um parque infantil e esplanada.

No meu sonho do futuro (sei que terei de viver milhares de vidas até que isso aconteça!), não será preciso existir estes lugares, pois o homem tomará consciência do equilíbrio da natureza, o seu conhecimento será usado para melhorar o ambiente, permitindo que todos os seres vivam plenamente, em liberdade, e até o Homem não será mais escravo de si próprio no dia em que se libertar do “ter” porque tudo já lhe foi dado, só é preciso respeitar…
Hoje não deixo nenhuma receita, apenas uma sugestão, deliciosa, natural e vegetal:

Um delicioso prato de fruta fresca!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

# 5 Segunda sem carne


Parece que o Verão está a despedir-se. Hoje o dia foi soalheiro, mas já se sente aquela brisa mais fresca que agita as folhas das árvores tornando-as cor de prata: este costuma ser o primeiro sinal que o meu cérebro acusa da chegada próxima do Outono, e esta estação já pede comidas mais quentes para “aconchegar” o estômago. Não é por ser composta apenas de vegetais que a comida terá de ser insípida e pouco saciante, antes pelo contrário, os estufados e molhos ficam mais coloridos e apurados, especialmente com a ajuda das leguminosas e as especiarias que dão o toque final.
Hoje, a minha primeira segunda-feira, depois das férias :( foi assim:
Pequeno-almoço:
Pão barrado com compota de maçã e tomate, cuja receita publiquei aqui ontem, e uma chávena de café. Apetecia-me cobrir o pão com uma camada generosa de compota, mas a balança não quer colaborar nisso.

Almoço:
Alheira vegetariana salteada com nabiças e espinafres
Levei ao lume uma frigideira anti-aderente sem nada. Acrescentei o recheio de ½ alheira vegetariana, cebola e alho picadinhos. Deixei apurar. Entretanto arranjei uma boa mão cheia de nabiças e espinafres. Desliguei o lume e mexi bem, para murchar as folhas e misturar tudo. Polvilhar com sementes de sésamo. Servi com salada de tomate e alface e tostas integrais.
Sobremesa – 1 tangerina
Muito importante - Os alimentos ricos em vitamina C facilitam a absorção do ferro proveniente dos vegetais, daí a combinação verduras de folha verde escura + tangerina!

Jantar:
Farinha de pau veggie
Já falei da farinha de pau aqui. É uma comida tradicional, que se dava aos bebés quando começavam a comer as primeiras sopinhas. Hoje em dia, parece que está um pouco fora de moda, mas lembro-me, na minha infância de ver o meu avô regalar-se com um pratinho dela quentinha. E como quem sai aos seus não degenera adoro um pratinho de farinha de pau quando o tempo começa a esfriar. Hoje fiz uma versão completamente vegetal e ficou deliciosa, a partir de hoje é a minha preferida!

Arranjei uma mão cheia de nabiças e cortei-as em juliana. Reservei. Num tachinho dispus: cebola, alho, ½ cenoura, 1 tira de pimento vermelho e feijão verde, tudo bem picadinho, reguei com um fio de azeite e levei ao lume até que a cebola murchasse. Acrescentei 1 colher de sopa de feijão cozido e 1 colher sopa de molho de tomate caseiro (pode substituir por ½ tomate sem casca). Temperei com 1 pitada de açúcar, molho de soja, 1 pitada de sal, noz-moscada e pimenta Assim que o molho começou a ferver juntei cerca de ¾ de chávena de água a ferver. Juntei 2 colheres (sopa) cheias de farinha de mandioca, em chuva, e mexendo rapidamente para não ficarem grumos. Acrescentei as nabiças cortadas, mexi, rectifiquei temperos e desliguei. Servi, polvilhada levemente com parmesão vegan (receita aqui).
Soube tão bem!

Entre as refeições, intercalo fruta, iogurte de soja e umas bolachinhas integrais e claro, água, muita água!