segunda-feira, 16 de maio de 2011

No aproveitar é que está o ganho - Queijadas de pão

Mais uma receita económica cuja base é o aproveitamento de um alimento que todos nós juntamos em casa: pão. Ninguém dirá que estas queijadinhas são feitas de pão recesso, são deliciosas e óptimas para piqueniques e festas de crianças.
Ingredientes:
2 pãezinhos ou carcaças secas
2 dl de leite(ou mais, depende do tamanho e grau de secura do pão)
200grs de açúcar
2 ovos
1 colher(sopa) de queijo ralado(dispensável)
1 colher(sopa) de manteiga à temperatura ambiente
1 colher(chá) de fermento em pó
40 grs de coco ralado
sumo de 1 laranja
Caixinhas de papel ou forminhas de silicone
Preparação:
Ligue o forno a 180ºC. Coloque 12 formas de queques ou empadas em cima do tabuleiro do forno e disponha, dentro de cada forma, uma caixinha de papel, ou use forminhas de silicone.
Corte o pão em pedacinhos, deite-os para uma tigela, regue-os com o leite e deixe repousar um pouco e regue com o sumo de laranja. Depois deite no copo do liquidificador (ou use a varinha mágica), junte o açúcar, os ovos, o queijo ralado, a manteiga , o fermento e o coco ralado, ligue e deixe bater bem até obter uma mistura lisa, se ficar uma massa muito dura acrescente um pouquinho mais de leite.
Divida o preparado anterior pelas caixinhas(ou forminhas de silicone) sem encher demasiado e leve ao forno durante 20 minutos. Verifique a cozedura, retire, deixe arrefecer(e desenforme, se usou forminhas)e sirva, se quiser polvilhados com açúcar em pó.

domingo, 15 de maio de 2011

Aprendendo a voar

Antes de começar a ler,  espere a música tocar... também faz parte da mensagem.

"A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar.
Para a maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer. Para esta gaivota, no entanto, o importante, não era comer, mas voar.
Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota adorava voar. 
Como veio a descobrir, esta maneira de pensar não o fazia muito popular entre as outras aves.
Até os próprios pais se sentiam desanimados ao verem que Fernão passava os dias sozinhos, a experimentar, fazendo centenas de voos rasos."
Na adolescência, como quase todos nós, fui como Fernão Capelo Gaivota, o personagem do livro de Richard Bach, à descoberta da melhor maneira de voar. E o meu voo, deu-se pela descoberta da leitura. Para mim, como para Fernão, os livros não serviam apenas para aprender o básico na escola, eram muito mais do que isso, faziam-me voar, imaginar outros mundos, outros rostos e sobretudo aprender, aprender e aprender cada vez mais... Passava horas e dias a fio, sozinha a "voar"com os livros. Qualquer tema servia, lia tudo o que me caía às mãos, panfletos, revistas, livros...A biblioteca era o melhor sítio do mundo. É claro que essa maneira de ser não me fez muito popular entre as outras "aves" e inclusive entre os membros da família, que me achavam um pouco esquisita, mas a atracção pelo conhecimento era mais forte do que eu...
"Vou sentir a tua falta, Fernão - foi tudo quanto disse.
Henrique, que é isso? - exclamou Fernão, reprovador - não sejas tolo! Afinal, que tentamos nós aperfeiçoar todos os dias?
Se a nossa amizade está dependente de coisas como o espaço e o tempo, quando finalmente os ultrapassarmos, teremos destruído a nossa irmandade.
Ultrapassado o espaço, tudo o que nos resta é Aqui. Ultrapassado o tempo, tudo o que nos resta é Agora. E entre o Aqui e Agora, não achas que nos podemos encontrar uma ou duas vezes?"
A verdade é que eu não era muito popular na escola, não jogava bem ao voleibol, não ligava patavina aos ídolos da moda, não usava as sapatilhas de marca, mas tinha amigos, poucos, mas tinha...
E as nossas conversas eram muito filosóficas ou não...Gostávamos de traduzir as letras do John Lennon, escrevendo-as em cadernos com recortes, ou interpretar as poesias do Vinicius, ou discutir por uma causa humanitária: a seca no Nordeste Brasileiro, a desigualdade social, aprender os sinais do alfabeto dos surdos, coleccionar selos, papel de carta, tantas coisas...e tudo era muito intenso, pois as hormonas nos faziam fervilhar, como um rebentar de folhas na primavera ou como uma gaivota a descobrir o voo. E embora, eu tenha perdido o total contacto físico(o Aqui) com esses amigos, foram estes momentos que ficaram e que formaram o ser o que sou (o Agora), e por isso estou sempre a encontra-los na curva de um voo...
Na adolescente que fui e que fomos todos(e que serão os nossos filhos, netos, sobrinhos...)não passávamos de gaivotas que queriam aprender a voar, que "fugiram"da gaiola dourada da infância para descobrir o mundo...As maneiras de voar são muitas e muitos são os que se atrapalham pelo caminho. Com amor, compreensão e confiança o voo é mais fácil e já que por lá passamos, a lembrança não pode ser apagada, temos que ser aquele que espera, aquele que observa o voo daqueles que estão a aprender e quem sabe aprender também uma outra maneira de voar...porque afinal estamos sempre em eterna evolução.

Bem, depois de uma mensagem tão filosófica, e apesar de gostar de voar, também gosto de comer, por isso a receita de hoje leva sardinha, para uma gaivota esfomeada e que amanhã vai a um piquenique:
Bolo de sardinha 
Para a massa, bater no liquidificador, os seguintes ingredientes:
12 colheres de sopa de farinha de trigo 
3 ovos inteiros
1 chávena de chá de óleo
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de fermento
2 chávenas de chá de leite
Deitar metade da massa numa forma de bolo inglês untada e enfarinhada. Por cima deitar o recheio, constituído por cebola cortada às meias luas, 1 lata de filetes de sardinha em azeite(sem pele ou espinhas) e salsa picada. Deitar o resto da massa. Levar ao forno 180º C até cozer, cerca de 30 minutos.

E foi esta a minha participação na Blogagem Colectiva Fases da Vida: Adolescência


terça-feira, 10 de maio de 2011

Biscoitos de coco e natas, da Cozinha da Mariana

Quando vi esta receita de biscoitos no blogue fantástico Na cozinha da Mariana, não pensei duas vezes e corri para a minha cozinha para os experimentar. Tive que usar um pouco de amêndoa ralada pois não tinha coco ralado suficiente. Ficaram tão bons, que a minha filhota não parava de os comer, tive de esconder a lata...São fáceis de fazer e não são muito doces, o que achei óptimo. Para a próxima vou experimentar com natas de soja, deve resultar bem. A receita está aqui, vou escreve-la abaixo com a modificação que fiz. 

Obrigada, Mariana, pela receita maravilhosa!

Ingredientes:
1 pacote de natas(creme de leite fresco)
1 ovo
1 colher(sopa) bem cheia de margarina(usei manteiga)
100grs de açúcar
40 grs de coco ralado
60 grs de amêndoa moída
250 grs de farinha(mais ou menos)
1 colher(chá) de fermento em pó
Preparação:
Misture bem todos os ingredientes colocando, se for preciso, mais farinha de modo a ficar uma massa não muito pegajosa.
Dê a forma desejada(usei o dispara-biscoitos) e disponha num tabuleiro(forrei com papel vegetal). Leve ao forno pré-aquecido a 180º. Deixe ficar até alourarem(mais ou menos 8 minutos).

domingo, 8 de maio de 2011

No aproveitar é que está o ganho - Biscoitos de frutas cítricas

Quando descascar laranjas, limões ou limas não deite as cascas fora. Guarde-as e faça estes biscoitos. Verá que não se arrepende. Se forem frutos biológicos, basta lavar bem a fruta antes de descascar, se não, proceda como nos ensinou a Josy, aqui, para "descontaminar" a casca. Evite que as cascas tenham aquela parte branca, que poderá dar um sabor amargo ao biscoito. Vá guardando as cascas dentro de um recipiente fechado, no frigorífico até ter a quantidade pedida na receita. Não experimentei congelar, mas provavelmente dá. Também não utilizei casca de tangerina, mas o resultado deve ser bom.

Ingredientes (para 40 biscoitos pequeninos)
60 grs (1/2 chávena) de amêndoa sem pele, bem picadas(usei moída, para a próxima utilizarei apenas triturada)
60 grs (1/2 chávena) de cascas de frutas cítricas variadas, bem picadas(utilizei laranja, limão(limão siciliano) e lima(limão, no Brasil)
45 grs (1/3 chávena) de farinha de trigo
60 grs (1/4 chávena) de manteiga, cortada em cubinhos(para a próxima usarei menos quantidade)
60 grs (1/4 chávena) de açúcar 
Preparação:
Pré aqueça o forno a 180ºC. Unte o tabuleiro do forno e forre com papel vegetal, ou use um tapete de silicone(como eu fiz). Misture as amêndoas com a casca de frutas, em uma taça. Acrescente a farinha. Em outra taça, bata a manteiga com o açúcar até obter um creme leve. Junte a mistura de amendoas e mexa bem. Coloque colherinhas de chá dessa massa no tabuleiro preparado.
Pressione levemente com um garfo e leve para cozer durante 8-10 minutos, ou até que os biscoitos comecem a dourar e endurecer.
Espere alguns minutos e então retire os biscoitos do tabuleiro. Deixe esfriar completamente.
Guarde em recipiente com tampa hermética.

Estão servidos, de uma chávena de café?

sábado, 7 de maio de 2011

Esta noite quero sonhar com morcegos…

Mais uma vez a inspiração para a participação nesta Teia Ambiental veio de uma situação ocorrida no meu quotidiano.
Depois de uma noite mal dormida, causada pelo barulho da festa da queima das fitas do Instituto cá da cidade, tive que ir trabalhar, como quase todos os comuns mortais. 
A minha colega de trabalho, observando as minhas olheiras e o meu estado meio catatónico perguntou-me: Então o que é se passou…
Depois de eu contar que quase arejei a capa de estudante e fui juntar-me à festa, porque mais valia, dado que o barulho era tanto…
E tu não fazes nada! dizia ela. 
Esta situação já ocorre tantas vezes, ao longo do ano e por tantos anos, e depois de ligar à polícia montes de vezes e não ter acontecido nada, uma pessoa acaba por se acomodar. 
A minha colega, bem dormida e indignada, resolveu telefonar à uma outra colega nossa, Engenheira do Ambiente e perguntar se era possível e legal, este barulho todo ocorrer a tais horas da noite e bla, bla, bla…Desligou o telefone e disse quase tudo o que eu já sabia. A Câmara Municipal pode autorizar especialmente estas festas e como as pessoas não tem se manifestado por escrito, as situações tem ocorrido com alguma frequência, inclusive, pondo em causa a existência de uma espécie de morcego, em vias de extinção, que habita o parque existente na cidade…
De repente do meu estado letárgico, as minhas antenas ambientais ligaram-se automaticamente com as palavras extinção e espécie ameaçada e a partir daí resolvi pesquisar sobre estes animais e o que descobri foram coisas incríveis, que resolvi partilhar convosco hoje e agora já acho que vale a pena lutar um pouco mais pelo meu sono justo e pela existência dos morcegos.

Por coincidência ou não, descobri que este ano é o Ano do Morcego (não, não é o horóscopo chinês!).
O declínio de muitas espécies de morcegos a nível mundial, levou ao lançamento, pelo Programa do Ambiente das Nações Unidas e pelo Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus, do Ano do Morcego, a celebrar nos anos de 2011 e 2012.
Existem mais de 1100 espécies de morcegos no mundo, totalizando cerca de 1/5 de todos os mamíferos. A enorme diversidade dos morcegos reflecte-se na sua ecologia, aspecto e dimensão. Os maiores morcegos são chamados raposas-voadoras, estas podem ter até 2m de envergadura e pesar até 1.5 kg. No outro extremo, está uma espécie de morcego que pesa apenas 2 g e é considerada o mamífero mais pequeno do mundo. Só não existem morcegos na Antárctica. Os morcegos em Portugal são todos pequenos. No nosso país existem 27 espécies, todas protegidas e muitas delas ameaçadas de extinção.
O que comem
Os morcegos tem a dieta mais variada entre os mamíferos, pois podem comer frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes e sangue. Somente três espécies se alimentam exclusivamente de sangue: são os chamados morcegos hematófagos ou vampiros, encontrados apenas na América Latina e no Sul do México.
Onde vivem
Os morcegos podem abrigar-se em diversos locais, mas os mais utilizados são as árvores, os edifícios e as cavidades subterrâneas, como grutas e minas.
Algumas espécies vivem ainda em fissuras nas rochas.
Hibernam
Em climas temperados, como é o caso de Portugal, os morcegos hibernam durante os meses mais frios do ano.
Quanto tempo vivem
Os morcegos têm uma longevidade excepcional.
Em média os morcegos vivem três vezes mais do que outros mamíferos não voadores com os mesmos tamanho e taxa metabólica. Assim, por exemplo, foram já registados na natureza, morcegos de Brandt (7g de peso) com 41 anos de idade e morcegos-de-água (9g) com 28 anos de idade.
Como se orientam
Em geral os morcegos vêem bem, mas a visão é por vezes insuficiente no escuro. Por isso, os morcegos utilizam também a ecolocalização, para navegar e localizar as suas presas.
Benefícios
Apesar da má imagem que os morcegos têm, estes animais são de facto inofensivos e dado que são sensíveis a elevados teores de poluição, particularmente de pesticidas, são importantes indicadores da qualidade do ambiente.
Os morcegos são também importantes no controlo das populações de insectos, muitos dos quais podem ser vectores de doenças ou pragas agrícolas.
Importa também salientar que os morcegos contribuíram para o desenvolvimento de diversas aplicações humanas, como o radar e os anticoagulantes e continuam a ser a base para estudos de aerodinâmica e de sistemas de orientação para invisuais.
Em algumas regiões tropicais os morcegos que se alimentam de frutos e néctar são agentes importantíssimos na polinização e dispersão de sementes de muitas espécies de plantas.
E agora uma bela tarefa dos morcegos:
Os guardiões nocturnos da biblioteca
Biblioteca do Convento de Mafra
Duas das mais antigas bibliotecas de Portugal: A Biblioteca Joanina, em Coimbra, e a Biblioteca do Convento de Mafra têm guardiões muito especiais: em ambas, colónias de morcegos voam livremente, à noite, e asseguram a conservação dos livros. Os morcegos comem os insectos que habitualmente vivem nos livros, e que acabariam por degradar o papel. Estes animais nocturnos, silenciosos, são assim exemplo de uma simbiose particular com alguns dos tesouros culturais do país.

Depois destas informações espero que agora vejam com bons olhos este animal, muitas vezes perseguido, por culturalmente estar ligado à histórias de bruxarias e filmes de terror e se quiserem saber mais, aconselho a  visitarem:
O site do Ano do Morcego em Portugal 2011-2012

E como morcegos, lembram-me o Halloween e Halloween lembra-me abóboras a receita de hoje são umas gomas de abóbora, para comer na noite das bruxas ou à qualquer hora que apetecer um docinho…
Nesta receita não coloquei quantidades, pois o resultado depende muito da espécie da abóbora. Use pelo menos 1kg.
Gomas de abóbora
Ingredientes:
Abóbra, descascada e partida aos pedaços
Uma pitada de sal
Açúcar
Pau de canela
Cravo da índia (facultativo)
Preparação:
Coza a abóbora com um pouco de água e o sal até ficar macia. Escorra a água e rale com a varinha mágica até ficar um puré sem grumos. Deixe esta massa escorrer num passador por algumas horas. Pese e calcule o açúcar, metade do peso do puré. Leve ao lume, num tacho, o açúcar, o puré de abóbora, a canela e o cravo da índia, se o usar e cozinhe até que a mistura fique ligeiramente dourada e tudo esteja bem agregado e formando uma bola, acho que ultrapassa o ponto de estrada…
Deixe a mistura esfriar ligeiramente. Num tabuleiro forrado com papel vegetal e com um bico de confeiteiro no formato flor faça bolinhas. No meu caso utilizei, o dispara-biscoitos e o tapete de silicone que comprei à Luísa Alexandra, e a tarefa revelou-se muito simples. Leve o tabuleiro ao forno pré aquecido em temperatura baixa (50ºC) e vigie até que se forme uma camada seca nas bolinhas, verifique, tocando-as, não devem estar “peganhentas”. Desligue o forno e deixe-as esfriar lá dentro. Depois de frias, retire-as e guarde-as (se conseguir) dentro de uma caixinha. Pode envolve-las com açúcar ou frutose.
Em vez de leva-las ao forno podem ser secas ao sol, como a marmelada.

Espero que gostem! E até o próximo dia 7 de Junho. Beijinhos verdes!


terça-feira, 3 de maio de 2011

Abacaxi delícia...com certeza!


Quando vi estas maçãs no delicioso blogue Ondas de Sabores, da Maísa, sabia que as tinha de provar, porque tinham um aspecto divino e a receita é daquelas que aprecio bastante: prática e fácil. Mas eu tinha cá em casa um abacaxi, que saiu um pouco desconsolado e então pensei, vou usa-lo na receita da Maísa e deu super-certo, ficou uma sobremesa bem fresca para estes dias de sol. Usei gelatina de maracujá, mas para a próxima vez será de morango, para que fique com uma cor diferente… E estou a pensar também fazer com peras e pêssegos…
Vale a pena conferir as maçãs que a Maísa fez, entre outras receitas maravilhosas que por lá vão encontrar.
Obrigada, Maísa!

Fiz assim:
Descasquei um abacaxi e cortei-o em fatias grossas (1,5cm de espessura) e retirei o centro de cada uma. Coloquei-as na panela de pressão.
Polvilhei com 1 chávena (chá) de açúcar.
Dissolvi 1 pacote de gelatina de maracujá em 2 chávenas (chá) de água fria e juntei à panela sobre o abacaxi, acrescentei 1 pau de canela, 1 estrela de anis e 1 cravo da índia.
Fechei a panela e aguardei 8 horas, sem abrir.
Após 8 horas levei ao fogo e quando quando começou a apitar, contei 1 minuto e desliguei o fogo.
Somente no dia seguinte abri a panela, retirei o abacaxi para 1 taça e na calda juntei um cálice de rum (usei Baccardi).
Deitei a calda sobre o abacaxi e deixei no frigorífico até servir. Enfeitei com um galho de hortelã.

sábado, 30 de abril de 2011

A minha cozinha, a minha receita - 1º aniversário do blogue Na Cozinha da Mariana

Está quase a acabar o dia, só agora consegui arranjar tempo para vir aqui escrever esta mensagem para o passatempo que a querida Mariana criou para comemorar o 1º aniversário do seu maravilhoso blogue Na cozinha da Mariana.
A minha cozinha não é muito grande, os móveis já estão um pouco antigos, mas é um lugar onde me sinto muito bem. Gosto de acordar pela manhã bem cedo e antes de todos levantarem preparar o café calmamente, sentir o aroma invadir o espaço e sentar-me à mesa com uma caneca gigantesca de café, em absoluto silêncio e contemplar a paisagem magnífica que posso vislumbrar pela janela. Este é um momento de preparação para o meu dia, que é quase sempre frenético e agitado, sei que a partir do momento que me levantar da cadeira do pequeno almoço não vou parar até a noite, daí a necessidade deste momento calmo e só meu.
Em outros momentos a minha cozinha é um verdadeiro pandemónio, quando nós os três lá estamos, um a cozinhar, outro a falar e a criança a brincar. Ou os três a cozinhar, muitas vezes a pequenina, que tem 7 anos, também ajuda e já vai aprendendo. O meu marido também cozinha e muito bem.
Na minha cozinha tem muitos objectos decorativos que eu própria fiz em outros tempos, como um quadro que pintei há muito, e que existe uma réplica na cozinha da minha mãe, para uma lembrar da outra enquanto cozinha. Há também um moinho de café manual, oferta do meu avô. 
Sei que esta cozinha não é daquelas ultra-modernas e cómodas que agora existem e que nos facilitam imenso a vida, às vezes penso nisso quando quase tenho que me deitar no chão para alcançar alguns objectos do armário que eu baptizei de "buraco negro" porque às vezes desaparecem lá coisas e eu aí sonho com aqueles gavetões fantásticos. 
Mas adoro a minha cozinha, porque a melhor decoração que existe nela é o amor.  

E foi com amor que fiz este bolo, que é um dos preferidos da minha filha.
Bolo de coco e alfarroba
6 ovos, de preferência caseiros
2 colheres de sopa de manteiga
6 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de farinha de alfarroba(ou 6 colheres de sopa de chocolate em pó)
150 grs de coco ralado
1 colher de sobremesa de fermento em pó
Bater todos os ingredientes(excepto o fermento) no liquidificador ou com a varinha mágica,  juntando por último o coco e misturar o fermento delicadamente com uma colher de pau. Leve a cozer em forma untada e polvilhada com farinha no forno à 160º por mais ou menos 40 minutos.
Cobertura (normalmente faço 1/2 receita):
1 colher de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de farinha de alfarroba(ou 4 colheres de sopa de chocolate em pó)
1 pacote de natas(creme de leite)
Leve tudo ao lume(ou microondas) e mexa até dar o ponto.
Cobrir o bolo e decorar a gosto.
Mariana, as rosas do bolo são para ti, um presente pelo aniversário do blogue. 
Parabéns, e que continues nos mimando com as deliciosas receitas da tua cozinha.
Beijinhos.