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sábado, 7 de julho de 2012

Reunir, o 4º R

Um caso invulgar tem sido notícia nos jornais e lidera o assunto destes dias nas conversas aqui na minha cidade. Um homem, com cerca de 38 anos e que vive com a mãe no centro da cidade, não é visto há 18 anos por ninguém, ou seja, não sai de casa há 18 anos! Um familiar fez a denúncia às autoridades porque deseja saber como ele se encontra, e agora as televisões têm vindo ao local na tentativa de captarem uma imagem do homem. O ministério público já averiguou o caso e diz que ele está vivo, aparenta boa saúde e apresenta um discurso coerente e atualizado. Eu ouvi muitas opiniões sobre o caso e também tenho a minha. A maior parte das pessoas que ouvi condenaram o seu isolamento e a atitude da mãe em não tomar providências para que o filho se tratasse. Engraçado pensar como as pessoas que condenam este isolamento total, que quanto a mim, o maior prejudicado é a própria pessoa, mas não pensam que os seus "isolamentos" parciais são muito mais prejudiciais à comunidade. Conheço muita gente que mora na cidade e não caminha para ir ao trabalho, não passeia pela cidade, não compra no comércio local para não conviver com as pessoas da terra, ou apenas para conviver com quem lhe convém. 
Também conheço pessoas que quando falo que vou ao Porto de autocarro ou comboio reagem como se eu utilizasse esses meios porque tenho medo de conduzir numa cidade...Como se conduzir numa autoestrada fosse um qualquer ato heróico! Eu cá para mim prefiro ir de comboio ou autocarro a apreciar a paisagem e se for acompanhada a conversar, além de que todos sabemos(menos os áses do volante) que a utilização de transportes públicos é melhor para o planeta, menos CO2 são libertados para a atmosfera. Infelizmente essa maneira de pensar acaba por comandar os destinos de um país inteiro. Quantas estradas foram construídas, sulcando as paisagens, causando desequilíbrios ambientais, destruição de terrenos férteis e cursos de água, a grande utilização de combustíveis fosseis na pavimentação gerando poluição, destruição de aldeias e modos de vida para que apenas "meiaduzia" de automóveis lá circulem! Será que não seria melhor incentivar o uso dos transportes públicos e melhorar as linhas existentes? Logicamente seria menos gravoso para o ambiente e mais leve para os cofres do Estado e consequentemente o nosso bolso.
A maneira de pensar de um povo é que faz uma Nação. E cada pessoa que cá está faz parte do povo. Eu, tu, nós e eles. Muitas vezes temos a mania de dizer que a culpa é deles, de quem governa...Mas todos nós somos responsáveis pela linha de pensamento e atitude do coletivo, quanto mais não seja pelo exemplo, para os mais jovens!

Eu cá continuarei a ir a pé para o trabalho, utilizar as escadas em vez do elevador, comprar no comércio local e utilizar os transportes públicos sempre que possível. Eu faço a minha parte e você?

Para mim os 3 r's passaram a 4. Reduzir, reutilizar, reciclar e reunir.

Reunir pessoas no transporte público, reunir pessoas para fazer uma horta comunitária, reunir pessoas num mercado local, reunir pessoas nos passeios públicos, reunir pessoas para publicarem na Teia Ambiental...reunir para sermos melhores. 

A união faz a força!

A receita que vos trago hoje já não é novidade aqui no blogue, já foi mostrada aqui. Cedi ao pedido da minha filha e reunidas na cozinha chegamos ao resultado que é sempre surpreendente. Desta vez troquei os espinafres(que não tinha) por couves e o bolo ficou delicioso na mesma, por isso acredito que poderá ser feito com qualquer verdura (agriões, alface, acelga...). 

Aproveito a oportunidade do verde aparecer outra vez por aqui para passar o testemunho de escolher a próxima cor para o dia 21/07/2012 para a amiga Romy, do blogue Receitas da Romy. Tenho a certeza de que ela fará uma ótima escolha dentro do arco-iris para que a nossa aventura colorida continue com a coletiva Blogagem das Cores!

Bolo de couves
Ingredientes:
2 ovos
1 ½ chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de chá de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sobremesa) de aroma de baunilha
¼ chávena de chá de óleo de girassol
1 mão cheia de folhas de couve galega
Preparação:
Comece por untar uma forma com cerca de 20cm de diâmetro com óleo e polvilhe com farinha. Ligue o forno a 170ºC. Coloque no copo do liquidificador(ou use a varinha) as couves, o óleo, o açúcar e os ovos. Bata até homogeneizar. Coloque esta mistura numa taça, junte a farinha, o aroma de baunilha e o fermento com movimentos delicados. Transfira a massa para a forma e coza no forno por cerca de 30 minutos. Desenforme, espere arrefecer e sirva. Fica ótimo com cobertura de chocolate!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise...de juízo!


Mais um dia 7 chegou e com ele a Teia Ambiental, que é preciso tecer com palavras para que os fios não se quebrem e se espalhem pelos 4 cantos do nosso lindo(por enquanto!) Planeta. Hoje não me apetece especialmente escrever, mas a Teia não merece o meu desânimo, mas sim a minha participação ativa e o dia está quase a terminar...

Por mais que eu tente que os comportamentos negativos não me afetem diretamente, às vezes é muito difícil que isso não aconteça, atualmente sinto-me envolvida numa nuvem de gás venenoso e às vezes sinto que a reserva de ar da máscara de oxigénio encontra-se quase no final…Sei que isto é uma metáfora exagerada, e a minha reserva de bons fluidos muita vez se renova, em parte devido à vossa preciosa amizade…mas é preciso muito jogo de cintura para viver no meio do caos.
Há tempos atrás fiz uma formação acerca do Novo Acordo Ortográfico e a formadora focou a mudança da língua ao longo dos tempos e como a estabilidade ou a crise económica a afetavam. Em momentos de crise económica a linguagem também poderá sofrer um retrocesso… Na altura fiquei surpreendida com esta informação e não deixei de refletir e observar, infelizmente, a verdade dessa afirmação...E não é só a linguagem que sofre com a crise, esta é mais uma consequência do comportamento das pessoas. Sinto que valores como a responsabilidade, o civismo, a solidariedade, as boas maneiras, a diginidade estão a ser postos na prateleira ou escondidos em alguma gaveta. Eu entenderia isto, se estivéssemos diante de uma falta extrema de alimentos ou água, e que a própria vida humana estivesse em risco, nestas alturas o desespero poderá fazer com que a maioria haja por instinto. Mas não é o caso! É certo que há pessoas em sérias dificuldades, mas estas, muito provavelmente, nem conseguem se exprimir, se é a agressividade e o egoísmo latente que imperam, e os mais fracos, física e psicologicamente não tem vez neste jogo! 

Factos como os que aconteceram no passado 01 de Maio, no que parecia ser uma simples promoção de um hipermercado(ao consumir mais de 100€, a pessoa tinha um desconto imediato de 50%), que foi pouco publicitada, mas que se transformou num verdadeiro ataque às prateleiras, qual fosse haver uma guerra nuclear! O consumismo levado ao extremo! Fiquei perplexa! É claro que ao expor minha opinião, muita gente a contrariou dizendo que a necessidade faz desses comportamentos e achavam muito bem! No meio desta confusão, acredito que algumas pessoas talvez tivessem aproveitado a ocasião para ajuizadamente compor a sua despensa, mas acredito que deve ter sido pouca gente! Ouvi pessoas comentarem(aliás não se falou outra coisa por dias seguidos, até no Parlamento...) que gastaram 800€, pagando no final 400€, para um casal apenas... Eu concluí, esta quantidade de compras, para mim, uma enormidade e feita num dia como esse só pode resultar num impulso, e com certeza essas pessoas trouxeram coisas de que não precisavam e muitos ficaram sem nada! Observo os velhinhos que moram aqui perto e que se deslocam a pé para as compras, nas pequenas mercearias existentes aqui perto e posso quase garantir que nenhum deles lá foi e se calhar as suas reformas(aposentadorias) são bem pequenas e até seria bom para eles... 
Factos desses, que em primeira impressão fazem-me pensar na falta de educação e solidariedade, levam-me a pensar também nos danos causados ao meio ambiente. O consumo desenfreado e embalado dos hipermercados leva a uma produção de lixo enorme. As grandes superfícies escravizam os produtores, que têm de produzir em larga escala, produtos calibrados e a baixo custo, mas que preços altos são pagos pelos solos e cursos d'água poluídos e desequilíbrios ambientais. Os pequenos comerciantes não tem a mínima chance nesta selvagem concorrência e mais pobreza é gerada! As pessoas, pensam que estão ricas e poderosas ao encherem um carrinho de compras, quando na verdade estão a ficar mais pobres de saúde ao consumirem produtos processados, enlatados e embalados, ao passarem por situações de stress e raiva em vez de aproveitarem um dia de feriado para conviverem com a família... Mas na sociedade atual o imediatismo, o "de caras" é que impera, não há tempo para pensar! Pensar?!Qual o que!Isso é para os tolos!Há que aproveitar!!

Fiquei deprimida, ao saber destes comportamentos, ao ouvir dias a fio as mesmas conversas em torno do mesmo e pior ainda fiquei quando soube que numa freguesia aqui perto houve uma tourada! Este concelho nunca teve destas tradições e porque agora, deu na cabeça de alguns, realizar um espetáculo de natureza tão degradante e torturante para os animais e que incita à violência e maus comportamentos? 
As pessoas estarão a ficar malucas? Será a crise económica culpada de tudo? Ou será a crise de valores, essa que fica encoberta quando há dinheiro à fartazana para disfarçar?

Peço desculpas, a quem teve a santa paciência de ler estas palavras, pelo tom irónico e enérgico das mesmas. Mas eu tive que desabafar senão estes sentimentos acabavam por me envenenar!
Sei que as pessoas que habitualmente vem por aqui são do bem e devem ter ficado tão chocadas quanto eu! Mas senti o dever, não o prazer, de escrever sobre isto, porque há que falar e não calar, não deixar que a violência e a prepotência se instalem, porque assim, corremos o sério risco de perder a liberdade!

Felizmente, nem tudo é horrível, no meio das areias movediças pode nascer uma flor! Já escrevi antes por aqui a minha forma de consumir e continuo a achar que vale a pena. Este fim de semana queria tirar algumas fotos para mostrar o mercado semanal onde compro as frutas, alguns legumes e grãos, mas o tempo não permitiu, mas não faltarão oportunidades! No entanto descrevo, uma dessas idas, para vocês terem uma ideia:
Sábado de manhã, enquanto a filhota está ocupada numa das atividades, aproveito o tempo para tomar um café breve e dirijo-me a pé, sapatos confortáveis e bolsa ao tiracolo para a praça próxima. Faça chuva ou sol, o movimento é sempre o mesmo, não há desistentes! Não há cara feia para a chuva, coloca-se um impermeável, saca-se do guarda-chuva que é para isso que eles servem! Na banca da fruta acolhe-me a mesma sra de sempre, com um sorriso e um bom dia genuínos a chamar de meu amor a todas nós. Há um tratamento especial para uma velhinha mais frágil...De vez em quando há confusão nos sacos, traz-se um pimento a mais, um saco de peras enganado, mas só nos trazem motivos para rir! Depois é passar no sr que vende azeitonas e tremoços, mais tímido, mas com um sorriso discreto no rosto. Tudo é colorido, há vagar para conversas, para saber das vidas...Não se ouvem gritos nem desaforos. Uma hora, que chega e sobra, para encher dois sacos de saúde, respirar ar puro e fazer uma boa caminhada...
Será que é preciso muito mais para ser rica? É que acho que já sou...

Até as ervas daninhas me fazem feliz e são grátis, querem maior promoção do que esta?



 


sábado, 7 de abril de 2012

Casamento ecológico na Teia Ambiental

Este ano faço 10 anos de casada e como a minha lenda encantada ainda anda no ar, resolvi nesta participação da Teia Ambiental falar um pouco acerca da festa de casamento no âmbito do seu impacto causado no meio ambiente.
Na altura em que anunciamos à família que queríamos dar este passo e que pretendíamos uma cerimónia simples, casamento civil com uma pequena festa íntima, em casa, meu pai quase ia tendo um ataque! A sua única filha não iria casar como manda o figurino, com um véu quilométrico e uma igreja cheia de gente?!? Ficou triste como a noite...Para o contentar passei de uma reunião simples para uma festa de 200 convidados! Se eu tivesse feito o casamento que queria, reunindo cerca de 50 pessoas teria poupado cerca de 4000kg de emissões de CO2 para a atmosfera naquele dia! É claro que naquela altura eu não tive noção disso, embora intuitivamente algumas das minhas ações contribuíssem para que minha festa de casamento fosse um pouco menos danosa ao ambiente:
- A cerimónia religiosa do casamento e a festa foram realizadas no mesmo local, na Quinta da Costeira, poupando assim, as deslocações, normalmente de automóvel, entre a Igreja e o local da festa(e consequentemente a diminuição das emissões de CO2 para a atmosfera, bem como a eliminação da poluição sonora causada pelas businadelas da praxe).
- O horário da festa foi maioritariamente diurno, evitando-se assim, maior gasto com energia elétrica na iluminação e como o local é lindo, encantador e tem muita vegetação as pessoas acabaram por passear e ter bastante contato com a natureza.
- O tema da festa eram árvores e suas folhas, cada mesa de convidados tinha o nome de uma árvore(pinheiro, cedro, choupo, etc), o cartaz com os grupos de convidados foi elaborado por mim, totalmente decorado com folhas secas naturais.
- Também fui eu, com ajuda de minha mãe e do "noivo" que fizemos os convites(levavam papel reciclado e papel vegetal trabalhado à mão), as ementas(decoradas com flores secas), os marcadores de mesa(eram molhinhos de paus de canela atados e decorados com uma folha de papel com o nome do convidado), as prendinhas para os convidados(caixinhas de papel decoradas recheadas com sabonetes de glicerina feitos por nós), o livro de presenças(também em papel reciclado). A almofada das alianças(foto acima), com as nossas iniciais também foi bordada por mim.
- O vestido de noiva foi confeccionado pela minha sogra que é modista especialista neste tipo de vestidos(que sorte!). O fato do noivo foi comprado aqui perto. A roupa do menino das alianças(meu afilhado querido) foi feita por uma amiga minha, modista, que mora também perto de casa dos meus pais.
- O florista também foi um comerciante das redondezas e a capela foi enfeitada à meias com a noiva do dia anterior. O grupo coral foi o da freguesia, que canta habitualmente na Igreja local.
Embora estas medidas tenham gerado algum trabalho para nós, sei que foram mais suaves para o ambiente do que se eu tivesse me deslocado para longe para comprar tudo pronto, assim usei todos os meios locais ao meu alcance além da maior parte dos materiais serem de origem natural, como sempre gostei. No entanto se fosse hoje mais algumas medidas poderiam ser tomadas para que o casamento fosse ainda mais ecológico, vejam essas que encontrei aqui:

Convites
Optar por convites em papel reciclável, ou em materiais alternativos que não sejam prejudiciais ao meio ambiente, como o bambu. Existe papéis reciclados muito bonitos, que farão toda a diferença. Optar por fazer convites em cartões de associações como a UNICEF.
Na maioria dos casos é necessário colocar bastante informação adicional nos convites, como mapas ou informações locais. Uma opção viável será optar por um site de casamento na internet, onde se providencia toda a informação extra aos  convidados, sem ter de gastar papel. Imprimir o endereço do site de casamento nos convites colocando “Não se esqueçam de visitar o nosso cantinho em: www.josemaria.pt”

Catering
Ao seleccionar o  serviço de catering, optar por um que seja especializado em ingredientes orgânicos.

Bolo de casamento
Optar por um pasteleiro que faça um bolo orgânico, natural e com ingredientes oriundos do comércio livre(ou faça ou peça a um familiar que confeccione o bolo!). Não se esquecer de servir café também de comércio livre!

Lembranças de casamento
Oferecer “coisas que crescem”, como bolbos de flores envasados como os jacintos, ou tulipas; sementes de flores, ou de ervas aromáticas. Presentear os convidados com saquinhos de chá orgânico, acompanhados de alguns biscoitos de canela feitos pela padaria local(ou pela própria noiva ou familiar), personalizando os invólucros de papel reciclado, com o nome dos noivos. Pode também oferecer-se pequenos frascos de compota ou mel biológico oriundos de fornecedores locais. Fazer donativos a uma instituição de caridade, a um museu, ou até a um parque natural em nome dos convidados, pedindo à instituição que em troca assine cartões pessoais de donativos, também é uma ótima opção. 

Maquilhagem
Utilizar produtos cosméticos com ingredientes naturais e não testados em animais.

Celebrar a natureza
Plantar uma árvore! No dia do casamento, ou quando voltarem da lua-de-mel o casal poderá plantar uma árvore no quintal, no do vizinho, ou até na casa de campo. Com esta atitude, não só estarão a ajudar o meio ambiente, como terão a natureza a celebrar com eles todos os anos o aniversário. Quem sabe um dia não aproveitam essa árvore para fazerem um baloiço para os filhos?Acho que ainda vou a tempo, quando fizer aniversário de casamento vou plantar uma árvore para celebrar!

Jóias 
Ao escolher anéis de noivado ou alianças de casamento, certificar-se que não são usados na sua composição “diamantes de sangue” (diamantes cujo comércio gera lucros para guerras). Optar por diamantes sintéticos é uma boa maneira de evitar adquirir “diamantes de sangue”. Optar por joalharia reciclada, significa que o ouro já foi derretido e aproveitado para fazer uma nova peça, este ouro tem a mesma qualidade do ouro que nunca foi derretido. Muitas minas de ouro são devastadoras para o meio ambiente, ou responsáveis por grandes conflitos económicos e sociais. Saibam que são necessárias 30 toneladas de pedra para fazer uma aliança de casamento. Incrível não é?

Fontes
Livro: A Fórmula do Ambiente, de Alex Shimo-Barry

E para relembrar a sobremesa da festa, que foi gelado de baunilha com frutos vermelhos, até hoje gabada por muitos convidados gulosos, deixo-vos com esta Delícia de frutos vermelhos já publicada aqui.

Este texto é a minha participação na Teia Ambiental de Abril de 2012. Esta blogagem coletiva organizada pela Flora e Gilberto, acontece todos os dias 7 de cada mês desde 2010. Participe você também, o ambiente agradece!

quarta-feira, 7 de março de 2012

A moda na Teia Ambiental

Fashion, coleção primavera-verão, acessórios, pret-a-porter, haute-couture, hippie chic, sandálias plataforma...são termos comuns no seu vocabulário?
Você tem mais de 20 pares de sapatos?
Você compra peças de roupa, acessórios ou malas, todas as semanas?
Você sabe tudo sobre as últimas tendências mesmo antes das lojas exporem as coleções?
Você compra revistas de moda com muita frequência?
As suas conversas giram em torno do que se usa em roupas, cabelos, maquilhagem?
Os seus passeios preferidos são uma ida ao shopping?
Se você respondeu sim à todas as perguntas, e não trabalha na área da moda, então é porque provavelmente é uma fashion victim(vítima da moda).
"O termo “fashion victim” foi originalmente cunhado pelo estilista Oscar de la Renta para definir pessoas que são incapazes de identificar limites da moda comumente reconhecidos. São aqueles indivíduos maravilhados com o materialismo proporcionado pelas coleções que não param de se renovar nas araras das lojas e acabam usando tudo o que vêem pela frente, muitas vezes, ao mesmo tempo."(fonte daqui)
Acho que a maioria das leitoras respondeu não às perguntas porque acho pouco provável que uma fashion victim esteja a ler um blogue de culinária, mas nunca se sabe...
Imagem daqui
Penso que quase todos nós passamos por períodos em que a moda poderá ter tido alguma importância, principalmente na adolescência, que é uma fase em que idolatramos tudo que seja fora do círculo comum e principalmente familiar. Mas algumas pessoas continuam pela vida fora em busca  do ilusório mundo perfeito, usando a moda como uma afirmação ou máscara.
É verdade que cada um faz o que quer da sua vida, mas tudo tem as suas consequências... e pensando no lado ambiental e ecológico é fácil perceber que ser hiper fashion traz consequências negativas ao meio ambiente.
Imaginem a quantidade de sapatos, roupa, acessórios comprados por uma pessoa ultra fashion que provavelmente na estação seguinte já está a descartá-los, onde é que esta tralha vai parar? Mais dia, menos dia no lixo.
E a proliferação de lojas de roupa de qualidade inferior e preços baixos, muitas vezes à custa de mão de obra explorada, simplesmente para satisfazer o modismo de uma estação e parar no lixo mais dia menos dia.
A quantidade de animais mortos para confecção de sapatos, bolsas, casacos, cintos, que muitas vezes são descartados quase novos, porque já "não se usam"...sem esquecer ainda quando são utilizados animais em perigo de extinção...
E o sofrimento dos animais para testar mais uma sombra de olhos ou rímel novo, ou qualquer parafernália perfeitamente inútil!
Estes são alguns dos prejuízos diretos que qualquer um de nós com o mínimo juízo equaciona rapidamente, mas e o que está camuflado.
Já imaginou que uma mulher com sapatos de saltos altíssimos provavelmente não anda de transportes públicos e muito menos a pé, nem que sejam distâncias curtas...olha as emissões de CO2 e gasto de energia fóssil desnecessária.
E muito menos pensar em reciclar lixo, que não sobra tempo na agenda atafulhada de cuidados de beleza.
Que princípios estas pessoas passam aos seus filhos, o materialismo em primeiro lugar?

Mas, embora seja este o lado negro da moda, felizmente já existem muitas pessoas que se preocupam em ter atitudes que respeitem o ambiente e que usam a imaginação para estarem eco fashion.
Exemplos disso:
Ecobags, bolsas em tecido para evitar o uso indiscriminado de sacos plásticos.
Imagem do Google


Customização de roupas, malas e acessórios.
As minhas pregadeiras realizadas com gravatas e botões antigos
Criação de roupa e acessórios com material reciclado.
Criação de João Sabino
Utilização de fibras naturais e mais ecologicas no vestuário(algodão naturalmente colorido, bambu, milho, coco, couro vegetal feito de latex natural são algumas opções)

Muitas marcas de cosméticos já não testam em animais! Confira aqui!

A nossa atitude em relação à moda(e em outros aspectos da vida) também tem de mudar! A moderação nas compras, a opção por peças de melhor qualidade, com preço justo, que duram mais. O uso de roupa adequada à profissão de cada um, ao estilo de vida, à ocasião, ao formato do corpo é o que nos faz sentir bem. A criatividade é que faz o estilo único de cada um e não a moda pela moda.

Lembrando sempre que a beleza interior reflete-se no nosso exterior, sem ser necessário adornos exagerados. E cuidar da beleza interior com boa alimentação, atitudes positivas e saudáveis, com certeza vai nos fazer sentir felizes e belos!

A receita que vos trago hoje não podia ser mais apropriada, um bolo sem açúcar e rico em fibras naturais.

BOLO DE BANANA SEM AÇÚCAR E SEM FARINHA.
Receita daqui
Ingredientes:
4 bananas bem maduras
1/2 chávena de uvas passas sem caroço 3 ovos 
menos que 1/2 chávena de óleo 
2 chávenas de aveia ( pode ser em grãos finos ou grossos) 
2 colheres (sopa) de fermento em pó
Preparação:
Bater no liquidificador as bananas, a uva passa, os ovos e o óleo. Numa taça colocar essa mistura e acrescentar a aveia e o fermento mexendo bem devagar. Untar e enfarinhar uma forma e levar ao forno por 20 minutos.

Esta publicação faz parte da Blogagem Coletiva Teia Ambiental, que acontece em todo dia 7 de cada mês. Veja aqui no blogue Flora da Serra outras participações.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Resoluções ambientais para 2012


Eu estive quase para faltar a esta primeira Teia Ambiental de 2012, porque encontro-me numa fase de pouca inspiração para escrever… mas a minha consciência verde falou mais alto e pensei que a luta por um melhor meio ambiente não deve esmorecer apenas por causa da falta de simetria das palavras, porque esta é uma tarefa feita de atos e factos diários, pequenas atitudes do nosso quotidiano que juntas, farão a diferença. Portanto, minha gente, não esperem de mim, um grande texto, mas sim uma grande boa vontade em mostrar um pouco das minhas pequenas(e algumas grandes resoluções) que resolvi tomar este ano para contribuir para a saúde do nosso lindo planeta. Cá estão algumas:
No trabalho:
- Continuarei a gastar o menos papel possível, ao lidar com ficheiros digitais, imprimindo apenas o que for imprescindível, reutilizando o papel ao máximo.
- Tentar que as notificações sejam feitas o máximo possível por via telefone ou electrónicas. As que foram por papel, propor que sejam em papel reciclado, o que ainda não acontece.
- Café – acabar com os copos de plástico. Já ganhei de uma grande amiga uma linda chávena para o efeito( e é verde!). A longo prazo vou tentar evitar o uso de cápsulas, levando o café num termo, utilizando na sua confecção pó de café produzido por comércio justo e coado em filtro de pano.
- Água – deixar definitivamente de beber água engarrafada. Já o faço em casa, no trabalho, às vezes o comodismo fala mais alto, mas este ano vou tentar esmerar-me nesta prática, e existem garrafas tão bonitas, para me incentivar…
- Toalhas de papel – deixar de usar toalhas de papel da casa de banho e levar uma pequena toalha para limpar as mãos.
- Deixar de usar o elevador, além de gastar menos energia, faço exercício.
Em casa:
- Evitar compras supérfluas, para diminuir a produção de lixo, gastando tudo o que tenho até o fim. Um exemplo: Há alguns anos optei por utilizar apenas gel de banho, mas ainda tenho alguns sabonetes em barra, que sobraram e me oferecem. Vou utilizar todos os produtos que tenho e só depois comprarei mais. O mesmo para outros itens: roupas, comida, produtos de beleza…
- Fazer menos quantidade de comida – essa prática já venho utilizando há algum tempo. A frase que mais funciona agora é : É melhor faltar do que sobrar. Deitar comida fora é impensável por várias razões.
- Fazer compras em grandes superfícies o menos possível, por vários motivos também: para comprar menos, para comprar menos embalagens, para evitar que menos pequenos comerciantes fechem as portas engolidos pela selvageria comercial.
- Tentar comprar mais matéria-prima e menos produtos fabricados como bolachas, pães, iogurtes, etc. Esta é um pouco difícil, porque é preciso tempo disponível, mas qualquer coisa que faça neste sentido já é um bom começo, pois são menos embalagens, menos lixo e alimentos mais saudáveis para todos.
- Plantar uma horta caseira e dedicar-me mais à jardinar(no meu caso em vasos!).

A nível pessoal:
- Tornar-me definitivamente vegetariana. Esta é uma das grandes resoluções deste ano, mas um passo que até agora não está a ser muito custoso, porque foi uma resolução gradual. Para além do benefício ambiental ( que já foi abordado magnificamente aqui na Teia pelo Gilberto) está a ser muito benéfico também a nível pessoal, pois sinto-me mais tranquila e leve a nível consciente.
- Comprar menos roupa, acessórios e materiais para trabalhos manuais – esta resolução já estou a por em prática há já algum tempo, porque o consumo desenfreado em qualquer situação, além de nos tornar escravo da tralha, gera mais lixo a longo prazo. 
Na foto abaixo, em 2009, podem ver a quantidade de roupa minha sem uso que eu retirei do guarda roupa para doar...e não ficou por aí...
Nesta foto, do ano passado, podem ver a quantidade de lãs que organizei. Não comprarei mais nenhuma até que utilize estas...

- Tentar aproximar-me ainda mais da Natureza com mais passeios ao ar livre, explorando a beleza natural do nosso país em caminhadas.
- Não comprar revistas em papel. Este é um vício que tenho e que já estou a abolir, já estou muito mais contida.Comprava religiosamente cerca de 4 a 5 revistas por mês, actualmente só esporadicamente compro...

E hoje fico por aqui! Até a próxima Teia, espero que dessa vez, mais inspirada!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bolo arco-íris natural para uma festa infantil ecológica Teia Ambiental

Não resisti ao impulso da vaidade e comecei esta publicação pela foto do bolo que fiz para a festa de aniversário de 8 anos da minha filha, que aconteceu no dia 22 de Outubro. Afinal, não é todos os dias que sai uma coisa tão bonita como essa da minha cozinha!
Conforme escrevi na minha participação no 2ª tema da BCFV - a Infância, as festas de aniversário são muito importantes e ansiadas pelas crianças. A minha filha não é diferente.Costuma pensar nas festas de aniversário, com um ano de antecedência, isto é, mal acaba uma, já está a pensar na próxima! Como toda a mãe, tento proporcionar a maior felicidade à minha filha, mas gosto de aproveitar especialmente estes momentos para ensinar algo, pois sei que ligado a um momento feliz a aprendizagem é mais fácil e produzirá frutos. 
Foi uma festa normal para uma criança de 8 anos: 15 crianças, muita brincadeira, espaço, uma tarde de sol, bolo, doces, salgadinhos, velas e alguns arranhões!

Na elaboração da festa e no seu decorrer, tentei ao máximo ter uma postura mais amiga do ambiente e apesar de não ter cumprido na íntegra todos os objectivos a que me propus, penso que o saldo foi positivo e esta foi de facto a festa mais ecológica que fiz até hoje e com a prática o resultado será ainda melhor.

Passemos então à realidade dos factos que vou compartilhar convosco, como um exemplo a ser seguido, e espero melhorado: 

A decoração
Embora tivesse algumas ideias para trabalhos com material reciclado, a falta de tempo impediu-me de concretiza-las. Utilizei decorações de papel, grande parte foram-me oferecidas por uma amiga (obrigada, T.!), que as utilizou nas festas dos filhos, que agora são jovens. As decorações serão portanto utilizadas mais vezes, um princípio ecológico: Reutilizar

Tomando como tema as Fases da Vida, a decoração central da festa foi um estendal(varal)/mural realizado com fotos da aniversariante presas com molas de madeira, desde bebé até hoje. As fotos das festas de aniversário foram assinaladas com o número correspondente agregado à mola. Foi um sucesso entre miúdos e graúdos! 
Depois da festa, foi tudo desmontado e guardado, voltando às suas utilizações normais.
Não comprei balões, à última hora, o meu marido encheu alguns, daqueles que são oferecidos como brinde em certas ocasiões(festas, consultas médicas, etc). Embora o meu princípio fosse não utilizar este tipo de material, que não é biodegradável, restringindo o número já foi bom e guardei-os para pensar numa futura utilização.

A louça
Neste ponto fui irredutível, não houve louça descartável. Utilizei a louça branca que tinha, garfos metálicos e a louça de plástico dos tempos de bebé para os meninos mais agitados. Para os copos utilizei os de vidro e reciclei copos de iogurte, que as crianças adoraram, pela novidade. Para as bebidas utilizei canecas com o conteúdo. Os guardanapos tiveram de ser de papel, mas utilizei os de papel reciclado, menos mau!


A comida
A maior parte da comida foi elaborada por mim e embora houvesse algumas guloseimas mais calóricas, que não consegui evitar, os pontos positivos:
- Restringi o uso de ovos, e foram todos biológicos
- Restringi o uso de forminhas de papel
- Reutilizei frascos de iogurte, onde servi gelatina(vegetal) e brigadeiro. As colheres foram de café.
- As crianças gostaram muito dos cake pops
-Para as bebidas utilizei sumo sem gás, Ice Tea e limonada cor de rosa, caseira, que foi a bebida mais apreciada. Coloquei-a num grande frasco e era servida com uma concha de sopa, era vê-los todos contentes a encher os copinhos.
As prendinhas para os convidados
No final da festa os convidados pequeninos levaram para casa um mini mealheiro, em cerâmica. Uma prenda singela, mas que foi também um sucesso. A mensagem que estava acoplada a esta prendinha era a mais óbvia, poupança, de dinheiro, de recursos e do Planeta.
Conclusões e reflexões
O melhor
Ao realizar uma festa desta forma poupa-se, além do nosso Planeta, na redução drástica do lixo, também o nosso bolso, porque as decorações, a louça descartável tudo isso custa dinheiro que vai literalmente para o lixo.
As crianças gostam de conviver umas com as outras, brincar da forma mais simples e sentia-se que estavam muito contentes. Bicicleta, bolas, bonecas, corda de saltar, quadro negro e giz ainda são dos seus brinquedos favoritos. Portanto não adianta investir em enfeites muito elaborados e dispendiosos, o importante é ter algum espaço e brinquedos para que possam expandir a energia e criatividade. 
As crianças apreciam e comentam de forma positiva atitudes diferentes, como não por exemplo não usar copos de plástico. Entram rapidamente na onda, adoram participar e com certeza passaram a mensagem lá em casa.

O pior
Os embrulhos das prendas: os brinquedos vem demasiado embalados, com caixas enormes cheias de material plástico. Tudo vem demasiado embrulhado, e no fim da festa juntou-se um monte considerável que foi quase todo para a reciclagem. Isto serviu-me de alerta para começar a pensar numa forma mais ecológica para embrulhar as prendas do Natal que já se aproxima.
A quantidade de comida: verifiquei que as crianças pouco comem e sobrou muita comida. 
Nada se estragou, o que sobrou foi distribuído pelos familiares e amigos e alguma comida congelada, mas este facto serviu para tirar algumas conclusões. Na minha infância, quando havia uma festa, era uma alegria uma mesa cheias de doces, comíamos com gosto, porque as oportunidades não eram muitas. Hoje em dia as crianças tem um acesso quase diário e fácil a guloseimas, por isso não dão importância a este aspecto nas ocasiões especiais. Por um lado é mau, demonstra que a alimentação poderá não ser a mais saudável, pelos malefícios, que sabemos, o açúcar e produtos refinados causam, por outro, verifiquei que a comida não é o centro de tudo para essas crianças. O facto de proibirmos demasiado certos alimentos faz com que anseiem mais por eles e poderá tornar-se uma obsessão.  Nunca me esquecerei de uma cena que presenciei numa das festas de aniversário de minha filha: uma criança, cuja mãe é radical na proibição de guloseimas, estava a empanturrar-se de brigadeiros, escondida na cozinha. Quando apareci, olhou-me com culpa e medo. Fiz de conta que não percebi e fiz-lhe um mimo, sentindo imensa pena desse sofrimento infantil. 
É complicado gerir a fartura de alimentos e não só, altamente aliciantes com que são bombardeadas as nossas crianças e até nós adultos. Tudo traz um brinde ou tem uma embalagem tentadora, portanto compreende-se a dificuldade que há na sua rejeição. Não sou radical, embora tenha certos limites. Acho que a melhor maneira de educarmos as crianças é com os nossos exemplos, com muita persistência, calma e paciência, porque com o tempo, com o crescimento, eles assimilarão o que é melhor e antes disso, nós, pais e educadores temos que saber o que é melhor para nós, para que possamos lhes passar a mensagem.

Encerro esta participação na Teia Ambiental de hoje, com a receita do bolo de aniversário, um bolo colorido e saudável, com as cores naturais das dádivas que a nossa mãe Natureza generosamente nos oferece.
Bolo arco íris natural (rende imenso, para 20 pessoas, à vontade)
O bolo verde, é de espinafres, já publicado aqui.
Ingredientes: 
2 ovos
1 1/2 chávena (chá) de açúcar (usei apenas 1 chávena)
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento
1 colher de sobremesa de açúcar baunilhado(usei 1 colher(sobremesa)essência de baunilha)
1/4 chávena(chá) de óleo de girassol(usei óleo de amendoim)
200 g de espinafres (cerca de 3/4 chávena(chá) de espinafres ralados)
Preparação:
Lave os espinafres e corte os talos mais grossos. Pique-os na picadora e reserve. Misture os ovos com o açúcar. Adicione o óleo, o açúcar baunilhado e os espinafres. Por fim, junte a farinha e o fermento e envolva bem. Coloque a massa numa forma untada e polvilhada (apenas no fundo da forma)e cozinhe em forno pré-aquecido a 170º durante cerca de 50 minutos.
Bolo cor de rosa(de beterraba)
A receita e procedimentos são os mesmos do bolo verde, apenas substituindo-se os espinafres cerca de 3/4 chávena(chá) de beterraba ralada e passada pelo liquidificador ou varinha mágica.
Bolo cor de laranja(de abóbora)
A receita e procedimentos são os mesmos do bolo verde, apenas substituindo-se os espinafres por cerca de 3/4 chávena(chá) de abóbora menina ralada e passada pelo liquidificador ou varinha mágica.

Recheio e cobertura:
200 grs de margarina de soja para cozinha
1 embalagem(2,5dl) de natas de soja
1 chávena(chá) de açúcar em pó
1 chávena(chá) de cacau em pó
Bata a margarina com o açúcar e cacau até que se forme um creme homogéneo. Junte as natas, misturando delicadamente.

Montagem:
Coloque o bolo de beterraba no prato de servir, barre com uma camada de creme. Coloque o bolo de espinafres e barre-o também com uma camada de creme. Coloque o bolo de abóbora. Cubra com o creme restante. Decore a gosto. Leve ao frigorífico até servir.

Hoje é segunda feira, e como habitual será sem carne, a publicação será feita amanhã.
Beijinhos festivos e verdes a todos!

sábado, 8 de outubro de 2011

De onde vem a nossa comida?

Dias preenchidos...Cidades superlotadas...Caos! Final de uma sexta feira: fazer compras numa grande superfície, onde tudo vem embalado, a salada já lavada e ensacada, a fruta brilhante de parafina ou triturada acondicionada em caixinhas, o leite pasteurizado, o peixe congelado embalado, a carne em cuvetes plastificadas. Chegar em casa com montes de sacos plásticos, colocar qualquer comida pronta no microondas e comer em frente à uma televisão aos berros.  Este é um cenário vivido por milhares de pessoas em várias partes do mundo. Se eu me materializasse em frente à uma família que tivesse vivido um fim de sexta feira desses e perguntasse: De onde vem a vossa comida? Acho que pelo menos me olhariam com estranheza,  talvez me atirassem com uma lata de refrigerante(espero que vazia!). 
É triste pensar que a maior parte das pessoas, ao se alimentar, nem faz a mínima ideia da origem do que está a comer, de onde veio ou como foi feito. Quanto mais processado o alimento, mais fácil de ingerir, menos trabalho a manipular e menos tempo para pensar nos milhares de calorias aportados. Esta forma de se alimentar é uma espécie de escravidão hipnotizadora, pois a indústria de alimentação tem os seus pozinhos de pirlimpimpim para que as pessoas se tornem cativas do seu sabor e enriquecer largamente o bolso dos seus donos.
Por outro lado, em outras partes do mundo, outras  pessoas morrem à fome, numa brutalidade atroz,  hipnotizados também,  e atrofiados pela carência, incapazes de agir da melhor forma para combater o seu fim. 
Ambos os extremos são perigosos, levam à morte  aos milhares, mais dia menos dia! 
E mesmo quem está a meio da escala,  pode facilmente descambar para um dos extremos, hoje em dia tudo é possível, com a rapidez com que as situações se modificam.

No meio disto tudo, sinto-me uma pessoa privilegiada. Da maior parte dos alimentos que consumimos cá em casa é possível saber a sua origem. Mas sei que as minhas escolhas também fazem a diferença! E nem sempre é fácil ou cómodo, é preciso perder tempo, andar bem informada e até deixar de comer o que apetece, simplesmente porque não é época ou é potencialmente danoso para o ambiente e para a saúde.

Vou então falar um pouco das minhas opções:
Os produtos hortículas e frutas - É a maior fatia da nossa alimentação. Consumo normalmente produtos da época ou que foram congelados em tempos de fartura e quase todos são de produção familiar, da horta dos meus pais ou sogros(tenho muita sorte por isso felizmente!) O restante compro da Dna.Manuela que é uma produtora local certificada de produtos biológicos e pouquíssimo resta para comprar além disso. Se algo faltar, procuro quase sempre os mercados onde há produtos locais. Com as frutas é um pouco mais complicado, tento que sejam da época ou nacionais ou o extremo inverso compro fruta importada de locais mais pobres, que precisam daqueles poucos cêntimos que ganham para garantir, não uma vida melhor, mas a própria sobrevivência. Comecei a utilizar seriamente esse critério, depois do que li neste livro(obrigada, Rute!). Mesmo que cometa alguma extravagância neste campo, comprando uma fruta tropical rara ou algum legume fora de época sei que pelo menos, com toda a certeza, é um produto saudável.

Peixe e carne - ultimamente não tenho ingerido, mas o resto da minha família sim, aqui é a parte mais difícil e trabalhosa das compras. Peixe, só pescado no mar ou rio, de aquacultura, só se for por engano, prefiro levar menos quantidade do que comprar mais barato, a aquacultura normalmente é uma forma muito poluente e gravosa para o ambiente e bem estar dos animais marinhos. Verifico os peixes que não estejam na lista vermelha. E os melhores peixes, por incrível que pareça, são os mais baratos: a sardinha, o carapau, e não pertencem à lista vermelha! Com a carne, ainda é mais complicado. Carne vermelha, tento que o consumo seja o menor possível. Frangos e perus, evito sempre que posso, comprar os de criação intensiva, o que nem sempre é fácil, principalmente no caso dos perus. Alguns animais simplesmente estão riscados da lista: como vitela, leitão, cabrito, coelho, codorniz, perdiz e caracóis.
Ovos - tento consumir apenas os das galinhas criadas pelos meus pais e sogros , que vivem de forma melhor à solta e alimentadas com produtos naturais, e quando não há(no Inverno), compro ovos biológicos à venda nos hipermercados.
Alimentos processados - não compro pão de forma, aqui em casa o pão consumido ou é integral ou de mistura, pão totalmente branco simplesmente não entra! Bolachas, depois da criança nascer foi difícil evitar, mas tento que sejam das mais simples, Maria, tostadas ou integrais ou biscoitos caseiros. 
Café - Cá em casa uso café de filtro desde sempre, sem querer optei pelo método mais ecológico de consumir esta bebida. Uso café de comércio justo, de uma marca nacional.

Restrinjo o uso de enlatados. O atum, que antes gastava imenso, depois de ver que estava na lista vermelha, restrinjo-o.

Alguns pecados que ainda não consegui evitar - Nectar de pacote, leite pasteurizado, coca-cola, chocolate e açúcar refinado.

É claro que esta forma de nos alimentarmos dá um pouco de trabalho, perde-se algum tempo nas compras e no manuseio dos alimentos. Escolher verduras, armazenar , confeccionar dá mais trabalho do que servir-me de algo pronto. 
Mas sei que no fim, ganho a parada e isso reflecte-se na minha vida. Gasto pouco em farmácia, será reflexo da alimentação? Em grande parte creio que sim! 

Esta forma de alimentação também é mais amiga do ambiente:
- Menor produção de lixo, pelo restrito uso de embalagens.
- Menor emissão de gases, pelo menor gasto de combustível utilizado no transporte dos alimentos e pelo menor consumo de carne (a criação intensiva de animais é uma das maiores responsáveis pela produção de gases efeito estufa).
- Consumir produtos biológicos contribui para a melhoria da fertilidade do solo.  

Poderia ficar aqui o resto da noite a escrever, mas gostaria de publicar isto ainda hoje, no âmbito da Teia Ambiental.

A receita de hoje, já foi publicada anteriormente aqui


Vou só descrever a forma como os ingredientes foram adquiridos:
Batatas, da horta dos meus pais, que fica a cerca de 15 Km de distância de minha casa.  
Beldroegas, erva daninha comestível colhida por mim, de um terreno, quando vinha  para casa, à pé, depois do trabalho.
Cebolas,  mais uma produção da horta paterna
Azeitonas pretas, de produção portuguesa, compradas à granel, na feira local.
Azeite extra-virgem, puríssimo, quase um néctar dos deuses, comprado a um pequeno produtor local.
Sal, marinho, de produção artesanal portuguesa.
Vinagre de arroz, de um produtor português(este, tive que ir olhar o rótulo)
Outra receita do género:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os amigos animais

Quem me conhece bem sabe que eu nunca quis ter um animal de estimação. Já vem desde a infância esta tendência, e não foi por falta de tentativa dos meus pais. Sei que isso choca muita gente, já fui taxada de insensível e algumas pessoas pensam que não gosto de animais. Mas é justamente o contrário do que sinto! No meu mundo ideal e perfeito, eu imagino o ser humano num estágio tão avançado que prescindirá de domesticar os animais, deixando que eles vivam no seu habitat natural, co-existindo todas as espécies em equilíbrio, talvez uma continuação do Génesis, do Velho Testamento. Será utopia?
Não suporto ver pássaros engaiolados, peixes em aquários, ratos e porquinhos-da-índia a correr histéricos nas rodinhas, tartaruguinhas solitárias em mini ilhas, gatos e cães trancados em apartamentos, sozinhos o dia inteiro, à espera do fim do dia para um afago do dono. Não suporto ver animais sofrerem pelos seres humanos e por reflectir mais a fundo nisso, estou gradativamente a deixar de comer carne, porque penso que a maioria das pessoas se tivessem de matar os animais por suas próprias mãos, para se alimentar, jamais comeriam carne, basta um despertar de consciência (não é Rute?), um clique, para nos fazer pensar de onde vem o que colocamos no prato. Lembro-me em pequena dos meus pais criarem coelhos para consumo e quando um desaparecia, ficava tão triste e nem pensava sequer em tocar no prato. São as tais incongruências (ou não) da minha personalidade.
Não é porque não tenho um cão ou um gato a viver comigo no apartamento que não gosto de animais. Aliás a própria expressão "gostar de animais" quanto a mim é profundamente contraditória, como se o “amor” fosse a única forma de manter vivos os animais. Será que se deixarmos de “amá-los” eles morrerão? Para mim o amor tem um sentido mais abrangente, de liberdade, e não de posse e domínio…
Quando se tem uma criança a viver connosco tudo se complica ainda mais, pois a minha filha contrariamente ao que eu era, pede-me constantemente para ter um animal de estimação; pede-me constantemente para ir ao circo (lugar que jamais gostei de ir), e por mais que tente lhe transmitir os meus pontos de vista, na maior parte das vezes o peso da sociedade se impõe.

A situação causada pelo homem com a domesticação e uso dos animais (tráfico ilegal de espécies, caça furtiva, uso de peles e partes de animais, consumo exagerado de carne, leite e ovos, etc) e a destruição do meio ambiente levam e levarão à extinção várias espécies e se formos mais além, até de nós próprios.

Há um tempo atrás se me convidassem para ir a um Jardim Zoológico, não era um programa que gostasse de fazer, achava sempre deprimente. Hoje em dia a minha opinião está a mudar, frequento várias vezes por ano o Zoo de Lourosa, o único Parque ornitológico do país, que se dedica inteiramente às aves. Lá vivem várias espécies, dos 5 Continentes, algumas ameaçadas, em que dentro do exequível tenta-se recriar o seu habitat natural, para que seja possível a sua continuidade. Realizam-se várias acções educativas por ano, todos os alunos do concelho visitam este espaço, conhecendo as várias espécies, seus hábitos, a alimentação, os perigos que enfrentam, tudo isso dentro de um amplo espaço natural, onde não falta um parque infantil e esplanada.

No meu sonho do futuro (sei que terei de viver milhares de vidas até que isso aconteça!), não será preciso existir estes lugares, pois o homem tomará consciência do equilíbrio da natureza, o seu conhecimento será usado para melhorar o ambiente, permitindo que todos os seres vivam plenamente, em liberdade, e até o Homem não será mais escravo de si próprio no dia em que se libertar do “ter” porque tudo já lhe foi dado, só é preciso respeitar…
Hoje não deixo nenhuma receita, apenas uma sugestão, deliciosa, natural e vegetal:

Um delicioso prato de fruta fresca!

domingo, 7 de agosto de 2011

Vamos melhorar Portugal...com lixo

No início do mês passado a agência Moody's cortou o rating de Portugal para um nível considerado"lixo", sublinhando o risco de o país precisar de um segundo empréstimo externo e de não conseguir cumprir as metas orçamentais de acordo com a troika.

Após estas notícias o desanimo tomou conta de nós, a auto estima nacional ficou de rastos, mas a irreverência criativa que nos caracteriza, gerou movimentos de portugueses que literalmente enviaram lixo pelo correio à Moody's numa forma de protesto.

Pois eu acho que fizeram...mal! Afinal o lixo pode ser a nossa salvação. Brincadeiras à parte, porque afinal o assunto é sério, abaixo descrevo um texto baseado nesta reportagem da SIC, o mercado do lixo, que podem ver na íntegra aqui.

Até 1996, Portugal não tratava o lixo, que era descarregado directamente em aterros. Em certas lixeiras o fogo era provocado, gerando fumos e cheiros nauseabundos, além da contaminação de solos e outros problemas associados. Com a entrada de Portugal na União Económica Europeia e a exigência de padrões de tratamento do lixo, iniciou-se a separação do lixo, para posterior reciclagem.
Passados 15 anos o panorama mudou, a separação do lixo contribuiu para a criação de empresas de valorização e tratamento de resíduos sólidos que geraram vários postos de trabalho, além da melhoria do ambiente, pois o volume de lixo que actualmente vai parar aos aterros é bem menor e a tendência ainda é para diminuir mais. Só para citar um exemplo, na Valorsul, que valoriza e trata os resíduos da Região da Grande Lisboa e Oeste é realizada a triagem de materiais recicláveis, para serem encaminhados para a indústria da reciclagem, a valorização orgânica, transformando restos de comida em composto orgânico para utilização na agricultura e jardinagem sendo também possível neste processo a captação de biogás para produção de energia. Os resíduos colocados no lixo comum são queimados para a produção de energia eléctrica: 2000 toneladas de lixo diários que transformados em energia poderão abastecer uma cidade de 150.000 habitantes. As escórias resultantes da queima são ainda aproveitadas para inertes na pavimentação de estradas e o material ferroso para a construção de automóveis. Os resíduos não possíveis de serem aproveitados vão para aterros controlados e estanques.
Apesar do panorama ter mudado ainda estamos longe de conseguir obter todo o produto reciclado que a indústria nacional necessita. A Evertis, empresa pioneira na Europa que produz filme plástico para embalagem de alimentos utiliza 40% de plástico reciclado, sendo 60% adquirido no mercado nacional e o resto é importado, assim como a BA Vidros, que tem de importar também vidro reciclado para completar a sua produção.

Por outro lado a produção de lixo comum também é preocupante. Os dados apontam para uma produção de 1,5kg de lixo produzido por dia por cidadão e a conclusão é de que 40% da alimentação que produzimos vai para o lixo. Um exemplo de iniciativa que deveria ser seguido é o Projecto Dose Certa, uma parceria de 3 restaurantes com a Lipor, em que foi estudado durante um período de tempo os restos produzidos nos restaurantes e chegou-se à conclusão de que 60% eram hidratos de carbono(arroz e batatas). Após essa pesquisa foi possível aferir uma dose certa para evitar a produção excessiva de restos e todas as partes ganham: o consumidor paga menos, o comerciante não tem desperdícios e o ambiente agradece a menor quantidade de lixo.

Reduzir importações, aumentar exportações, reduzir o consumo de energia e de recursos naturais, eis como separar o lixo aumenta a saúde económica do  nosso país.

Por isso, se ainda não faz separação do lixo, e é patriota, é mais um motivo para começar.
Existem 37 mil ecopontos espalhados pelo país, o dobro do número de caixas Multibanco, por isso não há desculpas para separar o lixo e contribuir.
E se ainda é daqueles que pensa que é inútil fazer a separação do lixo porque é todo junto na recolha, saiba que isto é um mito urbano, pois os camiões tem separadores para cada tipo de ecoponto.
Por outro lado pense na quantidade de comida que confecciona ou que consome no restaurante, hoje em dia a frase "mais vale sobrar do que faltar" deve ser considerada fora de moda, temos de ajustar as nossas necessidades e comprar e confeccionar apenas o que necessitamos. Poupamos dinheiro, tempo e o ambiente.

A receita de hoje, também foi elaborada a pensar na redução do lixo e na reutilização de frascos de vidro. É possível comprar uma melancia com alguns quilos e deitar fora apenas algumas gramas de casca verde, claro que se tiver um jardim ou horta pode ainda aproveitar as cascas para fazer composto e então a produção de lixo é nula!

Compota de cascas de melancia

- Casca de melancia (só a parte branca)
- Metade do peso da casca, em açúcar
- Pau de canela e cravinhos da índia, a gosto

Comece por ralar a casca de melancia na parte mais grossa do raspador da cenoura e deite-a num tacho. Junte-lhe o açúcar, a canela e os cravinhos e misture muito bem.
De seguida leve ao lume e, quando ferver, mexa de vez em quando até ganhar o ponto de estrada.
Retire do lume, deixe arrefecer, verta em frascos(reutilizados)esterilizados, tape e guarde.


E com esta deliciosa compota termino a minha participação na Teia Ambiental de hoje.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Em forma pelo Planeta


Eis a minha participação de hoje na Blogagem Colectiva: Teia Ambiental


Ergométricas geram energia verde em hotel na Dinamarca
Fonte:aqui
Um hotel de luxo em Copenhague levou o conceito de energia renovável a um novo patamar, ao conectar bicicletas ergométricas a geradores, permitindo que os hóspedes ajudem a produzir a eletricidade que consomem.
Cada hóspede do Crowne Plaza Hotel que gerar 100 watt/hora receberá como prêmio uma refeição no valor de 200 coroas (27 euros ou 36 dólares), explicou o porta-voz do hotel, Frederikke Toemmergaard.
Duas bicicletas serão equipadas com telas montadas no guidão para que os ciclistas possam ver quanta eletricidade geraram para o hotel, que se autointitula "um dos mais 'verdes' do mundo".
Graças a esta iniciativa, os hóspedes poderão "reduzir sua pegada ecológica e economizar dinheiro e energia", disse Toemmergaard.
"Uma pessoa fora de forma precisa pedalar cerca de 10 minutos para gerar 10 watt/hora e alguém em boa forma pode gerar até 100 watt/hora em 60 minutos", afirmou.
O hotel de 26 andares e 366 quartos alega ser o primeiro da Dinamarca a ter toda a sua energia gerada a partir de fontes renováveis, graças a painéis solares e um sistema de resfriamento e aquecimento hidráulico.

Discoteca aproveita energia da dança
Fonte:daqui
A sustentabilidade acaba de ficar mais «na moda» entre os ingleses. Na última semana, a pista de dança do Bar Surya, no bairro de King's Cross, em Londres, inaugurou um piso especial capaz de gerar energia eléctrica a partir do movimento de quem dança.
O piso de dança utiliza uma tecnologia chamada de «piezoelétrica», na qual cristais de quartzo e cerâmica produzem energia quando são pressionados.
É o principal destaque do projecto Club4Climate, que também inclui a venda de bebidas e alimentos orgânicos, a utilização entradas de ar para reduzir a necessidade de ar condicionado e casas de banho com consumo reduzido de água.
A Holanda foi a pioneira das discotecas ecológicas.Trata-se da primeira pista do género em Inglaterra. Há cerca de um ano, o projecto foi testado num clube em Roterdão, na Holanda. No Bar Suria, cerca de 60% da energia consumida é gerada pela pista de dança. Os outros 40% virão de uma turbina eólica e painéis de energia solar. Caso a produção supere a necessidade, o resto será distribuído para residências na região.


Sapatilha que gera energia
Fonte:aqui
Investigadores da Universidade Louisiana Tech, nos Estados Unidos, criam sapato que armazena a energia das caminhadas.
A tecnologia desenvolvida pelo Dr. Ville Kaajakari colecta energia com um gerador colocado dentro da sola de um calçado – no caso, uma sapatilha.
O sistema é baseado e um novo circuito de regulação que converte carga piezoelétrica em voltagem adequada para carregamento de baterias ou para abastecer directamente equipamentos – como telemóveis.
É usado um material barato, que é macio e resistente, e tem as mesmas propriedades dos amortecedores das sapatilhas. Assim, os usuários não notariam a diferença ao praticarem actividades físicas.
O objectivo final é utilizar o sistema para abastecer telemóveis, MP3s e outros dispositivos. Isso, no entanto, deve demorar um pouco – uma vez que, como outros aparelhos similares, este ainda não gera quantidade de energia suficiente para tais gadgets.

Há algum tempo atrás estes exemplos poderiam parecer saídos de um filme de ficção científica mas a realidade mostra-nos que não demorará muito para que esta forma de gerar energia faça parte do nosso quotidiano, evitando-se as formas concentradas e gigantescas de produção que poluem e destroem o nosso ambiente, assolando as nossas lindas paisagens.
Mas enquanto estas novidades não se tornam rotina, está ao nosso alcance, pelo menos, a poupança de energia. 
Vejam alguns exemplos:
- Quantas vezes usamos o elevador no nosso local de trabalho e depois vamos "malhar" para o ginásio.
-Temos estores eléctricos em casa, porque é engraçado carregar no botão e ver a engenhoca a subir, em vez de puxarmos uma fita e depois usamos as máquinas do ginásio para muscularmos os braços.
- Vamos de carro para o trabalho, para as compras, para buscar os filhos à escola e depois vamos "caminhar" aconselhados pelo médico.
- Reclamamos do trabalho doméstico, varrer, lavar, passar, arrumar e depois vamos suar a potes, em movimentos repetitivos nas máquinas do ginásio, e ainda pagamos.  
Parece-lhe ridículo? Mas é a mais pura realidade! A nossa maneira de pensar deve ir mais além do óbvio, e além de pouparmos o ambiente e a carteira, ficamos mais saudáveis.
E para acompanhar essa onda a minha receita de hoje é:
Pão de Ló de laranja
(sem Bimby, liquidificador ou batedeira) 
Separe um saco de pano e o seu porta moedas, calce uma sapatilhas e vá às compras, à pé. Compre laranjas e ovos, de preferência biológicos, açúcar, farinha e fermento em pó. Venha para casa, calmamente, aproveite para observar a paisagem, há sempre algo novo que você não havia reparado pelo caminho. Chegando à casa, retire as compras do saco. Não se esqueça de lavar as mãos! Unte uma forma de chaminé, usando manteiga e um pedaço de papel, polvilhe com farinha e reserve. Separe uma taça grande, uma média e outra pequena. Parta 3 ovos, separando as gemas das claras. Coloque as claras na taça grande e com a ajuda de uma vara de arames bata-as até ficarem em castelo(neve), as mais treinadas e duronas podem usar um garfo nesta operação. Entretanto já estará a suar, mas pense que poderá comer uma fatia de bolo sem culpas, depois deste esforço.Não desista! Estando as claras bem firmes, misture uma gema de cada vez, batendo sempre com a vara de arames, até que se forme um creme claro e fofo. Adicione 2 chávenas(chá) de açúcar, aos poucos, usando sempre a vara de arames, a mistura deve ficar homogénea. Misture também desta forma 2 chávenas(chá) bem cheias de farinha de farinha de trigo e com leveza 1 colher(sopa) de fermento em pó. Por último acrescente, mexendo bem devagar, 1 chávena(chá) de sumo de laranjas, espremido à mão. Coloque a massa na forma e coza em forno 180ºC por mais ou menos 30 minutos. Lave a louça, limpe e guarde-a. Veja se o bolo está cozido, usando um palito. Retire do forno, espere 5 minutos e desenforme. Regue com 1 chávena(chá) de sumo de laranjas, espremido à mão. Lave a forma, deixando a cozinha arrumada e só então saboreie uma fatia de bolo delicioso, feito pelas suas próprias mãos.