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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bolo de chocolate vegano

Existem algumas pessoas, sobretudo mulheres, que observo, que estão sempre impecáveis, desde a ponta dos cabelos à ponta dos pés: penteadas, maquilhadas, unhas feitas, roupa bem escolhida, saltos altos, tudo a combinar e além disso passam o dia todo assim na maior, parece que aqueles adereços lhes nasceram no corpo, não há uma unha partida, um cabelo fora do sítio, um salto raspado, uma nódoa ou vinco na roupa...Por aí vocês já devem estar a adivinhar o meu estilo, sim, é esse mesmo: o mais prático possível, calças de ganga, botas rasas com meias confortáveis(que eu ando muito a pé), o mínimo de maquilhagem, que é o mesmo que dizer: creme, protetor solar e brilho labial, cabelos soltos em corte simples com menor manutenção possível, tipo 1 vez por ano...Não quer dizer que de vez em quando eu não goste de vestir com mais glamour, mas como diz uma amiga minha(que tem o estilo parecido com o meu), ao observar uma dessas deusas da elegância: Esta-lhes na massa do sangue, nós não nascemos para isso! Penso que é verdade, cada pessoa tem o seu jeito e as suas prioridades. 
E o mesmo transpõe-se para a cozinha: eu bem fico a babar com os pratos bem decorados, as fotografias caprichadas e as decorações dos bolos que vejo pelos blogues, cada uma mais linda do que o outra...e sempre digo para mim mesma, é desta que vou fazer um bolo bem decorado, uma tarte elaborada, mas acabo sempre por fazer o mais simples e o mais prático, e no fim, fico contente, para que negar...é o meu jeito, está-me na "massa do sangue"...

A minha filha pediu-me hoje um bolo, mas eu não tinha ovos e ao pesquisar no Google uma receita de bolo vegano deparei-me com esta jóia da simplicidade, mesmo ao meu estilo! E vai saber-me bem amanhã de manhã, tomar o pequeno almoço com uma caneca imensa de café fumegante e saborear uma bela fatia deste bolo, contemplando a paisagem da minha janela...sem pressas... afinal não preciso de muito tempo para maquilhar-me.



A receita veio daqui do blogue Caos na Cozinha:

Ingredientes:
3 chávenas de farinha de trigo
1 chávena e meia de açúcar
1/2 chávena de cacau em pó
3/4 chávena de óleo
2 chávenas de água
1 colher de chá de sal
2 colheres de chá de vinagre (usei de arroz)
2 colheres de sopa de anis(usei só 1 de sobremesa, por causa dos esquisitos cá de casa)
2 colheres de chá de bicarbonato de soda
Preparação:
Deitar os ingredientes para uma taça, misturar com uma colher de pau. Deitar numa forma untada e enfarinhada e levar ao forno quente(170ºC) por mais ou menos meia hora(testar com palito). Deixar arrefecer um pouco dentro do forno antes de desenformar.

Nota: o bolo deve ir bem com outros aromas, além do anis(baunilha, canela, gengibre...) e não fica demasiado doce e é fofinho, embora na foto não pareça!
Reguei-o, ainda morno com uma calda simples feita com 3 colheres de sopa de água, 1 colher de sopa cacau, 1 colher de sobremesa de margarina vegetal e 1 colher de sopa de açúcar engrossada no microondas, por 30+30 segundos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bolo da Welze - BC Welze

A Welze foi uma companheira virtual neste mundo dos blogues que nos marcou com a sua sempre boa disposição, com as palavras carinhosas com que brindava cada um que chegasse à sua cozinha (Gostosuras sem Travessuras) nos fazendo sentir especiais, quase como se estivéssemos sentadas juntas à saborear um cafezinho...Além das receitas deliciosas, com um sabor de família contava-nos muitos "causos" em que era impossível não nos sentirmos alegres depois de os ler. Sabíamos que gostava de ter a família sempre reunida, principalmente nos aniversários.
Fisicamente não está entre nós, mas deixou-nos lições de vida que jamais esqueceremos. 

Viver cada dia com alegria, espalhando a amizade e o amor, foi uma delas.

Hoje é o seu aniversário e reunimo-nos virtualmente para comemorá-lo numa grande festa, como ela gosta.

Eu decidi fazer uma das receitas maravilhosas que existem no seu blogue, não foi fácil escolher, mas decidi-me pelo bolo com vinho tinto, que para mim será sempre o Bolo da Welze.

A receita, na íntegra está aqui.

Utilizei frutas cristalizadas que ainda restavam do Natal(uma mistura de cerejas, casca de laranja, figos e pera) e vinho maduro alentejano.


Feliz aniversário, Welze.

 Esta linda iniciativa e homenagem à querida Welze (blogagem colectiva) foi impulsionada pelo Blogue Ora, Pitangas!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Panetone

O panetone é um pão doce tradicional da época de Natal, de origem italiana, com frutas secas e cristalizadas e um aroma característico a baunilha e laranja. No Brasil é um doce que não falta nas mesas de Natal e por cá também já começa a estar mais divulgado.

"Uma antiga lenda diz que o panetone foi criado no século XVII por um padeiro da região da Lombardia chamado Toni que se apaixonou por uma moça e para impressionar seu sogro criou uma nova receita de pão recheada com frutas cristalizadas. Com o tempo esse pão recebeu o nome de "pao di toni" ou seja o pão do toni que actualmente é chamado de panetone"(Fonte: Wikipédia)
No Natal do ano passado foi a primeira vez que me aventurei a fazer panetone e algumas pessoas receberam de presente um bolinho feito por mim. Este ano resolvi repetir a experiência, depois da Cristina ter publicado um excelente passo a passo para máquina de pão no seu magnifico blogue Kanela y Limón. Segui a receita à risca e devo dizer que os meus panetones ficaram óptimos e com um aroma delicioso! 

É claro que muito contribuiu a essência especial para panetone que comprei na Toca do Bolo, um espaço novo que abriu recentemente aqui na minha cidade com muitos produtos específicos para pastelaria, uma grande variedade de formas e utensílios, o grande sonho de consumo para qualquer doceira!

A receita está aqui, no blogue Kanela y Limón. As únicas alterações que fiz à versão original foi o uso de açúcar mascavado claro/amarelo (180grs) e a substituição das essências de limão e baunilha por uma colher de sobremesa de essência especial para panetone. Os tempos de levedação foram os seguintes:
Massa de fermentação - cerca de 1 hora
Massa - cerca de 4 horas
Panetones moldados dentro da forma, já com as frutas - toda a noite

Renderam-me 3 panetones com cerca de 15cm de diâmetro. Eu tinha apenas 2 formas de papel e para o 3º improvisei com uma pequena panela de sopa, que resultou na perfeição!
Penso que os segredos para que esta receita resulte na perfeição, são a manipulação da massa e o tempo de levedação. A massa deve ficar bem amassada e ligada, mas não deve levar muito maior quantidade de farinha do que a indicada na receita para que fique bem leve. O tempo de levedação é muito importante: no meu caso comecei a fazer a massa no domingo a tarde e apenas na 2ª feira de manhã os bolos foram cozidos! E como está frio, a levedação foi feita no forno, isto é, liguei o forno do fogão em temperatura mínima por alguns minutos, desliguei e coloquei a vasilha com a massa embrulhada numa toalha dentro do forno até que alcançou o volume desejado. Tenho feito este procedimento para qualquer massa levedada e tem corrido muito bem!
É importante usar bons ingredientes à temperatura ambiente e se puder usar ovos caseiros/biológicos, melhor ainda!

E que tal oferecer um panetone à alguém, neste Natal? Ainda dá tempo!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Partilha


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amor, uma filha, sonhos, ideais, pensamentos, gostos, trabalho, alegrias, tristezas, prazer, discussões, música, silêncio, vivências, recordações, emoções, a casa, o sofá, a cama e... a cozinha.

Ele fez um leite creme, sobraram 2 claras e eu fiz um bolo de tangerinas

Vou tentar explicar como foi feito o leite creme, uma vez que o meu marido é o fazedor oficial desta sobremesa cá em casa, pois além de lhe calhar muito bem, é um instante enquanto uma travessa de um fumegante e aromático leite creme lhe sai das mãos. 
Leite Creme
Ingredientes:
1 litro de leite 
2 gemas, de ovos caseiros biológicos
2 a 3 colheres(sopa) bem cheias de amido de milho(maizena)
Açúcar a gosto
Casca de limão
Canela em pó
Preparação:
Leve o leite a aquecer com a casca de limão e açúcar a gosto, reservando cerca de 1/2 chávena. Bata as gemas, misture o amido de milho e um pouco de leite para dissolve-lo. Junte esta mistura ao leite e mexa até formar um creme. Retire a casca de limão e transfira o creme para uma travessa, espere um minuto e polvilhe com canela em pó.

Não se esqueça de "rapar" a panela, se for repartido, ainda melhor...

Bolo de tangerinas 
Ingredientes:
4 ovos biológicos(eu usei as 2 claras que sobraram e 2 ovos inteiros)
1/2 chávena (chá) de óleo de amendoim(ou girassol, ou outro a gosto)
4 tangerinas pequeninas biológicas
1 1/2 chávena(chá) de açúcar amarelo
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 colher(sopa) de fermento em pó
3/4 chávena(chá) de sumo de tangerina para regar o bolo
Preparação:
Bata os ovos no liquidificador(eu usei varinha mágica) até ficarem espumosos. Junte o óleo, o açúcar e os gomos de tangerinas sem caroços(as minhas não tinham!) e as cascas das mesmas. Triture bem.
Deite esta mistura para uma taça e misture a farinha e o fermento. Coloque a massa numa forma de chaminé untada e polvilhada com farinha e leve a cozer em forno médio, por aproximadamente 20 a 30 minutos(faça o teste do palito). Retire do forno e regue o bolo com o sumo de tangerina. Deixe absorver e desenforme.

Não se esqueça de saborear o bolo com uma chávena de chá ou café e uma boa companhia...

domingo, 13 de novembro de 2011

Bolo de chuchu

Recordo-me que quando vim do Brasil, há 23 anos, alguns legumes que eu conhecia não eram muito utilizados pela maioria das pessoas por aqui e só os encontrava em grandes superfícies, que não eram muito abundantes nessa altura, com um preço nada convidativo Como exemplo, a courgette e o chuchu. Hoje em dia, é muito fácil encontra-los em qualquer horta ou supermercado, a um preço acessível, o que é excelente!
Desta mistura de (agri)culturas surgiram muitas maneiras novas de confeccionar estes ingredientes, e naquele tempo jamais imaginava que iria comer bolos feitos com legumes normalmente utilizados em comida E hoje chegou a vez do chuchu. Não encontrei nenhuma receita original, então adaptei uma de bolo de courgette.

O resultado surpreendeu-me: ficou um bolo super fofo, aromático e pouco doce.
A repetir, enquanto vierem chuchus da horta dos meus pais.

Ingredientes:
170 grs de chuchu biológico ralado
3 ovos biológicos
230 grs de açúcar mascavado escuro
90 grs de óleo(usei Becel)
80 grs de amêndoa ralada
20 grs de coco ralado
1 colher de (café) de sal
2 colheres (chá) de canela em pó
2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher(chá) de fermento em pó
250 grs de farinha de trigo
raspa de 1 limão
Preparação:
Coloque o chuchu, o óleo e os ovos num recipiente e misture com a varinha mágica, ou bata-os no liquidificador. Junte o açúcar e bata novamente com a varinha ou liquidificado.
Misture todos os ingredientes secos e acrescente-os aos poucos à mistura do chuchu, utilizando uma vara de arames. Junte a raspa de limão.
Unte uma forma de chaminé, ou outra a gosto, polvilhe com farinha e verta a massa. Coza em forno pré aquecido por cerca de 30 a 40 minutos. Faça o teste do palito.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bolo arco-íris natural para uma festa infantil ecológica Teia Ambiental

Não resisti ao impulso da vaidade e comecei esta publicação pela foto do bolo que fiz para a festa de aniversário de 8 anos da minha filha, que aconteceu no dia 22 de Outubro. Afinal, não é todos os dias que sai uma coisa tão bonita como essa da minha cozinha!
Conforme escrevi na minha participação no 2ª tema da BCFV - a Infância, as festas de aniversário são muito importantes e ansiadas pelas crianças. A minha filha não é diferente.Costuma pensar nas festas de aniversário, com um ano de antecedência, isto é, mal acaba uma, já está a pensar na próxima! Como toda a mãe, tento proporcionar a maior felicidade à minha filha, mas gosto de aproveitar especialmente estes momentos para ensinar algo, pois sei que ligado a um momento feliz a aprendizagem é mais fácil e produzirá frutos. 
Foi uma festa normal para uma criança de 8 anos: 15 crianças, muita brincadeira, espaço, uma tarde de sol, bolo, doces, salgadinhos, velas e alguns arranhões!

Na elaboração da festa e no seu decorrer, tentei ao máximo ter uma postura mais amiga do ambiente e apesar de não ter cumprido na íntegra todos os objectivos a que me propus, penso que o saldo foi positivo e esta foi de facto a festa mais ecológica que fiz até hoje e com a prática o resultado será ainda melhor.

Passemos então à realidade dos factos que vou compartilhar convosco, como um exemplo a ser seguido, e espero melhorado: 

A decoração
Embora tivesse algumas ideias para trabalhos com material reciclado, a falta de tempo impediu-me de concretiza-las. Utilizei decorações de papel, grande parte foram-me oferecidas por uma amiga (obrigada, T.!), que as utilizou nas festas dos filhos, que agora são jovens. As decorações serão portanto utilizadas mais vezes, um princípio ecológico: Reutilizar

Tomando como tema as Fases da Vida, a decoração central da festa foi um estendal(varal)/mural realizado com fotos da aniversariante presas com molas de madeira, desde bebé até hoje. As fotos das festas de aniversário foram assinaladas com o número correspondente agregado à mola. Foi um sucesso entre miúdos e graúdos! 
Depois da festa, foi tudo desmontado e guardado, voltando às suas utilizações normais.
Não comprei balões, à última hora, o meu marido encheu alguns, daqueles que são oferecidos como brinde em certas ocasiões(festas, consultas médicas, etc). Embora o meu princípio fosse não utilizar este tipo de material, que não é biodegradável, restringindo o número já foi bom e guardei-os para pensar numa futura utilização.

A louça
Neste ponto fui irredutível, não houve louça descartável. Utilizei a louça branca que tinha, garfos metálicos e a louça de plástico dos tempos de bebé para os meninos mais agitados. Para os copos utilizei os de vidro e reciclei copos de iogurte, que as crianças adoraram, pela novidade. Para as bebidas utilizei canecas com o conteúdo. Os guardanapos tiveram de ser de papel, mas utilizei os de papel reciclado, menos mau!


A comida
A maior parte da comida foi elaborada por mim e embora houvesse algumas guloseimas mais calóricas, que não consegui evitar, os pontos positivos:
- Restringi o uso de ovos, e foram todos biológicos
- Restringi o uso de forminhas de papel
- Reutilizei frascos de iogurte, onde servi gelatina(vegetal) e brigadeiro. As colheres foram de café.
- As crianças gostaram muito dos cake pops
-Para as bebidas utilizei sumo sem gás, Ice Tea e limonada cor de rosa, caseira, que foi a bebida mais apreciada. Coloquei-a num grande frasco e era servida com uma concha de sopa, era vê-los todos contentes a encher os copinhos.
As prendinhas para os convidados
No final da festa os convidados pequeninos levaram para casa um mini mealheiro, em cerâmica. Uma prenda singela, mas que foi também um sucesso. A mensagem que estava acoplada a esta prendinha era a mais óbvia, poupança, de dinheiro, de recursos e do Planeta.
Conclusões e reflexões
O melhor
Ao realizar uma festa desta forma poupa-se, além do nosso Planeta, na redução drástica do lixo, também o nosso bolso, porque as decorações, a louça descartável tudo isso custa dinheiro que vai literalmente para o lixo.
As crianças gostam de conviver umas com as outras, brincar da forma mais simples e sentia-se que estavam muito contentes. Bicicleta, bolas, bonecas, corda de saltar, quadro negro e giz ainda são dos seus brinquedos favoritos. Portanto não adianta investir em enfeites muito elaborados e dispendiosos, o importante é ter algum espaço e brinquedos para que possam expandir a energia e criatividade. 
As crianças apreciam e comentam de forma positiva atitudes diferentes, como não por exemplo não usar copos de plástico. Entram rapidamente na onda, adoram participar e com certeza passaram a mensagem lá em casa.

O pior
Os embrulhos das prendas: os brinquedos vem demasiado embalados, com caixas enormes cheias de material plástico. Tudo vem demasiado embrulhado, e no fim da festa juntou-se um monte considerável que foi quase todo para a reciclagem. Isto serviu-me de alerta para começar a pensar numa forma mais ecológica para embrulhar as prendas do Natal que já se aproxima.
A quantidade de comida: verifiquei que as crianças pouco comem e sobrou muita comida. 
Nada se estragou, o que sobrou foi distribuído pelos familiares e amigos e alguma comida congelada, mas este facto serviu para tirar algumas conclusões. Na minha infância, quando havia uma festa, era uma alegria uma mesa cheias de doces, comíamos com gosto, porque as oportunidades não eram muitas. Hoje em dia as crianças tem um acesso quase diário e fácil a guloseimas, por isso não dão importância a este aspecto nas ocasiões especiais. Por um lado é mau, demonstra que a alimentação poderá não ser a mais saudável, pelos malefícios, que sabemos, o açúcar e produtos refinados causam, por outro, verifiquei que a comida não é o centro de tudo para essas crianças. O facto de proibirmos demasiado certos alimentos faz com que anseiem mais por eles e poderá tornar-se uma obsessão.  Nunca me esquecerei de uma cena que presenciei numa das festas de aniversário de minha filha: uma criança, cuja mãe é radical na proibição de guloseimas, estava a empanturrar-se de brigadeiros, escondida na cozinha. Quando apareci, olhou-me com culpa e medo. Fiz de conta que não percebi e fiz-lhe um mimo, sentindo imensa pena desse sofrimento infantil. 
É complicado gerir a fartura de alimentos e não só, altamente aliciantes com que são bombardeadas as nossas crianças e até nós adultos. Tudo traz um brinde ou tem uma embalagem tentadora, portanto compreende-se a dificuldade que há na sua rejeição. Não sou radical, embora tenha certos limites. Acho que a melhor maneira de educarmos as crianças é com os nossos exemplos, com muita persistência, calma e paciência, porque com o tempo, com o crescimento, eles assimilarão o que é melhor e antes disso, nós, pais e educadores temos que saber o que é melhor para nós, para que possamos lhes passar a mensagem.

Encerro esta participação na Teia Ambiental de hoje, com a receita do bolo de aniversário, um bolo colorido e saudável, com as cores naturais das dádivas que a nossa mãe Natureza generosamente nos oferece.
Bolo arco íris natural (rende imenso, para 20 pessoas, à vontade)
O bolo verde, é de espinafres, já publicado aqui.
Ingredientes: 
2 ovos
1 1/2 chávena (chá) de açúcar (usei apenas 1 chávena)
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento
1 colher de sobremesa de açúcar baunilhado(usei 1 colher(sobremesa)essência de baunilha)
1/4 chávena(chá) de óleo de girassol(usei óleo de amendoim)
200 g de espinafres (cerca de 3/4 chávena(chá) de espinafres ralados)
Preparação:
Lave os espinafres e corte os talos mais grossos. Pique-os na picadora e reserve. Misture os ovos com o açúcar. Adicione o óleo, o açúcar baunilhado e os espinafres. Por fim, junte a farinha e o fermento e envolva bem. Coloque a massa numa forma untada e polvilhada (apenas no fundo da forma)e cozinhe em forno pré-aquecido a 170º durante cerca de 50 minutos.
Bolo cor de rosa(de beterraba)
A receita e procedimentos são os mesmos do bolo verde, apenas substituindo-se os espinafres cerca de 3/4 chávena(chá) de beterraba ralada e passada pelo liquidificador ou varinha mágica.
Bolo cor de laranja(de abóbora)
A receita e procedimentos são os mesmos do bolo verde, apenas substituindo-se os espinafres por cerca de 3/4 chávena(chá) de abóbora menina ralada e passada pelo liquidificador ou varinha mágica.

Recheio e cobertura:
200 grs de margarina de soja para cozinha
1 embalagem(2,5dl) de natas de soja
1 chávena(chá) de açúcar em pó
1 chávena(chá) de cacau em pó
Bata a margarina com o açúcar e cacau até que se forme um creme homogéneo. Junte as natas, misturando delicadamente.

Montagem:
Coloque o bolo de beterraba no prato de servir, barre com uma camada de creme. Coloque o bolo de espinafres e barre-o também com uma camada de creme. Coloque o bolo de abóbora. Cubra com o creme restante. Decore a gosto. Leve ao frigorífico até servir.

Hoje é segunda feira, e como habitual será sem carne, a publicação será feita amanhã.
Beijinhos festivos e verdes a todos!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bolo de abóbora

Parece que o Outono se instalou definitivamente e estamos a aproximar-mo-nos rapidamente do Inverno. A hora já mudou, os dias estão a ficar cada vez mais pequenos e as noites a crescer. Parece um cenário triste, mas procuro ver sempre o lado positivo de tudo, é o meu feitio...Nestes dias gosto de dedicar um pouco mais de atenção à minha casa, à decoração, mudar uns objectos de lugar, pois com os dias frenéticos do Verão tudo fica um pouco abandonado. Ler um bom livro ou ver um bom filme na televisão enrolada numa mantinha (com companhia, ainda melhor!), desenhar e brincar com a minha filha, fazer malha ou crochet, e é claro, cozinhar são actividades que gosto ainda mais de fazer nesta época. Como vêem nem tudo é aborrecido...
E para levantar mais os ânimos trago-vos este bolo de abóbora, que já fiz há algum tempo, com a abóbora que restou desta receita. Ficou tão bom e fofinho, que merece ser repetido, ainda mais que estamos em tempo de abóboras, outra coisa boa do Outono! 
Ingredientes:
1 chávena(chá) de abóbora ralada
4 ovos biológicos
1/2 chávena(chá) de óleo de amendoim (ou outro à escolha)
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 chávena(chá) de açúcar
1 colher(sopa) de fermento em pó
Preparação:
Junte a abobóra, os ovos e o óleo e bata no liquidificador ou com a varinha mágica, que foi o que usei. Deite essa mistura numa vasilha e misture o açúcar, a farinha e o fermento. Leve a cozer em forno 170ºC por mais ou menos 30 minutos. Teste com o palito.
Eu reguei o bolo, ainda quente, com uma calda de chocolate, feita rapidamente com: 2 colheres de sopa de cacau em pó, 1 colher de sopa de leite, 1/2 colher sopa de manteiga que misturei e levei ao microondas por 1 minuto.
A abóbora vai reinar este fim de semana cá na cozinha, porque quero realizar a minha participação para este passatempo original que a Carla criou no blog o Meu Tempero e ainda quero fazer este antepasto da Neide, do blog Come-se. Será que vou conseguir? Ondas de pensamentos positivos aceitam-se!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Transformação


A minha inspiração parou um momento. Que sei eu da morte, se nunca a presenciei de perto…

Mas será mesmo que nunca senti a morte? 

O bebé que eu fui, onde está? Morto! Dele só tenho retratos amarelados para recordar. 

E a criança que um dia brincou à roda e aprendeu a ler? Está algures congelada no tempo e não passa de uma mera lembrança. 

A adolescente voadora estacionou no céu como uma estrela imóvel, apenas vive dentro da minha imaginação, está morta para a realidade carnal. 

A jovem esbelta, que sempre se achou imensa, com uma vida enérgica e que gostava de sair à noite, adormeceu para sempre num domingo de manhã e nunca mais acordou. 

A noiva, que no dia 15 de Setembro, de há 9 anos, entrava pela capelinha de braço dado com o seu amor, está aprisionada dentro de um grosso álbum de fotografias guardado numa arrecadação, com o sorriso de felicidade cristalizado para sempre no rosto. 


A mãe recente com o bebé nos braços, ansiosa por saber se o seu choro era de fome ou de dor, não existe mais… e até o bebé que acarinha está morto, incontestavelmente morto. Rapidamente, sem tempo para pensar os anos transmutaram-se em minutos, e viu-se a mãe com uma criança pequenina, que também já se foi embora a correr atrás de uma bola e hoje é uma criança grande, que desenha uma letra muito redondinha, mas que também sucumbirá. 

Quantas mortes já assisti e assistirei, sem pesar, sem luto e sem direito à lápide no túmulo, porque só me apercebo delas quando o esqueleto já virou pó e o arrependimento surge, de não ter convivido melhor com estes outros "eus", de não os ter tratado bem. Resta o amargor por não ter agido de outra forma em diversas situações que agora já não voltam mais. 

Que saudades tenho dessas pessoas que fui e que agora não existem mais! Acredito, como algumas tribos, que a máquina fotográfica rouba-nos a alma e ela permanece aprisionada no papel e na lembrança daquilo que fomos.

Se eu me debruçar sobre o abismo do passado sinto a morte em todos os cantos, vejo todas aquelas que fui a afastarem-se até se tornarem pontos minúsculos...a pessoa de ontem, que fazia compras num supermercado, ainda me agarra pela mão, mas também se afastará e se perderá no esquecimento.

Mas atrás de mim sinto a doce brisa da expectativa, para que o “eu” de hoje exista é preciso que eu tenha algum dia desaparecido naquelas muitas formas. É preciso que o Outono venha, para caírem as velhas folhas, para que adubem o que serei, para que eu floresça e dê frutos! Não tenho medo desta morte, ela é sabedoria, é renovação, é conhecimento!
É o ciclo se renovando, como a natureza, que nunca morre, apenas se transforma, assim somos nós…


Um dia as folhas caíram, a geada cobriu a terra, choveu, o rio engrossou o seu caudal,  apodreceram as folhas, tudo aquietou-se. O sol surgiu, os rebentos espreitaram e cresceram e treparam, as folhas verdes e espinhos cobriram a margem do rio, floresceram, alimentando abelhas e criaram frutos quase negros, que eu carinhosamente colhi, numa tarde de verão e que transformaram-se num delicioso bolo.


CUCA DE AMORAS

Receita daqui

INGREDIENTES DA MASSA :
3 ovos inteiros
1 chávena (chá) de leite
1/2 chávena (chá) de óleo
1 chávena (chá) de açúcar 
2 chávenas (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

COBERTURA :
1 chávena (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga (usei margarina vegetal)
4 a 5 colheres (sopa) de açúcar 
1 colher (sopa) de canela em pó ou a quantidade que gostar
2 chávenas (chá) de amoras bem cheias
 
Preparação:
COMECE COM A FAROFA : Retire os cabinhos das amoras, lave -as e escorra bem. Reserve. Misture todos os outros ingredientes com as pontas dos dedos até obter uma mistura húmida e granulosa. Reserve.

FAÇA A MASSA: Coloque todos os ingredientes no copo do liquidificador, começando pelos líquidos e bata até ficar homogêneo.
Coloque a massa em uma forma rectangular de aproximadamente 32x22cm, untada e enfarinhada.
Por cima da massa distribua as amoras e por cima delas salpique a farofa, se os grumos estiverem grandes esmague-os com os dedos antes de salpicar.
Leve ao forno médio até dourar, teste inserindo um palito que deverá sair seco, a farofa de cima não costuma ficar muito dourada, então preste atenção nas laterais do bolo.

Esta foi a minha participação no 7º tema, a Morte, da Blogagem Colectiva Fases da Vida.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bolo caramelizado de café e figos

O meu balde de figos está quase a chegar ao fim, mas foi muito bem aproveitado. Hoje fiz um bolo que uniu duas de minhas paixões alimentares: café e figos. Apercebi-me que ainda não tinha publicado nenhuma receita com café, uma falha imperdoável contra o ingrediente que inspirou o nome do blogue e que faz parte da minha vida desde que me conheço por gente, ou seja desde que fui finalmente libertada do sacrifício de beber leite, mais ou menos aos 12 anos, quando os meus pais se convenceram que ir para a escola enjoada todos os dias era menos vantajoso do que o cálcio que eu ingeria daquele copo tomado com repugnância todas as manhãs. Desde essa época os meus pequenos almoços foram sempre acompanhados de café simples, naquela altura com açúcar, hoje aprecio-o puro, no seu sabor pleno.

Do livro Sobremesas saudáveis, de Adriana Ortemberg
Para 6 a 8 fatias
60 grs de açúcar de cana integral
10 figos frescos de cultivo ecológico (usei 8)
4 ovos caseiros, separando as gemas e as claras
2 colheres de sopa de café de cereais solúvel (usei café "verdadeiro" solúvel)
90 grs de farinha de trigo integral
1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Preaquecer o forno a 180ºC.Untar com manteiga ou óleo uma forma com 20 ou 22cm de diâmetro e polvilhar toda a superfície com uma colher de sopa de açúcar (para precaver possíveis desastres, eu utilizei óleo em spray e forrei o fundo da forma com papel vegetal, que também untei).Lavar bem os figos, cortar ao meio na longitudinal e colocar no fundo da forma com a parte plana virada para baixo.
Bater as gemas com o resto do açúcar integral numa taça até obter uma mistura cremos. À parte, misturar a farinha, o bicarbonato e o café solúvel e adicionar tudo gradualmente aos ovos. Por fim, bater as claras em castelo e acrescentar ao preparado anterior, primeiro juntando só algumas colheradas para diminuir a densidade da mistura e depois incorporando o resto com uma espátula de borracha em movimentos envolventes.
Deitar a pasta na forma sobre os figos e levar a cozer durante 25-30 minutos. Verificar se está cozida introduzindo um palito, que deve sair sem restos de massa agarrados.
Retirar do forno e desenformar logo(caso contrário, o caramelizado do fundo ficará pegado à forma). O resultado final é um excelente bolo húmido.
Notas:
- O bolo ficou pouco doce e com um sabor intenso a café, contrastando com o figo doce e macio. Eu gostei, mas os mais "formiguinhas"poderão queixar-se, portanto poderá ser necessário acertar a quantidade de açúcar.
- Na foto do livro, o bolo parece ter mais caramelo, talvez seja melhor polvilhar com mais açúcar ou não usar o papel vegetal (embora eu não arrisque!).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que é a Espiritualidade para mim

Para comemorar o 2º aniversário do blog Espiritual-idade, participo hoje na festa virtual para a qual Rosélia gentilmente me convidou, com o tema O que é a Espiritualidade para mim.
Difícil de definir, no entanto fácil de sentir, penso que a espiritualidade existe em todos nós, pelo menos para aqueles que crêem que existe algo que nos move além da matéria. 

Perde-se no tempo quando aprendi e absorvi em meu ser a ideia da existência de Deus. Será que já nasci com ela? 

Depois do meu Nascimento, em São Paulo, Brasil, meus pais, cristãos católicos, baptizaram-me com 2 meses de idade, na Igreja de Santo António, disso, como é óbvio, não me recordo, mas tenho um álbum de fotografias e o vestidinho cor de rosa que usei nessa ocasião.  

Na minha Infância, fui estudar para um colégio católico, o Colégio Nossa Senhora do Sagrado Coração. Desse tempo recordo-me bem. Junto com a aprendizagem das primeiras letras e números, havia as aulas de ensino religioso. A imagem que mais me marcou nessa fase foi a de Irmã Geralda, numa das primeiras aulas, em que à medida que nos narrava a criação do mundo, descrita no primeiro capítulo da Bíblia, o Génesis, ia desenhando no quadro a sua evolução, com giz colorido, e nós assistíamos maravilhados, encantados com sua bela voz de negra e o desenho lindíssimo que ia nascendo de suas mãos e que ocupava o quadro todo. Essa foi a primeira ideia que me lembro da existência de Deus e foi muito positiva.
Cantávamos muito, acompanhados de violão que algumas freiras tocavam e as nossas orações, hoje sei disso, eram muitas vezes meditações feitas com olhos fechados e com música muito doce, como a conversar com Deus dentro de nós. Lembro-me também que o Colégio promovia várias acções beneficentes de solidariedade social em que todos participavam e envolviam toda a família.
Na 4ª classe meus pais resolveram passar uma longa temporada cá em Portugal (8 meses) e fiz cá a minha Comunhão, foi algo que também me marcou e pude perceber várias diferenças que haviam no ensino religioso, tive um choque quando apercebi-me que não sabia de cor várias orações, como o ato de contrição, mas a febre da novidade fez-me ultrapassar isso tudo. Lembro-me desse dia, de vestido branco e em que fui ler ao lado do padre gigante (ele mede 1,90m!) e da festa, em que fui a personagem principal e sentei-me na cabeceira de uma mesa muito comprida.

Ao entrar na Adolescência, Deus entrou-me na minha natureza inquieta, ao ingressar para o grupo Renovação Carismática Católica, através dos dons do Espírito Santo, em experiências que chegavam a ser transcendentes e muito intensas. Lembro-me desses tempos em que todos parecíamos cheios da graça, vivíamos a cantar músicas religiosas e até aqueles mais rebeldes ficavam envolvidos. Em alguns momentos lembro-me das expressões serenas das freiras, e só depois compreendi...que esta euforia não duraria muito, as hormonas também eram um pouco culpadas disso. Mas esses tempos foram importantes para aprender a olhar para dentro de mim, a meditar, aprender que Deus existe pela beleza do mundo e de suas obras, deixei para trás o materialismo necessário da infância e ingressei no Mundo começando pela porta do meu ser. 

Na minha Juventude, houve a mudança para Portugal, e foi também marcada pelo meu abandono da religião. Mas não de Deus. Nunca deixei de falar com Ele, em meu coração, como havia aprendido, mas os rituais da Igreja já não faziam mais sentido para mim. A espiritualidade tomou outro sentido, foi nessa fase que comecei a ler sobre diversas culturas e religiões, mas os estudos tomavam-me muito tempo e nesse campo foi quase que um adormecimento, um coma, em que Deus era como um amigo, que estava presente no meu dia a dia, nos meus momentos de solidão, aflição e também de alegria, mas de uma forma mais íntima e solitária.

Com a Maturidade, fase em que me encontro, a universalidade de Deus, é para mim quase uma certeza. Penso que Deus existe, acima de qualquer religião. Não penso que para acreditarmos Nele, é necessário pertencer a um grupo, mas também acho que se a pessoa se sentir bem, é uma escolha pessoal, que eu respeito. A única coisa que a mim causa-me impressão é quando a religião motiva a desunião das pessoas, e infelizmente, nesse campo tenho uma experiência familiar. É incompreensível para mim, quando em nome da religião, as pessoas deixem de conviver umas com as outras, por causa de "regras" religiosas. Eu, que fui ensinada, desde pequena que se Deus criou todos nós com o dom da palavra e da audição é para vivermos em comunidade, em pleno convívio uns com os outros e se deu-nos inteligência é para sermos tolerantes e entendermos que o credo depende muitas vezes do lugar do globo onde nascemos, até da geografia e do clima! Mas Deus, é universal e existe em toda a parte, não importando o aspecto que tem para cada um!
O respeito pelos nossos semelhantes, pelo nosso Planeta, a atitude individual, mas proactiva e bondosa em relação a todos os seres é para mim a Espiritualidade, e Deus continua a representar para mim o Grande Criador e aquele mundo maravilhoso, desenhado pela Irmã Geralda é o que considero que todos devemos ter e preservar.
A minha filha está na fase da Infância, e depois de muito reflectirmos, eu e meu marido decidimos matricula-la na Catequese, na Igreja Católica, para que seja ela também a ingressar na busca individual de Deus, sem a nossa influência com as experiências pessoais de já termos trilhado esse caminho. 

Espero, na Melhor Idade, continuar neste caminho e serenar ainda mais o meu espírito, mas não estagnar na aprendizagem do conhecimento, tendo Deus como uma certeza e não como uma obrigação mecânica de rituais, em que se perde a essência da Sua existência. Espero poder fazer parte do mundo e no mais pequeno dos gestos contribuir para que melhore mais, por todos nós, para ser cada vez mais belo e em que todos possam desfrutá-lo nas mesmas condições. Que todos tenham pelo menos o básico, para que possam aprender, meditar e encontrar Deus, é este o meu sonho.

E quando a Morte chegar, que seja apenas uma passagem para outro lugar, ou uma pausa para cá voltarmos outra vez, não sei... e acho que ninguém sabe, mas tenho a sensação que nada é definitivo, que o que nos anima é tão sublime, que não deve ser efémero, que vamos todos caminhando para mais perto da Perfeição, junto de Deus.

E foi com a história da minha vida, neste prisma, que descrevi o que representa para mim, a Espiritualidade.

Neste contexto, a receita do bolo que trago hoje, leva apenas ingredientes vegetais. Por nosso Planeta que Deus tão bem nos presenteou e pela inteligência que nos deu, para procurar formas menos agressivas de tratar nossos semelhantes, sejam eles irracionais ou racionais, este pequeno gesto é isto que simboliza, uma forma de se alimentar sem que disso seja necessário martizar algum ser, pelo menos hoje! E também porque para comemorar um aniversário gosto de um bolo, e deste ritual eu não abro mão!

Parabéns Rosélia! Pelo blog, pelos ensinamentos que nos trazes, pela vida missionária que tens em prol dos semelhantes, fazendo com que Deus entre nos seus corações e o Mundo seja um lugar cada vez melhor!

Bolo de frutas
Ingredientes:
2 chávenas(chá) de farinha de trigo
1 chávena(chá) de açúcar amarelo(mascavo claro)
1 colher(sopa) de fermento em pó
1/2 chávena(chá) de óleo de amendoim (ou outro de sua preferência)
1/2 chávena(chá) de sumo de maçã sem açúcar(ou outro de sua preferência)
2 colheres(sopa) de sementes de linhaça moídas(opcional)
1 pitada de canela
1 pitada de erva doce em pó
2 chávenas(chá) de maçã cortada em pedaços
1 banana cortada em pedaços
1 fatia pequena de melão cortada em pedaços
Preparação:
Triture as frutas juntamente com o óleo e o sumo de maçã no liquidificador ou usando a varinha mágica, até que se forme uma mistura lisa e homogénea. Junte o açúcar e as sementes de linhaça moídas e bata até misturar. Junte a farinha de trigo, misturando sem bater e por último o fermento, misturando levemente. Transfira a mistura para uma forma untada e coza no forno pré aquecido a 180ºC por cerca de 50 minutos. Verifique com um palito. Desenforme morno e se quiser polvilhe açúcar em pó.
O bolo tem uma textura húmida, é pouco doce mas sente-se o sabor da fruta em cada dentada, a banana domina o sabor, mas aos poucos sente-se o sabor das outras frutas.
Pode-se usar a fruta que quiser, outras combinações e até aos pedaços, o importante é manter mais ou menos a mesma quantidade e acrescentar mais sumo se necessário, para conseguir a consistência da massa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Bolo de courgette, chocolate e avelãs


- Mamã, fazes um bolo para o piquenique?
- Está bem. E queres um bolo de que?
- De chocolate!

Este diálogo ocorre pelo menos umas 10 vezes por ano cá em casa desde que a minha filha entrou para a escola e actividades extra curriculares. Não há festa, piquenique colectivo ou afins que não figure um bolo feito por mim e se a opinião for pedida é sempre o chocolate que reina absoluto. Desta vez fiz-lhe a vontade e saiu um bolo de chocolate e courgette, com avelãs. Ficou um bolo húmido, intenso e pouco doce, a pequenada menorzinha(de 3, 4 anos) não curtiu muito, mas os maiores aprovaram. A receita foi esta, do blog Cinco Quartos de Laranja, que tem várias sugestões com courgettes e não só, de olhar já se fica deliciado.

A receita, com as minhas pequenas alterações:
Ingredientes:
350g de farinha com fermento(usei sem, e mais 1 colher(sopa) de fermento em pó)
50g de cacau em pó
1 colher de sopa de especiarias (usei uma pitada generosa de canela em pó)
175ml de azeite(usei óleo de amendoim)
375g de açúcar amarelo(usei 200grs de açúcar branco, ficou pouco doce)
3 ovos
2 colheres de chá de extracto de baunilha
2 courgettes pequenas raladas com a casca (aprox. 450g)
140g de avelãs tostadas e picadas
sal
Preparação:
1. Aquecer o forno a 180ºC.
2. Numa taça combinar a farinha, o cacau, a mistura de especiarias e uma pitada de sal.
3. Noutra taça juntar o óleo, o açúcar, os ovos, o extracto de baunilha e a courgette ralada. Mexer e de seguida juntar os ingredientes secos já misturados.
4. Juntar as avelãs.
5. Colocar a mistura numa forma redonda untada com margarina ou óleo em spray.
6. Levar ao forno a cozer durante 45 a 50 minutos. Depois de cozido, deixar arrefecer. Desenformar.
Para a cobertura:
Usei uma calda leve feita com um 1/2 chávena de leite, 1 colher(sopa) de cacau em pó,1 colher(sopa) de manteiga e 1 colher(sopa) de açúcar. Misturei e levei ao microondas por 2 minutos.
Eu cozi o bolo na máquina de pão no programa de cozimento, que dura 1 hora. Foi necessário cozer mais 10 minutos, pois o bolo é grandinho.Desenformei o bolo, cortei em fatias e reguei com a calda.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bolo de Espinafres (Ispanaklı Kek)

Este bolo eu fiz para homenagear os seguidores da Turquia que me acompanham e também para homenagear as minhas pupilas e papilas gustativas, porque é uma delícia e lindo de morrer! Um bolo verdinho natural, que não sabe a espinafres e que cozi, mais uma vez na máquina de pão, para evitar de "enfernar" a minha cozinha. 
A minha filhota adorou esta nova maneira de comer vegetais!

Eu vi pela primeira vez este bolo aqui no blog da Rute e já me apaixonei por ele na altura e depois de ver esta receita aqui Na Biroskinha da Rachel, rendi-me por completo! Do blog da Rachel ainda fui parar à Cozinha Turca, que é a dona da receita do bolinho verde de hoje, e se eu já gostava destas paragens, agora com a descoberta deste blog escrito em português foi ouro sobre azul!
Simplesmente incrível estas voltas e trocas da blogosfera que torna tudo tão próximo. Esta partilha de conhecimentos é o melhor que há por aqui! Poder viajar, por metade do Globo sem sair do lugar ainda me espanta e encanta!
E ainda não acabou...Neste fim de semana uma amiga minha fez este bolo para comemorar os anos de sua sobrinha, que não pode se alimentar com glutén. A receita foi realizada com farinha especial sem glutén e coberto de chocolate negro. Segundo ela, resultou tão bem que nem conseguiu prova-lo, foi devorado num instante! E lá estavam um casal de alemães que levaram a receita! Expansão de conhecimentos pura!

Obrigada a todas!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bolo exótico de requeijão e laranja

Assim que vi este bolo no blog da Sarinha, não descansei enquanto não o fiz. E não descansei mesmo nada, pois passadas apenas 3 horas após ter copiado a receita, a minha cozinha enchia-se do inconfundível cheirinho a bolo. Gostei especialmente desta  receita porque leva:
- requeijão, que eu adoro e tinha um no frigorífico a acabar o prazo de validade
- poucos ovos (3), não aprecio receitas que levam muitos
- sumo de laranja, que dá um aroma e sabor delicioso a qualquer doce
- frutos secos, que eu substituí por bagas goji e sementes de papoila, daí baptiza-lo de exótico
E ainda porque foi cozido na máquina de fazer pão, o que evitou de aquecer a minha cozinha em pleno Verão e comprovar que a cozedura desta forma não afecta a maciez do  bolo. Fiquei fã! Quem quiser pode usar o forno normal, em forma de bolo inglês ou outra que gostar.
Obrigada, Sarinha por esta bela receita, que alegrou o fim da nossa 3ª feira! E se não conhecem o blog No Conforto da Minha Cozinha, está ao alcance de apenas um click inverter esta situação, garanto-vos que não se arrependem.
Ingredientes: 
3 Ovos
170 gramas de Açúcar
100 gramas de Requeijão(usei magro) - (no Brasil, aconselho o uso de ricota)
150 ml de Óleo(usei de amendoim)
Sumo de 1 Laranja (guardei as raspas, que espalhei por cima do bolo, depois de pronto)
170 gramas de Farinha de Trigo
1 Colher (chá) de Fermento em Pó
50 gramas de Frutos Secos à escolha picados(usei 1 colher(sopa) de sementes de papoila e um punhado de bagas goji)
Óleo para untar (Também Uso Spray Espiga)
Preparação:
1. Separar as claras das gemas e bater as claras em castelo(neve).
2. Bater as gemas com o açúcar e com o requeijão.
3. Quando obter uma mistura homogénea juntar o óleo, o sumo de laranja e a farinha previamente misturada com o fermento em pó.
4. Numa tacinha colocar os frutos secos e enfarinha-los para facilitar a sua distribuição pela massa.(Eu fiz isso apenas às bagas goji)
5. Juntar os frutos secos à massa e envolver.
6. Repetir o mesmo procedimento com as claras em castelo.
7. Untar a cuba da Máquina do Pão (ou a forma de bolo inglês), verter a massa e programar no ciclo  "Cozer/Bake" (ou levar ao forno a 180ºC, tendo o cuidado de ir verificando e fazendo o teste do palito).
8. Findo o ciclo (1h depois) retirar o bolo, deixar arrefecer um pouco e desenformar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Em forma pelo Planeta


Eis a minha participação de hoje na Blogagem Colectiva: Teia Ambiental


Ergométricas geram energia verde em hotel na Dinamarca
Fonte:aqui
Um hotel de luxo em Copenhague levou o conceito de energia renovável a um novo patamar, ao conectar bicicletas ergométricas a geradores, permitindo que os hóspedes ajudem a produzir a eletricidade que consomem.
Cada hóspede do Crowne Plaza Hotel que gerar 100 watt/hora receberá como prêmio uma refeição no valor de 200 coroas (27 euros ou 36 dólares), explicou o porta-voz do hotel, Frederikke Toemmergaard.
Duas bicicletas serão equipadas com telas montadas no guidão para que os ciclistas possam ver quanta eletricidade geraram para o hotel, que se autointitula "um dos mais 'verdes' do mundo".
Graças a esta iniciativa, os hóspedes poderão "reduzir sua pegada ecológica e economizar dinheiro e energia", disse Toemmergaard.
"Uma pessoa fora de forma precisa pedalar cerca de 10 minutos para gerar 10 watt/hora e alguém em boa forma pode gerar até 100 watt/hora em 60 minutos", afirmou.
O hotel de 26 andares e 366 quartos alega ser o primeiro da Dinamarca a ter toda a sua energia gerada a partir de fontes renováveis, graças a painéis solares e um sistema de resfriamento e aquecimento hidráulico.

Discoteca aproveita energia da dança
Fonte:daqui
A sustentabilidade acaba de ficar mais «na moda» entre os ingleses. Na última semana, a pista de dança do Bar Surya, no bairro de King's Cross, em Londres, inaugurou um piso especial capaz de gerar energia eléctrica a partir do movimento de quem dança.
O piso de dança utiliza uma tecnologia chamada de «piezoelétrica», na qual cristais de quartzo e cerâmica produzem energia quando são pressionados.
É o principal destaque do projecto Club4Climate, que também inclui a venda de bebidas e alimentos orgânicos, a utilização entradas de ar para reduzir a necessidade de ar condicionado e casas de banho com consumo reduzido de água.
A Holanda foi a pioneira das discotecas ecológicas.Trata-se da primeira pista do género em Inglaterra. Há cerca de um ano, o projecto foi testado num clube em Roterdão, na Holanda. No Bar Suria, cerca de 60% da energia consumida é gerada pela pista de dança. Os outros 40% virão de uma turbina eólica e painéis de energia solar. Caso a produção supere a necessidade, o resto será distribuído para residências na região.


Sapatilha que gera energia
Fonte:aqui
Investigadores da Universidade Louisiana Tech, nos Estados Unidos, criam sapato que armazena a energia das caminhadas.
A tecnologia desenvolvida pelo Dr. Ville Kaajakari colecta energia com um gerador colocado dentro da sola de um calçado – no caso, uma sapatilha.
O sistema é baseado e um novo circuito de regulação que converte carga piezoelétrica em voltagem adequada para carregamento de baterias ou para abastecer directamente equipamentos – como telemóveis.
É usado um material barato, que é macio e resistente, e tem as mesmas propriedades dos amortecedores das sapatilhas. Assim, os usuários não notariam a diferença ao praticarem actividades físicas.
O objectivo final é utilizar o sistema para abastecer telemóveis, MP3s e outros dispositivos. Isso, no entanto, deve demorar um pouco – uma vez que, como outros aparelhos similares, este ainda não gera quantidade de energia suficiente para tais gadgets.

Há algum tempo atrás estes exemplos poderiam parecer saídos de um filme de ficção científica mas a realidade mostra-nos que não demorará muito para que esta forma de gerar energia faça parte do nosso quotidiano, evitando-se as formas concentradas e gigantescas de produção que poluem e destroem o nosso ambiente, assolando as nossas lindas paisagens.
Mas enquanto estas novidades não se tornam rotina, está ao nosso alcance, pelo menos, a poupança de energia. 
Vejam alguns exemplos:
- Quantas vezes usamos o elevador no nosso local de trabalho e depois vamos "malhar" para o ginásio.
-Temos estores eléctricos em casa, porque é engraçado carregar no botão e ver a engenhoca a subir, em vez de puxarmos uma fita e depois usamos as máquinas do ginásio para muscularmos os braços.
- Vamos de carro para o trabalho, para as compras, para buscar os filhos à escola e depois vamos "caminhar" aconselhados pelo médico.
- Reclamamos do trabalho doméstico, varrer, lavar, passar, arrumar e depois vamos suar a potes, em movimentos repetitivos nas máquinas do ginásio, e ainda pagamos.  
Parece-lhe ridículo? Mas é a mais pura realidade! A nossa maneira de pensar deve ir mais além do óbvio, e além de pouparmos o ambiente e a carteira, ficamos mais saudáveis.
E para acompanhar essa onda a minha receita de hoje é:
Pão de Ló de laranja
(sem Bimby, liquidificador ou batedeira) 
Separe um saco de pano e o seu porta moedas, calce uma sapatilhas e vá às compras, à pé. Compre laranjas e ovos, de preferência biológicos, açúcar, farinha e fermento em pó. Venha para casa, calmamente, aproveite para observar a paisagem, há sempre algo novo que você não havia reparado pelo caminho. Chegando à casa, retire as compras do saco. Não se esqueça de lavar as mãos! Unte uma forma de chaminé, usando manteiga e um pedaço de papel, polvilhe com farinha e reserve. Separe uma taça grande, uma média e outra pequena. Parta 3 ovos, separando as gemas das claras. Coloque as claras na taça grande e com a ajuda de uma vara de arames bata-as até ficarem em castelo(neve), as mais treinadas e duronas podem usar um garfo nesta operação. Entretanto já estará a suar, mas pense que poderá comer uma fatia de bolo sem culpas, depois deste esforço.Não desista! Estando as claras bem firmes, misture uma gema de cada vez, batendo sempre com a vara de arames, até que se forme um creme claro e fofo. Adicione 2 chávenas(chá) de açúcar, aos poucos, usando sempre a vara de arames, a mistura deve ficar homogénea. Misture também desta forma 2 chávenas(chá) bem cheias de farinha de farinha de trigo e com leveza 1 colher(sopa) de fermento em pó. Por último acrescente, mexendo bem devagar, 1 chávena(chá) de sumo de laranjas, espremido à mão. Coloque a massa na forma e coza em forno 180ºC por mais ou menos 30 minutos. Lave a louça, limpe e guarde-a. Veja se o bolo está cozido, usando um palito. Retire do forno, espere 5 minutos e desenforme. Regue com 1 chávena(chá) de sumo de laranjas, espremido à mão. Lave a forma, deixando a cozinha arrumada e só então saboreie uma fatia de bolo delicioso, feito pelas suas próprias mãos.