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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bolo formigueiro vegano da Lori



Existem momentos em que a vontade de comer um doce vence a mais resistente racionalidade, e a minha nem é muito resistente. Normalmente nunca faço bolos durante a semana, que é para não me tentar, mas hoje teve de ser... Tudo aquilo que contribuir para desviar o caminho dos meus pensamentos de hoje eu aceito de bom grado. E fazer um bolo é para mim uma espécie de regalo, até mais do que o comer, talvez por isso tenha tantas receitas de bolo por aqui. Juntar os ingredientes e observar a massa crescer no forno tem o poder de transportar as preocupações para um sítio mais longínquo...Um sucesso instantâneo que faz tão bem ao ego!

Escolhi esta receita do Veganana, um delicioso blogue vegano que recentemente descobri. Tem receitas maravilhosas e a boa disposição e simpatia da Lori, cativou-me de imediato. Os bolos chamaram-me logo a atenção (formiga, eu?) e foi difícil escolher um deles. Optei por este que me recordou a infância, foi um bolo que fez furor na época. Sei que a receita original levava manteiga, ingrediente que eu bani dos bolos há muito tempo. Para mim, a versão vegana da Lori é muito melhor, simplesmente deliciosa, fofinha e tão fácil e rápida de fazer, que a partir de hoje decretei que este será o bolo formigueiro oficial daqui de casa.
Se quiserem (e acho que devem!) fazer este bolo, visitem o Veganana AQUI para obterem a receita, pois eu a segui à risca.

Fofinho!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Como

Salada de soja em grão, quinoa, cenoura e passas
Tomada a decisão de enveredar pela dieta vegetariana, chegou a altura de pensar em como me alimentar nesta nova fase. Mesmo antes do vegetarianismo entrar na minha vida, já tentava ter opções mais saudáveis evitando o excesso de carnes vermelhas, sobretudo porco, enchidos e queijo até porque tive um problema no estômago com a bactéria H. Pilory que só ficou resolvido com uma mudança radical na alimentação após a consulta com um naturopata. Por isso acredito realmente na máxima “Somos aquilo que comemos”. Podemos ter uma ótima ou má saúde conforme os alimentos que consumimos e a forma como os ingerimos. Não bebo leite desde os 11 anos, após vários anos de enjoo pela manhã a minha mãe libertou-me finalmente deste fardo. Portanto, para mim não foi nada difícil abdicar da carne e praticamente abolir todos os derivados do leite. 

Inicialmente procurei literatura e livros de receita vegetarianos. A maior parte dos livros não me satisfizeram pois nas receitas utilizavam demasiados lacticínios e ovos e desconfio que se seguisse essas receitas acabava por ter o colesterol nos píncaros… O que me valeu foram os blogues amigos, os conselhos das minhas manas do coração, a Rute e a Isabel, um pouco de bom senso e muita pesquisa que continuo sempre a fazer. Cheguei à conclusão que agora penso muito mais naquilo que como e de que ser vegetariano não é sinal de desequilíbrio alimentar, o risco de se ficar carente nutricionalmente pode acontecer em qualquer tipo de dieta se não se variar os alimentos e ingerir demasiados alimentos perigosos.
Não descarto a possibilidade de procurar a ajuda profissional de um nutricionista, até porque pretendo realizar algumas análises para ver se está tudo em ordem com a minha saúde, só não o fiz até agora porque sinto-me bem, inclusive alguns incómodos que habitualmente tinha desapareceram, não sei se por coincidência ou não. Durante este ano não senti nenhuma vez dores no estômago, não tive qualquer crise de fígado ou vesícula (tenho cálculos biliares), não tive as habituais alergias ao pólen não tendo sido necessário recorrer a nenhum anti-histamínico. Aliás as poucas vezes que recorri a um comum analgésico (daquela marca de venda livre que até os bebés e as grávidas tomam) foi para curar umas dores de cabeça ocasionadas pelo stress, que disso infelizmente ainda não consegui livrar-me.

Verifiquei que a chave é a combinação de alimentos para nos fornecer os nutrientes necessários e por incrível que pareça o corpo “pede” estas combinações. Por exemplo, hoje em dia sinto frequentemente vontade de comer laranjas, tangerinas ou quivis depois das refeições que normalmente incluem leguminosas (ricas em ferro), e descobri que uma fonte de vitamina C na mesma refeição com alimentos ricos em ferro ajuda na sua síntese. Uma combinação perfeita: cereal + leguminosa + fruta

No início utilizava alguns produtos pré-confeccionados que existem nas grandes superfícies como salsichas e enchidos de soja, alheiras vegetarianas, burgers, iogurtes de soja, tofu, proteína texturizada de soja (carne de soja), seitan, etc. Já quase não consumo este tipo de produtos. Prefiro fazer os meus próprios burgers com ingredientes que facilmente encontro, que congelo e assim tenho uma refeição pronta num instante. Confecciono o meu tofu e queijo vegetal. Procuro os alimentos na forma mais simples, sem processamento e tento que sejam biológicos, tenho a sorte de ter muitos produtores locais e dos meus pais cultivarem uma horta para consumo da família.

Concretamente a minha alimentação resume-se ao seguinte:
Pequeno-almoço
Pão integral com manteiga de soja ou compota caseira. Estou a tentar substituir esta manteiga (um dos últimos produtos processados que consumo) por pastas de oleaginosas (como a manteiga de amendoim, de amêndoa…). Também costumo consumir com regularidade papas de cereais, como aveia, cevada, quinoa, trigo sarraceno, principalmente depois de ter descoberto esta receita de papas de aveia, da Sandra, do Papacapim e esta, de trigo sarraceno da Rute, do Publicar para Partilhar às vezes faço uma mistura de cereais. Estas papas sustentam bastante, tiram a fome até o almoço.
Papas de aveia e chia
 Os lanches entre as refeições são constituídos por frutas, frutos secos (amêndoas, castanha do Brasil, nozes, avelãs, figos secos..) e bolachas simples(uma tentação que quero abolir…).
O almoço, como tenho pouco tempo, pode ser constituído por uma fast food saudável, uma sanduíche de legumes assados, sopa e fruta, um burger no pão com alface e tomate, uma salada de leguminosas da véspera…

Este foi o meu almoço de hoje: Pão com burger de feijão vermelho e quinoa, nesta deliciosa receita da Márcia, do Compassionate and Passionate Cuisine
Burger de feijão vermelho e quinoa
Para o jantar posso preparar algo mais reconfortante como um estudado de legumes, um salteado de couves, tofu mexido, massa com legumes… 

Ensopado de batata, grão e algas
Para as ocasiões especiais, como os almoços de domingo, posso optar por um assado, um arroz de forno ou algo mais elaborado.

Assado de avelãs, receita aqui no blogue
Abóbora recheada, receita aqui no blogue
Bolinhos de feijão preto e aveia, salsa de manga e tabule de quinoa, desta receita da Sandra do Papacapim

Salada de feijão preto e manga, desta receita da Sandra do Papacapim
Fusili com favas e alho francês, receita daqui do blogue
Dobrada vegetariana, receita d'A Isabel Matos da Escola é Bela, receita aqui no blogue

Alguns sítios inspiradores em português.
Nota: Alguns destes blogues que indico não são veganos ou mesmo vegetarianos, mas publicam receitas vegetarianas regularmente.
- A Escola é Bela(não é de culinária, mas ensina…)
- Cozinhando com Josy (colega das segundas sem carne)
- Simples assim (colega das segundas sem carne)

Tudo aquilo que escrevi hoje sobre alimentação vegetariana partiu da minha experiência, de informações dadas por amigos e pesquisa em literatura e sites da especialidade.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Queijo de macadâmias, da Rute

Com oregãos secos
Assim que vi esta receita no blogue da Rute, fiquei com vontade de fazê-la rapidamente, mas não foi fácil encontrar as nozes de macadâmia, pois a grande superfície comercial mais próxima estava fechada para obras. No último sábado enfrentei uma multidão no primeiro fim de semana de abertura da superfície renovada( e logo eu que detesto confusão!) e consegui comprar um pacotinho das ditas nozes! Valeu a pena o sacrifício para fazer esta delícia de sabor delicado que se aproxima ao queijo tradicional mais suave. A execução é muito simples, análoga ao "queijo" de tremoço, já publicado aqui.

Como qualquer alimento de origem vegetal, a noz de macadâmia é isenta de colesterol. Contêm antioxidantes, os quais possuem propriedade rejuvenescedora. Por ser rica em gorduras monoinsaturadas, quando consumidas com frequência (duas ou mais vezes por semana), reduz o risco de doenças cardíacas, diminui o colesterol total e o ruim (LDL) e ainda, o triglicérideos. 

Saboroso, saudável e isento de qualquer forma de sofrimento e exploração animal! 
Querem melhores motivos para consumirem, sem culpas, este queijinho?

Vamos lá fazer! Então corre clica aqui no Publicar para Partilhar, da Rute, que a receita está muito bem explicada. Eu segui-a à risca e resultaram dois lindos queijos que tiveram a honra de irem parar à minha queijeira, que estava abandonada num canto do armário da cozinha.
Com pimenta preta moída na hora

terça-feira, 27 de março de 2012

Regueifa doce da Páscoa, receita da Bela


A regueifa doce é uma das iguarias típicas desta região presentes na mesa de Páscoa. Tem a simplicidade dos sabores tradicionais, dos tempos em que o açúcar só estava presente na mesa em dias de festa. Cada família tinha a sua receita exclusiva, que passava de mãe para filha. Depois de quase duas décadas a olhar para o Castelo, da minha janela, acho que já me posso considerar feirense… então este doce não poderia faltar em minha mesa. 

A vista da minha janela. Linda, não acham?
Já contei aqui as peripécias da primeira vez que tentei fazer regueifa, ou melhor pedreifa, pois ficou dura como uma pedra! A cozinha também tem os seus desencantos...No entanto estas desilusões são águas passadas e com esta receita o resultado final é garantido! É de uma amiga especial, a Bela, minha primeira seguidora, autora de um blogue fantástico, o Pratos da Bela, recheado de delícias e que foi uma das fontes de inspiração para começar este meu cantinho que tantas alegrias me tem trazido. Já conheci a Bela e o seu principezinho Lucas pessoalmente e pude comprovar, que além de talentosa na cozinha e mãe carinhosa, é daquelas pessoas únicas e sinceras, que queremos ter como amigas. 
Fiz umas pequenas alterações à receita original, para retirar os lacticínios, e misturei outra receita que também me foi dada pela esposa de um colega de trabalho, a São, também ela novata nestas andanças da regueifa, mas que pude comprovar que já vai em bom caminho! Agradeço muito, Sr. Joaquim e São a receita de família, tradicional que me enviaram (e a regueifa deliciosa!). 

Já verifiquei também que a Lurdes, do blogue Sabores Autênticos, outra feirense mestra na cozinha, também publicou ontem a receita da Bela, portanto, vamos encher a blogosfera de regueifas, quem sabe até alguém além-mar se aventure?

Eu quis fazer um pequeno passo a passo, porque esta receita merece e também para ajudar quem é novato nas lides das massas levedadas, que não sendo difíceis de fazer tem os seus segredos. Eu contei com a minha ajudante, a máquina de fazer pão, mas quem não tiver essa máquina não se acanhe em fazer esta delícia, pois abaixo segue a explicação do modo tradicional.

Agora,  a receita com as alterações que fiz em letra pequena.

Ingredientes: 
140 ml de leite morno(substituí por água)
1 pau de canela
3 ovos batidos + 2 gemas(usei ovos biológicos)
70 grs de margarina amolecida(usei de margarina de soja para cozinha)
1/2 colher (café) de sal
raspa de 1 limão
1 colher(sopa) de sumo de limão
200 grs de açúcar(usei amarelo/demerara)
770 grs de farinha de trigo T55
50 grs de fermento fresco de padeiro(adquirido em padaria)
Use ingredientes frescos e de qualidade
Preparação(Máquina de fazer pão):
1)Ferva por alguns minutos a água com o pau de canela. Meça o conteúdo e acrescente mais água se necessário. Deixe esfriar até o líquido ficar morno. Rejeite o pau de canela e use no lugar do leite.
2)Colocar na cuba da máquina de fazer pão os ingredientes pela ordem acima referida, e programar no AMASSAR- massas levedadas ( Na minha máquina é o nº 6), que demora cerca de 2 horas. Cerca de 10 minutos antes de terminar o programa, ligue o forno em temperatura mínima por uns minutos, até que fique levemente quente, mas não demasiado e desligue. 

3)Findo o programa colocar a massa sobre uma mesa cheia de farinha e fazer 2 rolos (ou 4), depois entrelace-os e faça uma rosca(ou 2). Coloque-as no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal, cubra com um pano e coloque no forno, sem ligar, mas que está levemente quente pelo pré aquecimento realizado.
A massa pronta, lisa e homogénea (não cola nas mãos)

Transferir para uma mesa enfarinhada
Dividir em 2 partes, para 1 regueifa grande ou em 4 partes, para 2 regueifas pequenas
Fazer os rolos, esticando a massa
Formar 1 ou 2 roscas
4)Deixa-se levedar pelo menos por 1 hora ou mais, até que a massa dobre de tamanho.
O resultado, depois de aproximadamente 2 horas a levedar
Pincelar com leite(no meu caso leite de arroz)
Pincela-se com um pouco de leite (usei leite de arroz) e vai ao forno pré-aquecido a 200ºC, por 10 minutos(ou menos), passado esses 10 minutos coloca-se sobre a regueifa um bocado de papel alumínio e volta a assar mais alguns minutos até cozer na totalidade (teste do palito). Esta etapa depende do forno de cada pessoa, o ideal é vigiar atentamente pois a temperatura é alta e mais um instante poderá ser fatal! Já fiz por duas vezes e ficaram levemente tostadas, embora por dentro estivessem boas.
Quentinhas, a sair do forno!
Regueifa grande

E este pedaço, com manteiga, o que acham?
Preparação(Tradicional):
1) Idem à preparação anterior.
2) Desfaça o fermento no líquido morno obtido do ponto 1 e misture com 100grs de farinha. Tape e deixe levedar 30 minutos(escolha um local sem correntes de ar, pode ser o forno). Peneire a restante farinha para dentro de uma tigela. Abra uma estanca e junte a massa fermentada e os restantes ingredientes. Amasse bem, utilizando as mãos. Faça uma bola e marque uma cruz com a mão. Tape com um pano e deixe levedar em local quente. Pré aqueça o forno como no ponto 2) da preparação anterior. A massa deve duplicar de tamanho.
3) e 4) Idem à preparação anterior
Nota: Se o tempo estiver quente, não é necessário fazer a levedação da massa no forno.


E então, pronta(o)s para se aventurarem? E se a 1ª tentativa gerar em desencanto, não se incomode continue a tentar. A vida é mesmo assim, feita de sucessos e falhanços, encantos e desencantos, como a colectiva Amor aos Pedaços

A 2ª fase vai rolar no dia 15 de abril, com o tema Desencanto, veja aqui como participar.

domingo, 4 de março de 2012

Manteiga de amendoim, receita da Rute; biscoitos, receita da Nôemia

Surpresa! Esta publicação vai ter bis! Cláudia?!

Mais uma descoberta para o paladar, mais uma novidade para os meus concorridos pequenos-almoços. Esta manteiga de amendoim é uma delícia! Para quem, como eu que cresceu a comer paçoquinha e pé-de-moleque, comer uma fatia de pão com esta manteiga foi como voltar ao tempo (remoto) da minha infância, que saudades! O gosto de amendoim é marcante, mas temos o limão e o anis para contrabalançar o sabor. 
Esta receita é da minha amiga/irmã Rute, uma das minhas queridas manas recém descobertas, a outra é a Isabel
Calma! Não, o meu pai não "pulou" a cerca e este não é o enredo de uma telenovela mexicana! É que descobrimos, que temos tanto em comum, que parece que crescemos juntas, como gémeas... Foi com esta maninha que me iniciei no fabuloso mundo vegetariano, e é no Publicar Para Partilhar que muitas vezes vou buscar inspiração e aprendizagem para esta nova/fantástica fase da minha vida alimentar. 
Com esta receita e com as mensagens que trocamos descobrimos e aprendemos que afinal anis e erva-doce são a mesma coisa!
Eu fiz a manteiga tal e qual a Rute tão bem explicou, por isso é só clicar aqui para ver a  receita!

Mas...aqui em casa, o povo é um pouco esquisito(não sabem o que perdem!) e a quantidade de manteiga que fiz rendeu bastante, cerca de 2 chávenas!

Resolvi utilizar parte do resultado numa receita, mas ainda não tinha achado nenhuma que me agradasse, até que me deparei com estes deliciosos biscoitos da Nôemia, no seu recém inaugurado blogue Co(i)zinhas da Nô. Eu como era fã do seu outro blogue, nem hesitei em seguir este, dando de caras com "a receita" que eu queria.
E foi o que fiz ontem à tarde, estava um tempo chuvoso, mesmo a pedir por uns biscoitos a sair do forno. E ficaram mesmo deliciosos! São agora os meus biscoitos favoritos, estes cookies integrais de manteiga de amendoim.
Gostei muito da inusitada utilização do trigo sarraceno, cereal que há pouco conheci, mas que vai morar para sempre na minha cozinha, pois tem um sabor ótimo, rápido de preparar, muito versátil, além de ser rico em ferro e magnésio! Vale a pena conhecer!
Fiz algumas pequenas alterações à receita original, portanto vou transcreve-la com as modificações em letra mais pequena:
Ingredientes:
1 chávena (chá) de farinha de trigo com fermento(usei farinha sem fermento+1 colher(chá) de fermento em pó)
1/2 chávena (chá) de farinha integral
2 colheres (sopa) de trigo sarraceno
1 chávena (chá) de açúcar amarelo(usei 1/2 chávena, porque a manteiga de amendoim já contém mel)
50g de manteiga sem sal, amolecida (usei manteiga de soja)
1/2 chávena (chá) de manteiga de amendoim “crunch” (com pedacinhos de amendoim) usei a manteiga de amendoim caseira da Rute
1 ovo(substituí por 1 colher(sopa) de sementes de chia+4 colheres(sopa) de água, deixando repousar por alguns minutos, até que se forme uma espécie de geleia e utilizar)
1/2 chávena (chá) de gotas de chocolate (não tinha, utilizei 2 colheres(sopa) de passas/sultanas)
Preparação:
Numa tigela, misture o açúcar e as manteigas.
Junte o ovo, misturando sempre.
Vá juntando as farinhas e o trigo sarraceno, aos poucos.
Por último, junte as gotas de chocolate.
(Eu utilizei a batedeira, com as varas de massa de pão e a massa ficou ótima!Segui a ordem indicada dos ingredientes)
Faça bolinhas e coloque num tabuleiro, forrado com papel manteiga/vegetal.
Leve ao forno pré-aquecido em 160º/180º e deixe que dourem.
Retire do forno e deixe-os esfriar completamente, sobre uma grade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quem fez o meu "queijo"?

Eu própria! 
Fábricas de queijo das redondezas preparem-se, pois diretamente da cozinha do Aroma de Café saiu o melhor "queijo" de sempre! Cem por cento livre de colesterol, rico em vitaminas do complexo B e E, cálcio, ferro, fósforo, potássio, ómega 3 e omega 6 e baixo em calorias! Apresento-lhes o "queijo" de tremoço, que derrete e tudo! 

Depois de ter visto o maravilhoso queijo de macadâmias da minha amiga Rute, do inspirador blogue Publicar para Partilhar, pensei: não vou descansar enquanto não experimentar esta receita! Já há algum tempo andava curiosa para entrar neste mundo maravilhoso dos queijos vegetais. Mas tive de descansar, pois não encontrei aqui na minha cidade o principal ingrediente: as macadâmias! Um dos poucos inconvenientes de não morar nos grandes centros é este, não se encontra ingredientes pouco usuais facilmente. Depois de ter ido à algumas superfícies comerciais aqui da zona e de ter perguntado se tinham as ditas e ter recebido um hã?! como resposta, acabei por desistir...das macadâmias, mas não do queijo! 
Após uma breve pesquisa ao oráculo Google encontrei a resposta: a receita do queijo de macadâmias também tinha a versão com tremoço! Bem, tremoços é o que não falta por aqui, em qualquer feira, praça ou mercado há sempre uma vendedora de tremoços e azeitonas. Então foi muito fácil, bem...quase! Faltava o polvilho azedo. Esse ingrediente eu encontrei, mas não queria trazer para casa uma embalagem de 1/2kg para usar somente 1 colher de sopa...ainda mais que eu não sabia se iria gostar da receita. Substituí por amido de milho e aí sim, finalmente fiz a receita, que afinal é muito prática e rápida!

Gostei muito do sabor deste "queijo". Ficou muito suave, com textura a lembrar queijo fresco, ao derreter ficou um creme macio, mas sem o puxa-puxa do queijo tradicional. Penso que ao utilizar o polvilho azedo a textura ficará mais elástica. Agora que verifiquei que adorei esta receita vou correndo comprar o polvilho azedo! Mas não pensem que desisti das macadamias, já sei onde as encontrar aqui perto! Já estou a imaginar uma tábua de queijos vegetais, com aqueles queijos de iogurte da Rute, queijos de amêndoas...humm!
A receita veio daqui do site Veg Vida, no entanto publico-a com as pequenas alterações que fiz:
Ingredientes:
1 1/2 chávena de água
2 colheres(chá) de agar-agar
1 colher (sopa) de polvilho azedo(usei a mesma quantidade de amido de milho)
1/2 chávena de tremoços em conserva drenados, com casca
1 colher (café) rasa de sal fino
2 colheres de (sopa) de azeite extra virgem
1 colher (chá) de levedura de cerveja em pó
alguma gotas de sumo de limão
Preparação:
Misturar a água com o agar-agar e o polvilho azedo(amido de milho) num tachinho e leve a lume brando até ferver e o agar-agar dissolver-se. Deve ficar um preparado com consistência de clara de ovo. Deite este preparado, quente, no copo do liquidificador, junte os restantes ingredientes e triture até ficar um creme homogéneo e sem grumos. Prove e retifique temperos(limão e sal) se necessário. Coloque o creme numa vasilha untada com azeite e leve ao frigorífico até solidificar(cerca de meia hora).

Metade do queijo já se foi...Comido com pão, em tostas, numa salada e numa deliciosa bruschetta, que preparei com metade de um pão da avó integral que levei a torrar e esfregando-o ainda quente com metade de um dente de alho. Espalhei por cima um tomate pequeno cortado aos cubinhos sem sementes e temperado com sal e azeitonas picadas(sem caroço). Espalhei fatias finas de queijo de tremoços por cima e levei ao micro-ondas para derreter. Polvilhei com oregãos secos e acompanhei com uma salada.

Uma delícia para comer totalmente sem culpas!


domingo, 26 de fevereiro de 2012

As melhores papas de aveia do mundo

Até há dois dias atrás vivia na ignorância gustativa de nunca ter saboreado “a papa de aveia”. 
Eu já comi papas de aveia inúmeras vezes, mas de todas estas vezes, o que na realidade me impelia a nutrir-me delas era saber que estava a comer algo saudável, e sendo assim como não juntava açúcar (saudável e açúcar não combinam!) parecia-me sempre que estava a comer jornal molhado ou algo parecido, sem falar do tempo que levava a cozinha-las, e isso é algo que de manhã é um pouco escasso,  portanto só de longe a longe dava-me vontade de repetir a dose. Mas isto foi até descobrir as maravilhosas receitas de papas de aveia da Sandra, autora do excelente blogue Papacapim e então agora a minha vida dividiu-se em A.P.(antes da “papa”) e D.P.(depois da “papa”). 
Já fiz dois pequenos-almoços e o almoço de ontem com elas e só tenho vontade de repetir mais e mais, acho que vou ficar viciada! Estas papinhas sabem maravilhosamente, são muito nutritivas e saciantes, milagrosamente fiquei sem fome até a hora do almoço e sempre com boa disposição e além do mais os ingredientes são tão interessantes que nos sentimos esplendorosas logo pela manhã e já me ia esquecendo, são rápidas de fazer!
Este post parece publicidade, e é! Para mim tudo o que é ótimo deve ser compartilhado, divulgado, passado adiante, então eu não via a hora de escrever isto aqui.

Eu fiz estas duas versões(a caminho da terceira), as fotos não fazem justiça às receitas! Não tenho jeito para fotografar e então de manhã, piorou! As fotos da Sandra são fantásticas!

clic no título para aceder à receita no blogue Papacapim
Uma autêntica sobremesa cremosa cheia de saúde logo ao pequeno-almoço!

clic no título para aceder à receita no blogue Papacapim
Senti-me num paraíso exótico logo de manhã!
Ontem ao almoço tornei a fazer a versão com chia, mas em vez de passas juntei 2 ameixas secas picadas e ficou também muito bom!


Sandra, daqui de Portugal envio-te muitos beijinhos em peregrinação direta para a Terra Santa, em agradecimento às tuas maravilhosas criações, que decerto contribuirão muito para que a minha nova condição de vegetariana seja ainda mais feliz!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pudim de laranja (mesmo!)

Como mencionei aqui na Teia Ambiental de janeiro uma das minhas resoluções ambientais para 2012 foi tornar-me definitivamente vegetariana. 
A resolução está a ser rigorosamente cumprida e posso dizê-lo, até agora, sem sacrifícios nenhuns de minha parte(muito menos de animais!). Até tem sido muito empolgante esta fase de descoberta de novos ingredientes, receitas e sobretudo outros horizontes. Como a culinária vegetariana é criativa e divertida, minha gente! 
Não tenho encontrado grande literatura sobre o assunto, a que encontro é maioritariamente estrangeira e muitos ingredientes são difíceis de encontrar, ainda mais porque moro numa cidade pequena e não gosto de me deslocar com frequência aos grandes centros. É na Internet que tenho encontrado grande informação sobre o assunto, nos blogues amigos e sites dedicados ao veganismo e vegetarianismo. E foi numa dessas andanças que encontrei o site Tudo para Vegetarianos, com conteúdos ótimos para todos, até para quem não é vegetariano, e que além de tudo oferecem um e-book, em PDF, totalmente gratuito, com receitas maravilhosas. O acolhimento e simpatia com que fui recebida também me deixaram muito feliz. Recebi o livro na sexta-feira e no sábado já fiz este delicioso pudim de laranja. Foi uma ótima maneira de usar as laranjas biológicas que me tem chegado em quantidade das hortas familiares. É uma sobremesa fresca, pouco doce, nada enjoativa, muito saudável,  ideal para finalizar uma refeição mais pesada como a de ontem.

A receita está aqui no site, e eu fiz igualzinha, sem tirar nem pôr, por isso quem quiser se deliciar também, é só ir lá ver. 

Um Carnaval cheio de frutas para todos!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bolo de chocolate vegano

Existem algumas pessoas, sobretudo mulheres, que observo, que estão sempre impecáveis, desde a ponta dos cabelos à ponta dos pés: penteadas, maquilhadas, unhas feitas, roupa bem escolhida, saltos altos, tudo a combinar e além disso passam o dia todo assim na maior, parece que aqueles adereços lhes nasceram no corpo, não há uma unha partida, um cabelo fora do sítio, um salto raspado, uma nódoa ou vinco na roupa...Por aí vocês já devem estar a adivinhar o meu estilo, sim, é esse mesmo: o mais prático possível, calças de ganga, botas rasas com meias confortáveis(que eu ando muito a pé), o mínimo de maquilhagem, que é o mesmo que dizer: creme, protetor solar e brilho labial, cabelos soltos em corte simples com menor manutenção possível, tipo 1 vez por ano...Não quer dizer que de vez em quando eu não goste de vestir com mais glamour, mas como diz uma amiga minha(que tem o estilo parecido com o meu), ao observar uma dessas deusas da elegância: Esta-lhes na massa do sangue, nós não nascemos para isso! Penso que é verdade, cada pessoa tem o seu jeito e as suas prioridades. 
E o mesmo transpõe-se para a cozinha: eu bem fico a babar com os pratos bem decorados, as fotografias caprichadas e as decorações dos bolos que vejo pelos blogues, cada uma mais linda do que o outra...e sempre digo para mim mesma, é desta que vou fazer um bolo bem decorado, uma tarte elaborada, mas acabo sempre por fazer o mais simples e o mais prático, e no fim, fico contente, para que negar...é o meu jeito, está-me na "massa do sangue"...

A minha filha pediu-me hoje um bolo, mas eu não tinha ovos e ao pesquisar no Google uma receita de bolo vegano deparei-me com esta jóia da simplicidade, mesmo ao meu estilo! E vai saber-me bem amanhã de manhã, tomar o pequeno almoço com uma caneca imensa de café fumegante e saborear uma bela fatia deste bolo, contemplando a paisagem da minha janela...sem pressas... afinal não preciso de muito tempo para maquilhar-me.



A receita veio daqui do blogue Caos na Cozinha:

Ingredientes:
3 chávenas de farinha de trigo
1 chávena e meia de açúcar
1/2 chávena de cacau em pó
3/4 chávena de óleo
2 chávenas de água
1 colher de chá de sal
2 colheres de chá de vinagre (usei de arroz)
2 colheres de sopa de anis(usei só 1 de sobremesa, por causa dos esquisitos cá de casa)
2 colheres de chá de bicarbonato de soda
Preparação:
Deitar os ingredientes para uma taça, misturar com uma colher de pau. Deitar numa forma untada e enfarinhada e levar ao forno quente(170ºC) por mais ou menos meia hora(testar com palito). Deixar arrefecer um pouco dentro do forno antes de desenformar.

Nota: o bolo deve ir bem com outros aromas, além do anis(baunilha, canela, gengibre...) e não fica demasiado doce e é fofinho, embora na foto não pareça!
Reguei-o, ainda morno com uma calda simples feita com 3 colheres de sopa de água, 1 colher de sopa cacau, 1 colher de sobremesa de margarina vegetal e 1 colher de sopa de açúcar engrossada no microondas, por 30+30 segundos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bolo da Welze - BC Welze

A Welze foi uma companheira virtual neste mundo dos blogues que nos marcou com a sua sempre boa disposição, com as palavras carinhosas com que brindava cada um que chegasse à sua cozinha (Gostosuras sem Travessuras) nos fazendo sentir especiais, quase como se estivéssemos sentadas juntas à saborear um cafezinho...Além das receitas deliciosas, com um sabor de família contava-nos muitos "causos" em que era impossível não nos sentirmos alegres depois de os ler. Sabíamos que gostava de ter a família sempre reunida, principalmente nos aniversários.
Fisicamente não está entre nós, mas deixou-nos lições de vida que jamais esqueceremos. 

Viver cada dia com alegria, espalhando a amizade e o amor, foi uma delas.

Hoje é o seu aniversário e reunimo-nos virtualmente para comemorá-lo numa grande festa, como ela gosta.

Eu decidi fazer uma das receitas maravilhosas que existem no seu blogue, não foi fácil escolher, mas decidi-me pelo bolo com vinho tinto, que para mim será sempre o Bolo da Welze.

A receita, na íntegra está aqui.

Utilizei frutas cristalizadas que ainda restavam do Natal(uma mistura de cerejas, casca de laranja, figos e pera) e vinho maduro alentejano.


Feliz aniversário, Welze.

 Esta linda iniciativa e homenagem à querida Welze (blogagem colectiva) foi impulsionada pelo Blogue Ora, Pitangas!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Panetone

O panetone é um pão doce tradicional da época de Natal, de origem italiana, com frutas secas e cristalizadas e um aroma característico a baunilha e laranja. No Brasil é um doce que não falta nas mesas de Natal e por cá também já começa a estar mais divulgado.

"Uma antiga lenda diz que o panetone foi criado no século XVII por um padeiro da região da Lombardia chamado Toni que se apaixonou por uma moça e para impressionar seu sogro criou uma nova receita de pão recheada com frutas cristalizadas. Com o tempo esse pão recebeu o nome de "pao di toni" ou seja o pão do toni que actualmente é chamado de panetone"(Fonte: Wikipédia)
No Natal do ano passado foi a primeira vez que me aventurei a fazer panetone e algumas pessoas receberam de presente um bolinho feito por mim. Este ano resolvi repetir a experiência, depois da Cristina ter publicado um excelente passo a passo para máquina de pão no seu magnifico blogue Kanela y Limón. Segui a receita à risca e devo dizer que os meus panetones ficaram óptimos e com um aroma delicioso! 

É claro que muito contribuiu a essência especial para panetone que comprei na Toca do Bolo, um espaço novo que abriu recentemente aqui na minha cidade com muitos produtos específicos para pastelaria, uma grande variedade de formas e utensílios, o grande sonho de consumo para qualquer doceira!

A receita está aqui, no blogue Kanela y Limón. As únicas alterações que fiz à versão original foi o uso de açúcar mascavado claro/amarelo (180grs) e a substituição das essências de limão e baunilha por uma colher de sobremesa de essência especial para panetone. Os tempos de levedação foram os seguintes:
Massa de fermentação - cerca de 1 hora
Massa - cerca de 4 horas
Panetones moldados dentro da forma, já com as frutas - toda a noite

Renderam-me 3 panetones com cerca de 15cm de diâmetro. Eu tinha apenas 2 formas de papel e para o 3º improvisei com uma pequena panela de sopa, que resultou na perfeição!
Penso que os segredos para que esta receita resulte na perfeição, são a manipulação da massa e o tempo de levedação. A massa deve ficar bem amassada e ligada, mas não deve levar muito maior quantidade de farinha do que a indicada na receita para que fique bem leve. O tempo de levedação é muito importante: no meu caso comecei a fazer a massa no domingo a tarde e apenas na 2ª feira de manhã os bolos foram cozidos! E como está frio, a levedação foi feita no forno, isto é, liguei o forno do fogão em temperatura mínima por alguns minutos, desliguei e coloquei a vasilha com a massa embrulhada numa toalha dentro do forno até que alcançou o volume desejado. Tenho feito este procedimento para qualquer massa levedada e tem corrido muito bem!
É importante usar bons ingredientes à temperatura ambiente e se puder usar ovos caseiros/biológicos, melhor ainda!

E que tal oferecer um panetone à alguém, neste Natal? Ainda dá tempo!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bolo exótico de requeijão e laranja

Assim que vi este bolo no blog da Sarinha, não descansei enquanto não o fiz. E não descansei mesmo nada, pois passadas apenas 3 horas após ter copiado a receita, a minha cozinha enchia-se do inconfundível cheirinho a bolo. Gostei especialmente desta  receita porque leva:
- requeijão, que eu adoro e tinha um no frigorífico a acabar o prazo de validade
- poucos ovos (3), não aprecio receitas que levam muitos
- sumo de laranja, que dá um aroma e sabor delicioso a qualquer doce
- frutos secos, que eu substituí por bagas goji e sementes de papoila, daí baptiza-lo de exótico
E ainda porque foi cozido na máquina de fazer pão, o que evitou de aquecer a minha cozinha em pleno Verão e comprovar que a cozedura desta forma não afecta a maciez do  bolo. Fiquei fã! Quem quiser pode usar o forno normal, em forma de bolo inglês ou outra que gostar.
Obrigada, Sarinha por esta bela receita, que alegrou o fim da nossa 3ª feira! E se não conhecem o blog No Conforto da Minha Cozinha, está ao alcance de apenas um click inverter esta situação, garanto-vos que não se arrependem.
Ingredientes: 
3 Ovos
170 gramas de Açúcar
100 gramas de Requeijão(usei magro) - (no Brasil, aconselho o uso de ricota)
150 ml de Óleo(usei de amendoim)
Sumo de 1 Laranja (guardei as raspas, que espalhei por cima do bolo, depois de pronto)
170 gramas de Farinha de Trigo
1 Colher (chá) de Fermento em Pó
50 gramas de Frutos Secos à escolha picados(usei 1 colher(sopa) de sementes de papoila e um punhado de bagas goji)
Óleo para untar (Também Uso Spray Espiga)
Preparação:
1. Separar as claras das gemas e bater as claras em castelo(neve).
2. Bater as gemas com o açúcar e com o requeijão.
3. Quando obter uma mistura homogénea juntar o óleo, o sumo de laranja e a farinha previamente misturada com o fermento em pó.
4. Numa tacinha colocar os frutos secos e enfarinha-los para facilitar a sua distribuição pela massa.(Eu fiz isso apenas às bagas goji)
5. Juntar os frutos secos à massa e envolver.
6. Repetir o mesmo procedimento com as claras em castelo.
7. Untar a cuba da Máquina do Pão (ou a forma de bolo inglês), verter a massa e programar no ciclo  "Cozer/Bake" (ou levar ao forno a 180ºC, tendo o cuidado de ir verificando e fazendo o teste do palito).
8. Findo o ciclo (1h depois) retirar o bolo, deixar arrefecer um pouco e desenformar.