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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Natal é quando eu quiser...

Há por aqui um ditado popular que diz: O Natal é quando o Homem quiser. Seguindo esta sabedoria, ontem na minha cozinha saiu esta "Tofuzada de Natal", do maravilhoso blogue The Love Food. Já estava de olho nesta receita desde que a Maria publicou-a, mas não consegui fazê-la para as festas, então um domingo cheio de sol e o facto de estarmos felizes, juntos e de boa saúde também são motivos de comemoração. Ficou um prato tão delicioso que até o meu marido, que não é muito adepto das minhas "esquisitices" como diz ele, comeu e gostou! A filhota achava que o tofú temperado era atum...Não era, era muito melhor! Portanto, pessoal, nada de ideias pré concebidas, experimentem esta maravilha saudável, totalmente vegetal e vão ver que não se arrependem!

Segui a receita da Maria à risca, está muito bem explicada, portanto é só clicar aqui para aceder. Acompanhei com legumes assados(abóbora, beterraba, os talos das couves, tomate e cebola), receita parecida aqui.

Hoje ao almoço comi roupa velha. Calma! Não imaginem que eu comi alguma meia velha...Para quem não sabe,roupa velha é o que chamamos nesta região às sobras da caldeirada de Natal, aquecida no dia seguinte, geralmente até fica melhor que o prato original. Aqueci o resto da "tofuzada" no micro-ondas e soube-me muito bem esta pausa natalícia numa segunda feira, obviamente sem carne.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

#15 Segunda sem carne

É impressionante como o tempo passa! A última vez que publiquei foi na passada segunda feira. A minha cozinha tem estado em alta produção e tenho muitas fotos e receitas para vos mostrar, o problema é arranjar tempo. Alguém sabe onde é que se compra? 

Hoje trago-vos mais uma sugestão do que propriamente uma receita, mas como a refeição soube-me muito bem, resolvi compartilhar. Podem ser usados os legumes que quiserem.

Legumes estufados com salsicha de soja
(para 1 pessoa)
Pique cebola, alho e alho francês para um tacho, regue com um fio de azeite e leve ao lume, até murchar. Junte uma salsicha de soja e 1 cenoura cortadas às rodelas, 1 chuchu pequeno, 1 fatia de abóbora e 1 cabeça de nabo pequena aos pedaços. Junte 1 colher(sopa) de molho de tomate(usei caseiro) ou 1 tomate pequeno sem pele e tempere(usei sal, pimenta preta e 1 folha de louro). Coloque a tampa e deixe estufar em fogo baixo. Quando estiver quase pronto junte um pouco de verde, no meu caso, usei folhas de acelga em pedaços, apague o lume, deixe repousar 2 minutos e sirva com arroz ou outro acompanhamento. Salpiquei algumas sementes de papoila para dar um charme.

Simples, reconfortante e delicioso


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

# 14 Segunda sem carne

A receita que vos trago hoje é muito especial, para uma segunda feira que é especial porque é sem carne e porque ainda degustei este delicioso prato, que sobrou do almoço de ontem, fora isso o tempo hoje por aqui está péssimo e foi super preenchido, quando só me apetecia estar em casa, a cozinhar, a ler, a preguiçar... 

Foi baseada numa das receitas do livro Cozinha Toscana, gastronomia do mundo. Este foi um dos livros que ganhei ao participar no passatempo que a Carla promoveu no seu blog O meu tempero. O outro livro é sobre Cozinha Latina. Não poderiam ser melhor escolhidos, pois aprecio muito a cozinha destas paragens. E gostei tanto que já fiz duas receitas da Cozinha Toscana, a que reservei para hoje é a receita da capa. Apesar de não estar com o mesmo aspecto e os ingredientes terem sido um pouco diferentes, o resultado foi muito bom.

Obrigada, Carla, pelo carinho e pelo prémio, que como vês já está a ser usado!

Gnocchi de espinafres e requeijão
para 2
1 c. de sopa de azeite
300g de folhas de espinafre
1 requeijão
2 c.sopa de queijo mozzarella ralado(ou parmesão)
1 ovo, ligeiramente batido
2 c. de sopa de farinha de trigo, mais um pouco para polvilhar
noz moscada, ralada
sal e pimenta
Molho
1 c. de sopa de azeite
1 cebola pequena finamente picada
1 dente de alho esmagado
1 chávena de molho de tomate, caseiro ou tomate em pedaços, enlatado
salsa ou manjericão fresco
Preparação:
Aqueça o azeite numa caçarola grande. Junte os espinafres e refogue, tapada durante 1-2 minutos, até murcharem. Escorra-os num passador e deixe arrefecer. A seguir esprema-os com as mãos libertando o máximo de água possível(pode espreme-los com um pano de cozinha limpo para se certificar  que ficam bem secos). Finalmente pique os espinafres e coloque-os numa tigela. Adicione o requeijão bem escorrido, o mozzarella, o ovo, a farinha e misture bem. Tempere a gosto com sal e pimenta e uma boa pitada de noz moscada ralada.Tape e leve ao frigorífico durante pelo menos 1 hora, ou 20 minutos no congelador.
Entretanto faça o molho. Aqueça o azeite numa caçarola, deite a cebola e o alho e refogue em lume médio, mexendo frequentemente durante 3-4 minutos, ou até a cebola ficar macia. Junte o molho de tomate ou tomate picado e deixe ferver. Se utilizar tomate enlatado, reduza o lume e refogue, destapada por 10-15 minutos até o molho reduzir e engossar. Tempere a gosto com sal e pimenta(se for caso disso) e acrescente a salsa(reserve alguma para decorar). Reserve.
Para moldar os gnocchi, enfarinhe um prato e as mãos. Coloque uma colher de chá cheia de mistura de espinafre na palma de uma das mãos, depois enrole com cuidado dando-lhe a forma de um ovo e coloque no prato enfarinhado. Repita a operação com a restante mistura de espinafre.
Leve uma panela grande com água a ferver. Com cuidado junte os gnocchi, em pequenas levas e coza, em lume brando durante 2-3minutos, ou até subirem à superfície. Retire-os com uma escumadeira e coloque-os numa travessa aquecida para os manter quentes, enquanto coze os restantes gnocchi.
Sirva os gnocchi em pratos aquecidos com o molho deitado por cima e salpicados com queijo parmesão, a gosto.

Notas:
Em Portugal, o nome requeijão refere-se exclusivamente ao derivado do leite formado a partir do soro de leite obtido aquando do fabrico do queijo e que é novamente sujeito à acção do calor, equivalente à ricota italiana e brasileira[3].
No Brasil, o termo "requeijão" também se aplica a um tipo de queijo sólido, de cor amarela, feito de leite, muito encontrado na culinária do interior paulista, mineiro e do sul baiano. Entretanto, a palavra alude mormente ao tipo mais comum e mais consumido: o cremoso.
Fonte: Wikipedia

O nhoque ou inhoque (do italiano gnocchi) é um prato amplamente difundido no mundo todo. O nhoque é frequentemente preparado à base de batata ou farinha de trigo.
Fonte: Wikipedia

terça-feira, 15 de novembro de 2011

# 14 Segunda sem carne

Sei que hoje é 3ª feira, mas ontem foi um dia muito atarefado e não consegui publicar a receita que fiz.
Para finalizar o dia preenchido, o jantar foi muito prático. Receita mais simples e rápida não pode haver. Misturar os ingredientes e levar ao microondas por 3 minutos. Acompanhamento: salada, sopa e fruta, uma refeição saudável e sem complicações.

Bolo salgado de caneca
Ingredientes:
1 ovo pequeno
4 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) óleo (usei azeite)
4 colheres (sopa) de farinha de trigo(rasas)
1 colher (café) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 fatia de queijo mozzarella
1/2 salsicha de soja picada
1/2 tomate picado sem semente
1 colher(sopa) cebola picada
orégãos secos
Preparação:
Coloque todos os ingredientes numa caneca de 300 ml, misture bem e leve no microondas em potência alta por 3 minutos.
Rendimento: 1 caneca

terça-feira, 1 de novembro de 2011

# 13 Segunda sem carne


Esta segunda feira é especial. Nos países anglo-saxónicos comemora-se o Halloween ou como se diz por estas paragens, o Dia das Bruxas. Por aqui já se vê algumas pessoas disfarçadas, montras de lojas decoradas e tenho cá uma bruxinha que anda a pregar-nos uns sustos. Na televisão, é a noite dedicada aos filmes de terror. E por coincidência esta é a 13ª semana sem carne a ser publicada, tendo este número, para alguns,  conotações assustadoras. Quem não se lembra da série de terror: Sexta-feira 13?


Festa do Dia das Bruxas que fiz há 2 anos para comemorar o aniversário da minha filha
Hoje também se comemora o Dia da Poupança. Como é possível juntar isto tudo, numa segunda feira sem carne. Para mim, que gosto de ligar coisas aparentemente desconexas, não foi nada difícil!

Ontem ao almoço fiz uma feijoada, e para contrariar, nada aterrorizante, pois nela não se viu nada estranho a boiar, tipo: pé, orelha ou rabo de porco. E propositadamente fiz um pouco a mais, pois como sabemos, a feijoada, no outro dia, aquecida ainda é melhor! 

Este prato por si só, já é económico, mas a ausência da carne ainda diminuiu mais o seu custo.

Poupança de tempo, energia, recursos e vidas de animais!
Esbanjamento, só de alimentos saudáveis e brincadeiras.
Terror, só nos filmes e disfarces.
Doce ou travessura?

Feijoada Vegetariana(para 2 pessoas)
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1/2 pimento
1 chuchu
1 cenoura (usei amarela)
1 tomate maduro(ou molho de tomate caseiro)
1/2 naco de seitan (125 grs)
1 mão cheia de repolho em juliana
1 1/2 chávena de feijão cozido
Azeite, 1 folha de louro, sal, pimenta preta, noz moscada, açafrão e cominhos
(Chouriço de soja, não usei, mas ficaria óptimo)
Para o acompanhamento:
Arroz branco
Mistura de couves diversas salteadas (galega, penca, acelga e espinafres)
Laranja às rodelas(importantíssima fonte vitamina C para captar o ferro do feijão e couves)

Preparação:
Pique a cebola e o alho para um tacho. Acrescente a cenoura, o pimento e o chuchu cortados em cubinhos. Regue com um fio de azeite e leve ao lume até a cebola dourar. Acrescente o seitan cortado em pedaços. Junte o tomate, ou molho caseiro, que foi o que usei, o louro e restantes temperos a gosto. Cubra com a tampa e deixe estufar até que o seitan esteja tenro, se necessário junte água aos poucos. Do feijão, retire 2 colheres de sopa e reserve, junte o restante à mistura do tacho. Esmague com um garfo os feijões que reservou e junte ao preparado, para que o caldo torne-se mais apurado. Quando estiver quase pronta, junte o repolho, mexa e desligue. Deixe descansar 5 minutos antes de servir.
Para o acompanhamento, arranje os diversos tipos de couves e corte as folhas maiores em juliana, não muito fina. Aqueça uma frigideira, acrescente um fio de azeite e 1 dente de alho picado. Junte a couve, deixe murchar, tempere com sal e pimenta preta e sirva.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

# 12 Segunda sem carne

Depois de uma semana de ausência da vossa companhia e de um fim de semana bem recheado de guloseimas, voltei! E para me redimir, nesta segunda feira, nada como um dia sem carne, mais calmo e frugal do que os passados dias. 
O Outono parece que chegou para ficar, já apetece umas comidinhas mais quentes e ligar o forno já não é um problema, até pelo contrário...Para o jantar fiz um quibe vegetariano, para aquecer a cozinha e o estômago:

Ingredientes(para 4 pessoas):
1 chávena(chá) de trigo para quibe(bulgur)
1 chávena(chá) de cenoura ralada
1 chávena(chá) de courgette ralada
1 cebola pequena picadinha
1 colher(sopa) de hortelã picada
sal e pimenta preta q.b.
2 tomates maduros fatiados
queijo mozzarella curado em fatias ou ralado q.b.
oregãos
azeite
Preparação:
Ponha o trigo de molho em água por cerca de 1 hora(o nível da água deve ultrapassar 1cm acima da superfície do trigo). Passado este tempo, escorra bem o trigo e esprema num pano. Junte a cenoura, a courgette, a cebola e hortelã. Tempere. Num pirex untado faça uma camada, calcando bem  com uma colher. Espalhe o queijo, o tomate e oregãos. Faça mais uma camada e regue com um fio de azeite. Leve ao forno pré-aquecido por 20 a 30 minutos. 
Servi com salada verde.
Obs: O meu quibe ficou um pouco "baixinho" porque usei um pirex grande demais, aconselho um recipiente de aproximadamente 20X20, não muito maior.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

# 11 Segunda sem carne

Sei que tenho estado um pouco ausente daqui e também na visita aos vossos cantinhos, mas é por uma boa causa...que depois irão saber e ver...Hoje, como vem sendo habitual foi uma segunda feira sem carne. 
Fiz para o jantar uma massa parecida com o da semana passada, mas igualmente deliciosa.

Ingredientes(para 1 pessoa):
Uma porção de talharim biológico(ou outra massa a gosto).
Cerca de 10 grs de alga Wakame (incha bastante ao ser demolhada)
2 colheres(sopa) de rebentos de feijão em lata
1 punhado de feijão verde(vagem)
1/2 pimento
1 cebola pequena
1 colher(sobremesa) de sementes de sésamo
1 colher(sobremesa) de uvas passa
Azeite, sal, molho de soja, pimenta preta
Preparação:

Coloque a alga para demolhar em água temperada com molho de soja por 20 minutos. Leve a massa e o feijão verde cortado às tiras para cozer em água abundante, temperada com sal e azeite, até fical al dente. Entretanto coloque uma frigideira anti aderente ao lume com um fio de azeite. Acrescente a cebola cortada em meias luas finas. Deixe murchar. Junte o pimento, os rebentos de feijão, as algas cortadas aos pedaços tendo o cuidado de dispensar o veio duro que algumas contém.  Juntar as uvas passa. Temperar com molho de soja. Juntar a massa e o feijão verde e misturar bem. Na hora de servir polvilhar com as sementes de sésamo e pimenta preta. Acompanhei com grelos de nabo cozidos.



Sobremesa: Uma deliciosa e especial  manga. Especial porque foi cultivada cá em Portugal, na região do Algarve. Há anos que não comia uma manga tão deliciosa e perfumada. Fiquei fã, pena que só há nos meses de Setembro e Outubro, mas vale a pena esperar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

# 10 Segunda sem carne

Dez segundas sem carne é um óptimo motivo para comemorar! E foi o que fiz, ao jantar, saboreando uma deliciosa Massa do Mar. Foi bom lembrar os saudosos dias de praia, nas férias, e até o calor que se tem sentido ultimamente, ajudou a compor o cenário. Esta combinação de ingredientes ficou maravilhosa, o tofú de algas, que vi pela primeira vez aqui no blogue da Rute, recorda vagamente o gosto do atum, mas sem ser oleoso, também fiquei super fã! Para potenciar o sabor juntei algas marinhas, Wakame. Um verdadeiro manjar rico em minerais, totalmente vegetal, fácil de fazer, de comer e de digerir!

Ingredientes(para 1 pessoa):
Uma porção de talharim biológico(ou outra massa a gosto).conchinhas também ficava lindo!
Cerca de 10 grs de alga Wakame (incha bastante ao ser demolhada)
125 grs de tofú com algas
1/2 cenoura em fios
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 colher(sobremesa) de sementes de sésamo
Azeite, sal, molho de soja, pimenta preta
Preparação:
Coloque a alga para demolhar em água temperada com molho de soja por 20 minutos. Leve a massa à cozer em água abundante, temperada com sal e azeite, até fical al dente. Entretanto coloque uma frigideira anti aderente ao lume com um fio de azeite. Acrescente a cebola cortada em meias luas finas e o dente de alho bem picado. Deixe murchar. Junte a cenoura e as algas escorridas, cortadas aos pedaços tendo o cuidado de dispensar o veio duro que algumas contém.  Juntar o tofú aos pedaços. Temperar com molho de soja e pimenta preta. Juntar a massa e misturar bem. Na hora de servir polvilhar com as sementes de sésamo. Eu acompanhei com grelos de nabo cozidos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

# 9 Segunda feira sem carne

Quando eu era adolescente comecei várias vezes a escrever um diário, mas como nunca fui pessoa metódica, em pouco tempo o diário transformava-se em semanário, em mensário, perdia o caderno, enfim tudo frutos da minha natureza inquieta que quer fazer várias coisas ao mesmo tempo. De certa forma sinto-me redimida ao escrever aqui de uma forma mais disciplinada. Reflecti sobre isto hoje, ao sentir o calor abrasador que nos tem assolado nestes últimos dias e pus-me a pensar como terá sido no ano passado. Se nesta altura já tivesse começado com o blogue era só consultar as publicações, pois o que comemos dá-nos sempre uma pista, além de que o estado do tempo é um tema recorrente e que influencia muito o nosso estado de espírito. Claro que sempre posso consultar o Google, que tem resposta para tudo, o sabichão!

Apesar de não ser metódica e disciplinada, de não fazer ementas semanais, nem ter a dispensa super organizada, com listas e frascos(tenho profunda "inveja" de quem é assim!) procuro alimentar-me de forma equilibrada, embora hoje em dia seja tentador descambar para a comida de plástico ou semi-pronta pois a oferta é muita e o tempo escasso.
Já ouvi, inclusive, algumas pessoas dizerem que não se alimentavam de forma saudável por não terem tempo. Será mesmo verdade? Mas eu penso: se eu que não sou muito ordenada até consigo, porque outros não conseguirão? Vou então descrever um pouco dos meus hábitos:
- Faço sempre uma panela de sopa de legumes variados todos os dias, mesmo que tenha muita preguiça. Às vezes é a primeira coisa que faço pela manhã e enquanto me arranjo fica pronta. Ao almoço se não tiver mais nada, um prato de sopa e mais qualquer coisa já não ficamos mal. 
- Faço sempre salada em todas as refeições, mesmo que o prato principal seja massa ou estufado, tenho de ter sempre algo verde no prato. Às vezes com a pressa são apenas umas folhas de alface, mas tem de ser algo verde.
- Tenho sempre fruta em casa que comemos normalmente ao lanche, em casa/trabalho/escola. 
- Eu não bebo leite, mas levo todos os dias um iogurte para o lanche, que de uns meses para cá tem sido dos de soja.
- Tomamos o pequeno almoço em casa. Além de mais económico é muito mais saudável, pois podemos variar. Não dispenso o pão integral, que tenho em versão tostas para os dias em que não há fresco.

Mas não pensem que fui sempre assim, comer de forma saudável é um hábito como outro qualquer, de início estranha-se mas depois entranha-se. 
Também posso dizer que conto com a ajuda preciosa de meu marido, aliás foi por ele que hoje tenho o hábito de comer sopa todos os dias, ele faz umas sopas óptimas!

E como já vem sendo hábito, hoje foi uma segunda feira sem carne, numa semana vegetariana. Posso dizer que este hábito já está totalmente enraizado.

Almoço:


Salada fresca de arroz integral e legumes
Lembram-se do arroz que acompanhou esta dobrada? Fiz propositadamente mais quantidade, depois foi só juntar outros ingredientes de manhã, conservar no frigorífico e ao almoço foi só servir-me.

Ingredientes(para 2 pessoas):
1 chávena almoçadeira de arroz integral cozido
1 cebola picada
1 cenoura em fios
1/2 beterraba vermelha em fios
1/2 beterraba amarela em fios
3 colheres(sopa) de milho em lata
1 punhado de sementes de abóbora tostadas
1 punhado de sementes de girassol
1 punhado de passas de sultanas
Salsa e cebolinho picados 
Temperos:Azeite, vinagre de arroz, pimenta preta e pitada de sal.
Preparação:
Colocar todos os ingredientes numa taça, temperar e misturar bem. Esta tarefa fica facilitada com duas colheres. Guardar no frigorífico até servir.

Jantar
Apeteceu-me algo mais reconfortante, então fiz umas tradicionais 
Papas de milho 

Ingredientes(para 1 pessoa)
3 folhas de couve galega cortadas como para caldo verde
1 chávena(chá) de água
Farinha de milho amarelo q.b.
2 colheres(sopa) de feijão cozido
Azeite, sal e pimenta.
Preparação:
Num tacho coloque a água a ferver, sal, azeite e pimenta. Junte as couves, deixando ferver 1 minuto. Junte farinha de milho em chuva, aos poucos, até atingir a consistência desejada. Cozinhe por uns minutos, sem deixar de mexer. Junte o feijão, rectifique os temperos e sirva bem quente. 

Outros blogues amigos aderentes às Segundas sem carne:


Estou a participar na Semana Vegetariana.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

# 8 Segunda feira sem carne

São onze horas da noite e só agora pude me sentar calmamente para escrever. É nestes dias passados em completa roda viva que eu penso: Será que a vida de hoje é mais fácil que há uns tempos atrás? Tempos em que não havia electricidade e as pessoas eram obrigadas a parar com o cair da noite e acordar com o raiar do dia. Será que esta ânsia de querer abraçar o Mundo, fazer várias coisas ao mesmo tempo em velocidade de computador de última geração não está a transformar-nos em seres da noite, quase vampiros... Eu penso que sou uma típica criatura destes tempos. Roubar tempo ao sono para poder me dedicar àquilo que gosto transformou-me num ser meio soturno durante o dia,(de manhã cedo se falarem comigo com muita convicção, juro que mordo!), que alcança o auge da inspiração ao entardecer e se pudesse entrava pela noite dentro a divagar, deitava-me de madrugada e acordava, com sorte lá pelo meio da manhã...mas eu sou mãe de filha e esse comportamento estranho não se enquadra nessa categoria. 
Bem, estas segundas feiras sem carne estão a transformar-se em segunda feira "toca a desabafar" no blogue, vocês me desculpem, mas o meu dia começou às 7:15 da manhã, sempre a correr, a barafustar, a aturar, a resolver e terminou às 22:30 na farmácia a comprar pensos para bolhas porque a criança lembrou-se de usar umas sapatilhas novas sem meias(para me contrariar!) e lá tinha umas personagens estranhas, dentre elas um que falava meio enrolado e cujo bafo já me deixou meio zonza...

Enfim, hoje é segunda feira, o que me salvou foi ser sem carne, pelo menos sei, que não sou culpada de nenhum sofrimento animal para poder me alimentar.Ufa!

Deu para perceber que hoje, com muita sorte, só tenho receita do que fiz para o almoço

Croquetes de lentilhas
baseados nestes lindos e apetitosos da Cozinha das Cores
Cerca de 250 grs de lentilhas verdes cozidas e trituradas(ou amassadas) levemente
1 cebola grande picada
1 cenoura ralada
1/2 pimento verde picado
1 colher(sopa) de azeite
2 dentes de alho picados
2 colheres(sopa) de levedura de cerveja
1 colher(sopa) de farinha de linhaça(ou sementes de linhaça moídas)
2 colheres(sopa) de germen de trigo
Pão ralado(farinha de rosca) q.b.
Temperos: sal, caril, pimenta preta, noz moscada, hortelã seca
Preparação:
Leve ao lume a cebola, cenoura, alho, pimento e azeite. Deixe amolecer. Acrescente a lentilha e misture. Junte a levedura, farinha de linhaça, germen de trigo. Alterne com os temperos e pão ralado. Misture bem, vá provando aos poucos, para rectificar os temperos, até que a massa fique consistente mas não demasiado seca. Molde croquetes(ou hambúrgers). Pode levar ao forno, num tabuleiro untado ou frita-los numa frigideira anti aderente untada levemente com azeite(foi o que fiz hoje).

Acompanhei com salada de alface, rúcula e tomate e maionese vegetal com alcaparras e sopa de legumes, que hoje precisei de sustento!


E Sobremesa:
Puré, feito com maçãs biológicas cozidas com casca e trituradas. Polvilhei com amêndoas raladas e canela, enfeitadas com physalis.
Deliciosamente simples e bom!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

# 7 Segunda sem carne

Estes dias têm sido algo atribulados com o início do ano lectivo da minha filha, com algumas mudanças que ocorreram e novidades no trabalho. Tudo isso somado, destruiu alguns planos que tinha feito para mim, que infelizmente só duraram uns breves dias. Vida de mãe! Mas o que não mudou nada foram as segundas feiras, que continuam a ser o dia mais mal humorado da semana, o dia em que mais custa sair da cama, o dia da preguiça e o dia sem carne, que tem sido o melhor destes dias! Hoje não houve tempo para fotografias, foi quase tudo feito a correr. Digno de foto e de ser comido foi este cachorro quente vegan, que foi o meu almoço. Aconselho a experimentarem, pois além de rápida execução, é delicioso e saudável.

Ingredientes, para um(a) apressado(a):
1 pão integral tipo baguete
1 salsicha de soja
1 tomate chucha pequeno
Rúcula ou alface, lavadas e secas q.b.
Maionese  vegetal q.b. (usei da marca Diese)
Ketchup q.b.
1 pitada de sal fino
Oregãos secos q.b.

Preparação:
Corte a salsicha ao meio no sentido longitudinal e leve-a a grelhar num grelhador anti aderente sem nada. Enquanto isso, corte o pão e barre-o com maionese e ketchup. Coloque folhas de rúcula(ou alface) e tomate cortado às rodelas finas, numa das metades do pão. Polvilhe sal e oregãos por cima do tomate. Disponha por cima a salsicha e folhas de rúcula. Feche com a outra metade, prenda com um palito e se quiser uma frescurinha a mais, enfeite com um tomatinho cereja ou azeitona. 
Uma sopa e fruta, e já estava o almoço rapidamente composto, mas nem por isso menos saudável.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

# 6 Segunda sem carne

As segundas feiras começam a ficar complicadas, assim como o resto dos dias da semana de uma mãe que trabalha fora de casa. As férias escolares estão a acabar e começa a rotina das aulas, actividades, estudos... é uma ocupação sem fim a acrescer ao trabalho e vida doméstica. Até me sinto cansada a pensar nas inúmeras actividades do meu dia a dia. 
Mas não é por isso que a boa alimentação e um pouco de actividade física tem de ser  postos de lado. É muito difícil conciliar para que tudo corra harmoniosamente, mas um pouco de planeamento ajuda bastante, porque ao ingerir bons e variados alimentos tenho energia para aguentar um dia cheio e se ao fim do dia ainda conseguir encaixar um tempo para uma caminhada, sei que estou no caminho certo para ter a saúde sem problemas. Actualmente tenho o privilégio de poder fazer as refeições em casa junto da família, é tudo um pouco corrido, mas já tive a experiência de comer fora, por trabalhar longe e acabei por optar em levar o almoço de casa, pois o meu organismo ressentiu-se às refeições constantes nos restaurantes. 
Faço uma grande panela de sopa todos os dias, com os melhores legumes e verduras, de preferência biológicos e tenho sempre fruta e salada. Opto por fazer comida a mais no jantar para que sobre e há os congelados que ajudam bastante. Conto com a ajuda imprescindível do meu marido. E assim tudo vai correndo bem e por enquanto a farmácia não enriquece connosco!

A pensar no dia de hoje, ontem preparei a panela de sopa habitual e aproveitando que o forno foi ligado para preparar o bolo de figos e um quibe de vegetais (publicarei em breve) para o almoço de ontem, preparei uma caponata, já que agora as beringelas estão em alta por aqui. Este antepasto de origem siciliana pode ser confeccionado de diversas maneiras, e é óptimo para compor uma sanduíche, como acompanhamento de massa ou simplesmente  puro com uma salada verde. Eu faço uma mistura um pouco a olho e ao meu gosto. 
Ontem fiz assim:
Caponata (ao meu jeito)
Cortei uma beringela, que era gigante, equivalente a 2 médias, em pedaços irregulares e deixei-os de molho em água com sal por mais ou menos 30 minutos, para retirar algum amargor. Num tabuleiro de ir ao forno(usei de barro) coloquei uma cebola em meias luas, três dentes de alho picadinhos, azeitonas pretas sem caroço em pedaços, 1pimento verde e 1 vermelho às tiras(usei congelado), 1 grande tomate aos pedaços e sem pele. Acrescentei a beringela, bem escorrida. Temperei com pimenta preta, noz moscada, páprica doce, mais um pouquinho de sal, orégãos secos, salsa, 2 folhas de louro e reguei com azeite. Envolvi tudo muito bem e coloquei o tabuleiro ao meio do forno em temperatura média para cozer lentamente. De vez em quando mexi. Quando a beringela e os pimentos estavam cozidos, retirei a caponata do forno e acrescentei um pouco de vinagre (usei de arroz, pois não gosto muito do sabor intenso à vinagre), 2 colheres de sopa de alcaparras e uma mão cheia de passas(sultanas). Misturei bem e coloquei o resultado num frasco esterilizado. Depois de fria guardei no frigorífico.

Pequeno almoço
Simples, mas delicioso: Pão com doce de figo(em breve por aqui!) e café.

Almoço:
Regalei-me com uma sanduíche de caponata levemente aquecida no microondas acompanhada de alface. Sobremesa: melão fresquinho.

Jantar
 Sopa de legumes, tostas integrais e uma taça de maçã cozida. 

E ainda consegui fazer uma boa caminhada ao fim da tarde!
Estou realizada...e exausta!
 Beijinhos a todos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

# 5 Segunda sem carne


Parece que o Verão está a despedir-se. Hoje o dia foi soalheiro, mas já se sente aquela brisa mais fresca que agita as folhas das árvores tornando-as cor de prata: este costuma ser o primeiro sinal que o meu cérebro acusa da chegada próxima do Outono, e esta estação já pede comidas mais quentes para “aconchegar” o estômago. Não é por ser composta apenas de vegetais que a comida terá de ser insípida e pouco saciante, antes pelo contrário, os estufados e molhos ficam mais coloridos e apurados, especialmente com a ajuda das leguminosas e as especiarias que dão o toque final.
Hoje, a minha primeira segunda-feira, depois das férias :( foi assim:
Pequeno-almoço:
Pão barrado com compota de maçã e tomate, cuja receita publiquei aqui ontem, e uma chávena de café. Apetecia-me cobrir o pão com uma camada generosa de compota, mas a balança não quer colaborar nisso.

Almoço:
Alheira vegetariana salteada com nabiças e espinafres
Levei ao lume uma frigideira anti-aderente sem nada. Acrescentei o recheio de ½ alheira vegetariana, cebola e alho picadinhos. Deixei apurar. Entretanto arranjei uma boa mão cheia de nabiças e espinafres. Desliguei o lume e mexi bem, para murchar as folhas e misturar tudo. Polvilhar com sementes de sésamo. Servi com salada de tomate e alface e tostas integrais.
Sobremesa – 1 tangerina
Muito importante - Os alimentos ricos em vitamina C facilitam a absorção do ferro proveniente dos vegetais, daí a combinação verduras de folha verde escura + tangerina!

Jantar:
Farinha de pau veggie
Já falei da farinha de pau aqui. É uma comida tradicional, que se dava aos bebés quando começavam a comer as primeiras sopinhas. Hoje em dia, parece que está um pouco fora de moda, mas lembro-me, na minha infância de ver o meu avô regalar-se com um pratinho dela quentinha. E como quem sai aos seus não degenera adoro um pratinho de farinha de pau quando o tempo começa a esfriar. Hoje fiz uma versão completamente vegetal e ficou deliciosa, a partir de hoje é a minha preferida!

Arranjei uma mão cheia de nabiças e cortei-as em juliana. Reservei. Num tachinho dispus: cebola, alho, ½ cenoura, 1 tira de pimento vermelho e feijão verde, tudo bem picadinho, reguei com um fio de azeite e levei ao lume até que a cebola murchasse. Acrescentei 1 colher de sopa de feijão cozido e 1 colher sopa de molho de tomate caseiro (pode substituir por ½ tomate sem casca). Temperei com 1 pitada de açúcar, molho de soja, 1 pitada de sal, noz-moscada e pimenta Assim que o molho começou a ferver juntei cerca de ¾ de chávena de água a ferver. Juntei 2 colheres (sopa) cheias de farinha de mandioca, em chuva, e mexendo rapidamente para não ficarem grumos. Acrescentei as nabiças cortadas, mexi, rectifiquei temperos e desliguei. Servi, polvilhada levemente com parmesão vegan (receita aqui).
Soube tão bem!

Entre as refeições, intercalo fruta, iogurte de soja e umas bolachinhas integrais e claro, água, muita água!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

#4 Segunda sem carne

Não está a custar nada estas segundas feiras sem carne, aliás devo dizer que sou uma candidata séria ao vegetarianismo, porque este dia está a se estender a mais dias da semana e estou a adorar! Descobrir novos sabores e ressuscitar outros esquecidos, o mundo vegetal é tão vasto que podemos inventar muito na cozinha.Transformar pratos que levam carne só com vegetais, e com sabor, é um desafio, e eu adoro desafios...
O meu dia foi assim:
Pequeno-almoço
Fruta & Canela
Nada mais simples e fresco: fruta da época - pêra e uvas (biológicas e oferecidas:) cortadas em pedaços e polvilhadas com canela. 
A acompanhar a caneca de café da praxe, de filtro. Mas não um café qualquer, café proveniente de comércio justo, e neste caso um produto português. Veja aqui porque.

Almoço
Massa com molho bolonhesa à minha moda
Molho
Coloquei a refogar: 1 cebola pequena e 1 dente de alho partidos em pedacinhos com azeite. Juntei 1 folha de louro, 1/2 pimento vermelho, 1/2 cenoura, 1 pedaço(50grs) de tofu e feijão verde, tudo cortado aos bocadinhos. Deixei os legumes cozerem em lume brando e acrescentei molho de tomate caseiro(poderá juntar tomates picados sem pele). Deixei apurar, rectifiquei os temperos, juntando pimenta preta e molho de soja. Quase ao fim adicionei couve frisada(de Sabóia) cortada em juliana e salsa picada. 
Entretanto coloquei a cozer esparguete integral.
Escorri a massa e servi com o molho. Decorei com raminhos de salsa e espalhei parmesão vegan, cuja receita já publiquei aqui.

Jantar
 Eu adoro fruta(era capaz de me alimentar só com elas!) e principalmente a desta época, por isso foi quase um "repeteco"do pequeno almoço.
Fruta & canela, com amêndoas
Fruta cortada(meloa, maçã e uvas)polvilhada com canela e amêndoas em lascas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

#3 Segunda sem carne

Hoje o dia foi passado em arrumações. Apesar de estar em férias, reservo sempre algum tempo para colocar em ordem algumas coisas que durante o ano deixo de lado devido ao lufa-lufa do trabalho/escola/actividades. É incrível a quantidade de objectos que acumulo!
Todas as vezes que estou a organizar coisas, penso: Nunca mais compro revistas, ou tantas malas, tantos colares...À medida que fico mais madura, tenho deixado cada vez mais de comprar por impulso, mas ainda não alcancei o ideal que pretendo, no entanto, como ainda me considero um ser em evolução, acho que ainda chego lá! 

E dirão vocês: Mas o que isso tem a ver com a Segunda Feira sem Carne? Tudo!!!Será que a maior parte das vezes não comemos determinado alimento apenas por impulso, levados  pela opinião da maioria das pessoas que nos impingem determinados comportamentos? Será assim tão difícil quebrar normas e conceitos enraizados? 

Poderá parecer que sim, mas apenas porque temos de "pensar" naquilo que comemos, nas consequências que esse acto poderá trazer para o nosso meio ambiente, o bem estar dos animais e nossa saúde. 
E afinal somos o quê? Seres pensantes, que temos opções e poder de escolha e não bonecos de corda, como às vezes nos querem fazer crer que somos... e somente por isso, porque não começar por hoje, a mudar de atitude, não consumindo carne num dos dias da semana. É apenas um passo, mas uma caminhada começa sempre com o 1º passo! 

E também porque não reflectir naquilo que compramos, será mesmo necessário ter mais uma mala, mais um telemóvel, mais uma coisa que não sendo indispensável, é algo que nos escraviza, que ocupa espaço físico e mental, que se transformará em lixo um dia ou que ficará acumulado em algum lugar estagnando a nossa energia. 

Escrevo estas palavras, não só para vocês, que tiveram a amável paciência de chegar até aqui, mas também e principalmente para mim, como se ao escreve-las possa o meu subconsciente grava-las definitivamente para mudar o meu padrão mental. 

O meu dia começou com o pequeno almoço: uma chávena de café e uma fatia de bolo de frutas, cuja receita publiquei no início do dia de ontem aqui.
O almoço foi sopa e fruta, para poupar tempo e porque com as arrumações, fiquei sem paciência para cozinhar.
Para o jantar fiz uma massa com legumes, com cara de comida caseira, bem confortável. Fiz o prato um bocado a olho, mas vou tentar escrever a receita, sem quantidades:
Refoguei lentamente:
Cebola e alho picados com azeite. 
Acrescentei cenoura em cubinhos, feijão verde em pedacinhos, molho de tomate caseiro(se não tiver, use tomate sem pele).
deixei apurar e juntei feijão catarino cozido e salsicha de soja às rodelas. Cozi a massa a parte e quando estava quase no ponto, juntei ao molho para acabar de cozer e absorver os aromas. Ao servir polvilhei com o parmesão vegan, que já publiquei aqui.

A foto não está grande coisa, mas o sabor garanto-vos que estava óptimo!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

#2 Segunda sem carne

 
A segunda feira de ontem foi óptima, duplamente folga: feriado e férias. E foi um reviver do passado, a continuação da publicação da BCFV, ao degustar o arroz que a minha avó fazia aos domingos para os almoços de família, numa versão vegan. Substituindo os componentes de origem animal, por vegetais. Ficou delicioso, saudável, colorido e além de tudo, pudemos saborea-lo sem culpas, sabendo que nenhum animal sofreu com esta escolha. 
O dia iniciou-se com um pequeno almoço bem fresco e agradável, apropriado para o Verão.

PEQUENO ALMOÇO
Muesli de fruta
Ingredientes(para 1 pessoa)
1/4 de chávena(chá) de flocos de aveia
Sumo de maçã(sem adição de açúcar) q.b.
1/2 maçã ralada
um punhado de amêndoas laminadas e torradas
1 iogurte de soja de sabor à escolha, usei natural
um punhado de mirtilos ou outra fruta fresca à escolha
1 colher(sobremesa) de compota de sua preferência- eu usei de ameixa(se o iogurte tiver sabor e açúcar, não utilizar)
Preparação:
Na noite anterior, coloque a aveia numa taça e cubra com o sumo de maçã, deixe no frigorífico. De manhã, acrescente a essa mistura a maçã ralada e as amêndoas. Cubra com o iogurte, a compota(se utilizar) e a fruta fresca.

ALMOÇO
Arroz da avó Luísa (versão vegan)
Ingredientes(para 4 pessoas, como prato único)
2 chávenas(chá) de arroz
5 chávenas(chá) de água a ferver
1/2 chávena(chá) de azeite(eu usei um pouco menos)
1 colher(sopa) de manteiga ( não usei, e não fez falta!)
1/2 chávena(chá) de queijo ralado(parmesão ou outro queijo duro), substituí por parmesão vegan(receita daqui) misturando: 2 colheres(sopa)de amêndoa moída, 1 colher(sopa) de levedura de cerveja, 2 colheres(sopa) de pão ralado, 1/4 colher de sopa de alho em pó e 1 pitada de sal.
2 ovos (crus), substituí cada ovo por: 1 colher(sopa) de sementes de linhaça moídas batidas com 1/2 chávena de água quente, até formar uma mistura tipo clara de ovo.
200 grs de fiambre picado, substitui por 2 salsichas de soja
1 lata de ervilhas em conserva, ou 1 chávena(chá)de ervilhas congeladas ou frescas(usei feijão verde - vagem picado, azeitonas sem caroço, tomates picados, pimento vermelho picado e cenoura aos cubinhos
salsa, 1 pitada de pimenta preta, 1 pitada de noz moscada e sal a gosto
Preparação:
Junte todos os ingredientes num pirex misturando-os com uma colher de pau e leve ao forno para cozer por aproximadamente 1 hora.
Atenção ao tamanho do pirex, deve-se deixar uma certa folga pois o arroz irá "crescer".
Acompanhei com uma salada verde.

Sobremesa: Pêssego
JANTAR:  
A sobra do arroz, acompanhada de salada de tomate e sopa de legumes.

Sobremesa: meloa

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A doçura de um anjo com a coragem de leoa

Quando resolvi participar nesta blogagem colectiva, sabia perfeitamente quais as pessoas da minha vida que fariam parte do Nascimento e desta Melhor Idade. Não considero que ambas sejam o início e o fim desta história, porque esta história não tem um ponto de partida e de chegada, assim como não conseguimos achar o começo e o fim de um círculo. É um circulo que não para de girar, como a vida que não para de correr escoando-se entre as gerações, indo e voltando... No Nascimento foi a vida da minha filha que se iniciou, entrelaçada pela vida da sua bisavó, que não conhecerá materialmente, mas que fará parte de sua vida indubitavelmente.
Nesta fase, as atenções vão para a pessoa que participou da minha vida desde o início dela até agora, a minha querida avó materna, Luisa. Corporalmente esteve comigo até a juventude, encheu a minha infância de cor, era a única pessoa que tinha paciência para a minha energia, adorava ficar temporadas em sua casa, porque deixava-me voar. Vivia atrás dela, nunca me lembro de ouvir um grito de sua boca, ou uma palavra mais dura, até a sua expressão era serena, e passados alguns anos, concluí eu, até um pouco triste.
A minha avó tinha mãos de fada, costurava e bordava muito bem, e foi com esses dotes que ajudou a sustentar os 5 filhos quando meu avô emigrou para o Brasil nos anos 50. Em 1960, todos lá se reuniram e ainda nasceu a minha tia mais nova. Na bagagem, a minha avó levou a máquina de costura, fiel companheira, que já tinha sido de sua mãe. Quando eu era pequena esta máquina fez as delícias de muitas brincadeiras, pois a minha avó deixava-me costurar nela e fazia-me também lindos vestidos para as minhas bonecas. Uma vez presenteou-me com um urso de peluche que ela própria fez. Por causa disso a paixão pelos trabalhos manuais ainda faz parte de minha vida.
Lembro-me também de sua doçura e da tristeza que sentia por ter perdido uma filha, que morreu de parto, quando eu tinha 4 anos e das saudades que tinha da filha que foi morar para outro país, não gostava de se separar da família e tinha enormes saudades de Portugal. Uma das frases que ouvia de suas conversas com os adultos era: Os meus ossos não ficam cá, voltarão para a minha terra. Era uma profecia, porque passados 2 anos de regresso à Portugal, ela faleceu, adormeceu e nunca mais acordou, foi-se como um anjo. Eu ainda morava no Brasil, a tristeza foi muita, mas nunca senti a separação de facto, porque sinto que ela, de alguma forma está sempre ao meu lado.
Tanto a máquina como o urso até hoje estão comigo, como talismãs que eu não troco por nenhum ouro, não como objectos que me façam lembrar dela porque disso eu não preciso, sinto sempre a sua presença, e nos instantes mais delicados e críticos tenho mesmo a sua ajuda. Num dos momentos mais importantes da minha vida, senão o mais, o nascimento da minha filha, ela lá estava, vou contar-vos como foi e como estamos ligadas:

O meu avô, que conta hoje com a bela idade de 94 anos, e que se chama Luís, sempre foi muito calado, embora não fosse autoritário, pelo menos desde que me conheço por gente, simplesmente não dialogava muito na fase da sua maturidade, penso que era o fruto da época dura em que viveu. Agora,  gosta de contar as histórias do seu tempo de juventude.
No mês anterior ao nascimento de minha filha, há quase oito anos atrás, foi o baptizado de minha sobrinha e a festa foi em casa de minha mãe. Enquanto todos se afadigavam nos preparativos, eu, com a minha barriga enorme de 8 meses e o meu avô, com o peso dos anos, estávamos como reis, no meio da barafunda, aproveitando, sem culpas uma bela cavaqueira. É claro que o tema da conversa acabou por ir parar no assunto do momento: o meu bebé que iria nascer em pouco tempo. O meu avô então contou a história incrível do nascimento dos seus 6 filhos.
Naqueles tempos, os filhos nasciam em casa, com a ajuda de uma parteira. A minha mãe foi a primeira filha, nascida com a habitual ajuda, mas a minha avó ficou traumatizada com a experiência e a partir daí, segundo o meu avô, nunca quis que mais ninguém a ajudasse a ter os filhos, teve os restantes 5 filhos sozinha, inclusive a última, que nasceu no Brasil, nos anos 60, onde já era comum a recorrência aos hospitais. Chegada a hora, ela pedia para o meu avô aquecer água, trazer lençóis, arranjar uma tesoura desinfectada e a roupinha do bebé e ia para um quarto isolado, não queria ninguém por perto. Quando o meu avô regressava do trabalho já tinha o bebé nos braços e assim foi com todos eles. Eu ouvi incrédula, estes factos da vida de minha avó, sem nunca conceber que por trás daquele doce anjo, houvesse uma leoa corajosa e por outro lado nunca imaginei o meu avô a narrar estes factos, dada a sua personalidade tão reservada.
É claro, que depois disso, o pouco medo que tinha da hora do parto, dissipou-se por completo, pois ao imaginar que naqueles tempos a minha avó sozinha teve os seus filhos todos, eu, com toda a tecnologia e apoio não tinha qualquer razão para ter receio e o meu parto correu às mil maravilhas, foi rápido, nem houve tempo para a anestesia epidural, que não fez falta nenhuma. O meu anjo nunca me abandonou!
Quantas vezes, mais jovem, em momentos de solidão, abraçava-me ao urso e tudo parecia melhorar.

Existem algumas ligações entre nós, poderão ser coincidências, mas servem para reforçar os laços que nos unem, como se fizéssemos parte de algum clube privado:
A minha avó faz anos à 21 de Fevereiro, seu nome começa com a letra L.
O meu marido, faz anos à 21 de Fevereiro, seu nome começa com a letra L.
Eu nasci à 21 de Outubro, o meu nome não começa com L, mas o diminutivo, que uso, apenas após conhecer o meu marido, pois foi ele que começou a tratar-me assim, começa também com a letra L.
A nossa filha nasceu à 21 de Outubro, e o seu nome também começa com a letra L, e foi escolhido por nós, sem nunca termos ligado estes factos, apenas pelo nome nos agradar a ambos.
Coincidência ou não, acho interessante este elo que nos entrelaça uns nos outros.

Esta-me a custar chegar ao fim desta colectiva, como quando estamos a chegar ao fim de um livro que adoramos e lemos devagarinho para que não acabe depressa...Aqui quero escrever muito para não mais acabar esta viagem dentro de mim, este revoltear de sensações, que trouxe alegrias, tristezas, saudades, tantos sentimentos que me fizeram olhar para dentro, voltar a senti-los, doutra forma, e crescer, e voar bem alto, novamente.

Obrigada, queridas amigas(Rute, Gina e Rosélia), por esta ideia maravilhosa e por eu ter feito parte dela! Deixo-vos esta flor, que colhi hoje com a minha máquina, especialmente para vocês!


Outra herança que minha avó me deixou foi a paixão pela culinária e foi com ela que tive as primeiras experiências, nesse campo, de que me lembro. Nunca mais me esqueço de uma vez que fiz um pudim instantâneo de sabor a morango, cor de rosa, lindo, numas férias de Verão.
Os meus almoços de domingo, na infância, eram sempre em sua casa, e eram uma festa, com muita gente reunida à mesa e uma comida deliciosa preparada com carinho por suas mãos de fada.
Ainda hoje, faço uma receita de arroz de forno, desses tempos, que é um verdadeiro sucesso, cuja receita já postei AQUI. Mas como hoje é segunda feira, e como prometi AQUI, será sem carne. Esta postagem, terá portanto, cenas dos próximos capítulos, pois  o meu jantar, será este arroz em versão vegan! Por isso, peço-vos paciência e prometo colocar a receita e fotos logo à noite!
Esta foi a minha participação no 6º tema, a Melhor Idade, da Blogagem Colectiva Fases da Vida.